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explosao em fabrica de fogos
O município de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, realiza nesta quinta-feira (11) uma cerimônia em memória das 64 vítimas da explosão da fábrica de fogos, tragédia ocorrida há 27 anos e considerada a maior do tipo no Brasil.
Segundo o Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, o evento ocorreu no Instituto 11 de Dezembro, na região da Quinta do Inglês. A programação começou às 8h com a formação de uma mesa de debates. Outro momento discutiu o tema “Conquistas e desafios ao longo de quase 30 anos”. O encerramento foi ao meio-dia, com a entrega da Biblioteca Antirracista.
Entre os participantes estava o morador conhecido como Alex, residente no bairro Irmã Dulce e diretor do documentário “Órfãos do 11 de Dezembro”, lançado há um ano pela Uneb [Universidade do Estado da Bahia].
Ele perdeu a mãe na explosão e lembra que também trabalhava na fábrica, mas havia se afastado após sofrer um acidente uma semana antes da tragédia. “Hoje faz um ano do lançamento do documentário e 27 anos da perda da minha mãe, assim como de tantas outras mulheres”, afirmou ao site.
Alex lembrou que 63 das 64 vítimas eram mulheres, muitas delas moradoras dos bairros Irmã Dulce e Joerana. Também morreram um homem e uma criança. Ele tinha 13 anos quando perdeu a mãe; já o irmão, 11.
“É um momento que marca para sempre nossas vidas. Estamos aqui não só pela lembrança, mas pela luta por nossos direitos”, disse. O documentário Órfãos do 11 de Dezembro segue disponível no YouTube e na plataforma Saber Aberto da Uneb.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.