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Quis o destino que, após 16 anos do ato inaugural do Mundial de 2010, México e África do Sul repetissem a dose e fossem os protagonistas da abertura da Copa do Mundo de 2026, na tarde desta quinta-feira (11). Depois do show de Shakira e J. Balvin, foi a vez de Julián Quiñones marcar o primeiro gol da Copa e comandar a festa mexicana depois da vitória por 2 a 0, que ainda teve o tento de Raúl Jiménez.
No Estádio Azteca, na Cidade do México, foram necessários apenas nove minutos para os mexicanos levantarem a torcida ao balançar as redes com Julián Quiñones. Depois da roubada de bola no ataque, o atacante, que herdou a camisa 16 de Héctor Herrera, bateu por baixo das pernas do goleiro Ronwen Williams.
No início da segunda etapa, Siphephelo Sithole derrubou Brian Gutiérrez perto da área e foi expulso. Com um jogador a mais e domínio da partida, o México ampliou com o gol do atacante Raúl Jiménez, fechando o placar de 2 a 0.
Depois da análise do VAR, o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio mudou a cor do cartão para o meio-campista Themba Zwane, expulsando o jogador por conduta violenta aos 39 minutos. Nos acréscimos, foi o momento de César Montes, zagueiro do México, ir para o chuveiro mais cedo após destruir uma clara ocasião de gol.
Em um jogo movimentado, principalmente no segundo tempo, a seleção mexicana garantiu não só a primeira vitória na Copa do Mundo de 2026, mas também o seu primeiro triunfo em aberturas de Copa, que já havia disputado em outras ocasiões, mas sempre batia na trave.
Ainda na noite desta quinta, Coreia do Sul e República Tchéquia fazem o segundo e último jogo do dia, o que também finaliza a primeira rodada do Grupo A. Às 23h, as equipes se enfrentam no Estádio Akron, em Guadalajara, no México.
Os shows de abertura ainda não acabaram. Antes de Canadá e Bósnia estrearem pelo Grupo B às 16h, nesta sexta-feira (12), no BMO Field, em Toronto, mais um evento de iniciação. O mesmo vai acontecer antes da partida entre Estados Unidos e Paraguai, às 22h, no SoFi Stadium, em Inglewood, nos EUA.
Atletas expulsos na confusão generalizada entre Cruzeiro e Atlético-MG, na final do Campeonato Mineiro, deverão cumprir quatro partidas de suspensão, além de multa de R$400 mil aplicada a cada clube. As sanções fazem parte de um acordo firmado entre as equipes e a Procuradoria e ainda dependem de homologação do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais.
A proposta, classificada como transação disciplinar, foi apresentada ao plenário do tribunal nesta terça-feira e prevê ainda a realização de campanhas sociais. Entre as medidas, estão ações de doação destinadas à Zona da Mata mineira e iniciativas voltadas ao combate à violência no futebol.
Dois jogadores incluídos inicialmente na denúncia não sofreram punições: Vitor Hugo, do Atlético-MG, e Lucas Silva, do Cruzeiro. Ambos não foram expulsos durante o episódio.
O caso segue sob análise do tribunal, que deve apreciá-lo em caráter de urgência. A Procuradoria solicitou a suspensão do andamento do processo até a validação do acordo.
As suspensões definidas não serão cumpridas em competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro ou a Copa do Brasil, e deverão ser aplicadas apenas na edição de 2027 do Campeonato Mineiro.
Ao todo, o TJD denunciou 25 jogadores, 13 do Cruzeiro e 12 do Atlético-MG, além do massagista Aluizio Carlos dos Santos, com base nos artigos 257 e 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de participação em tumulto e agressão física, respectivamente.
Em participação no podcast ‘Futeboteco’ na última quarta-feira (5), Vagner Mancini, ex-técnico do Vitória, respondeu a pergunta de um espectador que insinuava que ele teria feito o pedido para seus atletas forçarem a expulsão para levar ao término prévio do Ba-Vi realizado em 2018, durante o Campeonato Baiano. Em sua fala, o treinador definiu aquele momento como “grande palhaçada”.
"Aquilo foi uma grande palhaçada, essa é a verdade. O Ba-Vi estava 1x0 para o Vitória, sai um pênalti para o Bahia, eles empatam, o Vinícius faz uma dancinha e vira uma pancadaria no jogo. Eu não saí da minha área, fiquei parado, até porque a minha época de briga já tinha passado. Aí eu fiquei quieto e entrei no campo no final para ver quem o árbitro tinha expulsado, quatro jogadores do Bahia e três do Vitória", afirmou Mancini.
O técnico seguiu explicando o que aconteceu naquele dia. Ele declarou que ficou furioso com as acusações de que ele teria mandado os jogadores do seu time forçarem a expulsão para causar o fim da partida.
"A tendência era que o Bahia ganhasse o jogo. O Guto Ferreira trocou do Bahia quem tinha os amarelos e eu não tinha como fazer isso. Eu tinha as três trocas ainda. Por isso que eu sou extremamente revoltado, se eu quisesse fazer qualquer sacanagem, tinha chamado um jogador do banco para levar o vermelho. Fora de campo, eu chamava o jogador para ganhar tempo. É óbvio. Eu tinha sete jogadores em campo e eu queria ganhar tempo", detalhou.
Vagner Mancini ainda seguiu explicando porque não teria tomado essa atitude, que de acordo com a fala dele, iria desrespeitar e prejudicar outros membros do clube.
"Como é que eu vou falar para o jogador tomar o segundo amarelo para ser expulso? Eu tenho atrás de mim uma coletividade, presidente, diretor, supervisor e funcionários do grupo. Como é que eu posso tomar essa decisão? Pode ter certeza, não houve sacanagem", disparou.
O clássico Ba-Vi em questão aconteceu no dia 18 de fevereiro de 2018. No gramado, a partida terminou empatada em 1 a 1, mas o Esquadrão de Aço levou a melhor no fim das contas por ter vencido por W.O (3 a 0). Com nove expulsões, sendo cinco do Leão e quatro do Tricolor. O jogo foi finalizado aos 34 minutos do segundo tempo, depois da quinta advertência com cartão vermelho para o Rubro-Negro. Foram expulsos Vinicius, Lucas Fonseca, Edson e Rodrigo Becão, do lado tricolor, e Kanu, Denílson, Rhayner, Uillian Correia e Bruno Bispo pelo Vitória.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcius Gomes
"A Bahia não tem aprovação automática. Isso é um termo que vem sendo utilizado pela oposição, mas nós temos uma portaria, a portaria 190, que fala sobre a recuperação da aprendizagem. Eu sou da época que tinha a tal da ‘dependência’, acho que os ouvintes e os pais lembram bem disso. O que nós temos tido com a 190 é justamente isso, a gente não pode deixar o menino pelo caminho, a menina pelo caminho".
Disse o secretário de Educação do Estado, Marcius Gomes ao negar que a rede pública estadual de educação realize a “aprovação automática” dos alunos na Bahia.