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forca jovem
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou a suspensão das torcidas organizadas Jovem Fla, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco, por dez jogos. A medida foi apresentada nesta segunda-feira (18) e tem relação com a briga generalizada registrada nos arredores do Maracanã após o clássico entre os clubes, no dia 3 de maio.
O episódio terminou com um jovem torcedor atingido por bala de borracha. Ele perdeu a visão após a confusão nas imediações do estádio.
A recomendação foi encaminhada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe). Caso seja aplicada, as torcidas ficarão impedidas de entrar em estádios do Rio de Janeiro com faixas, bandeiras, instrumentos musicais, roupas ou qualquer item que as identifique.
A restrição também vale para o perímetro de segurança das arenas esportivas.
Segundo o MPRJ, Jovem Fla e Força Jovem descumpriram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o órgão. O documento prevê punições em caso de envolvimento das organizadas em brigas, tumultos ou atos que coloquem em risco a ordem pública.
"Na hipótese de a torcida organizada se envolver em quaisquer atos de violência, como brigas, tumultos ou atos que, de qualquer maneira, coloquem em risco a ordem pública, bem como proceder à realização de concentração de seus membros em violação ao acordado na cláusula anterior, independentemente de na data haver a realização de evento esportivo, serão aplicadas as medidas educativas de advertência ou suspensão de comparecimento portando os seus apetrechos, em estádios que sediem eventos esportivos de futebol, seja em campeonato estadual, nacional ou internacional", diz trecho do TAC.
Além da recomendação de suspensão, o Ministério Público determinou que as duas torcidas apresentem, em até cinco dias, listas atualizadas com os nomes de seus integrantes. Jovem Fla e Força Jovem também deverão prestar esclarecimentos sobre os fatos ocorridos após o clássico.
Após a derrota para o Bahia no último domingo (23), pelo placar de 1 a 0, o Vasco completou a quinta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. Como resultado a queda de rendimento do elenco, membros da torcida organizada Força Jovem Vasco marcaram presença, nesta terça-feira (25), no CT Moacyr Barbosa para cobrar os atletas.
???? PARTE 1 do protesto da FJV no CT do Vasco! pic.twitter.com/0NlrzzJsFv
— Plantão Vascaíno (@plantaovascain0) November 25, 2025
Durante os discursos, os torcedores afirmaram que apoiam o trabalho do presidente Pedrinho e do técnico Fernando Diniz, mas culpam o elenco pelo momento ruim.
"A gente normalmente fica em cima do técnico, a gente prefere. Mas estamos deixando bem claro que estamos com a diretoria e com o Diniz. Quem não está satisfeito, tchau! Pode ser quem for, o clube vai sobreviver sem vocês, a gente leva o time nas costas", revelou o presidente da FJV, Marcelo Mendonça, o He-Man.
Ainda na conversa, outro membro da torcida organizada chegou a revelar que alguns jogadores denunciaram insatisfação com o trabalho do treinador nas redes sociais, para influenciadores digitais.
"A gente sabe que tem jogador que está fazendo fofoquinha em internet. Teve família, pessoas íntimas de jogadores chamando influencer para falar que estão insatisfeitos com o Diniz. Estão insatisfeitos por trabalharem muito? Ganhando o que vocês ganham, trabalhando das 9h da manhã até as 12h. Viajando de primeira classe, avião fretado para tirar vocês do meio do povo, melhores hotéis", completou.
O próximo duelo do Vasco pela 36ª rodada do Brasileirão será disputado em São Januário, contra o Internacional. A bola vai rolar a partir das 19h30 no sábado, dia 28 de novembro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.