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Extinta e refundada após a reforma ministerial no ano passado, a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) tem sofrido com a insuficiência de servidores ligados ao órgão executivo do Ministério da Saúde e com o abandono das sedes, em especial a que funciona em Salvador.
O deputado federal Jorge Solla (PT) chamou a atenção para a gravidade do problema, já que muitos trabalhadores realocados para o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos antes da sua recriação, após Medida Provisória aprovada no Senado em julho de 2023, ainda não retornaram ao posto de origem, desfalcando o quadro de funcionários da Funasa.
Para encontrar uma solução para o problema da Funasa, Jorge Solla solicitou uma reunião com a direção nacional do órgão, em Brasília, e encaminhou à Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados um requerimento para uma audiência pública que amplie o debate sobre o tema.
"Apesar de ter sido refundada após a sua extinção, ainda não foram tomadas as medidas adequadas para reconstituir o corpo funcional da Funasa e garantir a retomada das operações. É preciso que as ações sejam revitalizadas e reorganizadas dentro da missão institucional do órgão", declarou o parlamentar.
O prédio que sedia o órgão em Salvador, de acordo com rumores, tem sido alvo da especulação imobiliária por parte de empreiteiras interessadas no terreno onde está localizado o imóvel, situado no Corredor da Vitória. Existe uma mobilização para que o prédio histórico seja desocupado e dê lugar a outro empreendimento no local, erguido sobre um terreno com enorme área verde remanescente e margeada pelo mar da Baía-de-Todos-os-Santos.
Solla se reuniu nesta sexta-feira (19) com Ubaldo Santana, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado da Bahia (Sintsef-BA), que reforçou a sua preocupação com o futuro dos servidores alocados na capital.
"O sonho dos trabalhadores da Funasa é retornar aos seus postos de origem. A maioria foi enviada ao MGI e não retornou ao órgão, que ficou completamente defasado. Além disso, é preciso reformar a sede, melhorar o ambiente de trabalho e rever os contratos paralisados nos últimos anos por falta de um acompanhamento detalhado", disse Ubaldo.
A Funasa é responsável por formular e implementar ações de promoção e proteção à saúde relacionadas com as ações estabelecidas pelo Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental. As ações de inclusão social, por meio da saúde, são realizadas com a prevenção e controle de doenças e agravos ocasionados pela falta ou inadequação nas condições de saneamento básico em áreas de interesse especial, como assentamentos, remanescentes de quilombos e reservas extrativistas.
O plenáro da Câmara dos Deputados determinou, na madrugada desta quinta-feira (1), a recriação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Isso ocorre com a aprovação de um destaque à MP da Esplanada, a 1154/2023, aprovada no fim dessa quarta-feira (31/5), que dispõe sobre a configuração da estrutura ministerial e dos órgãos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante do risco de perder 17 ministérios, caso a MP 1154/2023 fosse derrotada ou não apreciada até esta quinta, o governo Lula abriu mão sobre a recriação da Funasa. O órgão foi extinto pelo presidente pouco após sua posse, repassando as funções da pasta para os ministérios da Saúde e das Cidades. Sabe-se que a fundação é um dos órgãos favoritos do chamado “centrão”.
O destaque retira o artigo responsável pela autorização à extinção do órgão. Ele foi proposto pelo PL, partido de oposição ao governo Lula, mas ganhou apoio de parte expressiva do centrão. Um dos articuladores da aprovação foi o deputado Danilo Forte (União-CE), ex-presidente da Funasa.
“A recriação da Fundação Nacional da Saúde é, primeiramente, uma vitória para os brasileiros, sobretudo aqueles que residem nos pequenos e médios municípios – onde, pelo desenho original do governo, inevitavelmente ficariam sem acesso às mais essenciais políticas sanitárias”, disse Danilo Forte, após a aprovação do destaque.
Antes da votação, o líder do governo José Guimarães (PT-CE) considerou a decisão de liberar a base para recriar a Funasa como um “gesto de grandeza”, diante do apoio recebido para aprovação da MP da Esplanada. “O governo libera a questão da Funasa até para facilitar a vida de todos aqui. Isso é uma coisa importante e, por isso, quero fazer esse gesto em nome do que a Câmara fez pelo governo”, disse.
Os demais destaques à MP 1154/2023 foram derrubados. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.