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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

falta

BN na Copa: Entenda o protesto por trás do lance que pareceu "piada" em Brasil x Zaire na Copa de 74
Foto: Masahide Tomikoshi / Tomikoshi Photography

Em 22 de junho de 1974, no Parkstadion, em Gelsenkirchen, na Alemanha Ocidental, Brasil e Zaire entraram em campo para disputar uma partida que, à primeira vista, parecia apenas mais um confronto da fase de grupos da Copa do Mundo. O Brasil era o atual campeão mundial e ainda carregava parte da geração que encantou o planeta em 1970. O Zaire, por sua vez, fazia sua estreia no torneio e representava um marco histórico: era a primeira seleção da África Subsaariana a disputar uma Copa do Mundo. O que aconteceria naquela tarde, porém, transformaria um lance de poucos segundos em uma das imagens mais conhecidas da história do futebol. Durante décadas, ela seria interpretada de forma equivocada. Para compreender aquele momento, é preciso voltar alguns meses.

 

O Zaire chegava à Copa cercado de expectativas. O país, atualmente chamado República Democrática do Congo, era governado desde 1965 por Mobutu Sese Seko, líder de um regime autoritário que buscava utilizar o esporte como instrumento de prestígio nacional. O futebol ocupava papel central nesse projeto. O governo investiu recursos significativos na seleção nacional, conhecida como Os Leopardos, e os resultados apareceram. O Zaire conquistou a Copa Africana de Nações em 1968 e novamente em 1974, além de garantir vaga para o Mundial ao superar o Marrocos nas eliminatórias. Para muitos observadores da época, tratava-se da seleção africana mais forte já vista até então.

 

A classificação para a Copa foi celebrada como um feito político e esportivo. O governo transformou os jogadores em símbolos nacionais. A participação no Mundial era vista como uma oportunidade de projetar internacionalmente a imagem de um país moderno e forte. As expectativas internas, contudo, rapidamente se transformaram em uma fonte de pressão.

 

A campanha começou com uma derrota relativamente honrosa por 2 a 0 para a Escócia. O resultado não foi considerado desastroso, mas os problemas nos bastidores já haviam começado. Segundo diversos relatos posteriores dos próprios jogadores, eles descobriram durante a competição que os bônus prometidos pela classificação e pela participação na Copa não chegariam às suas mãos. Os atletas afirmaram que dirigentes e intermediários ligados ao regime haviam se apropriado dos valores. A indignação foi imediata.

 

O clima piorou antes da segunda partida. Anos depois, o capitão Raoul Kidumu e o defensor Mwepu Ilunga relataram que os jogadores cogitaram não entrar em campo contra a Iugoslávia como forma de protesto. Segundo Ilunga, houve ameaças para que a equipe jogasse. O resultado foi uma atuação desastrosa e uma derrota por 9 a 0, até hoje uma das maiores goleadas da história das Copas do Mundo.

 

O impacto daquela derrota foi enorme. O time que havia chegado à Alemanha como campeão africano tornou-se alvo de críticas internacionais. Dentro do Zaire, a situação era ainda mais delicada. A humilhação esportiva era interpretada como um constrangimento para um governo que havia apostado sua projeção internacional na equipe. Segundo relatos dos próprios jogadores, após o desastre diante da Iugoslávia, representantes do regime transmitiram uma mensagem clara: uma nova goleada contra o Brasil poderia trazer consequências graves. Diferentes versões mencionam limites distintos, três ou quatro gols de diferença, mas todas convergem para a existência de ameaças e intimidação.

 

Foi nesse contexto que o Zaire entrou em campo para enfrentar a Seleção Brasileira. O placar final de 3 a 0 sugere um jogo relativamente controlado, mas a partida foi marcada pela tensão. O Brasil precisava vencer para manter vivas as chances de avançar. O Zaire, por sua vez, jogava sob o peso da derrota anterior e das notícias que circulavam dentro da delegação.

 

Aos 33 minutos do segundo tempo, ocorreu o episódio que entraria para a história. O Brasil preparava uma cobrança de falta próxima à área africana. Enquanto a barreira se organizava e os brasileiros discutiam a cobrança, o defensor Joseph Mwepu Ilunga saiu correndo da formação defensiva e chutou a bola para longe antes que a falta fosse cobrada. O árbitro mostrou cartão amarelo.

 

Durante décadas, a cena foi repetida em programas esportivos e documentários como exemplo de desconhecimento das regras. Em muitos países, consolidou-se a narrativa de que Ilunga não sabia como funcionava uma cobrança de falta. A imagem reforçou estereótipos sobre a participação africana naquele Mundial.

 

A verdadeira explicação só ganharia ampla divulgação muitos anos depois. Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, reproduzida pela ESPN em 2014, Ilunga rejeitou a ideia de que desconhecia as regras do futebol. Ele lembrou que era um jogador experiente e integrante de uma equipe campeã africana. Segundo seu relato, o gesto foi deliberado.

 

Sobre a situação da equipe durante o torneio, afirmou: “Duas horas antes do pontapé inicial, ainda não queríamos jogar. Depois vieram as ameaças. Disseram-nos para jogar, caso contrário, seríamos enviados para uma masmorra. Então fomos para o campo, mas sabotamos o jogo. Um pouco como uma greve. Foi por isso que perdemos por 9 a 0.”

 

Ao explicar especificamente o lance contra o Brasil, Ilunga declarou: “Ao mesmo tempo, também foi uma oportunidade que aproveitei para provocar o árbitro. Eu queria que ele me desse um cartão vermelho. Disse para mim mesmo: ‘Não vou jogar mais. Por que permanecer em campo e correr o risco de não voltar para casa, enquanto as pessoas que pegaram nosso dinheiro nos observam tranquilamente das arquibancadas?’”.

 

Em outras palavras, o chute na bola não foi fruto de ignorância. Segundo o próprio protagonista, tratou-se de um ato de protesto, desespero e tentativa de expulsão voluntária. Ele queria deixar o campo. Estava revoltado com a questão dos bônus, frustrado com a situação da equipe e assustado com as ameaças que os jogadores acreditavam sofrer. O árbitro, porém, aplicou apenas cartão amarelo, obrigando-o a continuar na partida.

 

O Brasil venceria por 3 a 0. O resultado ficou exatamente no limite mencionado em alguns dos relatos posteriores dos jogadores, evitando uma derrota ainda mais pesada. O Zaire foi eliminado sem marcar gols e com 14 sofridos em três partidas. A imagem do lance de Ilunga acabaria sobrevivendo por muito mais tempo do que qualquer análise sobre as circunstâncias que cercavam aquela seleção.

 

Nas décadas seguintes, muitos integrantes daquela equipe afirmaram sentir-se injustiçados pela forma como foram retratados. Para eles, a história do Zaire em 1974 não era a de um grupo de atletas despreparados, mas a de uma seleção campeã africana que chegou ao maior palco do futebol envolvida em disputas políticas, promessas financeiras não cumpridas e pressões incompatíveis com a normalidade esportiva.

 

Assim, o chute de Mwepu Ilunga permanece como uma das imagens mais famosas da história das Copas do Mundo. Porém, à luz dos relatos posteriores, o episódio deixa de parecer uma simples curiosidade folclórica. Ele se torna o retrato de um momento em que futebol, política, medo e protesto se encontraram dentro de campo, diante de milhões de espectadores que, durante muitos anos, acreditaram estar vendo apenas um erro grotesco de um jogador que não conhecia as regras do jogo. Na realidade, segundo o próprio Ilunga, era exatamente o contrário: ele sabia muito bem o que estava fazendo.

Prazo para justificar ausência no segundo turno vai até 7 de janeiro
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições, realizado nesse domingo (27), têm até o dia 7 de janeiro de 2025 para justificar a ausência. Eleitores no exterior têm até 30 dias após o retorno ao país para justificar a ausência, caso esse retorno ocorra após o fim do prazo previsto no calendário eleitoral.

 

A justificativa pode ser feita por meio do aplicativo e-Título, do autoatendimento eleitoral ou do Formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição). Neste último caso, o documento deve ser entregue em qualquer cartório eleitoral ou enviado via postal à autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

 

Seja qual for a opção escolhida, a documentação que comprove o motivo da ausência deve ser anexada para análise da autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título. Caso a justificativa seja aceita, haverá o registro no histórico do título eleitoral. Se a justificativa não for aceita, será preciso quitar o débito.

Para quem não votou no primeiro turno, o prazo vai até 5 de dezembro. “Cada justificativa é válida somente para o turno ao qual você não tenha comparecido por estar fora de seu domicílio eleitoral. Assim, caso tenha deixado de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência a cada um, separadamente, obedecendo aos requisitos e prazos de cada turno”, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

ENTENDA
A ausência às urnas é registrada logo após o pleito. Os prazos de justificativa figuram como períodos que o eleitor tem para regularizar essa ausência sem pagar multa eleitoral. A análise da justificativa apresentada fica sempre a cargo da autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

 

O histórico de justificativas eleitorais, contendo os respectivos pleitos em que o eleitor esteve ausente, pode ser consultado no aplicativo e-Título. O acesso ao aplicativo está disponível, de acordo com o TSE, para quem está com o título eleitoral regular ou suspenso.

JAM no MAM suspende sessões por falta de patrocínio da Bahiatursa
Cacilda Póvoas e Ivan Huol | Foto: Divulgação
A sessão deste sábado (27) do projeto JAM no MAM, projeto que leva música ao Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) no estilo de jam sessions, foi cancelada. De acordo com a Huol Criações, responsável pela produção do projeto, a interrupção das ações acontece depois da falta de confirmação de patrocínio por parte da Bahiatursa, principal mantenedora do JAM no MAM, para o mês de julho. Em entrevista ao Bahia Notícias, Ivan Huol, diretor artístico do projeto e músico da banda de base da Jam, afirmou que a empresa de turismo ligada ao governo do estado não confirmou o repasse de recursos para as atividades do projeto até agosto, quando um novo patrocinador deverá contribuir com a manutenção de suas ações. Segundo a Huol Criações, no último dia 8 de maio, em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), a Bahiatursa havia assegurado que patrocinaria 12 edições do projeto. Embora tenha acordado isto, a empresa não repassou os recursos para realização de duas sessões neste fim de junho.“A gente hoje, infelizmente, não vai poder fazer o Jam por falta de recursos. Na semana passada, não tínhamos tido a confirmação, mas mantivemos a sessão, pois a Bahiatursa havia nos apalavrado que seria colocado no Diário Oficial desta semana o restante do patrocínio, mas isso não aconteceu”, lamentou Huol. Cacilda Póvoas, coordenadora geral do projeto, afirma que, para a continuação de suas atividades, a presença de um patrocínio é essencial. “Não temos como arcar com essas despesas. O projeto tem um ingresso subsidiado pelo patrocínio. Sem o patrocínio teria que cobrar R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Para termos ingressos populares, R$ 7 (inteira), R$ 3,50 (meia), só faço com o patrocínio. Não dá para mudar o valor do ingresso de repente. A política do projeto é ter preços populares”, explicou. Cacilda também afirma que procurou contato com a Bahiatursa para obter resposta sobre a manutenção do patrocínio para o mês de julho, mas, até o momento, não teve retorno por parte do órgão. “Eu não sei o que está acontecendo. Ainda não tivemos resposta”, afirmou. Enquanto espera a chegada de agosto, quando um novo patrocinador deve fazer com as atividades do JAM no MAM sejam retomadas, Cacilda e Huol buscam reaver a ajuda financeira da Bahiatursa, ou de outro mantenedor, para que as ações de julho do projeto não fiquem paradas. “Eu espero que esta situação se resolva antes disso”, torce Cacilda.  
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Fotos: Reprodução / CanalGovBr / The White House

"Não se meta nas eleições do Brasil". 


Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao defender o sistema eleitoral brasileiro e mandar um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula cobrou a cooperação jurídica internacional para a extradição de cidadãos brasileiros investigados que se encontram em território norte-americano.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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