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felipe sales
O clube natural de Riachão de Jacuípe, o Jacuipense, está pronto para dar um próximo passo no cenário do futebol baiano. Tudo indica que o Leão do Sisal será o mais novo time a aderir o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no estado. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o dirigente Felipe Sales revelou que a diretoria do Jacupa está se estruturando para adotar o molde de clube-empresas.
Pessoa ativa no Esporte Clube Jacuipense há pelo menos 16 anos, Felipe Sales já passou por três mandatos de presidente do clube e hoje lidera a presidência do conselho deliberativo. Para ele, a SAF surgiu como uma possibilidade, e após cinco anos de aprovação, o modelo deixa de ser hipótese e passa a ser uma escolha.
“Há quinze dias, eu sentei com nosso advogado, doutor Rafael Frank, e começamos a pensar de maneira mais efetiva. Algo como: ‘Poxa, já está na hora da gente realmente começar a desenhar um projeto de SAF e potencializar o Jacuipense, que já é um projeto de sucesso’. Então já começamos a desenhar, está com nosso jurídico”, revelou.
A Sociedade Anônima do Futebol, que foi instituída no Brasil pela Lei nº 14.193, foi sancionada em 6 de agosto de 2021. A legislação criou regras específicas para a constituição, governança, financiamento e tratamento de passivos dos clubes que adotam o modelo empresarial. A SAF pode ser constituída, entre outras formas, pela transformação de um clube ou pela separação da atividade futebolística em uma nova empresa.
“A gente já vem discutindo isso há algum tempo. Quando se iniciou essa onda, quando se tinha um projeto de lei para ainda ser votado na Câmara dos Deputados, já tínhamos imaginado que isso poderia ser positivo para a gente também. Eu pensei: ‘se for aprovado e percebermos experiências positivas, podemos surfar nessa onda’”, disse Felipe.
Até a publicação desta matéria, o território baiano já tem onze equipes que adotaram a SAF. Em diferentes formatos, existem times que passaram por compra majoritária como é o caso de Bahia (Grupo City), Atlético de Alagoinhas (TLS Sports) e Fluminense de Feira (Core3), outros que já nasceram como clube-empresa como é o contexto do Porto Sport Club, SSA FC, Industrial e Sakai. Ypiranga e Conquista FC fazem parte da Squadra Sports, uma plataforma multiclubes que é gerida por Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia.
Galícia e Itabuna são SAF’s que não possuem um grupo investidor, mas pessoas que fazem investimento. O Dragão do Sul era ligado ao Grupo Amoedo, de Leonardo Amoedo, mas as partes finalizaram o vínculo em outubro de 2023. No caso do Clube Granadeiro, João Ricardo de Oliveira é o responsável pelos maiores aportes.
“Chega um determinado momento em que começamos a perceber que todo mundo está começando a virar SAF e isso pode ser importante para a gente atrair outros tipos de parceiros para fortalecer ainda mais o projeto”, definiu o dirigente.

Felipe Sales durante entrevista | Foto: Igor Barreto/Bahia Notícias
SÉRIE B EM CINCO ANOS
A perspectiva de aderir ao modelo de SAF está diretamente relacionada ao planejamento esportivo do clube. Sales afirmou que o Jacuipense trabalha com a meta de alcançar a Série B do Campeonato Brasileiro dentro de um ciclo de cinco anos.
“Como falei, isso é uma forma de tentar colocar o clube em uma série melhor do que ele está hoje. Dentro daquilo que a gente imagina, quem sabe o Jacupa chegar numa Série B daqui cinco anos. Esse é o nosso planejamento. Mas, para que isso possa ser acelerado, a gente precisa de um projeto de SAF”.
O dirigente, no entanto, reconhece que a distância entre o objetivo e a realidade financeira do futebol brasileiro representa um desafio. Ao citar clubes do interior paulista, como Novorizontino e São Bernardo, Felipe Sales apontou a necessidade de ampliar a capacidade de investimento do projeto.
“Enxergo como possível. Mas, para chegarmos em prateleiras que clubes como Novorizontino ou São Bernardo chegaram, é um pouco mais complicado. Até por estarmos no Nordeste, na Bahia, onde o empresariado tem pouco essa visão de investir no futebol, ter o futebol realmente como um negócio. Alguns até têm vontade, mas condição são poucos”, ressaltou.
A prioridade imediata será buscar o acesso à Série C. Paralelamente, a diretoria pretende estruturar o projeto de SAF e ampliar a procura por parceiros e investidores capazes de acelerar o crescimento esportivo.
“Hoje a gente prefere pensar passo a passo. O nosso projeto para 2027, mais do que foi em 2026, é conquistar o acesso para a Série C e vamos fazer um investimento nesse sentido”.
A ambição, porém, vai além da próxima temporada. Para Felipe Sales, o planejamento de médio prazo aponta para uma meta ainda maior.
“Sonhamos e almejamos uma Série B do Campeonato Brasileiro. Vamos trabalhar e esse projeto reinicia agora em 2027. É um planejamento fazer do Jacuipense um clube de Série B nos próximos cinco anos”, finalizou.
VISITA DE DIRIGENTES DO CATAR
Em setembro de 2025, o clube recebeu, no Estádio de Pituaçu, Ahmed Abbassi, CEO da Qatar Stars League, liga profissional de futebol do Catar. Ele esteve acompanhado de Leandro Silva, representante da Talents Sports, e foi recebido pela diretoria do Leão do Sisal durante partidas das categorias Sub-15 e Sub-17 do Campeonato Baiano.
A princípio, a visita tinha como objetivo acompanhar jovens atletas revelados pelo Jacuipense, estreitar relações institucionais e discutir possibilidades de intercâmbio e futuras colaborações esportivas.
O ano de 2026 demonstra que o Jacuipense busca uma nova prateleira. Para além de ter parado na semifinal do Baiano após perder nos pênaltis para o Vitória, a temporada representa a 14ª participação consecutiva do clube na elite do futebol estadual. Na Copa do Nordeste a campanha foi modesta, e na Série D, o Leão do Sisal parou na primeira fase mata-mata, mas o desempenho na Copa do Brasil, que só foi interrompido pelo Palmeiras na quinta fase, deixa claro que o time de Riachão do Jacuípe olha para o futuro.
Presidente do Conselho Deliberativo do Jacuipense, Felipe Sales, foi o representante do Leão do Sisal no lançamento oficial do Campeonato Baiano, nesta sexta-feira (12). Felipe fez um balanço do começo da temporada do Jacuipense, que foi eliminado na primeira fase da pré-Copa do Nordeste e caiu na fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Apesar do começo com duas eliminações, o dirigente se mantém confiante para uma boa campanha no restante de 2024.
"O ano começou com uma eliminação precoce na pré-Copa do Nordeste. Conseguimos até um resultado interessante no tempo normal, empatamos com o Botafogo da Paraíba fora de casa, mas nos pênaltis houve um desacerto total. Na Copinha também, fomos eliminados, estávamos nos classificando até os 49 do 2° tempo e aí tomamos um gol aos 50. Acabamos tendo esse final de ano ruim, mas a expectativa pro campeonato estadual é ótima. Mantemos a base de 2023, que foi vice-campeã baiana. Reforçamos o elenco com alguns atletas que voltaram de empréstimo, como Vicente, que estava no Vitória. Contratamos outras peças importantes também, que vão nos ajudar no decorrer estadual".
Além do Baianão, em 2024 o Jacuipense irá disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
"Nossa pretensão é ir bem no estadual, fazer uma boa Série D e a Copa do Brasil. Hoje tudo é medido através de ranking, então, nosso desempenho, vai dizer muito como será o nosso 2025".
Sobre a participação dos times do interior da Bahia, Felipe Sales afirmou que a cada ano que passa o nível fica mais competitivo.
"Eu acho que de um tempo pra cá o Campeonato Baiano está muito equilibrado. Os times do interior vêm sendo bem montados. Existem grupos de investidores em alguns clubes e isso tem feito com que os times se tornem mais competitivos. Para a gente tem sido muito bom o formato buscado pela Federação Bahiana de Futebol e, principalmente, pelo apoio do Governo do Estado tem dado ao nosso Campeonato, através da própria TVE, permitindo que a gente consiga alcançar os objetivos traçados desde o início do ano".
O Jacuipense estreia no Baianão 2024 na próxima quarta-feira (17), contra o Vitória, no estádio Eliel Martins, em Riachão do Jacuípe.
O presidente do Conselho Deliberativo do Jacuipense, Felipe Sales, marcou presença no arbitral do Campeonato Baiano 2024, evento realizado nesta segunda-feira (30), na sede da Federação Bahiana de Futebol (FBF), que definiu os detalhes da competição estadual.
Para Felipe, o Baianão teve muitos avanços, como em relação a transmissão do torneio, que agora terá todos os seus jogos transmitidos. Depois de somar dois vice-campeonatos, em 2022 e 2023, agora, a expectativa do Leão do Sisal é conseguir o título.
"O arbitral foi em um nível muito bom. As propostas colocadas pela Federação foram aceitas por unanimidade. Até o último Campeonato, a Federação bancava a arbitragem até a nona rodada da fase de classificação. Nós colocamos a proposta para que a Federação banque até a final do Campeonato e ela foi aceita. Tivemos muitos avanços, principalmente em relação às transmissões. Esse ano, vão ser transmitidos todos os jogos do Campeonato, diferente do ano passado. É mais visibilidade pra gente, uma motivação a mais pros atletas. Facilita em busca dos patrocínios. A expectativa é muito grande de fazer uma excelente competição. Batemos nas traves por dois anos seguidos. Expectativa agora é conseguir o título tão desejado", comentou o presidente do Conselho Deliberativo do Jacuipense.
A edição de 2024 será a 120ª da história do Campeonato Baiano. O Bahia é o atual campeão do torneio após vencer o Jacuipense, na final, desta temporada. Em 2022, o Leão do Sisal perdeu a decisão para o Atlético de Alagoinhas.
O presidente do Conselho Deliberativo, Felipe Sales, exaltou o trabalho que vem sendo feito pelo Jacuipense por chegar na final do Campeonato Baiano pela segunda vez consecutiva. Neste domingo (26), logo mais às 16h, o Leão do Sisal encara o Bahia, na Arena Valfredão, pelo jogo de ida da decisão estadual.
"Para a gente é uma alegria renovada pelo segundo ano consecutivo chegarmos na final do estadual. É reflexo do trabalho que a gente vem fazendo, não é um acaso. É a sequência de um trabalho, manutenção de uma filosofia que a gente acredita muito. É trazer de volta Jonilson que fez um belíssimo trabalho com a gente durante muito tempo, saiu, voltou e acho que essa renovação permitiu a gente alcançar mais uma vez esse momento de final de campeonato", afirmou em entrevista ao Bahia Notícias.
Sales ainda destacou a união dos jogadores. Ele ainda apontou a questão física como uma fator positivo da equipe. Nenhum atleta do elenco está no departamento médico e o técnico Jonilson Veloso terá força máxima para este primeiro duelo com o Tricolor.
"A união do conjunto, dos jogadores. Eles estão muito focados. Ano passado a gente já tinha um time muito bom, nesse ano está mais equilibrado ainda. Do ponto de vista psicológico o time está bem preparado. Diferente do ano passado, chegamos na final quebrado, tivemos aproximadamente quatro a cinco titulares com problemas. Jeam foi pro sacrifício na final, Welder também tinha problema. Capitão do time, Wesley treinando pênalti aqui para final, machucou e ficou fora. Danilo Rios tinha sido expulso no primeiro jogo... Dessa vez não, estamos com o time inteiro. Não temos nenhum jogador do elenco no departamento médico. Acho que todo esse trabalho de união da diretoria com a comissão técnica, pessoal do apoio e principalmente os jogadores, isso é reflexo da força do nosso clube", disse.
Ex-presidente do clube de Riachão do Jacuípe, Felipe Sales disse estar confiante na conquista do título estadual. O Leão do Sisal luta para levantar a taça da Série A pela primeira vez na sua história.
"Com relação ao coração, está calmo, tranquilo. Consciente do trabalho que foi feito, de todos os esforços que foram dispensados para a gente chegar aqui. Também muito confiante que a gente vai conseguir quebrar um tabu de um time do interior vencer o Bahia numa final de campeonato. E botar essa primeira estrela no peito que para a gente é muito significativa, principalmente pela valorização de tudo aquilo que a gente vez fazendo", finalizou.
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"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.