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griffin colapinto
O retorno de Gabriel Medina a Saquarema terminou de forma precoce nesta sexta-feira (19). Em uma bateria disputada até os últimos instantes, o tricampeão mundial foi superado pelo sul-africano Matthew McGillivray e deu adeus ao Vivo Rio Pro 2026 logo em sua estreia na etapa da World Surf League (WSL), na Praia de Itaúna.
A disputa foi definida no detalhe. Nos segundos finais, Medina tentou uma última manobra aérea, chegou a aguardar a virada na pontuação, mas não obteve a nota necessária. O brasileiro encerrou com 13.13 pontos, ficando a apenas 0.4 de conseguir a classificação.
A participação marcou o retorno do surfista à etapa fluminense após não competir em 2025. Na ocasião, ele ficou fora por conta de uma lesão no tendão do peitoral maior do ombro esquerdo, sofrida durante um treino em Maresias.
Mesmo com um currículo vitorioso no circuito mundial, Saquarema ainda é uma etapa que resiste ao domínio do brasileiro. Medina já venceu praticamente todos os palcos importantes da WSL, mas ainda não conseguiu conquistar o título na praia carioca.
Em 2024, sua última aparição antes da edição atual, ele chegou até as quartas de final, sendo eliminado pelo norte-americano Griffin Colapinto, em mais uma tentativa frustrada de vencer no Brasil.
O Brasil tem um novo campeão mundial de surfe. Na última segunda-feira (1°), em Cloudbreak, Fiji, Yago Dora derrotou o norte-americano Griffin Colapinto e conquistou, pela primeira vez na carreira, o título da WSL (World Surf League). O triunfo amplia a hegemonia da chamada Brazilian Storm, que soma oito conquistas nas últimas 11 temporadas.
Na trajetória até a decisão, Colapinto eliminou o brasileiro Italo Ferreira no segundo round e superou o sul-africano Jordy Smith na terceira fase. Já Dora, líder do ranking da temporada regular, entrou na final e mostrou consistência ao controlar bem as condições da etapa.
No confronto decisivo, o surfista brasileiro se impôs, com uma performance sólida e com poucos erros. Assim como nas edições anteriores, o título do WSL Finals ficou com o líder da temporada: Gabriel Medina (2014), John John Florence (2016), Filipe Toledo (2022 e 2023) e agora Yago Dora.
Após garantir o título, o catarinense falou pela primeira vez como campeão mundial. "É inacreditável para mim. Senti essa energia em Fiji desde que cheguei aqui e sempre acreditei nesse título. Fico feliz em trazer mais um título para o Brasil. Agradeço a todos que me apoiaram ao longo da carreira", declarou à WSL.
A conquista coroou uma trajetória de persistência. Em 2023, Yago foi ao WSL Finals, mas terminou em quinto lugar, em um ano que teve Filipe Toledo como campeão. No ano passado, novamente bateu na trave: encerrou a temporada em sexto, com 36.380 pontos, enquanto o australiano Ethan Ewing, com 38.380, ficou com a quinta colocação.
"É louco. Estou muito feliz, mas ainda não parece real. É um ano inteiro de trabalho definido naqueles 35 minutos. Eu estava nervoso sobre surfar de novo contra Griff. Ele é muito bom. Estou contente que superei ele de primeira. Dei tudo de mim, toda minha energia, meu coração", completou Dora.
Com a conquista inédita, Dora se tornou o quinto brasileiro a erguer o troféu mundial, ao lado de Gabriel Medina, Adriano de Souza (Mineirinho), Filipe Toledo e Italo Ferreira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).