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everton carvalho rocha
O 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva, negou recurso especial do ex-prefeito de Jaguarari, Everton Carvalho Rocha (PSDB) que questionava acórdão da Primeira Câmara Criminal que votou no sentido de receber denúncia contra ele. A denúncia foi recebida em 24 de novembro de 2020, sem o afastamento do então prefeito.
Everton Rocha foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por, em 2017, a despeito da prolongada estiagem que atingia a região, manejar indevidamente rendas públicas para a realização de festejos populares, “de modo deliberado e para satisfação de interesse pessoal”.
Conforme o MP-BA, ao menos R$ 1.414.423,00 foram movimentados em favor de particulares para a promoção de festas, em especial no período junino, contratando, muitas vezes sem licitação, ora para fornecimento de insumos estruturais para os festejos e a divulgação desses na grande imprensa, ora para agenciamento ocasional de apresentações artísticas. “Sem que tais atuações, de qualquer sorte, minimizassem os efeitos da adversidade natural reconhecida pelos Decretos Municipais n° 219/2017; 412/2017; 493/2017 e 623/20171, ou guardassem relação com atividades dessa ordem, condutas atentatórias ao interesse público e social, além de gravosas ao erário”, indica a denúncia do Ministério Público.
Na decisão, o desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva destacou que o acórdão questionado entendeu “que a Denúncia possui todos os requisitos necessários, pois contém a descrição da conduta supostamente antijurídica, com as suas circunstâncias, a qualificação do Réu, bem como a classificação do delito, de forma a permitir o exercício do contraditório e da ampla defesa”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao alertar para o risco que as instituições brasileiras correm com a crise vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).