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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

etiopia

Lula convida primeiro-ministro etíope para Aliança Global Contra a Fome
Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta sexta-feira (16), sua primeira visita oficial à Etiópia. Pela manhã, participou de uma cerimônia de deposição de flores em um monumento na capital etíope, Adis Abeba. Na sequência, teve reuniões bilaterais com o primeiro-ministro Abiy Ahmed. No fim de semana, ele participa como convidado especial da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana.

 

Durante a reunião entre as equipes de governo, o primeiro-ministro Abiy Ahmed confirmou que virá ao Brasil para participar como convidado da Cúpula do G20, que acontece em novembro, no Rio de Janeiro. Outros assuntos tratados foram a necessidade de uma modernização no sistema de governança global e um convite para a Etiópia integrar a Aliança Global Contra a Fome, um dos focos da Presidência brasileira à frente do G20. Na parte da tarde, o presidente Lula participou do evento “Financiamento climático para a agricultura e segurança alimentar: Implementação da Declaração de Nairóbi e resultados da COP28”. 

 

A visita integra o processo de relançamento da política externa do Governo Federal para países africanos. A Etiópia é o segundo país mais populoso da África, com 125 milhões de habitantes, e a quinta maior economia do continente, com crescimento de mais de 6% em 2023. Além disso, a nação se integrou ao BRICS no início deste ano e a União Africana, que tem sede em Adis Abeba, se tornou membro permanente do G20.

 

RELAÇÕES BILATERAIS 

As relações diplomáticas entre Brasil e Etiópia foram estabelecidas em 1951. Os dois países já tiveram iniciativas em conjunto voltadas para técnicas de produção agrícola em regiões semiáridas; compartilhamento de experiências em biocombustíveis; irrigação agrícola em pequena escala; alimentação escolar; saneamento básico e manejo sustentável de florestas. Hoje, há cinco projetos de cooperação em andamento nas áreas agrícola e de segurança alimentar.

 

No comércio bilateral, o fluxo de negócios entre os dois países em 2023 foi de US$ 23,8 milhões, quase tudo em exportação de produtos brasileiros, especialmente combustíveis, máquinas agrícolas e produtos industrializados. Para ampliar isso, o Brasil mandou em dezembro de 2023 uma missão empresarial para a Etiópia, que contou com a presença de representantes do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Agricultura e Pecuária, da ApexBrasil e representantes da iniciativa privada brasileira. 


 

A viagem do presidente Lula é acompanhada de uma comitiva de ministros, com a missão de estreitar parcerias e acordos com países africanos. Segundo o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), a visita é uma oportunidade de trabalhar ao mesmo tempo com 54 países presentes para a Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana.

 

“Estamos falando de um continente que hoje tem cerca de 3 trilhões de PIB. A Etiópia, por exemplo, acumula grande crescimento dentro do planeta pós-pandemia. E também há aqui países mais desenvolvidos, menos desenvolvidos e que, desde o início, trabalham com o presidente Lula a importância da Aliança Global Contra a Fome e contra a Pobreza”, disse o ministro.

 

Segundo ele, um dos objetivos é convidar integrantes da União Africana para reuniões preparatórias em várias regiões do Brasil para definir nos termos mais consistentes a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. “Eles têm o lema de que a África, que conhece a África, pode apresentar solução para os problemas da África. A África tem boas experiências que se somam às experiências do Brasil e do mundo, na perspectiva de ao mesmo tempo dar conta desses dois temas”, disse Dias. 

Lula visitará o Egito e a Etiópia em sua primeira viagem internacional no ano de 2024
Foto: Ricardo Stuckert/SECOM-PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará nesta semana a sua primeira viagem internacional em 2024. Lula desembarcará na próxima quarta-feira (14), no Cairo, capital do Egito, onde terá diversos compromissos, e também visitará a Etiópia, a partir da sexta (16). 

 

Esta é a segunda visita do presidente Lula à África neste seu terceiro mandato presidencial. Em 2023, ele foi à África do Sul, a Angola e a São Tomé e Príncipe, além de fazer uma rápida visita a Cabo Verde. Somente no ano passado, Lula fez 15 viagens internacionais, e passou por mais de 20 países.

 

A agenda do presidente Lula na cidade do Cairo deve se iniciar com uma reunião bilateral, ainda pela manhã, com o presidente egípcio, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi. Na sequência, Lula e o chefe de estado do Egito devem almoçar juntos no palácio presidencial, acompanhados de ministros dos dois países.

 

Depois do almoço, o presidente Lula deve fazer uma visita à Liga Árabe, organização criada em 1945 com objetivo de reforçar os laços e resolver disputas entre países árabes. A expectativa é de que o governo egípcio aprove em breve novos abatedouros e frigoríficos no Brasil para exportação de carne bovina. 

 

Em 2023, o país africano abriu mercado para diversos produtos brasileiros, como peixes e derivados, carne de aves, algodão e gelatina e colágeno. Também deve ser discutida nos encontros bilaterais a abertura de uma rota aérea entre os dois países, ligando São Paulo ao Cairo.

 

Na sexta, o presidente brasileiro viajará para a Etiópia, onde participará como convidado de honra da Cúpula da União Africana. Em Adis Abeba, Lula também deverá se reunir com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem chamou de amigo, e com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em 17 ou 18 de fevereiro.

 

A Etiópia se tornou membro oficial do G20 em 2024 com apoio do Brasil. O país é a sede da Cúpula da União Africana, e o encontro que começará na sexta-feira contará com a participação de dezenas de chefes de Estado e governo. Além da Cúpula, o presidente Lula tem convites para diversas reuniões bilaterais, que ainda não estão definidas.

 

Após o retorno da África, Lula deve visitar, na última semana fevereiro, a Guiana, que sediará a cúpula anual do Mercado Comum e Comunidade do Caribe (Caricom), grupo regional criado em 1973 e que reúne 15 países caribenhos. Após as duas viagens internacionais, Lula deverá concentrar suas atenções na agenda doméstica e viajar pelo país para anunciar ações do governo federal.  
 

Brics confirma entrada de mais seis países no bloco: “Representamos 36% do PIB global”, diz Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A 15ª Cúpula do Brics, que termina nesta quinta-feira (24), em Joanesburgo, na África do Sul, anunciou a entrada de seis países no bloco. Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã agora fazem parte do grupo.

 

Eles se unem aos atuais membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A entrada de novos países era um dos principais objetivos da reunião, que começou na última terça (22). As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

“Agora, o PIB do Brics eleva-se para 36% do PIB global em paridade de poder de compra e 46% da população mundial”, comemorou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em discurso no fim do evento. “O Brics continuará aberto a novos candidatos e, para isso, aprovamos também critérios e procedimentos para futuras adesões”, pontuou o mandatário.

 

A entrada dos novos membros começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2024, com a necessidade de os novatos cumprirem uma série de exigências. Mas a própria adesão foi feita a partir de concessões feitas pelos integrantes originais. O Brasil, por exemplo, tinha restrições a países com sistema ditatorial. Abriu mão, porém, com o reforço de uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

 

Em seu discurso, Lula fez questão de citar a Argentina, mostrando o comprometimento feito com o governo vizinho desde o início de sua gestão.

 

“Por fim, dedico uma mensagem especial ao querido Alberto Fernández, presidente da Argentina e grande amigo do Brasil e do mundo em desenvolvimento. Continuaremos avançando lado a lado com nossos irmãos argentinos em mais um foro internacional”, apontou Lula.

Embaixadora da Etiópia participa de desfile do bloco afro Olodum
Foto: Reprodução/ Eco-opia
A embaixadora da Etiópia Sra Sinknesh Ejigu fará parte do desfile do bloco afro Olodum durante o Carnaval de Salvador. A autoridade do país africano estará na cidade entre os dias 11 e 18 de fevereiro para assistir a homenagem do grupo ao país, com o tema “Etiópia, A cruz de Lalibela, O Pagador de Promessas”, em referência à diversidade religiosa milenar do país. A embaixadora irá se encontrar com o prefeito ACM Neto, além do vice-governador da Bahia, João Leão, e outros políticos, empresários e grupos sociais. Sinknesh foi a primeira mulher a ser ministra de Minas da Etiópia. O grupo Olodum esteve na Etiópia no ano passado, realizando pesquisas sobre o país  e tiveram encontros com os ministérios das relações exteriores, além do presidente do senado do país. O bloco Olodum desfila na sexta-feira, 13, no Pelourinho e Campo Grande (Circuito Batatinha e Osmar), no domingo, 15, na Barra-Ondina (Circuito Dodô), e na terça-feira, 17, no Campo Grande (Circuito Osmar).
Representantes do Olodum se reúnem com senado da Etiópia e propõem intercâmbio cultural
Foto: Divulgação
Uma delegação do bloco afro Olodum desembarcou na Etiópia e na última quinta-feira esteve reunida com o Presidente do Parlamento do país e a embaixadora do Brasil na Etiópia, Izabel Cristina de Azevedo Heyvaert. Na reunião o grupo discutiu sobre a homenagem que o bloco fará ao país no carnaval de 2015, que tem como tema “Etiópia, a Cruz de Laliberla e o Pagador de Promessas” e também formas de desenvolver um programa de intercâmbio e cooperação entre os dois povos. Antes dessa reunião de trabalho, os baianos já haviam sido recebidos pelos representantes dos ministérios de Cultura e Turismo e das Relações Exteriores, além de visitar a sede da União Africana que também fica. Ficou acertado que o governo viabilizará a presença de importantes artistas da Etiópia em eventos do Olodum até o carnaval, com o apoio operacional da empresa aérea Ethiopian Airlines. A comitiva do Olodum fica na Etiópia até este sábado (9) para realizar pesquisas de campo e prospectar parceiros para o carnaval do Bloco.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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