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O ex-capitão da Polícia Militar Fabrício dos Santos, chamado de “Toddy” foi condenado a mais de cinco anos de prisão e à perda do seu cargo por corrupção passiva. A decisão, acatada pela Justiça Militar, foi baseada em uma denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que acusou o oficial de cobrar propinas de comerciantes em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia.
Segundo a investigação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), entre junho de 2023 e fevereiro de 2024, o capitão, enquanto comandante da 4ª Companhia da PM, solicitou e recebeu depósitos via Pix de até R$ 500 para liberar eventos como "paredões".
O esquema de propina, que o próprio oficial apelidou de "Toddy" nas mensagens, também incluía o recebimento de caixas de cerveja e outras bebidas. A denúncia aponta que o crime de corrupção passiva foi cometido pelo menos 13 vezes.
O militar já havia sido condenado a mais de seis anos de prisão por crimes semelhantes e responde a outras quatro ações penais. A Justiça determinou que ele continue preso preventivamente para preservar a ordem pública, devido aos seus antecedentes criminais.
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André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.