Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
futebol mundial
A Fifa avalia uma mudança na regra de cartões amarelos para a Copa do Mundo de 2026. Informações da emissora BBC deram conta nesta semana de que o tema será discutido nesta terça-feira (28) em reunião do Conselho da entidade, em Vancouver, no Canadá.
Atualmente, um jogador é suspenso após receber dois cartões amarelos durante a competição. Os cartões são zerados apenas antes das semifinais, evitando que atletas fiquem fora da final por acúmulo.
A proposta em análise prevê que os cartões também sejam reiniciados ao fim da fase de grupos. A alteração considera o novo formato do torneio, que contará com 48 seleções e incluirá uma fase eliminatória adicional — os 32-avos de final.
Com mais partidas no calendário, a mudança busca reduzir o risco de suspensões em fases decisivas por acúmulo de cartões.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada em Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para o dia 11 de junho.
Pelo Grupo C, o Brasil fará estreia na Copa no dia 13 de junho, contra o Marrocos às 19h (horário de Brasília). Na sequência, encara o Haiti no dia 19 e encerra a fase de grupos no dia 24, contra a Escócia.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou nesta sexta-feira (17) sobre as críticas relacionadas aos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Durante participação no evento Semafor World Economy, em Washington, o dirigente afirmou que há diferentes faixas de valores disponíveis ao público.
"Temos uma categoria de ingressos para torcedores mais dedicados a partir de 60 dólares, incluindo a final. Claro, também existem ingressos, como camarotes na final, que podem custar dezenas de milhares de dólares. Então há opções para todos os perfis", declarou.
Infantino explicou que a política de preços está diretamente ligada ao modelo de receita da entidade, que depende majoritariamente da realização da Copa do Mundo.
"A principal e até agora única fonte de receita da Fifa é a Copa do Mundo. A Copa do Mundo acontece durante um mês a cada quatro anos. Ou seja, geramos receita em um único mês. Nos outros 47 meses até a próxima Copa, gastamos esse dinheiro", afirmou.
Apesar dos valores elevados, o dirigente ressaltou que a FIFA opera como uma organização sem fins lucrativos e que os recursos arrecadados são destinados ao desenvolvimento do futebol em escala global.
"Mas o que é interessante, e digo isso meio em tom de brincadeira, é algo que muitas pessoas não sabem: embora geremos bilhões com a Copa, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos. Isso significa que toda a receita gerada é reinvestida na organização do futebol em 211 países ao redor do mundo", completou.
A discussão sobre os preços dos ingressos tem sido recorrente no período prévio ao Mundial, especialmente diante da alta demanda e das diferentes categorias disponíveis para os torcedores.
A Fifa voltou a virar alvo de polêmica envolvendo a Copa do Mundo após torcedores relatarem mudanças na distribuição de assentos dentro dos estádios no decorrer desta semana. A situação ocorre em meio a críticas já existentes sobre os altos valores dos ingressos.
Na fase mais recente de vendas, a entidade passou a divulgar mapas detalhados das arenas, com a localização dos lugares. No entanto, compradores afirmam que os assentos indicados não correspondem aos setores originalmente adquiridos.
Os ingressos são divididos por categorias de preço, mas, nas etapas iniciais de comercialização, não havia definição exata dos lugares. Com a atualização recente, torcedores passaram a apontar inconsistências na alocação.
LEIA TAMBÉM:
Há relatos de fãs que adquiriram entradas de Categoria 1 — a mais cara — e foram direcionados para áreas consideradas menos privilegiadas, como setores atrás dos gols ou nos cantos dos estádios. Em alguns casos, a alocação teria ocorrido até em espaços tradicionalmente destinados a torcidas organizadas.
Outro ponto que gerou questionamentos foi a mudança na classificação de determinados setores ao longo das fases de venda. Áreas que anteriormente eram enquadradas como Categoria 2, por exemplo, passaram a ser reclassificadas como Categoria 3 em etapas posteriores, com redução de valor.
A divulgação dos mapas também levantou suspeitas sobre a destinação dos melhores lugares. Setores centrais e próximos ao campo aparecem majoritariamente reservados para pacotes de hospitalidade — ingressos mais caros e exclusivos.
Esses pacotes têm valores elevados, partindo de cerca de R$ 7 mil e chegando a cifras ainda mais altas. Em partidas da seleção brasileira, por exemplo, os ingressos disponíveis nesse formato superam R$ 14 mil.
Diante disso, cresce a percepção entre torcedores de que o público geral foi deslocado para áreas menos privilegiadas, enquanto os melhores espaços foram direcionados ao público VIP.
O QUE DIZ A FIFA
A Fifa afirma que os mapas divulgados têm caráter apenas ilustrativo e não garantem a posição exata dos assentos. Segundo a entidade, a definição final pode sofrer alterações, desde que respeite a categoria adquirida ou seja equivalente a uma superior.
Nos termos de uso, a organização também prevê a possibilidade de mudanças na localização dos lugares até mesmo no dia da partida.
Procurada, a entidade informou que irá analisar o caso internamente e não descarta um posicionamento oficial.
VALORES DOS INGRESSOS
A polêmica sobre os assentos se soma a outras controvérsias recentes envolvendo a venda de ingressos para o Mundial.
A adoção do modelo de “preço dinâmico”, em que os valores variam conforme a demanda, tem sido um dos principais alvos de críticas. A prática, aliada a uma plataforma oficial de revenda, contribuiu para a disparada dos preços.
Ingressos que inicialmente custavam cerca de R$ 300 passaram a ser comercializados por valores muito superiores. Em alguns casos, partidas da fase de grupos da seleção brasileira já superam a faixa dos R$ 8 mil.
Para a final da competição, há ofertas que se aproximam de R$ 1 milhão, segundo plataformas de revenda autorizadas.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se antecipou ao cenário eleitoral da Fifa e declarou apoio "de maneira unânime" a uma possível reeleição de Gianni Infantino para a presidência da entidade máxima do futebol mundial. O anúncio foi feito pelo presidente Alejandro Domínguez, em uma publicação no X, na última quinta-feira (9).
El Consejo de la CONMEBOL manifestó de manera unánime su respaldo a la gestión de Gianni Infantino al frente de la FIFA, ante una eventual postulación a la reelección para el período 2027–2031.
— Alejandro Domínguez (@agdws) April 9, 2026
Presidente, gracias por su compromiso permanente con el desarrollo del fútbol… pic.twitter.com/NQhDlx18BI
"O Conselho da CONMEBOL manifestou de maneira unânime seu respaldo à gestão de Gianni Infantino à frente da FIFA, ante uma eventual postulação à reeleição para o período 2027–2031. Presidente, obrigado por seu compromisso permanente com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pelo liderança impulsionada a nível global", escreveu Domínguez.
Apesar de ainda não ter oficializado candidatura, o dirigente suíço-italiano é considerado favorito para disputar um quarto mandato consecutivo nas eleições previstas para 2027.
O posicionamento da Conmebol marca o primeiro respaldo público de uma confederação continental ao atual presidente da Fifa. A decisão foi tomada após reunião do Conselho da entidade sul-americana, que reúne dez federações, incluindo Brasil e Argentina.
Infantino é presidente da Fifa desde 2016, quando assumiu a função após o escândalo conhecido como "Fifagate". Desde então, foi reconduzido ao posto por aclamação nas eleições de 2019 e 2023.
O apoio ocorre em meio a articulações políticas no cenário do futebol internacional. O próprio Domínguez tem defendido a ampliação da Copa do Mundo de 2030, sugerindo o aumento de 48 para 64 seleções como forma de celebrar o centenário do torneio.
A proposta, no entanto, ainda não conta com o respaldo público de Infantino e enfrenta resistência de outras lideranças do futebol mundial.
A edição de 2030 terá jogos distribuídos em diferentes continentes. Paraguai, Uruguai e Argentina receberão partidas comemorativas, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões do torneio.
O Brasil será o país com maior número de representantes na arbitragem da Copa do Mundo de 2026. A FIFA divulgou nesta quinta-feira (9) a lista oficial de profissionais selecionados para o torneio, confirmando nove nomes brasileiros entre árbitros e assistentes.
A delegação será composta por três árbitros centrais — Raphael Claus, Ramon Abatti e Wilton Sampaio — além de seis assistentes: Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo, Rafael Alves e Rodolpho Toski.
A presença numerosa reforça o protagonismo da arbitragem brasileira no cenário internacional. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o número vai além de uma simples estatística e reflete um processo de evolução técnica e profissionalização da categoria.
"Não é apenas um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da FIFA na arbitragem brasileira e evidencia a qualidade técnica, a preparação física e o compromisso dos nossos profissionais com o jogo. Estar nesse cenário, com protagonismo, mostra que o Brasil não apenas forma grandes jogadores, mas também entrega ao mundo árbitros capacitados para atuar nas competições mais exigentes", disse Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF, ao site oficial da entidade brasileira.
A entidade também destacou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido nos bastidores da arbitragem nacional. Para o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, o resultado é fruto de um esforço conjunto.
"Temos que destacar o trabalho coletivo. Não tem vencedores, existe uma equipe vencedora que trabalha muito para o melhor da arbitragem no futebol brasileiro. E precisamos destacar o trabalho que é desenvolvido. No último final de semana começamos o trabalho com a arbitragem profissional, um marco no nosso futebol, e hoje temos essa noticia fantástica de nove árbitros na Copa do Mundo, o país com mais representantes. Isso fortalece o futebol brasileiro. É o reconhecimento da FIFA pelo trabalhando desenvolvido pela arbitragem brasileira. E não vamos parar por aí. Estamos trabalhando para evoluir ainda mais, seja na parte da tecnologia e também na preparação dos árbitros", afirmou.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada a partir do dia 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá.
Quatro dos principais nomes do futebol mundial foram escolhidos para protagonizar uma nova campanha internacional da Lego. Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé e Vinicius Jr. apareceram em vídeo divulgado nesta quinta-feira (2) como personagens de uma coleção especial voltada ao torneio. Assista à campanha:
Cristiano Ronaldo, Messi, Mbappe & Vinicius Jr in the new LEGO World Cup advert. pic.twitter.com/FDDlGuQSk3
— TC (@totalcristiano) April 2, 2026
O projeto inclui uma série de produtos temáticos que remetem ao universo da competição. Cada jogador ganhou uma versão personalizada em formato de montagem, com elementos que fazem referência direta às seleções que representam, como cores, numeração e identidade visual.

Foto: Divulgação / lego.com
Entre os itens apresentados está uma linha focada nos destaques atuais do futebol, além de versões que homenageiam momentos marcantes das carreiras dos atletas. Nesse segundo grupo, Messi e Cristiano recebem modelos inspirados em comemorações que marcaram época.
Os conjuntos variam em nível de complexidade e quantidade de peças. Um dos destaques é um modelo dedicado exclusivamente ao argentino, com mais de mil peças, centrado em sua tradicional camisa 10.
Confira mais fotos promocionais, divulgadas pela Lego:







A Seleção Brasileira voltou a ser derrotada pela França em uma partida oficial. O revés por 2 a 1 no Gillette Stadium, em Boston, na última quinta-feira (26), encerrou um tabu de 15 anos de invencibilidade do Brasil contra os franceses.
Antes do jogo em Boston, a última vez que o Brasil havia perdido para os Bleus foi em um amistoso realizado em 2011. Na ocasião, a França venceu por 1 a 0, com gol de Karim Benzema. Aquela partida ficou marcada pela expulsão do meia Hernanes ainda aos 40 minutos da primeira etapa.

Foto: Divulação
Sob o comando de Mano Menezes, o Brasil jogou com Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Hernanes, Renato Augusto e Elias; Alexandre Pato e Robinho. Já a França, de Laurent Blanc, alinhou Lloris; Sagna, Rami, Mexès e Abidal; Diarra, M’Vila e Gourcuff; Malouda, Ménez e Benzema.
Após o tropeço de 2011, o Brasil emplacou duas vitórias expressivas. Confira abaixo:
Brasil 3 x 0 França (2013): Sob o comando de Felipão, o Brasil venceu com gols de Oscar, Hernanes e Lucas Moura.
A escalação teve: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF
França 1 x 3 Brasil (2015): Já no ciclo pós-Copa de 2014, o time que era comandado por Dunga (em sua segunda passagem) venceu de virada em solo francês. Oscar, Neymar e Luiz Gustavo marcaram para o Brasil, enquanto Varane descontou.
A Seleção atuou com: Jefferson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias e Oscar; Willian, Neymar e Roberto Firmino.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF
O hiato de 15 anos sem derrotas contrasta com o período anterior, entre 1987 e 2011, quando o Brasil amargou um jejum de vitórias contra os franceses (quatro derrotas e dois empates em seis jogos).
Já nos primórdios do confronto, entre 1930 e 1987, o retrospecto era amplamente favorável aos brasileiros: em nove partidas, foram cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota.
A Fifa foi denunciada à Comissão Europeia por entidades de torcedores e consumidores que contestam os preços dos ingressos e os métodos de venda da Copa do Mundo na América do Norte. A Football Supporters Europe (FSE), em parceria com a Euroconsumers, formalizou nesta terça-feira (24) a reclamação alegando que a entidade máxima do futebol estaria abusando de sua posição dominante no mercado.
O caso foi apresentado com base no artigo 102 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que trata do abuso de monopólio.
Segundo as organizações, a Fifa exerce controle total sobre a comercialização dos ingressos e utilizaria esse poder para impor condições consideradas prejudiciais aos consumidores.
MODELO DE VENDA
Entre os principais pontos questionados estão os preços considerados elevados e o uso do modelo de precificação dinâmica, em que os valores variam de acordo com a demanda.
Embora ingressos mais baratos sejam anunciados a partir de cerca de US$ 60, as entidades afirmam que essas opções são, na prática, escassas e de difícil acesso.
Outro aspecto criticado é o uso de técnicas conhecidas como "dark patterns", que criam sensação de urgência e pressionam o consumidor a finalizar a compra rapidamente.
De acordo com a denúncia, esse conjunto de práticas contribui para excluir parte significativa do público. Além disso, taxas de revenda que podem chegar a 15% elevam ainda mais o custo final para os torcedores.
PRESSÃO POLÍTICA
A denúncia surge em um contexto de crescente pressão sobre a Fifa na Europa. O comissário europeu Glenn Micallef também manifestou preocupação com a organização da Copa de 2026, destacando fatores externos ao futebol.
"Como um dos países-sede do maior evento esportivo do mundo está envolvido em uma guerra, é legítimo exigir garantias", afirmou ao site Politico.
Micallef ainda criticou a parceria da Fifa com o chamado "Board of Peace", vista por autoridades europeias como uma tentativa de contornar a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU).
As entidades envolvidas defendem que a venda de ingressos deve seguir regras de concorrência do mercado europeu e citam decisões recentes, como o caso da Superliga, que impuseram limites ao poder de organizações como Fifa e Uefa.
Caso a Comissão Europeia avance com a análise, a entidade pode ser alvo de investigação formal e obrigada a adotar medidas como maior transparência nos processos e pos
Já é sabido que a Copa do Mundo de 2026 será disputada em um formato inédito, com três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá —, mas com centralidade operacional e esportiva concentrada em território norte-americano. O país receberá a maior parte dos jogos e das cidades-sede, além de abrigar todas as fases decisivas a partir das quartas de final, incluindo a final do torneio.
A competição também marcará a ampliação do Mundial organizado pela Fifa. Pela primeira vez, serão 48 seleções participantes, com um total de 104 partidas previstas entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026. Dentro desse cenário, os Estados Unidos terão papel predominante, com cerca de 78 jogos distribuídos em diferentes regiões do país.
A escolha do modelo triplo foi definida em 2018, quando a candidatura conjunta superou a proposta do Marrocos. A decisão estabeleceu uma divisão geográfica do torneio, mas com predominância estrutural dos Estados Unidos, que apresentam maior capacidade logística, rede de estádios já existentes e experiência prévia na organização de grandes eventos esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 1994 — ano em que o Brasil se sagrou tetracampeão mundial.
Diferentemente de outras edições, a organização de 2026 não contou com construção massiva de novas arenas. A estratégia adotada prioriza estádios já utilizados principalmente pela NFL, que passarão por adaptações para atender às exigências da Fifa. Esse modelo reduz custos estruturais e concentra investimentos em ajustes operacionais, como gramados, áreas de imprensa e zonas de hospitalidade.
Nos Estados Unidos, 11 cidades foram selecionadas como sedes. A lista inclui:
- Nova York/Nova Jersey (MetLife Stadium – palco da final)
- Los Angeles (SoFi Stadium)
- Dallas (AT&T Stadium)
- Atlanta (Mercedes-Benz Stadium)
- Miami (Hard Rock Stadium)
- Houston (NRG Stadium)
- Boston/Foxborough (Gillette Stadium)
- Filadélfia (Lincoln Financial Field)
- Seattle (Lumen Field)
- San Francisco/Santa Clara (Levi’s Stadium)
- Kansas City (Arrowhead Stadium)
A final será disputada no MetLife Stadium, localizado em Nova Jérsei, na região metropolitana de Nova York. Já o jogo de abertura acontecerá fora dos Estados Unidos, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

MetLife Stadium - Palco da final da Copa do Mundo de 2026 | Foto: Divulgação / Real Madrid
Apesar da divisão entre três países, o papel dos Estados Unidos será determinante na condução logística da Copa. A dimensão territorial do país exige planejamento específico para deslocamentos, já que as sedes estão distribuídas entre costa leste, região central e costa oeste, com diferenças de até três fusos horários. Como resposta, a Fifa deve adotar um modelo regionalizado na fase de grupos, reduzindo viagens longas para Seleções e delegações.
A organização também envolve articulação entre diferentes níveis de governo, incluindo autoridades federais, estaduais e municipais. Questões como controle migratório, emissão de vistos, segurança pública e infraestrutura aeroportuária fazem parte do planejamento.
CONTEXTO GEOPOLÍTICO
O contexto político também acompanha a preparação do país para o torneio. A realização da Copa ocorre em meio a debates recorrentes sobre políticas migratórias e segurança de fronteiras, temas que podem impactar diretamente a entrada de torcedores estrangeiros. Além disso, há coordenação com os outros países-sede para padronização de procedimentos e circulação entre fronteiras durante o evento.
Entre outros aspectos, a preparação para o torneio ocorre em meio a um cenário de tensão internacional. Em 2026, os Estados Unidos se envolveram diretamente em um conflito militar com o Irã, em ações conjuntas com Israel que incluíram ataques a alvos estratégicos em território iraniano. A escalada do conflito representou uma das maiores tensões recentes no Oriente Médio e ampliou o impacto político global às vésperas do Mundial.
O contexto geopolítico passou a ter reflexos diretos na organização da Copa. O Irã, que já está classificado para o torneio, colocou em cheque a sua participação diante do cenário de guerra e das relações com o país-sede. Autoridades iranianas chegaram a afirmar que não haveria condições para disputar a competição, citando questões de segurança e o ambiente político.
Ao mesmo tempo, dirigentes do futebol iraniano sinalizaram o desejo de participação sem presença em território norte-americano, sugerindo a transferência de partidas para o México. A hipótese ainda depende de decisão da Fifa, que mantém o calendário original enquanto acompanha a situação .
A relação entre Estados Unidos e Irã é marcada por décadas de tensão desde a Revolução Iraniana de 1979 e a ruptura diplomática entre os dois países. Em Copas anteriores, como em 1998 e 2022, confrontos entre as seleções ocorreram sob forte carga simbólica.
Mesmo com esse contexto, entidades esportivas e organizadores mantêm a previsão de realização do torneio conforme o planejamento inicial. A Fifa, sob a tutela do presidente Gianni Infantino, afirma monitorar a situação e trabalha para garantir a execução da competição dentro do calendário previsto.
No campo esportivo, a Copa de 2026 marca o retorno dos Estados Unidos como sede após mais de três décadas. Em 1994, o país organizou um Mundial com 24 seleções e 52 jogos, estabelecendo recorde de público total.
Entre as curiosidades, o torneio também registra marcos históricos. O México se tornará o primeiro país a sediar três edições da Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026), enquanto o Canadá receberá, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino.
A realização da Copa no país também dialoga com o crescimento do futebol no mercado norte-americano. A Major League Soccer (MLS) vem ampliando investimentos, presença internacional e média de público, enquanto o país se posiciona como sede frequente de competições internacionais, como a inédita Copa do Mundo de Clubes, realizada em 2025, e amistosos de Seleções. O Brasil, por exemplo, realizará seus últimos amistosos antes da convocação final nos Estados Unidos.
Diante desse cenário, a Copa do Mundo de 2026 se apresenta como a maior da história em número de participantes e jogos, com um modelo descentralizado entre países, mas operacionalmente concentrado nos Estados Unidos.
SELEÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS
A seleção dos Estados Unidos chega à Copa do Mundo de 2026 com uma base já consolidada e com poucas vagas em aberto na lista final de convocados. A equipe atuará sob o comando do técnico Mauricio Pochettino, ex-Tottenham e PSG.

Foto: Divulgação / Seleção dos Estados Unidos
A espinha dorsal da equipe é formada por jogadores que atuam nas principais ligas europeias. O principal nome segue sendo Christian Pulisic, do Milan, que exerce papel de liderança técnica e ofensiva. Ao lado dele, o meio-campo tem como referências Weston McKennie, da Juventus, e Tyler Adams, do Bournemouth, utilizado como peça central na marcação e organização do jogo.
No setor ofensivo, a tendência é a presença de Folarin Balogun, do Mônaco, e Ricardo Pepi, do PSV, como opções para a posição de centroavante, enquanto nomes como Gio Reyna, joia do Borussia Dortmund, seguem sendo avaliados pela comissão técnica, especialmente após períodos de irregularidade e questões físicas.
Na defesa, a base inclui jogadores como Chris Richards, do Crystal Palace, Tim Ream, do Charlotte, e Sergiño Dest, do PSG — este último ainda sob acompanhamento por conta de lesões recentes. O setor também apresenta variações táticas, com possibilidade de linha de três zagueiros em determinados momentos.
Entre os nomes em ascensão, jogadores como Johnny Cardoso, do Atlético de Madrid, Aidan Morris, do Middlesbrough e Patrick Agyemang, do Derby County, vêm ganhando espaço nas últimas convocações e disputam vagas na lista final.
A definição do elenco deve seguir até as semanas que antecedem o torneio, com a comissão técnica avaliando principalmente condição física e desempenho recente. A lista final contará com 26 jogadores, e os amistosos preparatórios são tratados como determinantes para a consolidação do grupo que disputará o Mundial em casa. Neste sábado (28), a Seleção Norte-Americana encara a Bélgica, e no dia 31, enfrenta Portugal.
A última janela de transferências bateu o recorde de maior movimentação de dinheiro da história do futebol mundial. De acordo com os valores divulgados pela Fifa, nesta quarta-feira (3), entre os dias 1 de junho e 2 de setembro de 2025, cerca de 9,73 bilhões de dólares foram investidos nessa época, o que vale R$53 bilhões.
O valor, que envolveu apenas o futebol masculino, evoluiu mais de 50% do dinheiro movimentado no ano passado. Já no esporte feminino, o valor recorde também foi ultrapassado e bateu 12,3 milhões de dólares, ou seja, R$66 milhões.
No total, o número de transferências entre os homens foi de 12 mil mudanças entre clubes. Já entre mulheres, 1.100 foram trocadas.
Dentre os países que mais investiram no futebol, a Inglaterra foi a que se destacou com mais de 3 bilhões de dólares em transferências, ou seja, cerca de R$16 bilhões. Além disso, os ingleses também foram os que mais venderam atletas, seguidos de Portugal e Brasil.
Na última quinta-feira (12), o jornal Marca, da Espanha, elegeu os dez melhores jogadores do mundo. Na lista, Vinícius Júnior foi apontado como o primeiro colocado, seguido por Jude Bellignham, em segundo, e Rodri, vencedor da Bola de Ouro, em terceiro.
A votação foi feita por 122 profissionais, incluindo jornalistas, ex-treinadores e ex-jogadores. A publicação destacou que o desempenho por clubes teve um impacto maior do que a atuação por seleções nacionais como critério para a escolha dos votos.
"Os 100 do Marca", é o prêmio que chega à sua terceira edição. Em anos anteriores, Erling Haaland venceu em 2023 e Karim Benzema conquistou a premiação em 2022. A honraria tem se tornado uma espécie de termômetro para avaliar os melhores jogadores do futebol mundial. A lista desta temporada conta com outros sete atletas para fechar o top 10.
Confira o top 10 dos melhores jogadores do mundo segundo o jornal Marca:
1. Vinícius Júnior (Real Madrid)
2. Jude Bellingham (Real Madrid)
3. Rodri (Manchester City)
4. Lamine Yamal (Barcelona)
5. Dani Carvajal (Real Madrid)
6. Erling Haaland (Manchester City)
7. Toni Kroos (Real Madrid)
8. Kylian Mbappé (Real Madrid)
9. Florian Wirtz (Bayer Leverkusen)
10. Harry Kane (Bayern de Munique)
As inteligências artificiais já são uma realidade nas redes sociais e parecem estar cada vez mais consolidadas. Tem sido comum vermos conteúdos virais criados por usuários, com montagens que abusam de imagens e falas oriundas de jogadores de futebol.
Recentemente, tem-se observado que o uso da tecnologia tem alcançado níveis preocupantes, com aspectos que se assemelham muito ao mundo real. Um exemplo claro é o vídeo de uma coletiva de imprensa de Neymar, que viralizou nas redes sociais, onde o atacante aparece se pronunciando sobre o fim da escala 6x1, tema que gerou muito debate e repercussão nas últimas semanas.
???????????? Neymar se posiciona sobre a escala 6x1: pic.twitter.com/AWbxF2MGX0
— Brasileirão da Opressão (@brasileiraoopre) November 14, 2024
No vídeo acima, é possível perceber que a boca do jogador acompanha a fala - ambos os aspectos gerados por inteligência artificial - embora ainda com algumas falhas perceptíveis para quem tem acesso fácil à informação.
Outros exemplos de virais na internet são os vídeos que têm Messi e Cristiano Ronaldo como protagonistas. Nas montagens realizadas em cima dos ídolos de Real Madrid e Barcelona, é possível perceber características mais elaboradas que podem passar despercebidas e prejudicar aqueles que não estão acostumados a consumir conteúdo digital.
Los vídeos con inteligencia artificial ya están de moda en Internet.
— Dinero Fácil ???? (@dinero___facil) November 16, 2024
¿Lo último?
Estos 8 vídeos de Ronaldo y Messi son algunos de los mejores que verás hoy: pic.twitter.com/XFdde06tss
Em um contexto em que a desinformação é um problema crescente, a adulteração de falas e atitudes por meio da inteligência artificial pode ter consequências perigosas. Para entender melhor os riscos da utilização de IAs no contexto do futebol, o Bahia Notícias entrevistou o analista de sistema Rafael Lange, da Supergeeks, empresa especializada em programação, robótica, tecnologia e inovação.
“Na era das Fake News e das edições detalhadas como as DeepFakes, todas as pessoas que produzem conteúdo para internet, de forma constante, estão sujeitas a ter seus materiais editados e utilizados para outros fins, como golpes financeiros. Um exemplo é o Dr. Drauzio Varella e outras celebridades, que tiveram sua imagem e voz alteradas para anunciar produtos e serviços com os quais nunca tiveram contato. Isso chegou a ser matéria do fantástico recentemente”, alertou Rafael.
Indo para além do esporte, o Dr.Drauzio Varella (citado no exemplo do analista) foi mais uma vítima da adulteração de imagens para uso de inteligência artificial. Em agosto deste ano, o médico foi alvo de fake news, onde indicava que estaria recomendando chá e receita de viagra natural.
"Os golpes na internet estão se espalhando cada vez mais. Anúncios de remédios ou tratamentos milagrosos utilizam a imagem do Drauzio Varella para vender produtos inúteis e podem até prejudicar sua saúde. Eles utilizam imagens, trechos de entrevistas e até inteligência artificial. Mas fique atento: Drauzio não faz propaganda de remédios ou tratamentos. Se vir alguma propaganda com a imagem dele, denuncie!", publicou Drauzio Varella em seu site oficial por meio de um comunicado.
No ano passado, Drauzio publicou um vídeo em suas redes sociais onde teve que se explicar sobre as falsas produções que utilizavam o seu rosto. Confira abaixo:
Reprodução/Canal Drauzio Varella/YouTube
Como forma de prevenção, Lange sugeriu que os profissionais de tecnologia da informação alertem seus usuários sobre os riscos do uso desses vídeos e utilizem todas as ferramentas disponíveis para removê-los. Como último recurso, a justiça pode ser acionada. Ainda ao BN, o profissional também fez um apelo para que o governo intensifique as ações de combate ao uso indevido da inteligência artificial.
“A sugestão que a comunidade de TI costuma dar para as vítimas é manter seu público em alerta, acionar as redes sociais para derrubar esses vídeos ou mesmo acioná-las judicialmente por lucrarem com a divulgação dessas campanhas enganosas. Mas o ideal é que o governo se mobilizasse para agilizar a regulamentação das redes sociais e inteligências artificiais”, reforçou.
Embora muitas vezes as edições sejam feitas com o intuito de criar memes e gerar engajamento, a prática pode representar um sério risco para aqueles que não conseguem distinguir o que é real do que é falso. Crianças e idosos, que estão se familiarizando com essas ferramentas, são dois dos grupos que podem sentir particular dificuldade nesse aspecto.
Outros exemplos, que tem sido bastante utilizados - além das falas enganosas - são vídeos em que os jogadores são retratados se beijando. Tem se tornado comum que personagens famosos sejam utilizados em montagens de beijos, com movimentos artificiais gerados por inteligência artificial.
Após o duelo entre Vitória x Corinthians, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, Yuri Alberto e Memphis Depay, autores dos gols do triunfo do Alvinegro Paulista, foram alvo de mais uma modificação dos usuários. Veja:
Corinthians 2 x 0 Cruzeiro
— Central do Braga (@CentralDoBrega) November 20, 2024
gols? Depay e Yuri Alberto
simplesmente a melhor dupla de ataque do futebol brasileiro pic.twitter.com/AY8PZNk36k
“No geral, todos nós estamos sujeitos a cair nesses golpes. Normalmente o público alvo desses golpes, são pessoas com menos domínio da tecnologia e acesso a informações, por exemplo: pessoas que estão acostumadas a só se informar e se orientar pelo WhatsApp ou redes sociais, não tem o hábito de pesquisar a fonte das informações e validar os conteúdos apresentados. Elas também não costumam ler matérias completas ou questionar seus autores. Eu posso, por exemplo, escrever um artigo sobre bananas com o chatGPT, subir em um blog e me apresentar como especialista. Quando a matéria é lançada nas redes, as pessoas só se preocupam com a chamada e já compartilham como se fosse uma verdade incontestável”, explicou o analista.
Para não cair nessas armadilhas, é fundamental desenvolver um senso crítico ao consumir informações na internet. Ao se deparar com propagandas, especialmente aquelas que prometem resultados milagrosos ou ganhos financeiros fáceis, é preciso manter a cautela. Como alerta final, Rafael Lange reforçou que, atualmente, cada detalhe deve ser avaliado com atenção redobrada e ensinou algumas práticas para detectar o uso de IAs.
“Se atente às fontes, se o texto traz informações genéricas ou promessas que parecem muito tentadoras, desconfie. Se você recebe um vídeo de um influencer, divulgando um produto que ele nunca mencionou antes, olhe as redes dele, veja se algo foi divulgado por lá. E entre em contato direto com a pessoa para questionar”, finalizou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.