Artigos
A dança como território de liberdade e transformação social
Multimídia
Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
greves
A rede municipal de ensino de Salvador apresentou crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 nas duas etapas avaliadas do Ensino Fundamental. Nos anos iniciais, a nota subiu de 5,3 para 5,6, enquanto nos anos finais evoluiu de 4,2 para 4,5, representando um avanço de 0,3 ponto em ambos os segmentos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O resultado reflete investimentos da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), em infraestrutura escolar, programas pedagógicos e valorização dos profissionais da rede. O desempenho ocorre após um ano marcado por uma greve de educadores com duração de 74 dias, que paralisou as atividades escolares por cerca de dois meses em 2025.
Para mitigar os impactos e assegurar os 200 dias letivos previstos em lei, a Smed adotou um plano de contingência pedagógica. A reposição das aulas teve início em setembro, estendendo o ano letivo até fevereiro de 2026 e incluindo sete sábados letivos, além da ampliação de programas de reforço escolar como o Aprender+.
“O resultado demonstra que, mesmo diante de um ano desafiador, conseguimos preservar a aprendizagem dos nossos alunos. Mobilizamos toda a rede para recuperar o tempo perdido e ampliamos as ações de reforço escolar”, relata o prefeito Bruno Reis (União).
Segundo o titular da Smed, Thiago Dantas, os índices decorrem do fortalecimento das políticas de alfabetização e acompanhamento escolar. A capital obteve o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e registrou o quarto maior crescimento do Indicador Criança Alfabetizada entre as capitais.
Na gestão financeira, o Programa Dinheiro Direto na Escola Soteropolitana (PDDES) promoveu repasses diretos para benfeitorias físicas e projetos pedagógicos nas unidades. Além disso, a gestão municipal ampliou o atendimento na Educação Infantil em creches e escolas parceiras por meio da oferta de vagas, repasse de parcela financeira adicional, fornecimento de materiais pedagógicos e inclusão desses profissionais nos cursos de formação da rede.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) prometeu apresentar, nesta sexta-feira (19), uma proposta específica para o setor da Educação, como resposta à mobilização de servidores de universidades e institutos federais por reajuste salarial. Nas últimas semanas, o movimento foi fortalecido, com várias instituições de ensino superior do país aprovando paralisações e docentes entrando em greve.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu com a promessa de valorização da educação e dos professores. Essa promessa de campanha, somada à concessão de reajustes a categorias mais ligadas ao governo anterior, inflou a insatisfação dos servidores da Educação, e eles intensificaram as pressões sobre a gestão federal para mais investimentos e melhores condições de trabalho.
De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, ao mostrar expectativa com um acordo, o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr., pediu aos servidores reconhecimento do esforço que o governo federal tem feito. As declarações dele foram dadas na última terça-feira (16), em audiência na Câmara dos Deputados.
Na oportunidade, o secretário ainda destacou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) que reúne representantes dos ministérios da Educação e da Gestão, das universidades e demais instituições de ensino, além das entidades sindicais que representam os servidores do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).
Em 27 de março, o relatório final do GT que debateu a reestruturação do PCCTAE, para institutos e universidades federais, foi entregue oficialmente à ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e ao ministro da Educação, Camilo Santana.
GREVE
Além do reajuste nas remunerações, os servidores da educação pedem a reestruturação de carreiras. Para José Celso, a pauta é necessária e mudanças serão feitas. No entanto, ele alertou que o pedido “não é pouca coisa”, por envolver aspectos não apenas orçamentários, mas também técnicos, relativos à forma de organização e funcionamento da carreira. “É uma discussão complexa, uma discussão que não se esgota no curto prazo”, afirmou.
Segundo o último levantamento divulgado pela Andifes, das 69 universidades federais, 16 estão em greve e 22 ainda farão assembleia nos próximos dias. Cinco estão “em estado de greve”, o que significa que já têm aprovação da assembleia e podem suspender as atividades a qualquer momento. Há ainda cinco universidades com indicativo aprovado.
Dos dois centros federais de educação tecnológica representados pela Andifes, o de Minas Gerais está em greve e o do Rio de Janeiro aprovou um indicativo. Já de acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), mais de 480 unidades de ensino, entre institutos e colégios, foram afetadas pela greve em 24 estados.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.