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frank ferrari
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) realizou, em Salvador, na terça-feira (18), a cerimônia de entrega dos Selos de Transparência. Durante o evento, o promotor Frank Ferrari, em nome da promotora Rita Tourinho, leu um discurso que destacou a valorização do forró nas festividades juninas.
A promotora afirmou que o forró, reconhecido como patrimônio imaterial nacional e elemento essencial da tradição e da cultura nordestina, tem sido, segundo ela, menos contemplado por organizadores de festas custeadas com recursos públicos. Ela estabeleceu um paralelo entre a transparência na gestão pública e a necessidade de clareza na destinação de verbas para a cultura.
??Em discurso no MP-BA, promotor Frank Ferrari entrega projeto de lei para valorização do forró nos festejos juninos
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 17, 2026
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Rita Tourinho defendeu que a construção dos festejos juninos deve ser feita de forma democrática e participativa, ano após ano, para que a celebração na Bahia seja uma das mais representativas do país.
Ao final do discurso, Ferrari informou que entregou, em nome da promotora Rita Tourinho, ao presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, um projeto de lei municipal. A proposta tem como objetivo assegurar a valorização das matrizes do forró e estabelecer um percentual mínimo dos recursos municipais destinados a atrações que reforcem a tradição e a cultura do Nordeste.
O presidente da UPB recebeu a minuta e informou que levará a proposta para discussão com os prefeitos baianos.
(Matéria atualizada no dia 18 de junho de 2026, às 8h03 para alterar a autoria do Projeto de Lei)
O promotor de Justiça da Bahia, Frank Ferrari, destacou que as repercussões polêmicas em torno dos pagamentos das festas juninas na Bahia são resultado dos mecanismos de garantia da transparência elaborados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Em entrevista nesta terça-feira (16), durante a cerimônia de entrega dos Selos de Transparência do MP-BA, Ferrari destacou que os últimos três anos de funcionamento do Painel da Transparência dos Festejos Juninos permitiram que, neste ano, o órgão pudesse atuar com mais ênfase, gerando maiores impactos.
“A transparência é a comunicação, ela comunica verdades sobre determinada realidade. No nosso caso, a realidade dos festejos juninos e dos preços praticados pelos artistas, nos seus cachês. Então, a partir do momento em que nós conseguimos, ao longo desses primeiros três anos, reunir informações suficientes sobre essa realidade, nós conseguimos ter uma visão global, uma visão macro sobre a realidade, e chegou o momento de partirmos também para atuar sobre essa realidade e tentar melhorá-la. E foi isso o que aconteceu com o Ministério Público”, afirma.
O representante da promotoria destacou que a atuação do órgão, a partir das notas técnicas, recomendações e negociações, foi “muito corajosa” e “bem formulada”. “Esse ano, em uma atuação realmente muito corajosa, muito bem formulada e capitaneada por Rita Tourinho e pela promotora Melina Moresco, através do Compor, [a atuação] saiu em forma de notas técnicas que orientavam, trazendo critérios objetivos com base em dados para que esses aumentos fossem pelo menos controlados, organizados”.
Frank Ferrari sustenta que esse modelo de fiscalização realizado este ano deve ser o ponto de partida para novas atualizações na atuação do MP. “Claro que toda atuação que começa não se esgota num único ano, não chega pronta”, afirma.
“Primeiro a gente começa, depois a gente aperfeiçoa, e aperfeiçoa com a participação de todos, com todos os olhares. Cada ano que passa, a gente agrega as boas críticas, fruto da experiência vivida, e assim a gente vai melhorando paulatinamente ano após ano. Isso aconteceu com o próprio painel”, ressalta. Ferrari relembra que o Painel da Transparência começou “pequeno”, com menor adesão e, consequentemente, menor impacto direto na fiscalização em 2022, e “chega hoje completamente diferente, robusto, muito mais rico em 2026”.
O promotor finaliza dizendo que a fiscalização do Ministério “começou bem, começou já apresentando bons resultados". “É perfeita? Naturalmente não. E, nas eventuais imperfeições, nós iremos, com a participação de todos, agregando todos os olhares, aperfeiçoar o modelo para o futuro e juntos construir aquele São João ideal que todos nós desejamos para a Bahia e para o povo baiano”, conclui.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.