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fatima yousufi
Quase quatro anos após fugirem do Afeganistão para escapar do regime do Talibã, jogadoras da antiga seleção feminina do país voltaram a vestir a camisa nacional. O reencontro ocorreu em Berrechid, no Marrocos, durante o torneio Fifa Unites, que reuniu também as seleções da Líbia, Chade e Tunísia. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.
Em agosto de 2021, cerca de 80 pessoas, entre atletas e familiares, deixaram Cabul em uma operação de resgate internacional, organizada por ativistas e apoiada por autoridades estrangeiras. O grupo fugia do avanço do Talibã, que havia retomado o poder e imposto restrições severas à presença feminina no esporte e em outros setores da sociedade.
No torneio no Marrocos, as jogadoras voltaram a ouvir o hino do Afeganistão, em um momento simbólico de resistência. A goleira Fatima Yousufi, de 23 anos, titular nas eliminatórias da Copa da Ásia Feminina de 2018 e uma das resgatadas em 2021, foi a capitã da equipe de refugiadas.
A iniciativa faz parte de uma nova estratégia da Fifa, aprovada em maio deste ano, para apoiar o desenvolvimento do futebol feminino afegão e garantir oportunidades a atletas exiladas. Para montar o time que disputou o Fifa Unites, uma comissão técnica liderada pela ex-jogadora escocesa Pauline Hamill realizou testes em Sydney e Londres, com cerca de 70 candidatas.
A seleção contou com 13 jogadoras que vivem na Austrália, cinco no Reino Unido, três em Portugal e duas na Itália. De acordo com a Fifa, novas ações estão sendo planejadas para incluir outras atletas afegãs refugiadas que não participaram do torneio.
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Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.