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Um advogado foi preso, nesta terça-feira (4), suspeito de integrar um grupo criminoso especializado em estelionato, falsificação e outros crimes. O homem foi localizado no âmbito da operação “Terno Manchado”, na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O suspeito foi identificado como João Geraldo Nascimento. Segundo informações da Polícia Civil ao G1, o grupo criminoso surgiu em outro estado, mas o advogado preso passou a atuar na Bahia praticando crimes patrimoniais. Na operação desta terça, os agentes tinham o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Estado do Paraná.
A apuração policial aponta que o grupo criminoso atua de forma estruturada na prática do crime de estelionato, envolvendo imóveis e a produção de documentos falsificados para conferir aparência de legalidade às negociações fraudulentas.
A Coordenação de Conflitos Fundiários (CCF/GEMACAU) identificou que em uma das ações recentes do grupo, o suspeito tentou realizar a comercialização fraudulenta de um lote que pertence ao Projeto de Assentamento Açu da Capivara, área administrada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Camaçari.
Ao g1, a Polícia Civil informou ainda que a ação desta terça-feira é parte da primeira fase da investigação, que deve continuar para o cumprimento dos mandados judiciais e reunir elementos para responsabilizar outros indivíduos.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.