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fabricio queiroz
A música "Micheque", do Detonautas, conquistou o 17º lugar na parada viral do Spotify Brasil. A canção, que ironiza a acusação de que a primeira-dama Michelle Bolsonaro teria recebido em sua conta bancária R$ 89 mil de Fabrício Queiroz, levantou polêmica na última semana ao virar caso de polícia (clique aqui).
"Micheque" foi composta pelo vocalista da banda de rock carioca, Tico Santa Cruz, e conta com a participação do humorista Marcelo Adnet interpretando a voz do presidente Jair Bolsonaro. "Bolsonaro, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?", diz um trecho da música.
Apesar de ter agradado o público, a música parece não ter agradado a "homenageada". Na última quinta-feira (24), a esposa do presidente Jair Bolsonaro prestou uma queixa contra o Detonautas.
Segundo publicou o blog Sonar, do jornal O Globo, Michelle se disse vítima de injúria, calúnia e difamação. Ela pediu que a música fosse retirada imediatamente de todas as plataformas digitais e requereu ainda que a faixa seja proibida de ser executada em qualquer lugar público ou privado.
De acordo com o UOL Splash, o Palácio do Planalto disse que não vai comentar sobre o tema.
Incomodado ao ser questionado sobre depósito de R$ 89 mil feito por Fabricio Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle, o presidente Jair Bolsonaro abandonou o personagem “paz e amor”, neste domingo (23). Sem responder a pergunta do jornalista do O Globo, ele ameaçou: "A vontade é encher tua boca com uma porrada, tá?” (clique aqui e entenda).
O insulto de Bolsonaro ao repórter gerou reação da imprensa, políticos, influenciadores digitais, da população em geral e também a indignação do setor cultural (saiba mais sobre a manifestação virtual). A pergunta "Presidente @jairbolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?", que incomodou o chefe do Executivo, acabou se transformando em um viral, com adesão de diversos artistas, a exemplo de Marina Lima, Leoni, Nando Reis, Maria Rita, Anitta, Bruna Marquezine, Paolla Oliveira, Teresa Cristina, Fábio Porchat, Marcelo Adnet, Lan Lanh e Bruno Gagliasso. Alguns artistas visuais, a exemplo de Laerte, Alexandre Beck, Leandro Assis e Gilmar também usaram a arte para a mobilização.
Veja algumas publicações:
— Laerte Coutinho (@LaerteCoutinho1) August 23, 2020
Pausa para uma pergunta. pic.twitter.com/Ssxu6gG0Eq
— Leandro_Assis_Ilustra (@leandroassis73) August 24, 2020
presidente jair bolsonaro, por que a michelle recebeu 89 mil de fabrício queiroz? pic.twitter.com/edRFZaCcNQ
— Gilmar (@CartDasCavernas) August 23, 2020
Armandinho tem um recado: pic.twitter.com/dPxjeqjyxg
— Diego Iglesias (@tinhosoiglesias) August 24, 2020
#repost @342artes
— Anitta (@Anitta) August 24, 2020
Presidente @jairbolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$89 mil de Fabrício Queiroz?#342artes #Porradanãonoscala pic.twitter.com/W2nl1W1oDQ
Presidente @jairbolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?
— Bruna Marquezine (@BruMarquezine) August 24, 2020
O ex-motorista Fabrício Queiroz, um dos principais implicados no escândalo envolvendo rachadinhas e funcionários fantasmas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi orientado pelo presidente Jair Bolsonaro a faltar um depoimento no Ministério Público do Rio.
De acordo com informações da coluna de Guilherme Amado, na revista Época, a informação está no livro “Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, de autoria da jornalista Thaís Oyama, que tem lançamento previsto para a próxima segunda-feira (20).
Na obra, a repórter conta que os advogados de Bolsonaro e Queiroz combinaram de o ex-motorista comparecer ao interrogatório em dezembro de 2018 e dizer que não poderia falar até que sua defesa tivesse acesso ao processo. Por ordem de Bolsonaro, ele destacaria ainda que a família do presidente recém-eleito não tinha relação com o caso. Ainda segundo publicação, a iniciativa tinha como objetivo evitar que Queiroz não levasse fama de fujão e também blindar a imagem de Jair e Flávio Bolsonaro.
O plano teria sido abortado dois dias antes do depoimento, por ordem do próprio Bolsonaro, que foi convencido por um advogado amigo de que a estratégia mais eficiente para abafar a história seria levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). De fato, o caso foi ao STF, onde a defesa de Flávio conseguiu uma liminar de Dias Toffoli para paralisar por um tempo as investigações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).