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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

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Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

harvey weinstein

Justiça condena Harvey Weinstein a 15 anos de prisão por crime sexual grave em Nova York
Foto: Reprodução

Harvey Weinstein, ex-produtor de filmes de sucesso, foi condenado a 15 anos de prisão por um crime sexual grave nesta quarta-feira (23). O caso do magnata de Hollywood impulsionou o movimento #MeToo, uma iniciativa global contra o assédio e a agressão sexual que foi criada em 2006, mas ganhou força em 2017. Weinstein já havia sido considerado culpado de cometer ato sexual criminoso contra uma ex-assistente de produção em 2025. O caso envolvia Miriam Haley e aconteceu em um apartamento no SoHo, em 2006. A acusação pediu uma pena de 20 anos, enquanto a defesa solicitou uma pena de 9 anos. 

 

O ex-produtor foi condenado pela primeira vez por crimes sexuais no ano de 2020 em Nova York, recebendo uma pena de 23 anos de prisão; porém, um tribunal de apelações anulou esse veredito quatro anos depois, com a justificativa de que Weinstein teria sido privado de um julgamento justo. Os juízes, então, determinaram a realização de um novo julgamento. 

 

Em 2025, durante um segundo julgamento, Weinstein voltou a ser considerado culpado por uma acusação de ato sexual criminoso contra Haley, porém, o júri não conseguiu chegar a um veredito sobre outra acusação e absolveu o ex-produtor pela terceira vez. O juiz Curtis Farber, então, determinou um novo julgamento, afirmando que aguardaria o resultado desse processo para realizar a sentença. Neste ano, durante um terceiro julgamento, o júri não chegou a um consenso, novamente, sobre a acusação de que Weinstein teria estuprado Jessica Mann, na época uma aspirante a atriz. A promotoria de Manhattan, distrito de Nova York, solicitou o arquivamento da acusação contra Weinstein, informando que não tentaria julgá-lo novamente. 

 

Essa última sentença marca o fim dos problemas de Weinstein com a Justiça. O ex-produtor enfrentou acusações nos estados de Nova York e da Califórnia e se declarou inocente de todas as denúncias enfrentadas, com seus advogados sustentando que ele nunca teria agredido as mulheres com quem se relacionou. 

 

As denúncias de abuso e crimes sexuais contra Weinstein foram reveladas inicialmente pelo jornal The New York Times em 2017. As acusações desencadearam o movimento #MeToo, fazendo com que Weinstein perdesse a posição de poder que possuía na indústria cinematográfica. Na época foi revelado que promotores se recusaram a levar adiante uma denúncia anterior contra Weinstein e, junto com a pressão pública, a promotoria distrital de Nova York o acusou de crimes sexuais no ano de 2018. 

 

Weinstein foi condenado por acusações parecidas na Califórnia, recebendo uma pena de 16 anos de prisão, porém, um tribunal de apelações decidiu que ele teria que receber uma nova sentença. 

 

Em testemunho, Miriam Haley afirmou que Weinstein a havia convidado para “dar um oi” em seu apartamento no SoHo, em julho de 2006, um dia antes de uma estreia em Los Angeles em que os dois compareceriam. Ainda segundo o testemunho, logo depois da chegada de Haley, Weinstein a encurralou em um quarto e a forçou a se deitar em uma cama, imobilizando-a e obrigando-a a permitir que ele praticasse sexo oral nela. 

 

No ano passado, depois da condenação de Weinstein, Haley ficou diante do tribunal e afirmou que esperava que o caso tivesse finalmente acabado. “É um alívio em todos os sentidos. E fico feliz por ter comparecido, apesar de algumas táticas de intimidação da defesa”, disse. 

Acusado de estupro, ex-produtor Harvey Weinstein é condenado a 23 anos de prisão
Foto: Sky News / YouTube / Reprodução

Acusado de cometer estupro e agressão sexual, o ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, recebeu nesta quarta-feira (11) a sentença de 23 anos de prisão. A definição do tempo de detenção a ser cumprido foi dado pela corte penal estadual de Manhattan, em Nova York. O réu, vale destacar, foi até o local se locomovendo com uso de um andador.

 

De acordo com o portal G1, Weinstein foi considerado culpado, em primeiro grau, por agredir sexualmente a ex-assistente de produção, Mimi Haleyi. No crime, ocorrido em julho de 2006, o réu forçou a vítima a fazer sexo oral nele. Harvey também foi condenado por outro crime, desta vez em terceiro grau. Sobre o fato, ocorrido em março de 2013 com a ex-atriz Jessica Mann, a corte entendeu que o ex-produtor cometeu estupro contra a artista. 

 

Procuradores, que solicitaram a Justiça a aplicação de uma pena severa a Weinstein, enviaram um pedido ao magistrado responsável pelo caso pedindo a consideração de mais 36 acusações, entre agressão sexual e assédio, cometidos por ele nos anos 1970. Para a promotora Joan Illuzzi, o réu "mostrou uma atitude de superioridade e uma total falta de compaixão pelo próximo". 

 

A condenação de mais de duas décadas, que será cumprida pelo ex-produtor, é uma resposta ao movimento #MeToo, campanha criada nas redes sociais que busca expor e combater casos de agressão sexual e assédio sexual. 

Juiz não retira queixas de Harvey Weinstein e marca pré-julgamento
Foto: Reprodução / People

Harvey Weinstein esteve no Tribunal de Nova York nesta quinta-feira (20) para acompanhar uma audiência que envolve as acusações de assédio sexual e estupro contra ele. 

 

Na audiência, o juiz iria decidir se o caso do produtor iria para julgamento. Ele decidiu não retirar nenhuma das queixas contra Harvey e anunciou que a data do pré-julgamento será 7 de março de 2019. 

 

Harvey é acusado de estuprar uma mulher em um quarto de hotel em 2013, e de forçar outra mulher a fazer sexo oral em seu apartamento em 2006.

Pai de Asia Argento acredita que Harvey Weinstein pagou Bennet para fazer acusação
Foto: Divulgação / Getty Images

O pai da atriz Asia Argento, o cineasta Dario Argento, acusou o produtor de cinema americano Harvey Weinstein de ter contratado o ator Jimmy Bennett para acusar sua filha de estupro. 

 

“Nunca soube de uma mulher que estuprou um homem. Acredito que Weinstein está se vingando e usa tudo a seu alcance. Sabia do garoto e pagou a ele para atacar Asia”, declarou Argento. 

 

De acordo com informações do site Isto É, Bennet, que acusa Asia de ter abusado sexualmente dele, confirmou durante um programa da televisão italiana que teve uma “relação sexual completa” com a atriz, sem o seu consentimento e que isso teria mudado sua vida. 

 

O jovem, que tinha 17 anos quando os fatos ocorreram, contou em entrevista ao Canal 7, como foi o momento em que ele entrou no quarto de hotel que Asia Argento estava. "Primeiro eu pensei que era algo amigável, uma demonstração de carinho, mas depois seus beijos ficaram mais longos e eu entendi que ela estava procurando por algo mais", explicou o ator, agora com 22 anos. Então "ela colocou as mãos em mim, empurrou-me para a cama e tirou minhas calças", disse ele.

 

A atriz, que é 20 anos mais velha do que ele, nega qualquer relação sexual com Jimmy e chegou a admitir que deu dinheiro ao jovem.

 

Quando perguntado sobre por que se manteve em silêncio após este suposto assédio, e sobre uma queixa de indenização financeira registrada anos após o caso, Jimmy falou que passou um período de grande confusão após o ataque.

 

“Não vi a entrevista (…) mas li o que saiu na imprensa e o que alguns amigos contaram. Acredito que ele disse muitas mentiras e inclusive vulgaridades”, falou Dario Argento.

 

Quando perguntado se acreditava que Weinstein havia pagado ao jovem para que contasse essa história, Dario Argento respondeu: “sim, sim”.

Atriz acusa Harvey Weinstein de tráfico sexual e ele enfrentará ação civil
Foto: Divulgação / Andreas Rentz / Getty Images

O produtor de cinema Harvey Weinstein irá enfrentar uma ação civil de uma atriz britânica que o acusou de ter violado leis contra o tráfico sexual ao convidá-la para um quarto de hotel e agredi-lá sexualmente. De acordo com informações do Veja, a decisão foi do juiz federal Robert Sweet, de Manhattan. Segundo o Juiz, Weinstein não pediu a rejeição da ação civil que foi apresentada pela atriz Kadian Noble. O magistrado informou que embora o caso "não seja uma ação arquetípica de tráfico sexual, as alegações estabelecem plausivelmente" que Harvey violou a Lei de Proteção de Vítimas do Tráfico federal. Kadian faz parte do grupo de mulheres que acusaram Weinstein de abuso sexual, incluindo estudpro. De acordo com a ação civil de Kadian, o produtor "conseguiu forçar ou coagir Kadian a realizar atividades sexuais em seu quarto de hotel por lhe prometer um papel em um filme e usar influência a seu favor", em Cannes, na França, em 2014. Os advogados de Harvey argumentaram que o caso deve ser rejeitado porque as leis de tráfico sexual foram criadas para contemplar atos sexuais "comerciais", e sendo assim, não inclui o suposto encontro porque Kadia não deu nada de valor. Foi dito nos autos que permitir o prosseguimento do caso significaria que a lei cobre "todas as atividades sexuais que ocorrem entre adultos nas quais uma parte tem uma posição superior de poder e influência".

O produtor Harvey Weinstein se entrega à polícia de Nova York; confira
Foto: Divulgação / Getty Images

Harvey Weinstein se entregou à polícia de Nova York nesta sexta-feira (25). De acordo com informações da New York Daily, a promotoria vai apresentar acusações criminais contra o produtor. Desde outubro do ano passado, Harvey foi denunciado por mais de 60 mulheres. As acusações que levaram o produtor a ser preso, devem ser especificamente dos casos das atrizes Paz de la Huerta e Lucia Evans, que alegaram terem sido forçadas a fazer sexo oral nele, em 2004. Segundo o site, autoridades em Los Angeles, Londres e Nova York também estão investigando denúncias de assédio sexual e outros crimes contra Weinstein. As denúncias começaram a serem feitas no final de 2017 e incentivou artistas de Hollywood a se unirem no grupo Time’s Up, que tem como intuito combater o assédio na indústria cinematográfica.

 

 

Salma Hayek pede que atores diminuam seus salários para acabar com desigualdade 
Atriz falou também sobre assédio de Weinstein durante 'Frida' | Foto: Divulgação

Através de uma fala, durante o Festival de Cannes, na França, neste domingo (13), Salma Hayek se somou às manifestações pela igualdade salarial em Hollywood. "Os produtores não são os únicos que devem agir para acabar com a brecha salarial. Os atores também", disse a artista. "É hora de serem generosos com as atrizes", acrescentou Salma, que, segundo a Folha de S. Paulo, um dia antes havia participado de um evento contra a discriminação de gênero no cinema. "Se o orçamento de um filme é de US$ 10 milhões, a estrela masculina deve entender que, se pede US$ 9,7 milhões, será difícil obter igualdade salarial", ponderou.


Na ocasião, Hayek comentou também sobre o escândalo envolvendo Harvey Weinstein, a quem ela – e diversas outras mulheres – acusa de assédio sexual. Segundo a atriz, o produtor teria pedido para tomar banho com ela diversas vezes e deixá-lo ter contato sexual, além de solicitar que ela tirasse a roupa junto com outra mulher, para que ele pudesse ver. Tudo isso durante as gravações do filme “Frida”. Weinstein, no entanto, nega as acusações. Para a artista, a “estratégia de advogados” é desacreditar “mulheres ‘de cor’ que o acusam”, a exemplo de Lupita Nyong'o. "Felizmente somos em número suficiente. Se não, ninguém acreditaria em nós", concluiu Salma Hayek.

Após escândalos de abusos sexuais, empresa de Harvey Weinstein vai declarar falência
Foto: Divulgação

Após os escândalos de assédio sexual envolvendo um de seus fundadores, o produtor de Hollywood Harvey Weinstein, a The Weinstein Company vai declarar falência. De acordo com informações da imprensa norte-americana, a empresa amarga prejuízos desde outubro, quando começaram a ser divulgadas as denúncias de assédio sexual, abuso e estupro, contra Weinstein. “Apesar de reconhecermos que este é um resultado extremamente infeliz para nossos funcionários, nossos credores e qualquer vítima, o conselho administrativo não tem outro remédio que buscar a única opção viável para maximizar o valor restante da empresa: um processo de falência”, informou a direção da companhia, em um comunicado publicado pelo jornal Los Angeles Times. 

Tarantino assume ser responsável por acidente de Uma Thurman em gravação de ‘Kill Bill’
Foto: Divulgação / Getty Images

O diretor Quentin Tarantino, nesta segunda-feira (5) durante entrevista ao site americano Deadline, falou sobre o acidente de carro que a atriz Uma Thurman sofreu enquanto filmava uma cena do filme “Kill Bill”. “Ela acreditava em mim. Eu disse que tudo daria certo e que a estrada era uma linha reta. Eu disse que seria seguro. E não foi. Eu estava errado. Não a forcei a entrar no carro. Ela entrou porque confiava em mim”, disse o diretor.  A atriz publicou em sua conta do Instagram o vídeo do momento em que o acidente ocorreu. Na legenda da publicação, Uma defendeu Tarantino: “Quentin Tarantino se arrependeu profundamente e continua arrependido por este lamentável fato”. A atriz ainda escreveu que foi o próprio diretor que disponibilizou a filmagem do acidente para ela, mesmo correndo risco de ser julgado. “Ele fez isso sabendo que poderia lhe prejudicar, e estou orgulhosa por ter feito o correto e pela sua valentia”. Por outro lado Uma acusou os produtores Lawrence Bender, E. Bennett Walsh e Harvey Weinstein de mentirem e destruírem as provas sobre o caso. Uma Thurman contou ao New York Times que foi assediada pelo produtor Harvey (veja aqui). 

 

 

 

i post this clip to memorialize it’s full exposure in the nyt by Maureen Dowd. the circumstances of this event were negligent to the point of criminality. i do not believe though with malicious intent. Quentin Tarantino, was deeply regretful and remains remorseful about this sorry event, and gave me the footage years later so i could expose it and let it see the light of day, regardless of it most likely being an event for which justice will never be possible. he also did so with full knowledge it could cause him personal harm, and i am proud of him for doing the right thing and for his courage. THE COVER UP after the fact is UNFORGIVABLE. for this i hold Lawrence Bender, E. Bennett Walsh, and the notorious Harvey Weinstein solely responsible. they lied, destroyed evidence, and continue to lie about the permanent harm they caused and then chose to suppress. the cover up did have malicious intent, and shame on these three for all eternity. CAA never sent anyone to Mexico. i hope they look after other clients more respectfully if they in fact want to do the job for which they take money with any decency.

Uma publicação compartilhada por Uma Thurman (@ithurman) em

 

‘Ele abusou sexualmente de mim’: filha de Woody Allen questiona impunidade do pai
Foto: Divulgação

Dylan Farrow, filha adotiva de Woody Allen e Mia Farrow, relatou em uma entrevista ao programa “CBS This Morning” o episódio de assédio sexual que teria sido cometido pelo pai quando ela tinha 7 anos de idade. "Eu sou confiável e eu estou dizendo a verdade, e acho que é importante que as pessoas percebam que uma vítima, uma acusadora, importa. E que são suficientes para mudar as coisas", disse ela. O cineasta, no entanto, negou diversas vezes as acusações. Em um editorial para o Los Angeles Times, Dylan questionou a impunidade do pai, comparando com outros escândalos sexuais. “Por que Harvey Weinstein e outras celebridades acusadas estão sendo banidas de Hollywood, enquanto Allen recentemente garantiu um contrato milionário com a Amazon? O sistema funcionou para Harvey Weinstein por décadas. E continua funcionando para Woody Allen”, destacou, lembrando do episódio no qual teria sido abusada, ainda criança. “Há muito tempo eu mantenho que quando eu tinha 7 anos de idade, Woody Allen me levou para o sótão, longe da babá que estava instruída a nunca me deixar sozinha com ele. Então ele abusou sexualmente de mim. Eu disse a verdade para as autoridades, e eu tenho dito isso, sem alterações, por mais de 20 anos”.

BBC anuncia filme sobre escândalos sexuais envolvendo Harvey Weinstein em Hollywood
Foto: Divulgação

A BBC anunciou nesta segunda-feira (18) que prepara um documentário sobre os escândalos sexuais protagonizados Harvey Weinstein. De acordo com informações do The Hollywood Reporter, o longa-metragem narra a ascensão e a “queda em desgraça” do produtor de Hollywood e conta com entrevistas de dezenas de atrizes que o acusaram de ter cometido assédio. A produção do filme ficará por conta da Lightbox, a mesma de “Procurando Sugar Man” (2012) e “Homem Equilibrista” (2008). Com estreia prevista para 2018, o filme deverá ser chamado de “Weinstein” e vai explorar a dinâmica em Hollywood, que permitiu que comportamentos desta natureza acontecessem por décadas, até que viessem à tona, através de denúncias. “Ao contar a história da trajetória de Weinstein, este filme vai realmente chegar ao cerne das grandes questões que surgem do escândalo”, diz a Lightbox em comunicado. “Como Weinstein conseguiu se safar com tal comportamento por tanto tempo, o que a história dele revela sobre como homens com poder operam em Hollywood e até além. Este será um momento marcante para determinar como as mulheres são tratadas em seu lugar de trabalho?”, acrescenta.

Julianna Margulies acusa Steven Seagal de assédio e ameaça com arma
Fotos: Divulgação

Após os últimos escândalos sexuais envolvendo famosos, mais um caso de abuso na indústria cinematográfica vem à tona. Desta vez, a atriz Julianna Margulies (51), que viveu a advogada Alicia Florrick em “The Good Wife”, acusa Steven Seagal (65) de assédio. De acordo com o Hollywood Reporter, durante uma entrevista concedida ao programa de rádio “Just Jenny”, na última sexta-feira (3), a artista contou que o incidente aconteceu no início de sua carreira, quando tinha 23 anos, ao ser convidada por uma diretora de elenco para encontrar com Seagal. "Eu cheguei ao hotel por volta das 22h40, e a diretora não estava lá. Ele estava sozinho e fez questão de que eu visse que ele estava armado. Eu nunca tinha visto uma arma de verdade antes", lembrou Margulies. "Eu não fui estuprada e nunca me machucaram. Não sei como consegui sair daquele quarto de hotel", acrescentou. Ela disse ainda ter passado por caso semelhante com o produtor Harvey Weinstein, mas que, daquela vez, se negou a ir uma reunião sozinha com ele. "Por causa da minha experiência com Steven Seagal naquele quarto de hotel, eu me recusei a encontrar com Weinstein quando uma assistente dele me disse que 'provavelmente eu teria um teste de cena'", contou. "A assistente dele disse que ia me deixar no hotel, e eu respondi que não iria me reunir com Weinstein sozinha. Percebi como ela começou a ficar tensa. Dizia para eu não ser teimosa, porque daria tudo certo", disse Julianna Margulies, lembrando que obrigou a assistente a acompanhá-la na reunião. “Pude ver que tinha velas no quarto e jantar para duas pessoas. Também percebi que ele olhava feio para ela. Ele se virou para mim, furioso, e afirmou que 'só queria me dizer que fiz um bom teste'. E bateu a porta. Não preciso dizer que não fiquei com o papel", revelou a artista. Harvey Weinstein, que foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, é acusado de assédio por diversas mulheres, a exemplo de Ashley Judd, Rose McGowan e Lupita Nyong'o.

Modelo brasileira afirma que usou caco de vidro para se defender de Harvey Weinstein
Foto: Reprodução / Observatório do Cinema

A modelo Juliana de Paula afirma que foi mais uma das vítimas do produtor Harvey Weinstein. Ela conta que em um episódio, há 10 anos, o produtor a apalpou e a forçou a beijar outras modelos em seu apartamento, em Nova York. Quando ela tentou se afastar, Weinstein a perseguiu nu e, então, ela pegou um caco de vidro para se defender. "Ele olhou para mim e começou a rir. Fiquei chocada. Eu fiquei completamente desacreditada", relatou em entrevista ao Los Angeles Times.

 

A publicação traz ainda relatos de outras modelos, como Zoë Brock e Samantha Panagrosso. Além de influente no cinema, Weinstein também trabalhava na indústria da moda, tendo produzido o reality “Project Runway”. Ele ainda foi casado com a estilista Georgina Chapman, que pediu o divórcio quando os casos de assédio vieram à tona. O produtor foi expulso da Academia do Oscar e do Bafta após diversas atrizes relatarem ter sido vítimas de assédio sexual em mais de três décadas (saiba mais aqui).

Parceiro de Weinstein, Quentin Tarentino admite saber sobre episódios de assédio
Foto: Reprodução / Breitbart

Depois que atrizes revelaram ter sido assediadas pelo produtor Harvey Weinstein, o cineasta Quentin Tarantino admitiu ter conhecimento sobre alguns dos episódios de assédio relatados. Os dois trabalharam juntos em produções como "Pulp Fiction" (1994), "Kill Bill" (2003) e "Bastardos Inglórios" (2009). "Eu sabia o suficiente para fazer mais do que eu fiz. Existia mais do que apenas rumores ou fofocas normais. Eu não sabia de segunda mão. Eu sabia que ele tinha feito algumas dessas coisas", reconheceu o cineasta em entrevista ao The New York Times.

 

O diretor disse que soube das atitudes do produtor por sua ex-namorada, a atriz Mira Sorvino, que revelou ter sido uma das vítimas de Weinstein. Tarantino também disse que conhecia relatos de outra atriz e que soube o que o produtor tinha feito com Rose McGowan. As mulheres relatam que Weinstein costumava convidá-las para um hotel, onde cobrava massagens ou que elas o assistissem tomar banho, por exemplo. "O que eu fiz foi marginalizar os incidentes. Qualquer coisa que eu fale agora vai soar como uma desculpa idiota", reconhece Tarantino, acrescentando que se tivesse tomado uma atitude, não poderia mais trabalhar com o produtor.

 

Com acusações que somam três décadas de assédios, Weinstein foi demitido da produtora que fundou e também da Academia de Hollywood. Entre as mulheres que relataram ter sido assediadas pelo produtor estão Lena Headey, Ashley Judd, Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Eva Green (saiba mais aqui e aqui).

Academia de Hollywood expulsa Harvey Weinstein após casos de assédio
Foro: Reuters / Mike Blake

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood decidiu expulsar Harvey Weinstein, no sábado (14), após diversas denúncias de assédio envolvendo o produtor. Conforme publicação do New York Times, a decisão aconteceu com a votação do conselho da academia composto por 54 membros, "numa maioria bem superior aos dois terços necessários”. Segundo comunicado divulgado pelo NYT, os membros escolheram se separar de alguém que não merece o respeito dos colegas. "Enviamos a mensagem de que terminou na nossa indústria a era de ignorância intencional e cumplicidade vergonhosa nos comportamentos sexuais predatórios e assédio nos locais de trabalho". O produtor já havia sido demitido do estúdio que traz seu nome, e na última sexta-feira (13) Georgina Chapman, sua esposa, anunciou a separação (lembre aqui).

Atriz francesa também denuncia ter sido assediada por Harvey Weinstein
Foto: Loic Venance / AFP

Florence Darel, atriz francesa, também revelou nesta quinta-feira (12) ter sido assediada pelo produtor de Hollywood, Harvey Weinstein. O empresário está envolvido em um grande escândalo sobre assédio (lembre aqui), tendo como vítimas atrizes famosas, entre elas: Mira Sorvino, Angelina Jolie, Gwineth e Cara Delevigne; todas relataram ter sofrido algum tipo de abuso por parte do produtor influente na indústria cinematográfica. Florence contou que quando tinha 26 anos e trabalhava na estreia de um filme foi importunada por Weinstein para que mantivesse relações sexuais com ele, em troca de um novo trabalho. O jornal Le Parisiense noticiou que produtor tinha apelido de “O porco” e costumava levar atrizes e candidatas a papéis no cinema para hotéis californianos, com a desculpa de fazer ensaios, quando na verdade propunha às mulheres relações sexuais.

Produtor influente em Hollywood, Harvey Weinstein acumula acusações de assédio sexual
Foto: Reprodução / PapelPop

Produtor de filmes como "Pulp Fiction", "Gênio Indomável", "Shakespeare Apaixonado" e "Django Livre", Harvey Weinstein é acusado de assédio sexual por várias mulheres. Uma das vítimas é a atriz Ashley Judd, segundo informações do The New York Times. De acordo com a publicação, Ashley já havia relatado o caso há dois anos, sem citar o produtor. Ela contou que há 20 anos, ele a convidou para um hotel em Beverly Hills e ela o encontrou apenas de roupão, pedindo para que ela lhe fizesse uma massagem ou assistisse a ele tomando banho. "Eu disse 'não' de muitas maneiras e várias vezes, e ele sempre voltava com uma nova pergunta. Havia sempre essa negociação coercitiva", relatou a atriz, que disse pensar: "Como eu saio daqui o mais rápido possível sem me indispor com Harvey Weinstein?". Todas as vítimas entrevistadas pelo jornal tinham entre 20 e 40 anos quando foram assediadas. Elas explicam que não denunciaram o empresário por falta de testemunhas e também por medo dele revidar, já que o produtor é um homem influente no meio do cinema.

 

Fundador da Miramax e da Weinstein Company, ele faz campanhas para prêmios, consegue roteiros, papéis, acordos e propagandas, segundo informações do jornal americano. O The New York Times ouviu antigos e atuais funcionários do produtor, além de membros da indústria de Hollywood. "Há um ambiente tóxico para mulheres nesta empresa", diz o trecho de um documento encontrado por Lauren O'Connon, colega de uma mulher assediada em 2014.

 

A matéria aponta que as acusações contra o empresário existem há cerca de três décadas e, neste tempo, ele fez pelo menos oito acordos com mulheres. Alguns foram com uma jovem assistente de Nova York, em 1990; com uma atriz, em 1997; com outra assistente em Londres, em 1998; com uma modelo italiana, em 2015; e com Lauren. Antigo presidente da Miramax, Mark Gill também falou sobre a situação nos bastidores. "De fora, tudo parecia de ouro – os Oscars, o sucesso, o impacto cultural marcante. Mas por trás de tudo, era uma bagunça, e [o tratamento de Weinstein para com mulheres] era a maior bagunça de todas", relatou.

 

Em resposta, Weinstein enviou um comunicado ao jornal em que afirma ter contratado terapeutas para se tratar. Ele diz também que vai se licenciar do trabalho para lidar com o problema diretamente. "Eu atingi a maioridade nos anos 60 e 70, quando todas as regras sobre comportamento e locais de trabalho eram diferentes. Essa era a cultura naquela época. Desde então, aprendi que isso não é uma desculpa, nem no ambiente de trabalho ou fora dele. Para ninguém. Percebi há algum tempo que precisava ser uma pessoa melhor, e as interações com as pessoas com as quais trabalho mudaram. Entendo que a maneira que me comportei com colegas no passado causou muita dor, e peço sinceras desculpas por isso", diz em um trecho do texto, traduzido pelo PapelPop. Apesar da declaração, um dos advogados de Weinstein disse que ele vai processar o jornal, alegando que a matéria usa depoimentos falsos, com base em boatos. A equipe garante ainda que "todo o dinheiro" do processo que ainda nem começou a tramitar "será doado para organizações de mulheres".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Reprodução Youtube

"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena". 


Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição. 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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