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Artigos

Renata Carvalho
Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento
Foto: Divulgação

Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento

Durante muito tempo, construir uma marca forte no Brasil parecia depender, quase obrigatoriamente, de olhar para os grandes centros econômicos. Estratégias de comunicação, campanhas publicitárias, pesquisas de mercado e decisões de negócios costumavam partir de uma lógica concentrada no eixo Rio-São Paulo, como se fosse necessário buscar ali a validação para alcançar relevância nacional.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

green card

VÍDEO: Eduardo Bolsonaro afirma ter citado Alexandre de Moraes em processo para obter Green Card
Foto: Reprodução / @metropoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que, durante o processo para obter seu Green Card (residência permanente nos EUA)  teve que mencionar o ministro Alexandre de Moraes e o processo que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada pelo próprio Eduardo durante entrevista ao Metrópoles, nesta terça-feira (21).

 

Ele revelou que conseguiu o Green Card para viver e residir em território norte-americano por tempo indeterminado, por meio da categoria destinada a pessoas com “habilidades extraordinárias”. De acordo com Eduardo, durante o processo ele foi questionado sobre sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação.

 

“Eu tive que falar do Alexandre Moraes, tive que falar desse cara que a Espanha, a Itália, a Argentina… Ninguém mais dá bola para as decisões dele. Isso daí vai ajudando no movimento e gerando conscientização, vai servindo de argumento para a defesa dos perseguidos e para ações afirmativas”, disse.

 

Ainda segundo o filho de Jair Bolsonaro (PL), o caso de Carla Zambelli na Itália foi usado como “argumentação” no seu processo para obter a autorização de residência permanente nos Estados Unidos. A justiça da Itália anulou o processo de extradição da ex-deputada.

 

A ex-deputada foi detida em Roma após ser condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. Moraes também é o relator das ações de Zambelli na Suprema Corte.

 

Confira:

Polícia Federal conclui inquérito e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão
Foto: Reprodução Redes Sociais

Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.

 

Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.

 

Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF. 

 

No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.

 

Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.

 

A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi  condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.

 

Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. 

 

Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card). 

 

O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
 

Governo de Donald Trump concede visto de residência "green card" para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O governo do presidente norte-americano Donald Trump concedeu o visto de residência permanente (green card) ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.

 

Com a concessão do benefício, Eduardo passará a residir no país com direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, exceto pela prerrogativa de votar em eleições locais. As informações são da Folha de S. Paulo. Para o influenciador Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar, a solicitação havia sido protocolada há mais de um ano, tendo a aprovação final ocorrido neste mês de julho de 2026.

 

Figueiredo afirmou que, para obter a residência permanente, Eduardo teve de comprovar o preenchimento de uma série de requisitos legais. "Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", diz.

 

Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo

 

CONDENADO PELO STF
A concessão do documento ocorre pouco após Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado, a uma pena de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado, pelo crime de coação no curso do processo.

 

Segundo a decisão do STF, ficou comprovado que o ex-parlamentar atuou diretamente para interferir no julgamento da ação penal que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

 

A denúncia aponta que Eduardo tentou constranger os magistrados da Suprema Corte por meio de declarações públicas e postagens em redes sociais. Nessas ocasiões, ele declarou ter realizado articulações junto ao governo dos Estados Unidos para que fossem impostas sanções a autoridades brasileiras.

 

A extradição de Eduardo Bolsonaro para o cumprimento de sua pena no Brasil já era avaliada por analistas como uma possibilidade remota, em razão dos reiterados acenos de apoio público feitos pela administração norte-americana ao ex-deputado. Com a obtenção do green card, esse cenário torna-se ainda mais improvável.

 

Em manifestações recentes, Eduardo Bolsonaro tem afirmado ser vítima de perseguição política promovida por um sistema classificado por ele como "covarde e desumano", justificando que sua saída do Brasil ocorreu para evitar submeter-se ao que define como um "regime de exceção".

Brasileiras casadas de 25 a 44 anos são maioria na obtenção do green card
Foto: U.S. Immigration Team

Renata Stoica vive em San Carlos, cidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Formada em enfermagem, ela saiu do Brasil pensando em ficar apenas alguns meses fora. “Eu vim para aperfeiçoar meu inglês, meu objetivo era voltar para o Brasil e mudar de área, eu queria trabalhar com pesquisa clínica”, lembra.  As informações são da Agência Brasil.

 

Renata chegou a voltar para o Brasil. Mas, depois, casada com um americano, seguiu novamente para os Estados Unidos e conseguiu o green card, visto permanente de residência. Hoje ela é dona de uma fábrica de brigadeiros. 

 

A paulista faz parte de uma estatística que mapeia o perfil dos brasileiros que tiveram concedido o green card. A maioria deles é formada por mulheres, casadas, e a Califórnia está entre os estados mais procurados. 

 

O levantamento foi feito pelo escritório de advocacia AG Immigration com dados de 2021 – o mais recente disponível. Dos mais de 18 mil green cards emitidos, 57,8% foram para mulheres, sendo que 58,8% tinham entre 25 e 44 anos. Além disso, 77,6% eram casadas.  

 

Em relação aos homens, eles receberam 42,2% dos green cards em 2021, sendo que 53,4% tinham entre 25 e 44 anos e 70,8% eram casados. 

 

A maior parte dos vistos permanentes (57,8%) foi concedida pela via de parentesco com cidadãos americanos. Em geral, são brasileiros que se casaram com um americano ou familiares imediatos (pais, cônjuges e filhos solteiros menores de 21 anos) de um brasileiro que se tornou cidadão americano.  

 

Trabalho qualificado 

Outros 37,52% dos green cards foram dados para profissionais com habilidades excepcionais e extraordinárias ou trabalhadores das mais diversas áreas que vão para os Estados Unidos com o objetivo específico de trabalhar, sendo, na maioria das vezes, patrocinados por um empregador americano.  

 

“As oportunidades de trabalho que existem aqui estimulam essa vinda de brasileiro. Cada vez mais temos visto profissionais renomados vindo para cá, em um movimento de fuga de cérebros. Os brasileiros não estão vindo mais apenas para ocupar os chamados subempregos”, avalia Felipe Alexandre, da AG Immigration, que mora nos Estados Unidos. 

 

Entre os principais estados que atraem brasileiros com green card, a lista é liderada pela Flórida (28%), especialmente a cidade de Orlando. Em seguida vêm Massachusetts (11%), Califórnia (10%), Nova Jersey (6%) e Nova York (5,46%). 

 

Brasileiros no exterior 

Até o fim do ano passado, havia aproximadamente 4,5 milhões de brasileiros residentes no exterior, segundo o Ministério de Relações Exteriores (MRE). Para efeito de comparação, se essa fosse a população de um estado brasileiro, seria o 13º mais populoso.   

 

A maior comunidade estrangeira está nos Estados Unidos, cerca de 1,9 milhão, número mais de cinco vezes maior que o segundo país, Portugal (360 mil.) Em seguida vêm Paraguai (254 mil), Reino Unido (220 mil) e Japão (207 mil).  

 

O MRE oferece serviço de assistência aos brasileiros no exterior por meio de 196 postos de representações diplomáticas e consulares. São atendimentos que vão de emissão de documentos a alistamento militar, passando por situações emergenciais como hospitalizações, mortes e disputas de guarda de menores. Além disso, a rede consular brasileira organiza seções eleitorais em 97 países para quase 700 mil brasileiros que se inscreveram para votar nas eleições no exterior.   

 

Para o MRE, a presença de brasileiros no exterior é parte fundamental do esforço de promoção da imagem do Brasil no mundo. “Ao compartilhar nossa cultura, por meio de nossas histórias, nossa música, nossa gastronomia e nosso modo de vida, os brasileiros tornam-se representantes dos valores do nosso país”, diz trecho do documento Comunidades Brasileiras no Exterior, do MRE. “É nesse sentido que os consulados atuam, também, na identificação de oportunidades para incentivar eventos de capacitação e integração das comunidades em suas localidades de residência”, completa.

 

Saudade 

Uma questão para os brasileiros que vivem nos Estados Unidos é lidar com a saudade. “Hoje em dia, WhatsApp, ligação por vídeo e redes sociais acabam aproximando as pessoas. Então dá uma sensação de que a gente está mais perto da família e, quando a gente mora fora, isso faz uma diferença muito grande. Eu gosto da minha vida aqui, e a saudade que sinto é uma saudade saudável, não é uma saudade que me faz ter tristeza por estar longe”, diz Renata. “Conseguimos visitar a família no Brasil uma vez por ano e, quando eles podem, também vêm nos visitar”, conclui. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Marcius Gomes

Marcius Gomes
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

"A Bahia não tem aprovação automática. Isso é um termo que vem sendo utilizado pela oposição, mas nós temos uma portaria, a portaria 190, que fala sobre a recuperação da aprendizagem. Eu sou da época que tinha a tal da ‘dependência’, acho que os ouvintes e os pais lembram bem disso. O que nós temos tido com a 190 é justamente isso, a gente não pode deixar o menino pelo caminho, a menina pelo caminho". 

 

Disse o secretário de Educação do Estado, Marcius Gomes ao negar que a rede pública estadual de educação realize a “aprovação automática” dos alunos na Bahia.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista a pré-candidata ao Senado Federal Professora Delliana Ricelli (PSOL) nesta segunda

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A pré-candidata ao Senado Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Professora Delliana Ricelli, é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (17).

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