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fabio ramalho
A disputa pela vaga aberta pela aposentadoria de Ana Arraes no Tribunal de Contas da União (TCU) terminou, nesta quinta-feira (2), com a vitória do candidato Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), com 239 votos. No entanto, a votação do segundo colocado, Fábio Ramalho (MDB-MG) e seus 174 votos, foi tratada como um recado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Em conversas com o Bahia Notícias, parlamentares sinalizaram que houve um esforço redobrado nos últimos dias para que Lira consolidasse a vitória do deputado de Roraima para a vaga de conselheiro. O presidente da Casa chegou a dividir as atenções com a eleição da Mesa Diretora para evitar que a vitória recorde no dia 1º - a maior da história para um presidente, 464 votos - fosse convertida em uma eventual derrota nesta quinta.
Ramalho é reconhecido nos corredores da Câmara como anfitrião de bons momentos em legislaturas passadas e tinha a simpatia de uma parcela expressiva dos parlamentares. Porém a leitura é que os votos a favor dele também seriam um recado direto a Lira, em que os deputados avisam que ele não detém o poderio que acreditaria ter, principalmente após a acachapante reeleição do dia anterior.
Caso Lira repetisse - ou se aproximasse - do placar do dia 1º, parlamentares temiam que o presidente da Casa ficasse ainda mais fortalecido nas disputas internas do Congresso Nacional. Somados o placar de Ramalho e de Soraya Santos (PL-RJ), a maioria do escolhido acabou não sendo tão elástica quando o próprio alagoano gostaria que fosse, segundo interlocutores que, inclusive, votaram em Jhonatan de Jesus.
Apesar dessas leituras, a escolha do parlamentar de Roraima mostra que o presidente da Câmara possui uma margem confortável de influência sobre os 513 deputados.
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Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.