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hidrovia do sao francisco
A diretoria executiva da Autoridade Portuária Federal (Codeba) esteve reunida em Brasília, na tarde desta quarta-feira (7), com representantes da Infra S/A e da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), órgão vinculado à Casa Civil da Presidência da República. O encontro teve como objetivo debater a viabilidade técnica para a movimentação de cargas na Hidrovia do São Francisco.
Durante a reunião, a Infra S/A apresentou um relatório preliminar sobre o corredor logístico. O estudo abrange o trecho navegável de 1.371 quilômetros, situado entre Pirapora (MG) e as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). De acordo com os dados apresentados, a hidrovia tem capacidade estimada para transportar até 5 mi de toneladas de cargas logo no primeiro ano de atividade.
Entre os produtos identificados com potencial para transporte pelo modal hidroviário estão grãos, algodão e frutas, além de insumos e mercadorias ligadas a setores como avicultura, mineração, produção de gesso e calcário agrícola.
O encontro também abordou diretrizes para a gestão, modernização, manutenção e operação do complexo aquaviário. As discussões focaram na estruturação das condições técnicas necessárias para a retomada da navegação e no aproveitamento pleno do potencial logístico do Rio São Francisco.
A participação da Codeba na iniciativa faz parte de sua estratégia para expandir a atuação na integração logística nacional, buscando desenvolver alternativas de transporte que aumentem a competitividade da produção e fortaleçam a integração regional.
Com foco na reativação da Hidrovia do São Francisco, a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) inicia neste mês de setembro os estudos de sondagem e batimetria, esta última consiste em medir e mapear o relevo dos fundos do rio.
O objetivo é chegar em dezembro de 2026 com todas as etapas cumpridas, o que inclui licenciamento ambiental e abertura de consulta pública, para assim leiloar a concessão da hidrovia. Isso tudo, porém, terá de ter aval do Ministério de Portos e Aeroportos, o mesmo que autorizou a Codeba a fazer os estudos de viabilidade.

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Segundo o presidente da entidade portuária da Bahia, Antonio Gobbo, as ações vão ocorrer em dois momentos. “A primeira fase já começa agora. São feitos os estudos de batimetria, sondagem, diagnóstico socioambiental e estudos preliminares de viabilidade. Em uma segunda etapa paralela, iniciam-se os estudos para uma futura modelagem de concessão”, disse ao Bahia Notícias durante evento no Centro de Convenções de Salvador, na última sexta-feira (29).
Com extensão de 1.371 quilômetros navegáveis entre Petrolina (PE), Juazeiro (BA) e Pirapora (MG), a hidrovia tem por objetivo o transporte de cargas do Nordeste para Minas Gerais, um comboio hidroviário que pode substituir até 1,2 mil caminhões em rodovias.

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Entre os produtos transportados cargas de insumos agrícolas, soja, milho, gipsita, minérios, bebidas e sal. No detalhamento feito por Antônio Gobbo, só nos 604 km navegáveis entre Juazeiro e Petrolina, passando por Sobradinho e chegando a Ibotirama, diversas empresas podem usar a rota, casos de Icofort, Mauriceia, Cargill, Bung Alimentos, Eter Draywall e Arcelormittal, antes de chegar por rodovias ao Porto de Aratu, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Em um primeiro ano de operação, a estimativa é que a rota transporte, por baixo, em torno de cinco milhões de toneladas de mercadorias, volume equiparado ao transportado pelo porto de Salvador em oito meses.
Conforme Gobbo, a hidrovia vai abranger 505 municípios em uma população de mais de 11 milhões de pessoas. Para o presidente da Codeba, a viabilização do projeto representará um marco para o transporte de cargas na região, além de reativar um modelo de desenvolvimento já testado na história.
“Esse é talvez um dos maiores e mais emblemáticos projetos de desenvolvimento humano que esse país já viu. É uma extensão territorial absolutamente gigantesca, e o desenvolvimento da região do São Francisco foi feito ao longo do tempo às suas margens e utilizando os caminhos que a hidrovia proporcionava”, afirmou.
A hidrovia do São Francisco entre Ibotirama e Petrolina foi desativada em 2014. (Atualizado às 10h49)
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