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O longa-metragem brasileiro “Ainda Estou Aqui”, estrelado por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, ganhou o prêmio de Melhor Roteiro do Festival de Veneza, neste sábado (7). O filme, baseado em uma história real, é dirigido por Walter Salles.
Essa é a primeira vez desde 1981, com o filme “Eles não usam Black-tie”, de Leon Hirszman, que o Brasil ganha um troféu no circuito oficial do festival. O filme é um dos 12 finalistas da Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa pelo Oscar.
De acordo com o site americano Deadline, a plateia do Festival de Veneza aplaudiu o longa-metragem por cerca de 10 minutos após a exibição, no último dia 1º. A data de estreia em território nacional ainda não foi divulgada.
O longa-metragem brasileiro “Manas”, dirigido por Marianna Brennand, ganhou, nesta sexta-feira (6), o prêmio principal da mostra Giornate Degli Autori, do Festival de Veneza. O filme levou a categoria GDA Director’s Award.
A categoria foi criada para destacar obras autorais de novos cineastas. O filme, estrelado por Jamilli Correa, Dira Paes, Fátima Macedo e Rômulo Braga, foi rodado na região amazônica e é a estreia da diretora em longas de ficção.
O prêmio concede a diretora um bônus de cerca de R$ 123 mil para promover o filme, o valor será dividido com a distribuidora internacional, Bendita Film Sales. O filme fará sua estreia em território nacional no Festival do Rio 2024.
Dirigido por Bárbara Paz, o curta “Ato” acaba de divulgar trailer oficial no YouTube. O filme estrelado por Alessandra Maestrini e Eduardo Moreira está selecionado para a mostra Orizzonti Short Films do 78º Festival de Veneza. O longa terá sua première no evento no dia 10 de setembro. Esse é o retorno da diretora ao evento, que conquistou o Leão de Melhor Documentário no Festival de Veneza de 2019.
Em um mundo suspenso e solita?rio, Dante se encontra em um processo de travessia. Sua u?nica companhia: Ava - uma profissional do afeto. “Ato” é produzido pela Rubim Produções e BP Filmes, Tatyana Rubim e Bárbara Paz assinam a produção, Cao Guimarães assina o roteiro e a montagem fica a cargo de Renato Vallone. Azul Serra assina a direção de fotografia.
“Em um mundo onde a solidão foi a maior protagonista, com palcos vazios e o medo constante da morte. O afeto é o Ato, a fuga, o desejo fundamental da sobrevivência.”, comenta a diretora Bárbara Paz. E, ainda complementa: “É uma honra tão grande voltar ao grande Festival de Veneza com meu primeiro filme de ficção. Um pequeno ATO de silêncio e solidão. Como diria Tartovsky: ‘A função atribuída à arte não é, como frequentemente se presume, apresentar ideias, propagar pensamentos, servir de exemplo. O objetivo da arte é preparar a pessoa para a morte, arar e fustigar sua alma, tornando-a capaz de se voltar para o bem.’”
“Ato estar presente no Festival de Veneza representa, neste momento tão adverso mundialmente, a força da arte e da cultura e a capacidade do diálogo existente entre o teatro e o audiovisual”, destaca a produtora Tatyana Rubim.
Nesta segunda-feira (26), através do Twitter, a Netflix anunciou que o filme nacional “7 Prisioneiros” fará parte da programação do 78º Festival de Veneza, concorrendo ao prêmio Orizzonti Extra, de júri popular. O Festival acontece entre 1º e 11 de setembro.
Segundo o Papel pop, o longa é estrelado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros, produção de Ramin Bahrani e Fernando Meirelles, e direção de Alexandre Moratto. Na trama, depois de Mateus, de 18 anos, aceitar um emprego em um ferro-velho em São Paulo, ele e um grupo de meninos ficam presos em um mundo perigoso do tráfico de pessoas.
Ainda não há data oficial para a estreia no streaming, mas o lançamento acontece ainda em 2021.
7 PRISONERS
— NetflixFilm (@NetflixFilm) July 26, 2021
After 18-year-old Mateus accepts a job at a junkyard in São Paulo, he and a group of boys become trapped in a dangerous world of human trafficking. 7 PRISONERS comes from filmmaker Alexandre Moratto (SOCRATES) and producers Ramin Bahrani and Fernando Meirelles. pic.twitter.com/tTVvcvHj8o
Nesta terça-feira (20), o Festival Internacional de Cinema de Veneza revelou através do Twitter, o pôster oficial da 78º edição, que será realizado entre os dias 1º e 11 de setembro. O lineup está previsto para ser liberado no dia 26 de julho.
A publicação conta com a notícia da exibição de um documentário intitulado “La Biennale di Venezia: o cinema em tempos de Covid” e conta como a pandemia de Covid-19 impactou a realização da última edição. Segundo o Variety, o longa estará disponível para o público em 31 de agosto, na noite de pré-estreia do festival.
A contest of gazes for the image of the official poster of the #BiennaleCinema2021 #Venezia78, which is designed by #LorenzoMattotti. The protagonists of this "ritual of gazes" are "two people filming one another in a sort of dance".
— La Biennale di Venezia (@la_Biennale) July 20, 2021
Read more → https://t.co/9E4py6JT8q pic.twitter.com/tk9zL2YmjW
"Narciso em Férias" é a única produção brasileira no 77º Festival de Veneza, mas além disso, um outro aspecto da obra chama a atenção: uma foto rara de Caetano Veloso preso estampa o cartaz do filme. A fotografia, de dezembro de 1968, quando o santamarense foi detido por militares da ditadura, foi mantida como parte de arquivos secretos do regime.
“Eles me tiraram da cela e disseram: ‘Ande em frente e não olhe para trás!’. Eu pensei que eles iam atirar. Mas eles me levaram no barbeiro. Eu tinha um cabelo grande, todo cacheado, grandão, e eles cortaram meu cabelo. Eu fiquei feliz porque não ia morrer, e eu não podia nem demonstrar a minha felicidade, adorando aquele barbeiro cortando o meu cabelo. Eles cortaram como se fosse um soldado, rasparam na lateral, deixaram baixinho em cima, depois me levaram de volta. Aí eu cheguei, e os meninos todos disseram: ‘Poxa, cortaram o seu cabelo’... Porque aquilo era uma coisa simbólica de liberdade, mas eu estava feliz porque não me mataram”, relembra o artista em um trecho da produção.
O artista ficou mais de 50 dias preso. Contudo, a censura da época não permitiu que a prisão do tropicalista fosse divulgada.
O documentário é dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, e produzido por Paula Lavigne. Ele conta sobre a época em que Caetano ficou preso e traz relatos íntimos do cantor. As informações são do Yahoo Notícias.
A diretora Ann Hui e a atriz Tilda Swinton receberão o Leão de Ouro, prêmio máximo concedido pelo júri do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece de 2 a 12 de setembro na cidade italiana. A informação foi divulgada pela Bienal de Veneza, responsável pela organização do evento.
De acordo com a organização, a escolha das artistas se deu pelo Conselho de Administração da Bienal de Veneza, após recomendação de Alberto Barbera, diretor do festival.
“Estou realmente feliz de receber essa notícia e estou honrada pelo prêmio! Estou tão feliz que não consigo nem encontrar as palavras. Só espero que em todo mundo melhore logo e que todos possam se sentir novamente felizes como eu estou me sentindo neste momento”, disse Ann Hui ao saber da premiação.
Tilda Swinton também comemorou a homenagem. “Carrego no coração este grande grande festival há três décadas. É com grande humildade que recebo esse reconhecimento. Será para mim uma grande alegria vir a Veneza, sobretudo neste ano, para celebrar a arte imortal do cinema e a sua capacidade rebelde de sobrevivência frente a todos os desafios que as mudanças podem representar para todos nós”, disse a artista.
Julie Andrews será homenageada no Festival de Veneza 2019 com o prêmio de conjunto da obra, por sua contribuição e trabalho no cinema.
De acordo com informações do site Variety, a decisão acolhe uma proposta de Alberto Barbera, diretor artístico do Festival. “Este Leão de Ouro é em reconhecimento pela carreira extraordinária que combinou sucesso popular com ambição artística, sem nunca se comprometer pelo que é mais fácil”.
Andrews é conhecida por seus papeis em “A Noviça Rebelde” e “Mary Poppins”, pelo qual ganhou o Oscar em 1964, além de “Vítor ou Vitória?”, pelo qual foi indicada também em 1982. Desde então, a atriz também ganhou destaque por “O Diário da Princesa” e com sua voz nas dublagens em filmes como “Shrek”, “Encantada”, “Meu Malvado Favorito” e “Aquaman”.
Neste ano, o Festival de Cinema de Veneza será realizado entre 28 de agosto e 7 de setembro.
Os organizadores do Festival de Veneza, Paolo Baratta e Alberto Barbera, assinaram nesta sexta-feira (31) um documento se comprometendo a estabelecer parâmetros para alcançar a igualdade de gênero dentro do evento.
De acordo com o Deadline, via Omelete, os principais objetivos da iniciativa são transparência quanto aos detalhes da seleção de filmes; transparência sobre a estrutura dos comitês de seleção e da administração; e o aumento da presença das mulheres na estrutura da organização.
O documento também define que, no próximo ano, o festival terá um painel dedicado à igualdade de gênero para analisar a situação da mulher no cinema. “É perceptível que as mulheres não estão bem representadas. Nosso trabalho como selecionadores é identificar o melhor em termos de qualidade. Não acredito em cotas... o que conta é a qualidade. A única coisa que importa é o que está dentro do frame, não o que está fora”, afirmou Barbera.
"Pietá" narra a tentativa de redenção um jovem delinquente que acaba por descobrir seu lado mais humano em uma sociedade corrompida pelo dinheiro. Kim Ki-Duk já havia recebido em Veneza, o Leão de Prata de 2004, com o longa "Bin-jip".
Já o longa "The Master" do americano Paul Thomas Anderson arrebatou os prêmios para melhor direção e melhor ator - empate com Philip Seymour e Joaquin Phoenix.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).