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fernando gomes
Em vídeo que circula nas redes sociais detalha a captura cinematográfica de um vereador de Cabaceiras do Paraguaçu, no recôncavo da Bahia, ocorrida na tarde deste domingo (15), no bairro do Imbuí, em Salvador. O parlamentar, identificado como Fernando Gomes, nas urnas é chamado de "Nem Nem de Augusto" (MDB), de 37 anos, tenta escapar de uma guarnição policial utilizando o telhado de um imóvel.
Foragido da Justiça desde dezembro de 2025, o vereador foi localizado após um intenso trabalho de inteligência da Polícia Civil durante o período de Carnaval. Ao perceber o cerco policial na capital, o suspeito escalou a estrutura de uma residência na tentativa de evitar a prisão, mas acabou rendido pelos agentes.
Confira o momento da prisão:
Imagens flagram vereador fugindo pelo telhado antes de ser preso em Salvador
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 16, 2026
???? Giro Ipiaú pic.twitter.com/E2XwS91Cxp
TENTATIVA DE FUGA
A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que o cargo parlamentar era utilizado como fachada para atividades criminosas. "Nem Nem de Augusto" é apontado como o líder de uma facção criminosa com forte influência no Recôncavo Baiano.
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Ascom da PC-BA
Ainda na abordagem no Imbuí, outras pessoas que acompanhavam o vereador também foram detidas e encaminhadas à delegacia. Em uma tentativa desesperada de eliminar evidências, um dos ocupantes do imóvel chegou a danificar o próprio celular antes de ser revistado pela polícia.
O parlamentar segue custodiado à disposição do Poder Judiciário. A defesa do vereador ainda não se manifestou publicamente sobre as imagens da fuga ou sobre o teor das graves acusações de homicídio e tráfico de drogas que pesam contra ele.
O espólio e herdeiros de Fernando Gomes de Oliveira, ex-prefeito de Itabuna, foram condenados, em sessão ordinária desta quarta-feira (19.07), pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), a devolverem ao erário estadual o valor de R$ 279.447,06 (após acréscimo de correção monetária e juros de mora).
De acordo com a Corte de Contas, a motivação é a desaprovação da prestação de contas do convênio 03/2018, firmado pela Prefeitura daquele município com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), com o objetivo de apoio financeiro para a segunda etapa de construção do Teatro Municipal de Itabuna.
Com decisão por maioria de votos, a Câmara aplicou as sanções por considerar graves as falhas na execução do convênio, entre as quais a existência de sobrepreço na aquisição de materiais e irregularidades no processo licitatório.
Os conselheiros ainda aprovaram a aplicação de multa, de R$ 10 mil, a José de Anxieta Moita, diretor de Edificações de Prédios Públicos da Conder, além do encaminhamento de cópia dos autos ao Ministério Público Estadual, para a adoção de medidas que considerar cabíveis.
PORTO SEGURO
Também foram desaprovadas as contas do convênio 584/2016, que a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) firmou com a Associação de Mulheres Indígenas da Aldeia Boca da Mata (em Porto Seguro), que teve como objeto a implantação de um projeto de criação de galinhas caipiras, com galinheiros e chocadeira, por meio do Projeto Bahia Produtiva. Além da desaprovação das contas, pela inexecução parcial do objeto do convênio, da utilização dos recursos repassados em desacordo com o estabelecido no plano de trabalho e da não formalização da prestação de contas com os documentos exigidos, foi aprovada a imputação de débito e aplicação de duas multas.
O débito no valor total repassado R$ 148.277,00 (quantia que será acrescida de correção monetária e juros de mora) foi imputado, de forma solidária, a Juliana da Conceição Santana (responsável pela associação convenente à época da vigência do ajuste) e à entidade. E as multas, duas delas no valor de R$ 2 mil reais, foram aplicadas a Juliana da Conceição Santana e a Wilson José Vasconcelos Dias,responsável pela CAR durante a execução do ajuste. Ainda foi expedida recomendação à CAR.
Caminhando por uma das transversais da Avenida Joana Angélica, pouco além dos arredores do Colégio Central da Bahia, indo adiante pelo calçamento já desgastado do Centro de Salvador, um endereço que está se tornando um ponto de encontro para artistas e ações culturais pode ser visto e chama a atenção: o casarão que hoje sedia o projeto Mouraria 53.
Localizado exatamente no ambiente que o nome sugere, a iniciativa toca, de forma experimental, atividades como intervenções arquitetônicas e de práticas diversas de ocupação que, em breve, virarão tema de um livro.
"Eu diria que o intuito do Mouraria 53 é habitar essa casa, de forma experimental, coletiva, criativa. Acredito que, resumindo, é isso que a gente está fazendo desde o início. Dentro disso, propostas muito variadas têm coexistido neste espaço. São propostas culturais, ligadas à saúde, à moradia", conta o jornalista e fotógrafo Fernando Gomes, um dos integrantes do projeto.
Ali habitam e tiveram espaço propostas como shows, performances, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, segundo Fernando, por conta da pandemia, as ações que dependem da reunião de muitas pessoas tiveram que ser suspensas, mas o escritório de uma editora, uma moradia e a realização de clipes e ensaios fotográficos estão mantendo o casarão em constante movimento. A produção de uma série de lives e uma obra para a implantação de uma cozinha também estão em curso.
DAS RUÍNAS À LITERATURA
O local, que hoje é um território de fruição, nem sempre foi assim e apresentava um estado de arruinamento. Abandodado como diversos outros da área do Centro Antigo da capital baiana, o imóvel começou a receber as primeiras intervenções em 2017, quando foi cedido ao coletivo.
O livro vai contar essa história. Produto de uma parceria do Mouraria 53 com a Editora Gris, a proposta será financiada pelo Itaú Cultural após serem selecionados por um edital. "Foi um projeto que escrevemos juntos e fomos pensando juntos a partir de algumas reuniões, elaborando o que seria essa proposta", explica o jornalista.
A previsão é que ele comece a ser executado em abril deste ano. Até lá, reuniões virtuais devem definir detalhes sobre o conteúdo da obra, como a construção dos textos, imagens e edição.

Mutirão para realização de obras na casa | Foto Fernando Gomes
Fernando Gomes conta que pretendem convidar pessoas ligadas à casa e aos assuntos que são tratados no espaço, "para que seja uma coisa ainda mais coletiva". "Acredito que esse projeto começou a partir da ocupação da casa pelo coletivo, porque a história que vai ser contada no livro começa a partir das nossas atividades na casa e que, eu creio, justificaram nossa aprovação no edital", aposta.
REFLEXÃO SOBRE (E NO) CENTRO ANTIGO
O casarão foi alterado ao longo dos últimos três anos a partir da soma de várias pessoas. Uma estrutura que antes era voltada para a moradia de uma só família agora é um ponto de inflexão e reflexão na região mais antiga da cidade.
"Tem uma série de reflexões que o projeto Mouraria 53 leva, não só pelo que funcionou ou como funciona, como é possível você transformar casas que já foram unifamiliares em algum momento em espaços bastante diversos e isso não precisa vir de uma maneira que se torne comércio ou faça a fachada em uma vitrine", indica outro membro do coletivo, o arquiteto e urbanista Pedro Alban.

Workshop realizado na Mouraria 53 | Foto: Reprodução/Instagram
Para Alban, as intervenções e adaptações feitas no casarão da Rua da Mouraria mostram que é possível tornar mais funcionais as edificações históricas e responder a crises que rondam estes lugares e se relacionam com uma "falta de dinheiro" ou a "falta de vontade".
"O processo da Mouraria mostra, dentro de um projeto de arquitetura e de uma construção coletiva de artes e convivência, como você cria o desejo por alguma coisa. Esse modelo de trabalho é muito informativo para uma cidade que tem uma série de casarões abandonados por crises diversas", defende o profissional.
Essas inovações são notáveis e se expandem, na opinião de Pedro Alban, em outras propostas tanto na arquitetura quanto nas artes. Ele conta que membros que interagiram com a casa criaram projetos de outro tipo, a exemplo de uma empresa, formatada a partir da arquitetura experimental da casa, que reaproveita materiais de imóveis que estão em processo de demolição.
".REVIR." com imagens que exploram paisagens e costumes do Sertão baiano, o fotógrafo Fernando Gomes lançou o fotolivro ".REVIR.", disponível no canal do Youtube da Editora Gris (clique aqui).
Realizado em parceria com a editora e a cantora e compositora Livia Nery, que assina a produção musical, o projeto resgata imagens registradas por Fernando em suas idas de Salvador para o Sertão, percurso inverso ao feito pela família do autor, décadas atrás.
A partir desta vivência, o fotógrafo baiano explora, através de fotografias e filmagens, a paisagem destes caminhos e tambe?m os costumes e a religiosidade, marcas do modo de vida dos interiores do nordeste.
Este é o primeiro trabalho autoral lançado por Fernando, que apostou no formato fotofilme para explorar a hibridização permitida pela fotografia contemporânea, unindo a linguagem do cinema e a imagem estática. Diante as limitações da pandemia, o fotógrafo avaliou que este seria o formato ideal para fazer o material circular.
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Jojo Todynho
"Eu não tenho pretensão política nenhuma".
Disse a cantora Jojo Todynho ao comentar o cenário político atual e opinar sobre o desfecho eleitoral do país.