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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

flavio

Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula marca 41% no 2° turno, aponta pesquisa Quaest
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) indica Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto e Lula (PT) com 41% em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial de 2026. Com esse resultado, os dois pré-candidatos figuram em situação de empate técnico. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

 

Na pesquisa divulgada há uma semana, Flávio Bolsonaro (PL) registrava 42%, enquanto Lula (PT) somava 40%. O cenário anterior também apontava empate técnico, uma vez que a distância de dois pontos se encontrava dentro da margem de erro.

 

Além da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a consultoria testou outros 4 cenários de segundo turno com os eleitores. Confira os cenários de 2º turno:
 

LULA X FLÁVIO BOLSONARO

  • Flávio Bolsonaro (PL): 42% (eram 42%)

  • Lula (PT): 41% (eram 40%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 14% (eram 13%)

  • Indecisos: 3% (eram 5%)
     

LULA X RONALDO CAIADO

  • Lula (PT): 41% (eram 41%)

  • Ronaldo Caiado (PSD): 39% (eram 39%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 16% (eram 16%)

  • Indecisos: 4% (eram 4%)
     

LULA X AUGUSTO CURY

  • Lula (PT): 39% (eram 38%)

  • Augusto Cury (Avante): 35% (eram 36%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 21% (eram 21%)

  • Indecisos: 5% (eram 5%)

 

LULA X RENAN SANTOS

  • Lula (PT): 41% (eram 41%)

  • Renan Santos (Missão): 38% (eram 38%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 17% (eram 17%)

  • Indecisos: 4% (eram 4%)

 

LULA X ZEMA

  • Lula (PT): 46% (eram 45%)

  • Romeu Zema (Novo): 32% (eram 33%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 18% (eram 18%)

  • Indecisos: 4% (eram 4%)
     

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)sob o número BR-06004/2026.

Site de Flávio Bolsonaro exclui João Roma e reconhece apenas Angelo Coronel como senador apoiado na Bahia; confira
Foto: Reprodução

O site oficial do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mostra quais candidatos ele apoia em cada estado do Brasil para as eleições de 2026. Na parte designada para a Bahia, o único nome que aparece com o apoio de Flávio é o do senador Angelo Coronel (Republicanos), que disputa a reeleição.

 

A lista exclui o presidente estadual do Partido Liberal (PL) na Bahia, o pré-candidato João Roma, filiado à mesma sigla de Flávio Bolsonaro, mesmo sendo uma eleição em que cada eleitor terá direito a votar em 2 candidatos ao Senado diferentes.

 

 

A ausência chama atenção porque João Roma anunciou, nesta quarta-feira (9), a vinda de Flávio Bolsonaro à Bahia, que será recepcionado por ele para cumprir agenda de campanha em Vitória da Conquista. A programação terá carreata e ato político com lideranças e apoiadores.

 

Em resposta,  o candidato ao Senado João Roma informa que, tão logo foi identificada a ausência dele na relação dos candidatos ao Senado Federal apoiados por Flávio Bolsonaro, comunicou à equipe de comunicação da campanha do candidato à Presidência da República para que o erro seja corrigido.

 

Atualizada às 21h02 para adicionar posicionamento de João Roma.

Flávio Bolsonaro defende afastamento de Andrei Rodrigues da PF e fala em "grupo especial de Lula"
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, alvo da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que apontou o monitoramento ilegal de suas atividades. Flávio afirmou que um "grupo especial de Lula" dentro da corporação foi "desmascarado oficialmente."

 

A manifestação foi acompanhada por uma ofensiva de integrantes da campanha e de aliados do presidenciável em defesa do ministro André Mendonça e contra a cúpula da PF, o ministro Alexandre de Moraes e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"Chefe da PF, companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula, acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", declarou Flávio.

 

No entorno do candidato do PL, a decisão é tratada como um reforço ao discurso adotado nos últimos dias, de que a cúpula da PF teria atuado politicamente em meio à crise que colocou Mendonça e Moraes em lados opostos. Aliados também passaram a usar o episódio para intensificar as cobranças contra Moraes e atribuir a Lula a responsabilidade pela permanência de Andrei Rodrigues no comando da corporação.

Lula registra 46% das intenções de voto no segundo turno e Flávio Bolsonaro soma 44%, aponta Datafolha
Fotos: Ronne Oliveira / Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 44%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) em levantamento do instituto Datafolha.

 

No cenário que contrapõe Lula e Flávio Bolsonaro, os eleitores que declararam voto em branco ou nulo somam 9%, enquanto os indecisos representam 2%. O instituto testou ainda a disputa de segundo turno entre o atual presidente e outros três nomes:

  • Contra Ronaldo Caiado (PSD): Lula atinge 46% das intenções de voto, ante 41% do ex-governador de Goiás.

  • Contra Romeu Zema (Novo): O presidente chega a 48% das preferências, enquanto o ex-governador de Minas Gerais alcança 39%.

  • Contra Renan Santos (Missão): Lula soma 47% das intenções, contra 38% do coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL).

 

O levantamento Datafolha ouviu 2.002 pessoas entre os dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número TSE-03669/2026.

Coordenador de Flávio Bolsonaro pede vista e diz que é "burro" quem acha que mudança da jornada não causará desemprego
Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias

Após pedido do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista de uma hora para a votação do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. Após esse prazo a votação da PEC 221/19 será retomada.

 

Marinho e outros senadores de oposição fizeram discursos contrários ao projeto. Os oposicionistas argumentaram, entre outros pontos, que a discussão ocorre às vésperas das eleições e não permitiu uma discussão aprofundada, principalmente em relação a efeitos sobre o emprego e a renda do trabalhador.

 

Durante as argumentações da oposição, os senadores Omar Aziz e Rogério Marinho protagonizaram uma discussão sobre o projeto. A troca de acusações começou depois que o líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro afirmou que a redução da jornada sem diminuição dos salários elevaria os custos das empresas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.

 

Marinho criticou a falta de medidas de compensação aos empregadores e afirmou que não seria possível reduzir a jornada mantendo salários sem consequências econômicas. "É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino. E quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro", afirmou o senador do PL. 

 

Em seguida, Omar Aziz reagiu e afirmou que a declaração atingia parlamentares favoráveis à proposta, inclusive integrantes do próprio PL."Eu acho que o senador Rogério Marinho se exaltou, chamou a gente de burro, leviano e incompetente. Palavras duras para colegas", disse.

 

Aziz citou o apoio de deputados do PL à proposta na Câmara e questionou se Marinho estendia as críticas aos correligionários. "Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?", perguntou. O senador amazonense também acusou Rogério Marinho de defender uma proposta voltada aos interesses dos empregadores.

 Flávio Bolsonaro tem 46% de rejeição e Lula, 45%, em empate técnico na pesquisa Datafolha
Fotos: Instagram via @flaviobolsonaro / Valter Campanato / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem quase empatados na liderança dos índices de rejeição entre os nomes avaliados para a disputa da Presidência da República. É o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

 

No levantamento contratado pela TV Globo, que utilizou uma questão de múltipla escolha para identificar em quais nomes o eleitor não votaria "de jeito nenhum", Flávio Bolsonaro registra 46% de rejeição, enquanto Lula soma 45%.

 

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados. Na sequência dos mais rejeitados pelos eleitores aparecem:

  • Pablo Marçal (PRTB): 22%
  • Romeu Zema (Novo): 16%
  • Renan Santos (Missão): 14%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 14%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 13%
  • Samara Martins (UP): 10%
  • Edmilson Costa (PCB): 10%
  • Clariana Barão (DC): 9%
  • Wilson Grassi (Democrata): 8%
  • Hertz Dias (PSTU): 8%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 8%

 

Entre os entrevistados, 2% afirmaram que rejeitam todos os candidatos listados; outros 2% disseram que votariam em qualquer um dos nomes apresentados; e 2% não souberam responder.

 

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 18 e 20 de agosto, ouvindo 2.058 pessoas em todo o território nacional. O índice de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais. O estudo está formalmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

Em Washington, Flávio e Eduardo Bolsonaro criticam governo e classificam PT como 'partido das taxas'
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e seu irmão, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, intensificaram as críticas à gestão federal nesta terça-feira (7) em Washington. O senador classificou o PT como o "partido das taxas" e questionou a ausência de autoridades brasileiras.

 

Confira a postagem:

 

A ofensiva ocorre em meio a discussões sobre a imposição de barreiras alfandegárias pelos Estados Unidos ao Brasil, misturando discursos de oposição técnica com declarações de apoio às sanções econômicas contra o próprio país.

 

Flávio participou de uma audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que debate a aplicação de uma tarifa comercial de 25% sobre produtos brasileiros.

 

"Acabei de fazer a defesa do Brasil contra as tarifas e contra o Lula também. Fizemos uma defesa técnica, mas também política, explicando que o único que quer essa tarifa no Brasil é o Lula, achando que isso pode ter algum benefício eleitoral para ele", diz o senador em vídeo gravado em Washington.

 

Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro questionou a falta de representação do governo brasileiro no debate tarifário e justificou sua viagem aos Estados Unidos como uma iniciativa de oposição para suprir a lacuna do Palácio do Planalto.

 

"Não tinha ninguém, nem umzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal", critica o senador. Ele reforçou sua atuação no exterior ao afirmar que está cobrindo a ausência da atual gestão.

Em nova mensagem, Michelle diz que 'não tem raiva de ninguém' e nega briga com Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Depois de expor um desentendimento com o enteado Flávio Bolsonaro (PL), a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro voltou a comentar o caso envolvendo o presidenciável nesta quinta-feira (25), em um texto publicado em suas redes sociais.

 

LEIA TAMBÉM:

 

Na publicação, feita um dia depois do depoimento em que ela afirma ter sido desrespeitada pelo filho de Jair Bolsonaro, Michelle afirma não ter raiva de ninguém e nega ter desavenças. “Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição. Peço apenas que não retirem trechos da minha fala de contexto para não gerar confusão”, afirmou.

 

 

O vídeo, que ultrapassa as 500 mil curtidas e os 70 mil comentários, denuncia um momento em que Flávio teria destratado a madrasta durante uma ligação, após os dois discordarem com relação ao apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Para Michelle, o candidato Eduardo Girão, do partido Novo, seria a melhor opção para unificar e fortalecer a direita no estado.

Proposta de tarifa dos EUA muda estratégia pré-eleitoral do PT e adia foco em pauta positiva
Fotos: Reprodução / Bruno Peres / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O anúncio da proposta de uma nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre mercadorias brasileiras forçou o Partido dos Trabalhadores (PT) a alterar a estratégia pré-eleitoral que havia sido traçada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A nova diretriz interna do partido estabelece que o foco total das manifestações públicas seja direcionado contra o chamado "Tariflávio". Até então, o planejamento do PT previa a exploração de uma pauta positiva para o governo federal: a aprovação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6x1. 

 

Os bastidores foram confirmados pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O projeto agora depende do Senado Federal, sob a presidência de Davi Alcolumbre, para avançar.

Zema chama relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro como traição: 'Ninguém do Novo foi avisado'
Foto: Reprodução / Assessoria de Zema

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a endurecer o tom nesta terça-feira (19) ao comentar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Zema classificou o episódio como uma "traição" ao Partido Novo, recuando de uma declaração feita no último sábado, quando havia afirmado que o assunto era uma "página virada". As informações foram confirmadas pelo G1.

 

A nova manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro admitir publicamente ter se reunido com o dono do Banco Master após a primeira prisão do banqueiro, ocorrida no fim de 2025. O senador, que também é pré-candidato à Presidência pelo PL, justificou o encontro afirmando que o objetivo era "botar um ponto final na questão" do financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

"Ninguém do Novo foi avisado que ele tinha contato com Vorcaro. Todos nós do Novo supúnhamos que isso não existia. Se alguém foi traído nessa história, foi o Partido Novo", declarou Zema durante entrevista coletiva concedida em Blumenau (SC).

 

Anteriormente, Zema vinha defendendo publicamente a união dos candidatos de direita em um eventual segundo turno contra o presidente Lula. Embora fosse questionado de forma recorrente por jornalistas sobre a possibilidade de compor uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro, o ex-governador sempre negou a hipótese, sustentando sua pré-candidatura presidencial.

 

Zema chegou a ironizar a situação nas redes sociais e em coletivas, afirmando que ele próprio havia convidado o senador para ser seu vice.

 

O distanciamento e a mudança de tom começaram após o vazamento de conversas entre Flávio e Vorcaro, na última quarta-feira (13). Na ocasião, Zema classificou como "imperdoável" o fato de o parlamentar ter pedido dinheiro ao banqueiro. Flávio rebateu a crítica, afirmando que o correligionário havia se precipitado.

 

O filme Dark Horse ganhou relevância após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado as negociações e cobrado repasses do banqueiro, que totalizaram cerca de R$ 61 milhões para o projeto antes de sua prisão.

Após áudio enviado a Vorcaro, Flávio Bolsonaro tem queda em 2º turno contra Lula,  diz Atlas/Bloomberg
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registrou uma queda de mais de cinco pontos percentuais no primeiro turno e seis pontos em um possível segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

 

O atual presidente tem 48,9% contra 41,8% do senador. No mês de abril, o cenário de segundo turno apontava empate técnico, com o senador bolsonarista com 47,8% contra 47,5% do petista. 

 

A queda de votos de Flávio chega após a veiculação de áudios do senador ao empresário Daniel Vorcaro, onde ele pede dinheiro ao banqueiro. Depois disso, a maior parte dos votos que eram de Flávio passaram para os indecisos, brancos e nulos: o grupo saltou de 4,7% no último levantamento para 9,3%. 

 

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio, no mesmo dia em que os dados foram divulgados. A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio – ou seja, as entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio com Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre o pai dele.

 

O petista lidera a disputa contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com uma vantagem ampliada também no primeiro turno, onde Lula foi de 46,6% do úlltimo estudo para 47%, enquanto Flávio registrou queda de 39,7% para 34,3%. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.  Já os outros candidatos, Renan Santos (Missão) tem 6,9%, Romeu Zema (Novo), 5,2% e Ronaldo Caiado (PSD), 2,7%. Augusto Cury (Avante) e Aldo Rebelo (DC) não alcançaram 1%.

 

Brancos e nulos somaram 1,4% e indecisos são 1,9%. 

Se eleito, Flávio Bolsonaro diz que condenados do 8 de Janeiro “subirão a rampa do Planalto” em 2027
Foto: Reprodução / Facebook

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou neste sábado (16) que os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela investigação da trama golpista “subirão a rampa do Palácio do Planalto” junto com ele em 2027, caso seja eleito.

 

A declaração foi feita durante um evento em Sorocaba, no interior de São Paulo, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado.

 

No discurso, Flávio Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que os condenados seriam alvo de uma “injustiça”, além de defender a possibilidade de anistia aos envolvidos.

 

“Todos vocês… vão junto com o presidente Bolsonaro subir aquela rampa do Palácio do Planalto em 2027”, disse o senador, ao se dirigir a apoiadores presentes no evento.

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado durante o discurso como parte desse grupo político. Ele está inelegível até 2030 após decisões da Justiça Eleitoral.

Flávio Bolsonaro se reúne com Edson Fachin

Flávio Bolsonaro se reúne com Edson Fachin
Foto: Gustavo Moreno / STF

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, realizou nesta quarta-feira (13) uma visita institucional ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O objetivo do encontro era apresentar-se formalmente ao representante do judiciário.

 

O presidenciável afirmou que a conversa com Fachin foi amistosa e deixou uma excelente impressão, destacando que não abordou qualquer assunto relacionado a julgamentos que possam ocorrer no Supremo. Segundo ele, o encontro foi marcado por amenidades, ocasião em que também falou um pouco sobre sua visão para o Brasil e sobre a intenção de adotar uma postura mais propositiva.

 

O pedido teria partido do filho mais velho de Jair Bolsonaro e faz parte de uma estratégia ampla de se apresentar como moderado. De acordo com informações do portal UOL, Flávio revelou a jornalistas que não tratou da PL da Dosimetria.

Revista diz que Vorcaro não deve comprometer Lula nem Flávio e quer que delação "seja positiva para o país"
Foto: Reprodução Redes Sociais

Informações obtidas pela coluna Radar, publicada na edição desta sexta-feira (3) da revista Veja, afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, até o momento, não indicou que na sua delação premiada irá apresentar provas contra os dois principais candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. 

 

Vorcaro, que está preso desde o dia 4 de março na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, está separando sua delação em blocos, e segundo a coluna Radar, o que teria aparecido até agora indica que nem Lula nem Flávio Bolsonaro devem ser incriminados. Já no capítulo sobre o Congresso Nacional, a delação do dono do Banco Master deve apresentar revelações sobre conexões dele com uma bancada multipartidária.

 

A revista Veja teria recebido informações de que o dono do Master vem concentrando as informações sobre pagamentos de propinas e negociatas com políticos num único capítulo da sua delação. Há também um bloco específico sendo preparado por Vorcaro para citações que envolvem empresários e outro para o mercado financeiro.

 

Vorcaro também está separando informações sobre o que pretende contar a respeito de suas relações com o Banco Central. Em mais esse anexo exclusivo, de acordo com a Veja, além de detalhar os fatos já conhecidos, Daniel Vorcaro deve revelar o envolvimento de novos personagens na rede de lobby do Banco Master.

 

Em relação às relações com ministros do STF e seus familiares, paira um grande mistério sobre que fatos serão revelados por Vorcaro na sua delação. A coluna afirma que se surgir alguma acusação consistente, será o plenário do Supremo que decidirá sobre a abertura de investigação contra integrantes da Corte.

 

Já em um outro anexo que está sendo montado pelo ex-banqueiro, serão apresentadas informações contundentes a respeito da trama que envolveu a tentativa de compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A coluna Radar diz que as revelações de Vorcaro comprometerão o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, candidato ao Senado. 

 

Interlocutores do dono do Master afirmam que ele deseja, com a sua delação, “fazer uma coisa positiva para o Brasil”. O prazo estimado por esses interlocutores de Vorcaro é de que a totalidade da delação será apresentada ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 45 dias. 
 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro justifica voto a favor do PL da Misoginia: "Armadilha do PT
Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se pronunciou após repercussão negativa de seu voto favorável a um projeto apelidado por críticos de “PL da Misoginia”.

 

 

Segundo ele, a proposta foi distorcida para prejudicar sua imagem no cenário eleitoral. O parlamentar afirmou ainda que a situação teria sido uma “grande armadilha” articulada pelo Partido dos Trabalhadores.

 

O projeto tem sido alvo de críticas de parlamentares da direita, que alegam risco à liberdade de expressão dos homens, já que a definição do que seria misoginia estaria mal definido. No texto da proposição, argumenta-se que a legislação atual não prevê punições específicas mais rigorosas para crimes de injúria motivados por misoginia e não trata da disseminação de discursos misóginos. Segundo a justificativa, essa lacuna contribui para o aumento da violência contra mulheres.


O PROJETO
O Senado aprovou a inclusão da misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando-a como a conduta de ódio ou aversão às mulheres. O PL 896/2023, enviado para apreciação da Câmara dos Deputados, equipara o crime ao racismo e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Dario Durigan

Dario Durigan
Foto: Washington Costa / Agência Brasil

"Não vou tratar de bets agora, porque são temas que nós ainda estamos em avaliação. O presidente deve tratar disso aí nos próximos dias". 


Disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan ao desconversar se o governo já havia batido o martelo sobre o texto da medida provisória que restringirá as apostas online no Brasil. Ao ser abordado pela imprensa, o ministro disse que a MP ainda está em avaliação e ter o seu texto avaliado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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