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Cuba abre economia para iniciativa privada com farmácias e postos de gasolina para empresas privadas
O governo cubano anunciou, nesta quarta-feira (29), a abertura de setores da economia para empresas privadas. O decreto suspende restrições em distribuição de combustíveis, serviços portuários, cuidados a idosos e farmácias. A medida integra uma tentativa do regime comunista de amenizar a grave escassez de bens e serviços básicos que afeta o país, segundo a Folha de S. Paulo.
Há meses, a vida cotidiana em Cuba é marcada por apagões constantes, cortes no abastecimento de água e falta de itens de primeira necessidade. O decreto representa um afrouxamento da doutrina comunista de décadas. O partido tenta resistir à sua maior crise desde a morte do líder histórico Fidel Castro e o colapso da União Soviética.
O governo cubano atribui parte da crise a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. Diante disso, cubanos que antes temiam represálias do regime passaram a criticar abertamente os líderes do país e promovem protestos noturnos regulares, com batidas de panela.
Ao mesmo tempo em que flexibiliza alguns setores, o governo reafirmou no texto do decreto o controle rígido sobre áreas consideradas estratégicas para a manutenção do poder. Educação, telecomunicações, mídia e defesa permanecem fora do alcance da iniciativa privada.
Marcus Gusmão lança livro sobre suas experiências na União Soviética durante a Guerra Fria. O livro 'Rua Mikhlukho-Maklaia' traz memórias de um jovem baiano e suas aventuras em Moscou. O projeto editorial é uma colaboração com artistas e resgata a estética das edições cartoneiras.
O jornalista e escritor baiano Marcus Gusmão lançará, no dia 6 de julho, o livro "Rua Mikhlukho-Maklaia" pela editora Licuri Livros Artesanais. Na obra, o jornalista explora as experiências vividas em quase dois anos vivendo na União Soviética em 1983, um dos períodos mais tensos da Guerra Fria. O evento será no Acarajé da Ana, em Daniel Lisboa, Brotas.
Na época, o autor estudava na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia e tinha apenas 22 anos. Gusmão deixou Salvador rumo à União Soviética, trocando a ditadura militar do Brasil pela Guerra Fria que o país do norte asiático estava enfrentando, passando quase dois anos atrás da mítica Cortina de Ferro.
Cartas, selos postais e fotografias feitas pelo jornalista ajudam a contar a história e montam o painel de memórias reconstruído pelo autor. Os textos reúnem momentos da vida em um dos únicos países do mundo que passaram pela experiência do socialismo real, com aventuras de um mundo que deixou de existir. No prefácio, a jornalista Ana Lívia Lopes lembra que Moscou, para quem viveu a atmosfera da Guerra Fria nos anos 80, "existia mais como símbolo político do que como cidade real". Mas o livro, observa, "mostra justamente o contrário: ruas, quartos coletivos, bosques, metrôs, neve, saudade e amizades improváveis".
Por ser um livro de memórias, o próprio Marcus avisa que não é exatamente uma dessas pessoas que conseguem lembrar com exatidão de tudo que viveu, mas essa não é o propósito do livro. "Como disse Waly Salomão, a memória é uma ilha de edição", pondera. A proposta real é seguir as trilhas de lembranças que ficaram marcadas no autor, em especial pelos afetos construídos e imagens que o impactaram.
O fio condutor são as aventuras do jovem baiano ao lado de estudantes vindos de várias partes do mundo, em especial do "Terceiro Mundo", reunidos na célebre Universidade Patrice Lumumba, em Moscou. O título do livro, inclusive, faz referência ao bloco de dormitórios onde os alunos ficavam alojados. Histórias irreverentes marcam a obra, como a abordagem por um guarda de madrugada, após o narrador urinar ao ar livre numa praça pública em Leningrado, hoje São Petersburgo, ou quando o autor corre risco de afogamento por caminhar em um rio coberto de gelo.
O livro tem o charme das edições cartoneiras, um movimento cultural e literário independente que se caracteriza pela produção de livros artesanais, muitas vezes com materiais reciclados. Esse é o quarto livro do autor pela Licuri, editora fundada em 2019. O artista gráfico Mauro Ybarros assina o projeto e a editoração de "Rua Mikhlukho-Maklaia", já tendo feito esse trabalho nos demais títulos de Marcus Gusmão. Outro parceiro importante no novo livro foi o fotógrafo André Motta de Lima, que recuperou velhos cromos de fotos feitas com uma câmera russa Zenit, já estragados por fungos. "Foi uma ajuda fundamental", avalia Marcus.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Mansur
"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita".
Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.