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A Polícia Civil de Macarani deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra indivíduos suspeitos de envolvimento em graves crimes de tortura e importunação contra menores na cidade de Macarani, no sudoeste da Bahia.
Após vídeos em redes sociais e aplicações de mensagens, nos quais três adolescentes — duas de 17 anos e uma de 15 — eram submetidas a agressões físicas e humilhações psicológicas extremas. Agentes da polícia civil começaram a ficar de olho na rede e atuação desse grupo.
Segundo os relatórios policiais, as vítimas tiveram seus cabelos cortados à força sendo expostas em situações de nudez, atos filmados pelos próprios agressores com o intuito de ridicularizá-las publicamente. A ação policial resultou na prisão de dois homens, de 19 e 20 anos, além da apreensão de um adolescente de 16 anos.
O grupo é apontado como responsável direto pelas agressões e pela disseminação do conteúdo digital ilícito que gerou revolta na cidade desde o final de janeiro. Os detidos responderão pelos crimes de tortura, associação criminosa e corrupção de menores, além de violações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A delegacia territorial informou que o inquérito permanece aberto para identificar outros possíveis participantes ou indivíduos que contribuíram para a viralização do material. As vítimas já estão a ser acompanhadas por equipas de assistência social e psicológica para mitigar os danos causados pela exposição e pela violência sofrida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.