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A presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, aumentou a pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e solicitou nesta semana a divulgação de todos os documentos relacionados ao projeto abandonado de permitir a entrada de investidores privados nos negócios comerciais das principais competições da entidade.
A dirigente também pediu informações sobre a decisão disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026.
Hewitt, que também ocupa uma das vice-presidências da Fifa e integra o Conselho da entidade, enviou uma carta a Infantino e ao secretário-geral Mattias Grafström. A intenção é que os documentos sejam disponibilizados antes da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para 15 de outubro.
O principal foco do pedido é o projeto conhecido como Fifa Forward Enterprise (FFE). A proposta previa a transferência de direitos comerciais relacionados a competições como as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes para uma nova empresa, com participação de investidores privados.
O modelo estudado previa a comercialização de uma participação de aproximadamente 20% na nova estrutura. A iniciativa encontrou forte resistência de confederações e federações nacionais e acabou retirada pela Fifa.
Em agosto, Infantino pediu desculpas pela forma como a proposta foi conduzida. A Fifa posteriormente informou que realizará uma análise do processo e apresentará suas conclusões ao Conselho da entidade, mas ainda há cobranças para que a investigação tenha caráter independente e para que seja esclarecido quem ficará responsável pela revisão.
UEFA TAMBÉM PRESSIONA FIFA
A cobrança da Federação Inglesa rema nas mesmas águas da crise política entre a Fifa e algumas das principais entidades do futebol internacional. A Uefa é uma delas.
A Uefa solicitou a uma corte federal dos Estados Unidos acesso a documentos e depoimentos relacionados à criação e estruturação do Fifa Forward Enterprise. A entidade europeia avalia utilizar o material em uma eventual ação criminal na Suíça contra Infantino e outros envolvidos no projeto.
Nos documentos apresentados à Justiça norte-americana, a Uefa questiona a forma como a proposta foi desenvolvida e alega que o Conselho da Fifa, as confederações e as associações nacionais não teriam sido consultados adequadamente. As alegações ainda não foram julgadas.
A entidade europeia também declarou ter perdido a confiança na gestão de Infantino e trabalha na busca por um nome para disputar a próxima eleição presidencial da Fifa. Nesta semana, a vice-presidente da Uefa Laura McAllister afirmou que a entidade procura um candidato capaz de apresentar uma plataforma voltada a reformas de governança e transparência.
CASO BALOGUN
Balogun havia recebido uma suspensão de uma partida após ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina. A punição colocaria o atacante fora das oitavas de final contra a Bélgica, mas a pena acabou suspensa por um ano, permitindo que o jogador estivesse disponível para o confronto.
A decisão ganhou repercussão porque ocorreu após um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Infantino. O próprio Trump afirmou ter acompanhado o lance e pedido ao presidente da Fifa que o caso fosse revisto.
Infantino confirmou a conversa, mas negou qualquer interferência política na decisão. Segundo o dirigente, os órgãos judiciais da Fifa atuaram de forma independente e aplicaram o regulamento disciplinar sem participação da presidência da entidade.
É justamente a documentação sobre esse procedimento que Hewitt também quer disponibilizada aos integrantes do Conselho da Fifa.
NOVO MANDATO
Infantino, que dirige a entidade desde 2016, confirmou que será candidato a um novo mandato no Congresso marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Até o momento, nenhum adversário formalizou candidatura contra o dirigente. O prazo para apresentação dos nomes termina em novembro, enquanto a Uefa afirmou estar trabalhando para encontrar um concorrente para a eleição.
A Federação Inglesa de Futebol (FA) acusou, nesta quinta-feira (11), o Chelsea de 74 violações das regras de transferências de atletas durante a gestão do ex-proprietário Roman Abramovich. As infrações teriam ocorrido entre 2009 e 2022, com maior incidência nas temporadas 2010/11 e 2015/16, envolvendo agentes e intermediários.
— FA Spokesperson (@FAspokesperson) September 11, 2025
O clube londrino tem até 19 de setembro de 2025 para apresentar sua defesa. Caso não obtenha sucesso, pode ser punido com multa, proibição de contratar jogadores (transfer ban) ou até mesmo dedução de pontos na Premier League.
As acusações referem-se exclusivamente ao período em que Abramovich controlava a instituição. O oligarca russo comprou o Chelsea em 2003 por 140 milhões de libras e comandou um dos períodos mais vitoriosos da história dos Blues, com cinco títulos da Premier League e duas conquistas da Liga dos Campeões. Em 2022, pressionado por sanções decorrentes da invasão da Ucrânia pela Rússia, foi forçado a vender o clube.
RESPOSTA DO CHELSEA
Em comunicado oficial, a atual administração afirmou que as violações foram identificadas pelo próprio grupo de proprietários após a aquisição do clube, em maio de 2022. Leia na íntegra abaixo:
"O grupo de proprietários do clube concluiu a compra do clube a 30 de maio de 2022. Durante um processo completo de due diligence antes da conclusão da compra, o grupo de proprietários tomou conhecimento de relatórios financeiros potencialmente incompletos referentes a transações históricas e outras potenciais violações das regras da FA. Imediatamente após a conclusão da compra, o clube reportou estes assuntos a todos os organismos reguladores relevantes, incluindo a FA
"O clube demonstrou uma transparência sem precedentes durante este processo, incluindo ao fornecer um acesso abrangente aos arquivos e dados históricos do clube. Continuaremos a trabalhar em colaboração com a FA para concluir este assunto o mais rapidamente possível. Gostaríamos de registar a nossa gratidão à FA pelo seu contacto com o clube neste caso complexo, cujo foco tem sido questões que ocorreram há mais de uma década."
O atleta Mykhailo Mudryk, do Chelsea, poderá ser suspenso por até quatro anos por acusação de doping. A Federação Inglesa denunciou o ucraniano nesta quarta-feira (18).
Em dezembro de 2024, o atleta foi suspenso provisoriamente depois de ter testado positivo para a substância chamada meldonium.
Desde então, o clube inglês aguardou a avaliação da amostra B, para validar ou não os dados da primeira amostra. A entidade inglesa confirmou que Mudryk pode sofrer uma punição adicional.
“Podemos confirmar que Mykhailo Mudryk foi acusado de Violações das Regras Antidoping, alegando a presença e/ou uso de uma substância proibida, nos termos dos Regulamentos 3 e 4 do Regulamento Antidoping. Como este é um caso em andamento, não estamos em condições de comentar mais neste momento”, confirmou a Federação Inglesa.
O jogador foi anunciado no Chelsea em 15 de janeiro de 2023, com um contrato de mais de 8 anos de duração. De acordo com a ESPN, a oferta dos Blues girou em torno de 70 milhões de euros (R$ 386 milhões na cotação da época), além de 30 milhões de euros (cerca de R$ 165 milhões) extras em bônus previstos em contrato.
O atleta brasileiro Lucas Paquetá foi acusado, pela Federação Inglesa (FA), por mais dois casos envolvendo apostas esportivas. Segundo o The Sun, o meio-campista foi novamente denunciado por obstruir a investigação após ter comprado um celular novo.
Há 12 meses, o jogador já havia entregado o celular para a FA, quando as investigações começaram. Com a Federação ficando com o celular do brasileiro durante 8 semanas, Paquetá comprou um novo, e, assim que a entidade devolveu o antigo, jogou ele fora.
A FA entrou em contato com Lucas novamente e o jogador afirmou que não conseguiu localizá-lo.
Por conta disso, a entidade da Inglaterra acusou Paquetá de ter obstruído a investigação r adicionou duas infrações por não cooperação.
Caso seja considerado culpado, o brasileiro pode ser “banido para sempre” do futebol. Os jogos investigados por ter forçado cartões amarelos para o benefício dos seus amigos apostadores foram contra o Leicester City, em 2022, contra o Aston Villa, Leeds United e Bournemouth em 2023.
Todas as apostas foram feitas a partir da Ilha de Paquetá. Os valores variaram entre 7 libras (R$ 46, na cotação atual) e 400 libras (R$ 2,6 mil).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).