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Ao longo da história das Copas do Mundo, a Seleção Brasileira acumulou episódios em que grandes nomes ficaram fora da lista final, mesmo cercados por expectativa, números relevantes e forte apelo popular. Em muitos desses casos, o debate ultrapassou o campo e expôs tensões entre desempenho, critérios técnicos e a pressão da torcida.
Em 1998, o país viveu um dos episódios mais traumáticos com o corte de Romário. Protagonista do título mundial quatro anos antes, ele era presença praticamente certa na convocação final e formaria dupla com Ronaldo. A lesão na panturrilha, no entanto, levou a comissão técnica a vetar sua participação às vésperas do torneio. A decisão gerou forte reação popular. Parte significativa da torcida não apenas questionava a condição clínica do jogador, como também via na ausência um erro estratégico irreparável. O sentimento era de que o Brasil abria mão de seu principal finalizador em uma Copa na qual acabou vice-campeão.

Romário chorando ao ser cortado da Copa de 1998 | Foto: Reprodução/Youtube
Quatro anos depois, o nome de Romário voltou ao centro do debate, desta vez por uma escolha exclusivamente técnica de Luiz Felipe Scolari. Em atividade pelo Vasco, o atacante acumulava números expressivos no ciclo pré-Copa, mantendo média elevada de gols e protagonismo constante. Ainda assim, ficou fora da lista para o Mundial de 2002. A pressão popular foi intensa e sustentada até o anúncio final dos convocados, com manifestações públicas, campanhas e forte repercussão na imprensa. O título conquistado pelo Brasil na Coreia do Sul e no Japão amenizou as críticas, mas não apagou completamente a controvérsia.
A Copa de 2010 concentrou um dos maiores conjuntos de ausências debatidas em um mesmo ciclo. Sob o comando de Dunga, a seleção adotou um perfil mais pragmático, o que resultou na exclusão de nomes que viviam bom momento em seus clubes.
Entre eles, Ronaldinho Gaúcho aparecia como o caso mais emblemático. No Milan, o meia encerrou a temporada 2009/10 como líder de assistências do Campeonato Italiano, com participação direta em gols e sequência regular de atuações. Mesmo assim, ficou fora da convocação. A decisão contrariou a opinião pública: pesquisas da época indicavam Ronaldinho como o jogador mais pedido pelos torcedores para a Copa.
Outro nome em evidência era Adriano. Após ser peça central na conquista do Campeonato Brasileiro de 2009 pelo Flamengo, o atacante chegou ao ciclo seguinte com status elevado. No entanto, questões disciplinares e episódios de ausência em treinos pesaram contra sua convocação, em uma escolha que refletiu o perfil rígido adotado pela comissão técnica.
Ao mesmo tempo, a pressão por renovação ganhou força com a ascensão de Neymar e Paulo Henrique Ganso no Santos. A dupla protagonizava um dos ataques mais criativos do país, com números expressivos e grande repercussão midiática. A ausência dos dois, especialmente de Neymar, gerou comparações com decisões históricas e intensificou o debate sobre o equilíbrio entre juventude e experiência em Copas do Mundo. Semanas após a disputa do Mundial, os meninos da vila foram os personagens principais da conquista da Copa do Brasil daquele ano, depois de superar o Vitória na final, em pleno Barradão.
Quatro anos depois, já na Copa disputada no Brasil, o cenário foi diferente, mas ainda marcado por ausências simbólicas. Kaká, recuperado fisicamente e com sequência de jogos, não foi incluído na lista final. O mesmo ocorreu com Ronaldinho Gaúcho, que vinha de protagonismo recente pelo Atlético Mineiro, especialmente na conquista da Libertadores de 2013. A reação popular foi mais moderada em comparação com 2010, mas ainda houve questionamentos sobre a ausência de lideranças técnicas em um elenco que disputaria o torneio em casa.

Ronaldinho Gaúcho e Neymar na Seleção Brasileira | Foto: Juan Karita / AP
No ciclo atual, o debate ressurge com contornos semelhantes. Principal referência técnica da seleção na última década, Neymar convive com incertezas relacionadas à sua condição física às vésperas da Copa de 2026. A situação remete a episódios anteriores, nos quais jogadores de alto nível chegaram ao torneio sob questionamento, seja por lesões ou por queda de desempenho. A presença ou ausência do atacante tende a influenciar diretamente o ambiente em torno da convocação.
Ao mesmo tempo, uma ausência já está confirmada: Rodrygo está fora do Mundial após sofrer uma lesão grave no período pré-Copa. O caso reforça um padrão recorrente na trajetória brasileira em Copas, em que problemas físicos retiram jogadores relevantes do torneio no momento decisivo.
Em diferentes épocas, os episódios revelam um ponto em comum: a convocação da Seleção Brasileira raramente é apenas uma decisão técnica. Ela envolve desempenho, contexto, bastidores e, sobretudo, a expectativa de uma torcida que historicamente se acostumou a ver — e a cobrar — os maiores talentos do país em campo. Quando isso não acontece, o debate se torna inevitável e, muitas vezes, atravessa gerações.
O meia Paulo Henrique Ganso deixou o campo com dores no tornozelo esquerdo durante a partida entre Fluminense e Corinthians, no último sábado (13), no Maracanã, pela 23ª rodada do Brasileirão. O jogador de 35 anos pediu substituição ainda no decorrer do jogo.
Apesar de atualmente ser opção no banco de reservas, Ganso é considerado uma das principais referências técnicas do elenco tricolor. A lesão coloca em dúvida sua presença na delegação que viaja a Salvador para enfrentar o Vitória no próximo sábado (20), às 16h, no Barradão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O departamento médico do clube ainda avalia a situação e deve definir nos próximos dias se o meia terá condições de atuar. Em 2025, Ganso soma 22 partidas, com um gol marcado e uma assistência pelo Fluminense.
Na noite desta quinta-feira (13), o Fluminense anunciou oficialmente, por meio das redes sociais, que o meio-campista Paulo Henrique Ganso vai ficar uma semana afastado dos trabalhos para realizar um procedimento médico.
Depois de recomendações de cardiologistas, o camisa 10, que se recupera de um quadro de miocardite, vai ser submetido a um procedimento na sexta-feira (14). Por isso, ele vai ficar afastado dos treinos por uma semana e só deve estar à disposição do técnico Mano Menezes na segunda rodada do Brasileirão.
Ganso foi liberado para voltar aos treinos no final de fevereiro. Desde lá, ele participa de atividades para que possa recuperar a forma física e atender aos planos de Mano da melhor forma.
O meia do Tricolor das Laranjeiras foi afastado pela primeira vez no dia 18 de janeiro, quando foi diagnosticado com miocardite. De acordo com o time carioca, o problema foi adquirido recentemente, porque nunca havia sido identificado nos exames de rotina realizados anteriormente em seus seis anos de clube. A maior probabilidade é que seja um caso em que o atleta tenha pegado uma “gripe muito forte em novembro”.
Confira a nota oficial publicada nas redes sociais do Fluminense:
O Fluminense FC informa que a equipe cardiológica que atende o meia Paulo Henrique Ganso, durante monitoramento constante do atleta, viu necessidade de que ele seja submetido a um procedimento médico, a ser realizado na manhã desta sexta-feira (14/03). O atleta ficará parado por… pic.twitter.com/M8QBvKMOcC
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) March 13, 2025
A Fifa divulgou nesta quinta-feira (28) a lista dos indicados ao prêmio de "Time Ideal" do Fifa The Best, que reconhece os 11 melhores jogadores do mundo entre 21 de agosto de 2023 e 10 de agosto de 2024. Entre os brasileiros, os destaques são atletas do Fluminense e do Botafogo, com a votação aberta ao público no site oficial da premiação. Confira:
Pelo Fluminense, os indicados são o meia Ganso e o atacante Cano, além do ex-zagueiro Nino, hoje no Zenit, da Rússia. No Botafogo, o representante é o meio-campista Thiago Almada, contratado pelo clube carioca nesta temporada e que se destacou nas campanhas do Brasileirão e da Libertadores.
Ganso foi um dos maestros regentes da campanha que levou o Flu ao título da Libertadores em 2023. Já German Cano, marcou 40 gols no ano, encerrando o período como o sexto maior artilheiro mundial.
A premiação ainda não tem data definida, mas deverá ocorrer no início de 2025. Os jogadores brasileiros concorrem com grandes estrelas internacionais, como Rodri (Manchester City) e Jude Bellingham (Real Madrid).
Além do voto popular, a escolha final incluirá a avaliação de um painel composto por capitães e treinadores de seleções, além de jornalistas esportivos de todos os países membros da Fifa.
Com duas assistências na estreia do Fluminense no Brasileirão, no empate diante do Red Bull Bragantino, no último sábado (13), no Maracanã, Ganso agora mira a primeira vitória do Fluminense no campeonato, e quer buscar diante do Bahia nesta terça-feira (16).
Entretanto, o meia analisa o tricolor baiano como um adversário forte, e fala sobre a preparação do time carioca para enfrentar o Esquadrão.
“A gente conseguiu fazer uma boa recuperação do último jogo e agora o time está preparado para enfrentar o Bahia, que é uma equipe muito forte. A gente tem que se preocupar com os pontos fortes deles e com o que precisamos corrigir de erros. Precisamos entrar bastante atentos”, disse.
O camisa 10 vê o Fluminense como candidato ao título do Brasileirão, e falou sobre o que o time tem que fazer para buscar o objetivo.
“Todo ponto faz diferença. Acabamos deixando escapar dois pontos em casa com o empate na estreia e agora temos que buscar a vitória na Bahia. Temos que nos manter no topo da tabela, pois será importante para a gente conseguir ser campeão no fim do ano”, afirmou o jogador, que também indicou o caminho para o sucesso do Fluminense no campeonato.
“Cada um tem sua responsabilidade e eu tenho a minha também de poder ajudar a equipe dentro de campo, auxiliando todo mundo. O mais importante é a gente estar junto como time, como grupo. Essa é a nossa força e por isso a gente está melhorando a cada partida”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.