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A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), deflagraram nesta quarta-feira (17) a Operação Conexão Perigosa. O objetivo é desarticular uma organização criminosa investigada por exercer influência e controle sobre comunidades da região de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Ao todo são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 97,7 milhões em ativos financeiros dos investigados e a suspensão das atividades econômicas de seis empresas. As medidas foram autorizadas pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro.
Segundo a Polícia Federal, a organização utilizava violência, ameaças e mecanismos de coação para intimidar moradores, agentes públicos e autoridades. As investigações apontam ainda que o grupo promovia ataques a serviços e infraestruturas essenciais, além de movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.

Foto: Divulgação / MP-BA
De acordo com os investigadores, a organização empregava empresas de fachada, pessoas interpostas e operações financeiras fragmentadas para ocultar e dissimular a origem dos recursos obtidos ilegalmente.
As apurações indicam que o líder do grupo mantinha contatos frequentes com pelo menos três agentes políticos do município de Porto Seguro. Conforme a investigação, a organização criminosa atua há cerca de dez anos na região do extremo sul baiano.
Ainda segundo a PF, o esquema operava por meio das três etapas clássicas da lavagem de dinheiro. Na fase de colocação, recursos em espécie eram introduzidos no sistema financeiro por meio de depósitos fracionados para evitar mecanismos automáticos de controle. Na etapa de ocultação, ocorria a movimentação dos valores entre contas de terceiros com o objetivo de dificultar o rastreamento.
Já na fase de integração, os recursos retornavam ao mercado formal por intermédio de empresas de fachada, conferindo aparência de legalidade ao patrimônio.
Caso sejam condenados pelos crimes investigados, os suspeitos poderão cumprir penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de reclusão.
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Camila Vasquez
"Acredito que o processo de modernização do Tribunal, a partir de uma visão mais punitiva para uma atuação mais preventiva, privilegiando a preservação do atendimento das necessidades públicas, é um grande desafio. Exige novos modos de fiscalização, e eu pretendo compor a Corte para abordá-lo".
Disse a procuradora Camila Vasquez Negromonte durante apreciação de seu nome na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da AL-BA, para uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA).