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A matemática do segundo turno
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Os resultados de boletins de urna no exterior divulgados até as 8h00 deste domingo (25) mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 65,8% dos votos totais, contra 29,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial.
Ao todo, 918 mil brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar neste ano, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A diferença de fuso horário entre os países permite que os primeiros votos sejam registrados antes mesmo da abertura das seções eleitorais em território brasileiro.
No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, pelo horário oficial. A votação no exterior ocorre, em geral, das 8h às 17h no horário local, o que faz com que o processo eleitoral dure, ao todo, 29 horas — começando no sábado às 16h na Nova Zelândia e terminando com o Canadá às 21h de domingo.
Depois da Nova Zelândia, as urnas abriram na Austrália e países da Ásia na noite de sábado. Na madrugada e manhã de domingo, brasileiros que vivem na Europa começam a votar.
Veja onde cada candidato tem vantagem ao redor do mundo:
FLÁVIO BOLSONARO (PL)
- Japão (80,08%), com 28.538 votos contra 7.098 de Lula (19,92%)
- Filipinas (59%), com 39 votos contra 27 de Lula (40,91%)
- Taiwan (58%), com 130 votos contra 94 de Lula (41,9%)
- Malásia (51,76%), com 44 votos contra 51 de Lula (57,24%)
- Hong Kong (51,15%) com 133 votos contra 127 de Lula (48,85%)
- Tailândia (51,72%) com 60 votos contra 56 de Lula (48,28%)
- Indonésia (60,53%) com 23 votos contra 15 de Lula (39,47%)
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)
- Nova Zelândia (80,5%) com 418 votos contra 101 de Flávio (19,5%)
- Austrália (64,5%) com 6.017 votos contra 3.465 de Flávio (36,5%)
- China (73,7%) com 375 votos contra 134 de Flávio (26,3%)
- Coreia do Sul (64,35%), com 148 votos contra 82 de Flávio (35,65%)
- Singapura (63,78%) com 213 votos contra 121 de Flávio (36,22%)
A eliminação da Seleção Brasileira, nas oitavas de final da Copa do Mundo, contra a Noruega, no último domingo (5), motivou a apresentação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados que propõe restringir a convocação de atletas e integrantes da comissão técnica que atuem no exterior.
Protocolado na quarta-feira (8), o Projeto de Lei (PL) 3.582/2026 é de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) e foi apresentado três dias após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, resultado que encerrou a participação da equipe no Mundial. Na partida, Haaland marcou os dois gols da seleção norueguesa, enquanto Neymar descontou nos acréscimos.
Pela proposta, as seleções brasileiras masculina, feminina e das categorias de base só poderiam convocar jogadores registrados por clubes sediados no Brasil e participantes de competições oficiais nacionais. A restrição também se estende ao treinador, auxiliares, preparadores físicos, preparadores de goleiros e demais profissionais da comissão técnica.
Na justificativa do projeto, Hauly argumenta que a saída precoce de atletas para clubes estrangeiros enfraqueceu o futebol brasileiro, reduziu a competitividade das competições nacionais e diminuiu a identificação da Seleção com os torcedores. Segundo o parlamentar, a iniciativa busca fortalecer o futebol nacional e incentivar a permanência de jogadores e técnicos no país.
O texto ainda prevê a proibição de contratos de patrocínio, publicidade e exposição comercial entre entidades esportivas, clubes e federações com empresas de apostas, jogos de azar e plataformas eletrônicas do segmento. Caso a proposta seja aprovada, os contratos vigentes deverão ser encerrados em até 180 dias.
Esta não é a primeira tentativa de Hauly de limitar a convocação de atletas que atuam fora do Brasil. Após a eliminação da Seleção para a França na Copa do Mundo de 2006, o então deputado apresentou o PL 7.283/2006, que estabelecia que apenas jogadores que tivessem atuado no futebol brasileiro nos 12 meses anteriores ao torneio poderiam defender a equipe nacional.
A proposta, no entanto, não avançou e acabou arquivada. Entre os principais entraves apontados à época estava o artigo 217 da Constituição Federal, que assegura autonomia às entidades esportivas em relação à sua organização e funcionamento, o que pode limitar a interferência do Congresso Nacional nos critérios de convocação adotados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) teve uma "ótima" ideia para que o Brasil volte a ganhar uma Copa do Mundo. Ele apresentou um Projeto de Lei para proibir a convocação de jogadores que não atuam no Brasil... E aí? Curtiram a ideia? Qual seria a seleção 'nacional'… pic.twitter.com/SBFMTWbPPd
— Wilson Lima (@wilsonlimaslz) July 9, 2026
O número de brasileiros presos no exterior praticamente triplicou na última década. Segundo dados de 2022 do Itamaraty, o total de cidadãos do Brasil em penitenciárias de outros países era 7,8 mil, número 212% maior em comparação com os dados de 2011, quando 2,5 mil pessoas foram detidas em outras nações.
O índice não engloba os 37,3 mil brasileiros detidos tentando cruzar de forma irregular as fronteiras dos Estados Unidos (EUA) somente em 2022, de acordo com autoridades norte-americanas.
Os dados do Ministério das Relações Exteriores foram obtidos pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, via Lei de Acesso à Informação (LAI). Os arquivos enviados pelo Itamaraty detalham país da prisão, tipo de crime, situação judicial e outras informações. O material vai de 2011 a 2022.
Em 2022, 4 mil brasileiros estavam presos na América do Norte, ou seja, o continente concentra 51% das detenções de cidadãos do Brasil em todo o globo. Somente no México, 3.709 pessoas estão na cadeia por infrações às regras de ingresso no país. Outros 2 mil estão presos na Europa (27% do total), e 1,1 mil (15%) na América do Sul.
Entre os brasileiros condenados em solo estrangeiro, 39 cumprirão prisão perpétua, ou seja, passarão o resto da vida na cadeia. No entanto, 23 deles têm direito a condicional ou liberdade antecipada. Outros 16 não têm essa alternativa e jamais voltarão a viver em liberdade.
O Itamaraty, no entanto, não tem conhecimento sobre o motivo de prisão de 700 cidadãos presos fora do território brasileiro. O levantamento divulgado também não especifica dados sobre eventuais prisões políticas em nações que não seguem regimes democráticos.
Quatro baianos estão entre os 15 artistas brasileiros mais tocados no Youtube em um levantamento realizado pela Folha de S. Paulo. O baiano mais bem colocado é João Gilberto, que aparece na sexta colocação. Carlinhos Brown aparece em segundo, com o 8º lugar, seguido de Daniela Mercury (10ª) e Margareth Menezes (12ª). A pesquisa leva em consideração o período entre 1º de setembro de 2014 e 4 de janeiro de 2018.
Confira a lista completa:
1 - Axé Bahia (91,93%)
2 - Sérgio Mendes (90,78%)
3 - Cansei De Ser Sexy (89,69%)
4 - Kaoma (86,35%)
5 - Sepultura (83,2%)
6 - João Gilberto (78,95%)
7 - Michel Teló (77,13%)
8 - Carlinhos Brown (75,05%)
9 - Tom Jobim (65,69%)
10 - Daniela Mercury (65,65%)
11 - José Augusto (60,07%)
12 - Margareth Menezes (59,31%)
13 - Maysa (55,43%)
14 - Roberto Carlos (53,90%)
15 - Jorge Ben Jor (50,12%)
A seleção foi feita através de Chamada Pública encerrada no último dia 10 de agosto, aberta a músicas produzidas na Bahia e/ou por artistas do estado. De cada artista foi selecionada uma faixa que integrará duas coletâneas: uma com diversos gêneros musicais e outra direcionada ao universo da bass culture.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gilberto Gil
"É preciso batalhar".
Disse o cantor e compositor Gilberto Gil ao compartilhar registro nas redes sociais onde faz uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a democracia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.