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Secretário de Segurança Pública rebate rótulo de 'chacina' e defende ação policial: "O Estado não vai ser subjugado"

Por Daniel Araújo

Secretário de Segurança Pública rebate rótulo de 'chacina' e defende ação policial: "O Estado não vai ser subjugado"
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

Durante coletiva de imprensa, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).

 

A ação, conduzida pelo Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATamo), mirava integrantes da facção BDM. Segundo a PM, as equipes foram recebidas a tiros e houve confronto. Os suspeitos feridos chegaram a ser levados para o Hospital Eládio Lasserre, mas não resistiram. A operação chamou atenção pelo arsenal apreendido com o grupo: quatro fuzis, uma carabina calibre 9 mm, uma espingarda calibre 12 automática e cinco pistolas, além de colete balístico, drogas e celulares. Um suspeito foi preso.

 

Questionado sobre a classificação do episódio como "chacina" e sobre qual recado daria diante das críticas à letalidade da ação, o secretário defendeu Polícia Militar. “O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso”, declarou Werner.

 

O titular da pasta destacou que o enfrentamento aos grupos armados é prioridade e não recuará diante da pressão. “A gente vai continuar firme trabalhando contra a criminalidade. Isso aí é inegociável”, afirmou, mandando um aviso direto ao crime organizado: “O Estado não vai ser subjugado por qualquer tipo de facção”.

 

Para embasar sua defesa, o secretário listou os resultados de outras frentes de atuação da segurança pública, citando a operação Eirene II que atingiu quatro estados, resultando na prisão de 32 pessoas e na apreensão de mais de R$ 12 milhões. Werner ressaltou o trabalho contínuo das polícias para desarmar o crime, o que, segundo ele, tem refletido na diminuição dos índices de roubos e mortes violentas na Bahia nos últimos quatro anos.

 

Ao finalizar o assunto, Marcelo Werner fez questão de enaltecer os agentes do BPATamo envolvidos no tiroteio do dia anterior. “Tiro o meu chapéu, louvo pelo abnegado compromisso em estar do lado do povo, defendendo a população e combatendo a criminalidade, até mesmo a criminalidade armada, como foi a do grupo de ontem”, concluiu.