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A eliminação da Itália nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 provocou mais um abalo no futebol do país — desta vez, fora de campo. O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, deixou o cargo nesta quinta-feira (2) após reunião com dirigentes da entidade, em Roma.
A saída ocorre em meio à forte pressão institucional e política gerada pela ausência da seleção no Mundial. Campeã em quatro oportunidades, a Itália ficará fora da competição pela terceira edição consecutiva, repetindo o cenário de 2018 e 2022.
O golpe mais recente veio na última terça-feira (31) , quando a equipe foi superada pela Bósnia nos pênaltis, após empate no tempo normal. A eliminação ampliou a insatisfação com a condução do futebol italiano e acelerou o desgaste da gestão.
Nos bastidores, a permanência de Gravina já era considerada insustentável. Na véspera da renúncia, o ministro de Esporte e Juventude, Andrea Abodi, havia se posicionado publicamente a favor de mudanças na federação, indicando a necessidade de renovação no comando.
Gravina estava à frente da FIGC desde fevereiro de 2025. Com a saída, a federação iniciará um novo processo eleitoral, marcado para o dia 22 de junho, que definirá o responsável por conduzir a reestruturação do futebol italiano nos próximos anos.
Um dia após a eliminação da Itália nos pênaltis frente a Bósnia e Hezergovina, e a ausência confirmada em uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, o governo italiano se manifestou publicamente cobrando mudanças profundas no futebol do país.
O Ministro do Esporte, Andrea Abodi, fez duras críticas à gestão da federação italiana e defendeu uma reformulação estrutural.
“É evidente para todos que o futebol italiano precisa ser reconstruído e que esse processo deve começar com a renovação da liderança da FIGC”, afirmou.
Abodi também rebateu tentativas de transferir responsabilidades às instituições públicas e reforçou que a crise não pode ser ignorada.
“O Governo demonstrou concretamente, nos últimos anos, seu compromisso com todo o movimento esportivo italiano. Acredito que seja objetivamente incorreto tentar negar sua responsabilidade pelo terceiro fracasso consecutivo na Copa do Mundo”, declarou.
Apesar do tom crítico, o ministro agradeceu o empenho da equipe e da comissão técnica na última partida.
O ministro destacou ainda o peso cultural do futebol na Itália e lamentou os impactos da sequência de fracassos para as novas gerações.
“Especialmente na Itália, onde o futebol se tornou cultura popular, um ritual comunitário e prestígio internacional. Lamento pensar que há toda uma geração de crianças e jovens que ainda não experimentaram a emoção de assistir à seleção nacional jogar uma Copa do Mundo”, disse.
Abodi também ponderou que, apesar da importância do futebol, ele não deve ser sobrecarregado em meio a um cenário de crise mais amplo no país.
Durante evento oficial, o ministro voltou a reforçar a necessidade de responsabilização e mudanças internas.
“Ficar de fora da Copa do Mundo por três vezes consecutivas é uma derrota. Hoje não é um dia normal. Jogar a responsabilidade para os outros não pode ser suficiente”, afirmou.
A crise deve avançar para o campo institucional já nesta quinta-feira (2), quando está prevista a primeira reunião com membros da federação italiana após a eliminação.
O encontro servirá como preparação para uma reunião mais ampla na próxima semana, convocada pelo presidente da federação, que reunirá dirigentes das principais ligas do país e entidades representativas do futebol italiano.
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) apresentou novas propostas para aprimorar as regras do futebol. Após conversas com a International Football Association Board (IFAB), o presidente Gabriele Gravina sugeriu algumas mudanças no uso do VAR.
Entre as principais ideias, estão a paralisação do relógio a cada interrupção da partida, similar ao que ocorre no futsal; e a implementação de um sistema de desafios, com um número limitado de revisões por equipe, semelhante ao vôlei. Os capitães ou treinadores seriam responsáveis por solicitar as revisões.
Após apresentar as sugestões, a FIGC aguarda a aprovação da IFAB para iniciar os testes em suas competições. Caso a proposta seja aprovada, os testes iniciais serão realizados em torneios amadores e divisões inferiores do futebol italiano. Se os resultados forem positivos, os testes serão expandidos para os jogos das principais divisões nacionais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"Trate os 43 vereadores da mesma forma".
Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.