Artigos
Avanços na cadeia produtiva dos jumentos no Nordeste
Multimídia
Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
Entrevistas
VÍDEO: Sílvio Humberto fala sobre cultura de Salvador, critica Executivo e comenta pré-candidatura a deputado; confira entrevista
evs
A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) da Bahia expediu um documento para regulamentar a expansão da infraestrutura para veículos elétricos (EVs) nas rodovias estaduais.
O objetivo central é estabelecer diretrizes técnicas e operacionais que garantam a instalação segura, eficiente e padronizada de estações de recarga ao longo das vias sob jurisdição estadual.
A Instrução de Serviço, assinada em 24 de outubro de 2025, se aplicas às concessionárias de rodovias estaduais, empresas parceiras e demais órgãos ou entidades envolvidas na implantação, operação, fiscalização e gestão da vida útil dos chamados eletropostos, definidos como unidades de recarga veicular com uma ou mais estações instaladas em local de uso público.
GOVERNANÇA E REGULAMENTAÇÃO
A Seinfra designou duas superintendências técnicas para a gestão e autorização do processo. A Superintendência de Energia e Comunicações (SUPEC) é responsável pelo planejamento e pelas diretrizes técnicas, enquanto a Superintendência de Infraestrutura de Transportes da Bahia (SIT) fica encarregada da análise e autorização de uso da faixa de domínio das rodovias.
No documento, a Seinfra considera como faixa de domínio a área pública que margeia as rodovias estaduais, sob administração do Estado, destinada a obras, instalações e serviços auxiliares.
Para garantir a segurança e conformidade, a instrução exige que os projetos sigam uma série de referências normativas brasileiras e regulamentações, incluindo a ABNT NBR 16149 (instalação de pontos de recarga), ABNT NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão).
A instrução prioriza a instalação de eletropostos em locais considerados de alto fluxo, como postos de combustível, praças de pedágio e centros de apoio, desde que possuam infraestrutura adequada de acesso, segurança e estacionamento para veículos leves e pesados.
Em relação à infraestrutura elétrica, os projetos devem ser elaborados por profissional habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea) e pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).
A carga mínima dimensionada para os carregadores deve prever:
- Corrente Alternada (AC): de 7 a 22 kW.
- Corrente Contínua Rápida (DC Rápido): de 50 a 150 kW.
- Corrente Contínua Ultrarrápida (DC Ultrarrápido): até 350 kW.
É obrigatório que os equipamentos possuam certificação Inmetro e sejam compatíveis com os principais padrões utilizados no Brasil, como CHAdeMO, CCS e Tipo 2.
Ainda conforme as diretrizes, qualquer implantação na faixa de domínio depende de anuência prévia da Seinfra/SIT, e a instalação não deve comprometer a segurança viária, a visibilidade, a drenagem ou o fluxo de veículos.
Em termos de segurança rodoviária, o documento elaborado pela pasta, exige a instalação de sinalização de aproximação 100 metros antes da entrada, seguindo as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Além disso, se o equipamento estiver próximo à área de passagem, devem ser instaladas barreiras físicas de proteção contra colisões.
A instrução aborda a gestão do fim de vida útil da infraestrutura de carregamento, seguindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os responsáveis pelas instalações, incluindo fabricantes e importadores, devem implementar sistemas de logística reversa, um processo que busca dar um destino ambientalmente correto a produtos e embalagens após o uso.
Fica proibido o descarte de resíduos sólidos, incluindo eletrônicos, em aterros comuns ou em ambiente sem tratamento adequado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.