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Artigos

Renata Carvalho
Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento
Foto: Divulgação

Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento

Durante muito tempo, construir uma marca forte no Brasil parecia depender, quase obrigatoriamente, de olhar para os grandes centros econômicos. Estratégias de comunicação, campanhas publicitárias, pesquisas de mercado e decisões de negócios costumavam partir de uma lógica concentrada no eixo Rio-São Paulo, como se fosse necessário buscar ali a validação para alcançar relevância nacional.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

garimpeiros

Delegado é afastado após suspeita de pedir vantagens indevidas a garimpeiros da região sisaleira
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Um delegado baiano foi afastado do cargo por 90 dias após ser alvo da operação “Ouro de Tolo”. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (20). José Marcelo Bezerra de Santana é investigado por supostos pedidos de vantagens indevidas, de forma velada, a garimpeiros de Cansanção e Nordestina, na região sisaleira.

 

Segundo o G1, durante a ação, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do delegado, onde foram encontrados R$ 90 mil em espécie, além de um celular, uma pistola e uma espingarda calibre 12 com registro vencido. O delegado também teve o porte e a posse de armas suspensos.

 

Conforme o inquérito do caso, um Relatório de Inteligência Financeira apontou movimentações superiores a R$ 12 milhões em contas pessoais do delegado nos últimos três anos, valor considerado incompatível com a renda dele. Há ainda indícios de recebimento de recursos de mineradoras, comerciantes e postos de combustíveis da região.

 

Ainda segundo a polícia, as investigações começaram após áudios enviados à Corregedoria da Polícia Civil, nos quais o delegado solicitava vantagens indevidas. Também foram reunidas denúncias que relacionam a delegacia comandada por ele a criminosos locais, incluindo traficantes de drogas.

 

Além disso, mensagens extraídas de aplicativos apontam que o delegado teria orientado um advogado a falsificar documentos para liberar valores apreendidos em investigações. O delegado ainda não havia se manifestado sobre as acusações até o início da tarde desta quarta.

Pataxós erguem nova aldeia e combatem grileiros após desastre da Vale em Brumadinho
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

 

O rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), que completou cinco anos nesta quinta-feira (25), deu início a uma verdadeira saga de grupos indígenas atingidos. Desde que a tragédia ocorreu, em 2019, o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) já emitiram múltiplas recomendações frente a relatos de violações de direitos.

 

A mesma tragédia que ceifou 270 vidas e devastou uma grande porção do meio ambiente, deixou impactos para famílias das etnias Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe, no município de São Joaquim de Bicas (MG), vizinho à Brumadinho. A Aldeia Naô Xohã se situava às margens do Rio Paraopeba. A lama que escoou pelo manancial prejudicou suas atividades produtivas e impossibilitou práticas religiosas. Junto com os impactos ambientais, vieram as divergências sobre como lidar com as consequências da tragédia. A aldeia se dividiu e muitos indígenas buscaram outros rumos.

 

"Se você me perguntar o que eu mais queria hoje, eu responderia que queria voltar à comunidade que eu vivia, na base do rio. Naquela época, o grupo que a gente liderava estava unido. A gente comia e bebia na mesma cuia. Não tinha contenda, não tinha ameaça. Hoje eu e meu esposo estamos no programa de proteção de defensores de direitos humanos", diz a cacique Célia Angohó. As informações são da Agência Brasil.

 

Ela lidera um grupo de 30 famílias pataxós hã-hã-hãe que recebeu ajuda da comunidade nipo-brasileira, ergueu uma nova aldeia em uma mata e precisou enfrentar ameaças de grileiros. O temor ainda ainda existe.

 

Célia Angohó é parente da pajé Nega Pataxó, assassinada por fazendeiros no último domingo (21) no sul da Bahia. Seu esposo é primo de Galdino, indígena vítima de um crime bárbaro que chocou o Brasil em 1997: ele foi queimado vivo em Brasília por jovens de elite.

 

"Disseram que nossa pajé tombou com seu maracá na mão. E eu me inspiro nela para seguir lutando. Essa é a nossa história. Desde que deixamos o útero da nossa mãe, a gente não tem paz", diz Ãngohó entre lágrimas.

 

A Aldeia Katurãma, como foi batizada, foi estruturada graças ao apoio da Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira (AMCNB). A entidade cedeu uma área de 36 hectares, conhecida como Mata do Japonês, em São Joaquim de Bicas. Hoje, o local conta com escola, posto de saúde e alguns quijemes, como são chamadas as habitações pataxós. Mas a ocupação da área não foi fácil.

 

"A gente chegou aqui no dia 29 de março de 2021. Essa área estava sendo destruída. Havia muitos grileiros destruindo isso aqui tudo. Uma parte estava pegando fogo, tinha caminhão tirando madeira. E aí a gente foi para a luta para conseguir descobrir quem era os donos dessa área? Porque tem uma placa ali na entrada escrita Mata do Japonês E a gente perguntando: onde estão os donos dessa terra? Por que que estão deixando essa terra ser destruída enquanto nós estamos lutando para ter um pedaço de chão?", conta Ãngohó.

 

O grupo conseguiu contato com a AMCNB e negociaram um acordo para cessão e compromisso de compra a venda. Haveria doação de 70% do terreno e os demais 30% adquiridos e quitados futuramente, com recursos que os indígenas esperavam receber da Vale, como indenização em reparação aos danos morais e materiais. Segundo Ãngohó, a entidade já decidiu porsteriormente não mais cobrar, o que permitirá usar a verba indenizatório para investir em melhorias na aldeia.

 

Rogério Farias Nakamura, vice-presidente da AMCNB, confirma a doação de 100%. A entidade também assumiu o pagamento das taxas de cartório e outras despesas relacionadas com a transferência. "Em outubro de 2022, finalmente saiu a certidão de averbação pelo registro de imóvel tornando-se assim oficialmente a transferência legal da doação da Mata do Japonês. Continuamos acompanhando sem interferir na vida da aldeia", disse.

 

Ãngohó celebra a obtenção da posse legal. "Acordamos uma cláusula que, no futuro, se a gente não zelar e cuidar disso aqui, eles podem chegar e pegar o terreno de volta. Foi uma forma que a gente negociou, porque era uma área que estava toda destruída. Então a gente precisava provar a capacidade e a força dessa comunidade indígena para saber reflorestar e para proteger essa mata. Nós não precisamos entrar em guerra contra os grileiros. Foi tudo na força dos nossos maracas, dos rituais, da espiritualidade com a força de Txôpai", afirma.

 

Os grileiros, no entanto, fizeram graves ameaças em 2021. Houve relatos de tentativas de incêndio e de invasões de homens armados. A própria AMCNB, dona do terreno desde 1981, já enfrentava há anos problemas com grileiros que agiam de forma ilegal na região desmatando vegetação nativa.


 

As ameaças dos grileiros chegaram a ser relatadas por meio de ofício da Fundação Nacional do Índio (Funai) ao MPF e ao DPU. Em resposta, as duas instituições oficiaram a Polícia Federal para que fossem realizadas diligências com o objetivo de apurar o conflito. Conforme estabelece a Lei Federal 6.001/1973, terras indígenas devem ser protegidas pela Polícia Federal. Além disso, MPF e DPU também expediram uma série de recomendações à Vale, para que fosse garantida a segurança e a integridade física dos pataxós, inclusive através da contratação de equipes de segurança.

Espaço aéreo sobre território Yanomami terá novo fechamento, avalia Flávio Dino
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nessa quinta-feira (16), que terá um novo fechamento do espaço aéreo sobre o território Yanomami ao longo das próximas semanas. A decisão será tomada junto ao ministério da Defesa na próxima quarta-feira.

 

"Iremos fazer uma nova reunião para planejamento das próximas etapas e, provavelmente, haverá um novo fechamento do espaço aéreo sobre o território Yanomami nas próximas semanas, porque nós estamos avaliando, a Policia Federal junto conosco, a Força Nacional, evidentemente o ministério da defesa de que esta medida, esse novo fechamento deve ser antecipado”, disse o ministro da Justiça.

 

A justificativa para antecipar esse novo fechamento do espaço aéreo é para “agilizar a saída” dos garimpeiros que ainda permanecem na região. Dino afirmou que essa ação estava prevista para mais adiante, mas com o pequeno número de garimpeiros ainda na região, foi preciso antecipar essa etapa.

 

"Estamos avaliando, a PF, junto conosco, Força Nacional, Ministério da Defesa, que esta medida deve ser antecipada para agilizar a saída de garimpeiros que ainda permanecem no território yanomami", acrescentou.

 

Em relação ao número de garimpeiros que já deixaram a região quantos ainda estão no território indígena, o ministro disse que ainda não tem o número fechado e que somente na próxima semana esses números deverão ser conhecidos.

 

Sobre as ações que estão sendo feitas nessas áreas do garimpo ilegal, o ministro da Justiça disse que junto com a Polícia Federal e a Força Nacional estão efetuando inutilizações e apreensões de equipamentos, balsas e aeronaves. "37 balsas, por exemplo, foram inutilizadas, há imagens sobre isso, embarcações, aeronaves. E há também apreensões de combustíveis, embarcações, maquinas de extração, e assim sucessivamente”, avaliou Dino.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Hilton Coelho

Hilton Coelho
Foto: Reprodução Antena 1 Salvador

"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"

 

Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista a pré-candidata ao Senado Federal Professora Delliana Ricelli (PSOL) nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
A pré-candidata ao Senado Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Professora Delliana Ricelli, é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (17).

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