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fiscalizacao sanitaria
O restaurante Zuuk Sushi, localizado no bairro Caminho das Árvores, em Salvador, tornou-se alvo de um Procedimento Preparatório instaurado pela 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). A apuração foi motivada por infrações graves a normas sanitárias e de consumo flagradas em fiscalizações na capital.
De acordo com a portaria ministerial, o estabelecimento é investigado por violações diretas ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente em relação à segurança dos alimentos comercializados e ao dever de transparência nas informações prestadas aos clientes.
Atualmente, o MP-BA analisa os autos das autuações promovidas pela Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON). Conforme consta no relatório do órgão de fiscalização, a empresa armazenava e comercializava diversos produtos com prazo de validade expirado, conduta que expõe a saúde e a segurança dos consumidores a riscos severos, sobretudo em se tratando de culinária oriental. Além disso, foi constatada a ausência de cardápio físico no local, o que fere o direito fundamental do consumidor à informação clara, visível e de fácil acesso.
O Ministério Público formalizou a abertura dos autos para reunir provas complementares e definir as medidas jurídicas cabíveis, que podem envolver a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou o ajuizamento de uma Ação Civil Pública contra o estabelecimento.
Em nota, o restaurante informou que as "ocorrências foram pontuais e incluíram bebidas energéticas recebidas a titulo de bonificação de um patrocinador, que não eram e não são comercializadas pelo restaurante e foram imediatamente descartadas".
Segundo eles, o estabelecimento segue em regular funcionamento cumprindo estritamente todas as exigências legais e sanitárias. "O Zuuk Sushi reafirma seu compromisso com a qualidade, a segurança e o cuidado que sempre pautaram sua relacção com os clientes", finalizou.
Atualizado em 21.08 às 11h10
O Ministério da Saúde confirmou 53 casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas em diferentes estados brasileiros. Dez pessoas já morreram em decorrência dessas intoxicações. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (22) pelas autoridades sanitárias.
Outros 59 casos suspeitos e sete óbitos adicionais permanecem sob investigação, enquanto 578 notificações já foram descartadas após análises laboratoriais. As autoridades também excluíram 27 casos de morte inicialmente suspeitos.
São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com 38 casos confirmados e 19 em investigação. Na sequência aparecem Paraná (5 casos), Pernambuco (3) e Rio Grande do Sul (1). Entre as vítimas fatais, seis eram de São Paulo, duas de Pernambuco (município de Lajedo) e uma de Foz do Iguaçu, no Paraná.
Os sete óbitos ainda em análise estão distribuídos entre São Paulo (1), Pernambuco (3), Mato Grosso do Sul (1), Minas Gerais (1) e Paraná (1).
A contaminação está associada ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica para humanos. O composto químico pode causar cegueira, insuficiência renal, parada cardiorrespiratória e morte, mesmo quando ingerido em pequenas quantidades.
As autoridades sanitárias ainda investigam a origem exata das bebidas adulteradas e como elas chegaram aos diferentes estados. Também buscam determinar se existe conexão entre os casos registrados nas diversas regiões do país.
O Ministério da Saúde alertou a população para evitar o consumo de bebidas de procedência duvidosa e comunicar imediatamente às autoridades sanitárias locais qualquer suspeita de produtos adulterados.
Em ação paralela, fiscais apreenderam no Pará bebidas com indícios de contaminação por metanol e produtos com validade vencida, aumentando as preocupações sobre a circulação de bebidas adulteradas em diferentes regiões brasileiras.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).