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O Frei Sérgio Antônio Gorgen morreu na manhã desta terça-feira (3), aos 70 anos, em sua casa no Assentamento Conquista da Fronteira, na região da Campanha do Rio Grande do Sul. O religioso foi deputado estadual pelo PT, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e prestou apoio espiritual ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso em Curitiba (PR).
Nascido no Rio Grande do Sul, frei Sérgio ingressou ainda jovem na Ordem dos Frades Menores e construiu uma trajetória marcada pela Teologia da Libertação. Além de fundador do MST, foi dirigente histórico do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), organizações nas quais ajudou a formular estratégias de luta pela terra, soberania alimentar e defesa da agricultura camponesa como modo de vida.
Sua trajetória na política institucional começou em 2000, quando se filiou ao PT no Rio Grande do Sul e foi eleito deputado estadual. No Parlamento, atuou em pautas como o direito à terra, o combate à fome e a defesa de políticas públicas voltadas ao campo. Ao longo de sua militância, também recorreu diversas vezes à greve de fome como forma de protesto.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o perfil oficial de frei Sérgio destacou a convicção de que o frade “já está junto de Deus, olhando e intercedendo por todos nós”.
Os atos de despedida começaram ainda nesta terça-feira, no próprio Assentamento Conquista da Fronteira, e seguem no Salão Paroquial de Candiota, onde será celebrada uma missa às 19h, presidida pelo bispo Dom Frei Cleonir Dal Bosco. Na quarta-feira, as despedidas continuam no Convento São Boaventura, no distrito de Daltro Filho, em Imigrante, com sepultamento previsto para as 16h, no cemitério dos freis, no próprio convento.
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Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.