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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, solicitaram ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que a União conceda garantia a um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). O pedido foi formalizado por meio de ofício assinado na noite de terça-feira (28).
De acordo com o documento, divulgado pelo Metrópoles, a solicitação tem como objetivo viabilizar a capitalização da instituição financeira. No texto, os gestores afirmam que a “necessidade de capitalização decorre de eventos adversos relevantes que impactaram a liquidez, a previsibilidade dos fluxos financeiros e a qualidade dos ativos da instituição”.
O ofício também menciona os desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura a compra de carteiras de crédito consideradas irregulares do Banco Master pelo BRB.
Segundo Celina Leão e Valdivino Oliveira, esses fatos produziram “reflexos na reavaliação de exposições e ativos, bem como a liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado do Banco Master, que resultou na interrupção e na incerteza quanto ao recebimento de fluxos financeiros relevantes para o BRB”.
Há expectativa de que representantes do governo do Distrito Federal e do Ministério da Fazenda se reúnam nos próximos dias para tratar do tema.
O PicPay descontou R$ 81,7 milhões diretamente dos salários de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) entre 2024 e 2025, segundo relatório de inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Em fevereiro, a Corte determinou a suspensão de novos descontos em folha vinculados ao banco digital após identificar irregularidades na operação.
Os valores referem-se ao serviço de antecipação de salário ofertado ao funcionalismo público, a partir de contrato firmado entre o PicPay e a Secretaria de Economia do DF, em setembro de 2024.
De acordo com o TCDF, houve “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento, relacionada à amortização do serviço contratado com a instituição financeira.
Em 2024, os descontos consignados somaram R$ 11,7 milhões. Já entre janeiro e agosto de 2025, o montante chegou a R$ 70 milhões.
A área técnica do tribunal apontou irregularidade na cobrança. Segundo o relatório, a condição “essencial e inafastável” para a legalidade de descontos diretamente em folha é a ausência de juros. No caso analisado, foi identificada a cobrança de uma “taxa”, considerada irregular pelo TCDF.
Todas as informações são do Metrópoles.
Ibaneis Rocha (MDB) reassumiu o cargo de governador do Distrito Federal nessa quinta-feira (16), durante uma sessão solene no Palácio do Buriti, em Brasília. O emedebista disse durante o evento que volta ao cargo com o “coração limpo”.
"É importante dizer que esse afastamento que nós tivemos ao longo desse período foi necessário. Vivemos momento de dificuldade. Recebi o afastamento pelo ministro com todo respeito, paciência. Volto com coração limpo, cabeça tranquila", afirmou o governador.
A volta de Ibaneis se deu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes) nesta quarta-feira (15). O magistrado avaliou um pedido apresentado pela defesa de Ibaneis pelo fim da medida cautelar imposta logo após os atos golpistas do 8 de Janeiro, onde o ministro entendeu o governador deveria ser investigado por suposta omissão na segurança do DF no dia 8 daquele mês, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos três poderes da República.
Como defesa, Ibaneis Rocha classificou o ato antidemocrático de "atípico" e avaliou que foi resultado de um "apagão geral”. “O que aconteceu naquele 8 de janeiro, realmente, foi algo atípico na história do Distrito Federal. Na minha visão, a culpa não foi só do Anderson. Eu acho que nós tivemos um apagão geral”, afirmou Ibaneis. Ele também afirmou que fez o que pôde "de acordo com as informações que eu tinha”.
Sobre o afastamento, o governador disse que saudades "do povo do Distrito Federal" e que volta "com o coração livre, dentro da minha cidade e com as minhas lideranças". Ibaneis foi recebido por apoiadores no Palácio do Buriti e foi ovacionado algumas vezes durante o discurso.
Ainda durante a cerimônia, o chefe do Executivo local agradeceu à vice-governadora Celina Leão (PP), que assumiu o GDF durante o afastamento de Ibaneis. "Tocou a cidade com carinho, força. Só tenho a agradecer por tudo que ela fez", afirmou.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou nesta quarta-feira (15) que Ibaneis Rocha (MDB) volte para o posto de governador do Distrito Federal. Ibaneis estava afastado desde 9 de janeiro, após os atos terroristas que destruiu os edifícios-sede da Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.
"Revogo a medida cautelar imposta a Ibaneis Rocha Barros Júnior, determinando seu retorno imediato ao exercício integral das funções do cargo de governador do Distrito Federal", escreveu Moraes na decisão. Ainda de acordo com o ministro, o governador não apresenta mais "risco".
Com a determinação, Ibaneis volta para o comando da capital federal e Celina Leão, que ocupava o cargo, volta para a função de vice.
Mesmo com o retorno das funções, as investigações sobre as supostas omissões irão continuar. "Observe-se, ainda, que o presente Inquérito seguirá seu curso regular, com a realização das diligências necessárias pela Polícia Federal para a conclusão do feito e envio à Procuradoria Geral da República e, […] a medida cautelar poderá, de ofício ou a pedido das partes, voltar a ser decretada, se sobrevierem razões que a justifiquem”, diz trecho do documento.
O afastamento de Ibaneis havia sido determinado pelo próprio Moraes, no dia 9 de janeiro. Moraes entendeu que o governador deveria ser investigado por suposta omissão na segurança do DF no dia 8 daquele mês, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos três poderes da República.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).