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geraldo simoes
A Executiva Estadual do PSOL Bahia aprovou, na noite da última terça-feira (31), o ingresso do ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, no Partido Socialismo e Liberdade.
“A vinda de Geraldo Simões representará um marco de reafirmação do PSOL Bahia como alternativa política. Ele (Geraldo) é uma liderança histórica da esquerda na Bahia, com erros e acertos ao longo da sua trajetória. Cabe agora ele assinar a ficha, para chegar com o respaldo da direção nacional e estadual", afirma Davidson Brito, da direção estadual e presidente do PSOL em Itabuna.
Geraldo é fundador do PT, nunca filiado a outro partido, com trajetória de mais de 46 anos de liderança ocupando diversos postos como deputado federal, estadual, secretário de Estado e prefeito de Itabuna, sinaliza sua possível ida ao PSOL pelos acertos da sigla.
"O PSOL demonstrou maturidade política, ao entender os riscos e apoiar Lula em 2022 e já está engajado agora em sua reeleição. Além de encabeçar uma das principais lutas em curso no país, que é o fim da escala 6x1, e ter um papel de protagonismo no enfrentamento à extrema-direita", destaca Geraldo.
A possível filiação de Geraldo Simões ao PSOL pode ser confirmada nos próximos dias. Caso queira ser candidato em 2026 pelo Partido Socialista e Liberdade a filiação precisa ser confirmada até dia 04 de abril. Simões segue avaliando uma possível candidatura a deputado federal, podendo voltar à Câmara dos Deputados em 2027, desta vez pelo PSOL.
O PSOL, que nacionalmente já aprovou apoio à reeleição do presidente Lula, na Bahia têm aprovadas a pré-candidatura de Ronaldo Mansur, para governador, e da Professora Delliana, para o senado federal.
Ex-prefeito de Itabuna, no Sul, Geraldo Simões confirmou que deixará o PT após décadas de atuação política na sigla. Segundo o site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi tomada com o objetivo de se filiar ao Psol e disputar uma vaga como deputado federal.
“Estou deixando o PT para me filiar ao PSOL e ser candidato a deputado federal”, afirmou. Geraldo Simões foi um dos fundadores do PT e teve atuação de destaque no partido, sobretudo entre as décadas de 1990 e 2010, período em que ocupou cargos relevantes e exerceu influência política.
Nos últimos anos, no entanto, o ex-prefeito acumulou derrotas eleitorais, perdeu espaço dentro da legenda e passou a divergir da condução interna do partido.
Ainda segundo o site, nos bastidores, a avaliação é de que Simões já não encontrava condições políticas no PT para viabilizar um novo projeto eleitoral. A filiação ao Psol surge como alternativa para retomar protagonismo político e viabilizar a candidatura federal.
O ex-prefeito de Itabuna, no Sul, Geraldo Simões, foi afastado da Executiva estadual e do diretório municipal do PT. Foi o próprio Geraldo quem pediu o afastamento, confirmado ao Bahia Notícias pela direção do partido no estado. A situação decorre por conta do apoio explícito do ex-prefeito ao candidato Pancadinha (SD).
Na noite do último sábado (3), Simões subiu no palanque da convenção de Pancadinha, ocorrida no estacionamento da Câmara de Vereadores. No mesmo local estava o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, um antigo adversário de Simões.
Em Itabuna, o PT apoia a candidatura à reeleição do prefeito Augusto Castro (PSD). No dia 30 de julho, uma convenção confirmou o nome do gestor junto com o candidato a vice Júnior Brandão (PV) e contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT) , do senador Otto Alencar (PSD), entre outras lideranças. As eleições em Itabuna são acompanhadas pelo Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias.
A definição sobre quem será o nome apoiado pela base aliada do governo Jerônimo Rodrigues (PT) à prefeitura de Itabuna, no Sul baiano, não deve vir à tona por enquanto. O melhor dos mundos para os petistas seria apoiar o atual prefeito e pré-candidato à reeleição, Augusto Castro (PSD), tido como o “queridinho” de Jerônimo. O detalhe é que existem ressalvas quanto ao trabalho desempenhado pelo gestor na administração itabunense, na avaliação do presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, o que pode acabar fazendo com que a sigla reivindique o comando da chapa majoritária em Itabuna.
Durante entrevista ao Bahia Notícias, Éden pontuou que o nome de Augusto segue sendo tratado como prioridade dentro do Conselho Político, e que o entendimento é que ele pode unificar a base aliada em torno da sua candidatura, até pelo fato de ter apoiado Jerônimo nas eleições estaduais em 2022. Porém o próprio presidente destacou que essa não é uma “regra imutável” e admitiu que, após pesquisas internas realizadas pelo PT, existe uma “dúvida política eleitoral” acerca da melhor tática para a administração de Itabuna.
“É um critério importante? Sim, mas, mais do que um dever dos aliados, isso é uma tarefa para o prefeito. Temos que, eventualmente, conversar sobre a futura composição de governo. Tem uma demanda que penso que cabe ao partido que reivindica a cabeça da chapa uma tarefa política a ser executada. Lá em Itabuna, me perdoe a sinceridade, o prefeito está deixando a desejar. [...] Então tem um processo de diálogo ainda para avançar com relação à unidade. Mas também há uma dúvida sobre a tática eleitoral. As pesquisas deixaram a gente com dúvida com relação à melhor tática", disse o presidente do PT na Bahia.
As possibilidades são duas, nas palavras do próprio Éden. A primeira é unificar toda a base em torno da reeleição de Augusto Castro, que busca quebrar o tabu da reeleição em Itabuna. O outro caminho seria lançar uma candidatura que “dialogue com quem está insatisfeito com a administração local, a fim de não deixar esses votos caminharem para os candidatos de oposição”. O nome que surge com mais força para fazer frente a Augusto é o do ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT). Inclusive, ainda durante a entrevista, Éden citou uma “animosidade” entre Augusto e Geraldo. Na visão dele, a prefeitura não encara com bons olhos a pré-candidatura do petista.
“Me parece que o clima lá [em Itabuna] está muito mais de animosidade com a pré-candidatura do PT, do companheiro Geraldo Simões, que tem buscado apresentar legitimamente a sua pré-candidatura e que tem encontrado, no diálogo com a prefeitura, um clima de briga, não está um clima amistoso. Então eu não jogo gasolina na fogueira, não sou alguém que acha que é brigando que a gente resolve. Todas as minhas falas, minhas orientações são sempre de tentar politizar o debate e ver qual é o melhor caminho para o PT e para o governo. Há uma dúvida ainda política eleitoral, com relação qual é a melhor tática para o governo lá. Se é realmente unificar todo mundo em torno da reeleição de Augusto ou se nós podemos ter outras candidaturas que dialoguem eventualmente com quem está insatisfeito com a administração local e tal, e não deixar esses votos caminharem para os candidatos de oposição”, afirmou Éden Valadares,
O presidente destacou que os temas serão debatidos no próximo Encontro Municipal de Tática Eleitoral do PT, marcado para a segunda semana de abril. A reunião marcará as estratégias adotadas pelos petistas para a disputa municipal em Itabuna que, por ter menos de 200 mil eleitores, não pode realizar segundo turno, de acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar sobre a revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras.