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Em um ano no qual o turismo brasileiro bateu recorde de faturamento na soma de valores apurados entre os meses de janeiro a outubro, a Bahia deu grande contribuição para esse resultado, realizando o terceiro maior aumento entre todas as unidades da Federação em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (13) pela Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento, o turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões de janeiro a outubro de 2025 e bateu recorde em valores já registrados no setor.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o estado da Bahia teve um aumento de 9,6% de faturamento no setor turístico neste. No acumulado do ano entre janeiro e outubro, somente os estados do Rio Grande do Sul (13,5%) e do Amazonas (11,1%) tiveram maiores aumentos do faturamento na área turística.
O estudo da FecomercioSP revelou que o mês de outubro de 2025, isoladamente, registrou novo número expressivo no ano: o faturamento foi de R$ 19,4 bilhões em outubro passado, um crescimento de 6,5% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.
O décimo mês do ano foi o terceiro melhor resultado da série histórica anual, que se iniciou em 2011, ficando atrás apenas dos meses de janeiro de 2025, quando o faturamento do setor alcançou R$ 21,2 bilhões, e julho, com R$ 19,7 bilhões.
Praticamente todos os segmentos analisados pela FecomercioSP tiveram avanços. O destaque ficou para o transporte aéreo de passageiros, que apontou um faturamento de R$ 48 bilhões, e uma alta de 10,2% na comparação com o período de janeiro a outubro de 2024.
O setor de alimentação também aparece com bons números na avaliação dos números do turismo brasileiro. O faturamento chegou a R$ 28,3 bilhões, nos dez meses de 2025, uma alta de 6,2% no mesmo comparativo.
O maior crescimento percentual ficou com o setor de alojamento, que, de janeiro a outubro, faturou R$ 22,6 bilhões. Um aumento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2024.
O turismo no estado da Bahia também foi destaque em um outro levantamento, divulgado recentemente pela Embratur. No ranking organizado pela entidade sobre os estados da região Nordeste com melhor desempenho turístico no ano passado, no que diz respeito à entrada de visitantes internacionais, a Bahia está na primeira posição com 202.335 turistas estrangeiros.
Nesta lista da Embratur, Salvador concentrou a maior parte do fluxo internacional, enquanto Porto Seguro respondeu por uma fatia menor, entre 6% e 13% do total estadual. Os argentinos foram o principal grupo de visitantes à Bahia, somando 88.894 turistas, seguidos por portugueses, uruguaios, franceses e italianos.
Estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que 77% das famílias brasileiras têm alguma dívida, o que significa que 1,45 milhão de famílias a mais assumiram dívidas nos últimos dois anos. Segundo a pesquisa, 29% das famílias têm contas em atraso e 13% disseram não ter condições ou perspectivas de quitar os débitos.
A pesquisa ouviu 18 mil famílias em 27 capitais em julho. Mais da metade das famílias endividadas (52%) vivem nos estados do Sudeste. Em comparação a outras capitais do país, Salvador apresentou um número baixo: 66% das famílias se encontram endividadas.
As capitais com maior quantidade de famílias endividadas são: São Paulo (2.888.081), Rio de Janeiro (2.028.143), Distrito Federal (765.823), Belo Horizonte (744.993) e Fortaleza (712.465).
Em termos de porcentagem Porto Alegre e Vitória, tem registro de 91% das famílias nessa situação. Em Belo Horizonte, Boa Vista e Curitiba, o percentual é de 90% e em Fortaleza, 88%. Já Campo Grande (66%); Goiânia e Macapá (68%); e Belém (69%) apresentam percentuais menores.
O percentual de famílias endividadas cresceu em quatro capitais em 2024 na comparação com 2022. O aumento ocorreu em Teresina (de 61% para 86%), João Pessoa (78% para 87%), Porto Velho (72% para 84%) e Fortaleza (71% para 88%). Houve queda em Rio Branco (89% para 77%), São Paulo (75% para 68%) e Curitiba (95% para 90%) no mesmo período analisado.
Em nota, a FecomercioSP explica que as diferenças entre as capitais estão relacionadas às "condições macroeconômicas de cada estado e região, em que indicadores como inflação, juros e renda familiar criam circunstâncias distintas pelo país, e quanto maior o número de famílias convivendo com dívidas mais caro fica o crédito no mercado, elevando, como consequência, o risco de inadimplência, principalmente em um cenário de juros altos ou inflação pressionando o consumo".
Na nota técnica, a Fecomercio afirma "mesmo que esse endividamento represente mais acesso da população ao crédito e aumento do consumo, também traz riscos: se mal gerido, pode levar à inadimplência e à exclusão no mercado. Por isso, é fundamental equilibrar o incentivo ao consumo com medidas que protejam o orçamento das famílias, especialmente as mais vulneráveis".
Para o economista Fábio Pina, assessor da FecomercioSP, o grau de endividamento está um pouco acima da média histórica, porém aponta que os dados de emprego indicam boas condições de renda e um mercado de trabalho aquecido, o que pode permitir às famílias reorganizarem as contas.
"Eu não antevejo um solavanco, eu antevejo uma desaceleração da economia gradual no ano que vem. Isso dá tempo em tese de você fazer vários ajustes, você faz no mercado privado e dá tempo para o governo fazer ajustes onde ele precisa fazer", explica.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Damares Alves
"Vai colocar muita gente na cadeia".
Disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao revelar que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.