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Uma ex-funcionária da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, expôs detalhes sobre o trabalho dentro da casa da blogueira, presa na última semana sob suspeita de envolvimento com a facção Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Denise Bastos, ex-empregada doméstica de Deolane, relatou ao programa Melhor da Tarde na última segunda (25), ter sofrido ameaças e pressões após ser acusada de roubo pela família da ex-patroa.
A funcionária, que trabalhou na residência de 2021 a novembro de 2025, contou que a ex-A Fazenda mantinha malotes de dinheiro guardados em diferentes pontos da casa, e em 2025, Kayky Bezerra, filho de Deolane, a acusou de ter furtado R$ 80 mil.
Segundo Denise, após a acusação, quatro "guarda-costas" de Deolane foram até a sua residência sem aviso prévio para cobrar a quantia, além de enviar áudios ameaçando ela para que o valor fosse devolvido.
“Não ache que você roubou, que você catou um dinheiro lá na caminhada lá com um menino, o filho da Deolane, que eles são playboy, rico, o caralho à quatro (sic). Eles lavam dinheiro pra nós, dinheiro do crime, certo? Então, por favor, devolve o nosso dinheiro, só te peço isso, certo? Vou aguardar seu retorno aí. Não adianta vir com ideia”, disse o homem que se identificou como John.
A ex-empregada contou na entrevista que, para demonstrar sua inocência, permitiu voluntariamente que os profissionais revistassem seu carro, seu telefone celular e o seu apartamento.
Em um outro trecho do áudio enviado a ela como ameaça, o rapaz volta a confessar que o dinhero é oriundo do crime. "O dinheiro é oriundo do crime, nós lavamos o dinheiro com os parceiros lá, a mãe do parceiro, o parceiro fecha com nós, então faça favor, devolve o dinheiro aí, aqui aos 80 mil de volta".
Por conta dos desdobramentos, Denise abriu um processo por ameaça contra Deolane Bezerra em 2025. A ex-empregada conta que até hoje recebe telefonemas frequentes de um homem desconhecido que descreve características físicas de seus familiares e dados específicos, como a cor da moto de seu sobrinho.
“As pessoas falam que eu cavei minha própria cova, eu só quero estar aqui pra provar que eu não roubei. Caso amanhã ou depois aconteça alguma coisa comigo, todo mundo vai saber que foi ela”, disse Denise.
Atualmente, Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado de São Paulo.
A influenciadora e advogada é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, Deolane funcionava como um "caixa" do grupo.
Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que Deolane movimentou R$ 13,6 milhões circularam por suas contas pessoais entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.
Segundo o Fantástico, a operação policial contra a influenciadora avançou enquanto ela passava uma temporada na Itália. Deolane, que se hospedou em um hotel de luxo com diárias que ultrapassavam R$ 15 mil, era monitorada pela Interpol.
A defesa da influenciadora nega qualquer tipo de envolvimento com o crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita, afirmando que todos os seus recebimentos são declarados e justificado.
O Tribunal de Contas do Município expediu uma medida cautelar que suspendeu uma licitação milionária da Prefeitura de Valente, na região do Sisal, por suspeita de esquema na aquisição de tablets para uso interno. Segundo o documento, a empresa vencedora da licitação precificou parte dos produtos no valor máximo permitido pelo edital da licitação, números que entram em desacordo com os números estimados pela Administração Pública.
A denúncia feita pela empresa MICROSENS S/A, uma das concorrentes na licitação, acusa o prefeito Ubaldino Amaral de Oliveira (Avante) e o secretário de Administração e Fazenda, Sr. Edson Luís Almeida Oliveira, por supostas irregularidades no processo. A aquisição de tablets para uso interno das secretarias do município foi dividida em 10 lotes, orçados no valor de R$ 7.080.000,00.
Para a Relatoria, o motivo de estranhamento se encontrava no lote 09. Os valores do lote negociado pela empresa vencedora foram orçados no limite máximo permitido pelo edital da licitação, mesmo sem qualquer identificação técnica dos equipamentos negociados.
Os preços indicados no documento também foram considerados irrisórios pela equipe, representando de 5 a 20% dos números estipulados pela pesquisa da Administração Pública.
A denúncia aponta graves erros matemáticos e orçamentários no edital, o que compromete a legalidade e a lisura da licitação. O deferimento do pedido cautelar para a suspensão do Pregão Eletrônico foi feito pelo Conselheiro Paulo Rangel.
Imagens obtidas com exclusividade pela Globo mostraram o momento exato em que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na última quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix.
Os registros foram exibidos no último domingo (24) pelo Fantástico, e mostraram Deolane sendo acordada e presa pela Polícia Civil. As imagens foram extraídas da câmera corporal de um dos agentes e mostram a chegada da polícia a uma casa em um condomínio de luxo em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.
ASSISTA: Momento em que Deolane Bezerra foi PRESA. pic.twitter.com/QX3gnnJx53
— UpdateCharts (@updatecharts) May 24, 2026
No vídeo exibido pelo programa, os agentes foram gravados entrando por uma das janelas da casa. Deolane sai de seu quarto vestindo pijamas, com as mãos para cima.
A influenciadora e advogada é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, Deolane funcionava como um "caixa" do grupo.
Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que Deolane movimentou R$ 13,6 milhões circularam por suas contas pessoais entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.
Segundo o Fantástico, a operação policial contra a influenciadora avançou enquanto ela passava uma temporada na Itália. Deolane, que se hospedou em um hotel de luxo com diárias que ultrapassavam R$ 15 mil, era monitorada pela Interpol.
A defesa da influenciadora nega qualquer tipo de envolvimento com o crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita, afirmando que todos os seus recebimentos são declarados e justificado.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21), sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), se pronunciou de forma breve sobre a situação enquanto era transferida para um presídio no interior de São Paulo.
Ao ser questionada por repórteres que a aguardavam na porta do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a influenciadora foi breve e afirmou o desejo para os próximos dias: "Que a Justiça vai ser feita".
Por meio de nota, a equipe de Deolane reforçou a "absoluta inocência" da advogada. "Fatos serão devidamente esclarecidos em momento oportuno", disse. Ao Uol, a defesa afirmou que medidas tomadas contra a advogada foram "desproporcionais".
Durante a audiência de custódia, os representantes pediram a libertação dela alegando que ela tem uma filha menor de 12 anos. A influenciadora teve a prisão validada em audiência de custódia ontem e está na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo.
Segundo o Uol, a expectativa é de que ela seja transferida nesta sexta (22) para o Presídio Feminino de Tupi Paulista, a mais de 600 km de São Paulo.
ENTENDA O CASO
A Operação Vérnix que levou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, 38, à prisão sob suspeita de participar do esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), começou com bilhetes encontrados em uma cela da Penitenciária II, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, em 23 de julho de 2019.
Deolane foi identificada como beneficiária de valores oriundos da transportadora. De acordo com as investigações, a influenciadora teria recebido valores da empresa, descrita pelas autoridades como criada para operar o "branqueamento de recursos ilícitos". Para os investigadores, ela era um "caixa do crime organizado".
A Polícia Civil desarticulou na tarde desta terça-feira (28) um esquema criminoso de locação de carros em Feira de Santana. As investigações apontam apropriação indébita, com indícios também da prática de extorsão e adulteração de placas. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).
Os veículos usados pela empresa foram alugados documentos de "laranjas" e não foram devolvidos às locadoras. O prejuízo estimado com a apropriação dos automóveis chega a R$ 892 mil. A apuração também indica que parte desses veículos teve o sistema de GPS adulterado e foi levada para os municípios de Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista.
Sete vítimas do esquema procuraram uma delegacia e relataram que dois ex-colegas de trabalho teriam solicitado seus dados pessoais para realizar a locação de automóveis. Para convencê-las, os suspeitos alegaram estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, o que os impediria de realizar o aluguel.
Enquanto registrava o boletim de ocorrência, uma das vítimas foi contatada por um dos suspeitos, que passou a exigir dinheiro para devolver um dos veículos. Diante da situação, foram realizadas diligências que resultaram na prisão em flagrante de um dos acusados, no bairro SIM. Ele estava na posse de dois veículos, tentou fugir, mas foi capturado.
O homem, de 23 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de extorsão, apropriação indébita e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, uma vez que um dos automóveis estava sem placas de identificação. Ele também estava com a chave de outro carro.
Outro suspeito de participação no esquema, também foi localizado e conduzido à delegacia. Após ser formalmente interrogado, foi liberado por não se encontrar em situação de flagrante, mas continua respondendo a inquérito.
A Polícia Civil do Estado da Bahia deflagrou, na segunda-feira (30), a Operação Lockdown, com o objetivo de combater um esquema de tráfico de drogas e extorsão no Conjunto Penal de Irecê, após ações investigativas revelarem um comércio ilícito de entorpecentes no interior da unidade prisional. Com o avanço das apurações, realizadas pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), foi possível identificar três envolvidos diretamente com as atividades criminosas, que também praticavam o crime de extorsão contra familiares de detentos.
De acordo com os levantamentos, além de venderem drogas no presídio, os investigados exigiam valores de familiares de apenados, cujas transações financeiras decorrentes da extorsão variavam entre R$ 200 e R$ 10 mil. Foram cumpridos três mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão em endereços localizados no centro do município, além do próprio Conjunto Penal.
Durante as diligências nas celas dos investigados, as equipes autuaram em flagrante um dos internos, que já cumpria pena por latrocínio, após serem encontradas porções de cocaína, maconha e haxixe. Todos os alvos da Operação Lockdown estão à disposição do Poder Judiciário.
A operação foi realizada pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) do município, com apoio da Delegacia Territorial (DT/Irecê) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Chapada), vinculado à 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Irecê). As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar criminalmente outros envolvidos no esquema criminoso.
Policiais civis cumpriram dois mandados de busca e apreensão em um estabelecimento comercial no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador. A ação, que ocorreu nesta terça-feira (17), também mobilizou equipes em uma residência, no bairro do Uruguai, na região da Cidade Baixa. Durante o trabalho policial, uma caminhonete, três celulares e dois notebooks foram apreendidos.
As diligências fazem parte de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/DEIC), que apuram indícios de desvio reiterado de valores de uma empresa.
Os valores desviados ultrapassam R$ 3,9 milhões, mediante a utilização de uma estrutura fraudulenta envolvendo contas de terceiros e uma empresa fictícia, criada para ocultação e dispersão de recursos.
No decorrer das apurações, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados, bem como a aquisição de bens de alto valor, circunstâncias que motivaram a adoção de medidas cautelares de bloqueio e sequestro de bens.
As diligências foram realizadas após decisão da 2ª Vara das Garantias da Comarca de Salvador, e todo o material apreendido foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para análise pericial, com vistas ao aprofundamento das investigações e à identificação completa da dinâmica delitiva.
O empresário Evandro Baldino do Nascimento, sócio de empresas ligadas à construção civil, é citado em diferentes linhas de investigação da Polícia Federal na Operação Overclean, que apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Segundo informações da coluna de Mirelle Pinheiro, no Metropoles, Baldino teria "comprado" apoio de prefeitos baianos.
Mensagens obtidas pela investigação indicam que Evandro disse a um interlocutor que teria “comprado” dezenas de prefeituras baianas. Em uma das conversas, ele relata ter fechado acordos com 38 prefeitos e estar em negociação com outros 60 gestores municipais.

Em outro diálogo, o empresário conversa diretamente com o prefeito de Riacho de Santana, João Vitor (PSD), tratando do envio de valores, mencionando depósitos fracionados e encaminhando comprovantes bancários.

Evandro Baldino já exerceu mandato como vereador e presidiu a Câmara Municipal de Várzea do Poço. Nos últimos anos, passou a atuar no ramo de infraestrutura e pavimentação, mantendo vínculos com empresas investigadas pela Polícia Federal, entre elas a Allpha Pavimentações e a Construtora Impacto.
De acordo com a PF, ele teria atuado como articulador logístico e operacional em supostas fraudes em licitações nos municípios de Oliveira dos Brejinhos e Campo Formoso, base política do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA).
Ainda segundo as investigações, Baldino intermediava contratos entre prefeituras e empresas e participava de negociações para direcionamento de obras financiadas por emendas parlamentares.
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (13) a Operação Ômega, no município de Itapetinga, que investiga um esquema criminoso responsável por prejuízo superior a R$ 1 milhão a uma distribuidora de bebidas. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão nos bairros de Vitória Régia, Vale do Ipê, Clodoaldo Costa e Vila Érica.
Durante a operação, um homem, de 52 anos, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, após a localização de um revólver calibre .38 e munições em sua residência. Ele foi liberado após o pagamento de fiança e deve cumprir um inquérito policial em liberdade.
Também foram realizadas ordens judiciais de sequestro de bens, no inquérito que apura crimes de furto, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, o esquema atuou ao longo de 2024 e era composto por ex-funcionários que ocupavam cargos de confiança na empresa vítima, com funções ligadas à supervisão comercial e ao faturamento. As investigações também identificaram movimentações financeiras suspeitas que somam cerca de R$ 5 milhões.
A Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados até o limite de R$ 6 milhões. Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos seis veículos, sendo dois de luxo avaliados em aproximadamente R$ 700 mil, além de duas motocicletas estimadas em R$ 50 mil, cerca de R$ 45 mil em espécie, uma arma de fogo, aparelhos celulares, notebooks, cadernos de anotações, rádios comunicadores e outros objetos de interesse para a investigação.
Também foi determinado o sequestro judicial de cinco imóveis pertencentes aos investigados, incluindo o prédio onde funciona uma empresa apontada como receptadora dos produtos desviados, além de dois cavalos de raça.
O prefeito, a primeira-dama, o vice-prefeito, 20 vereadores, e 1 ex-vereador foram presos em uma investigação no município de Turilândia, interior maranhense por integrar um esquema milionário de desvio de recursos públicos. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) afirmou que os envolvidos fazem parte de uma organização criminosa responsável que teria desviado mais de R$ 56 milhões do município.
Segundo o G1, o prefeito da cidade, Paulo Curió (União), se entregou à polícia em São Luís, capital do Maranhão, na manhã desta quarta-feira (24), após ficar dois dias foragido. Se entregaram também à polícia a primeira-dama do município, Eva Curió; a ex-vice-prefeita Janaina Lima e o marido dela, Marlon Serrão; além do contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros .
Todos os mandados de prisão em aberto foram cumpridos resultando em 51 mandados de busca e apreensão. Cerca de 21 mandados de prisão ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Santa Helena, Pinheiro, Barreirinhas, Governador Nunes Freire, Vitória do Mearim, Pedro do Rosário, São José de Ribamar e Presidente Sarney. De acordo com a publicação, os mandatos fazem parte de um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano.
As investigações apontaram que o prefeito Paulo Curió liderava o grupo com o apoio da vice-prefeita Tânia Mendes e da ex-vice-prefeita Janaína Lima. O esquema teria sido organizado em meio a contratos fraudulentos com empresas de fachada, que eram usadas como “laranjas”, para o desvio dos recursos.
O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Fernando Berniz informou que todos os vereadores da Câmara do município faziam parte da fraude.
"Na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro desviado diretamente ou através de parentes", afirmou o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Fernando Berniz.
O prefeito e a vice Tânia Mendes foram encaminhados para a Unidade Prisional de Ressocialização de Pedrinhas, em São Luís, para cumprir prisão preventiva. Os 11 vereadores envolvidos tiveram a prisão preventiva convertida para domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica.
O deputado federal da Bahia José Rocha (União) foi acusado de direcionar um recurso de R$ 152 milhões do orçamento secreto sozinho. A quantia que deveria ser repartida entre parlamentares da comissão de Integração Nacional da Câmara, onde o parlamentar era presidente na época.
Segundo a colunista Andreza Matais, do Metrópoles, o parlamentar não cumpriu um acordo que teria feito com lideranças do grupo e indicou recursos para 84 cidades baianas em que tem base eleitoral.Segundo a publicação, somente 34 cidades não eram do estado.
Conforme documentos acessados pela coluna, ele teria utilizado do posto e beneficiado seu reduto em uma quantia total de R$ 88 milhões. Os outros deputados só foram descobrir o ato, ao perceberem que suas emendas não estavam sendo repassadas. Na ocasião, o ministério revelou seguir a lista do deputado.
A coluna informou que a ação foi identificada pela assessora parlamentar Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Ela era responsável por organizar as planilhas de emendas. O deputado ainda conseguiu direcionar R$ 53 milhões, quantia totalmente superior dos seus colegas que, em média, indicaram em 2024 R$ 11 milhões de orçamento secreto. Ele conseguiu reverter a situação, mesmo após um pedido do deputado federal Arthur Lira, que tentou barrar a movimentação feita por Rocha.
José Rocha respondeu e questionou a integridade dos documentos que indicaram a denúncia e negou que tenha usado o seu cargo de Presidente da Comissão de Integração para destinar emendas a seu favor. Ele assegurou que a tentativa de envio de R$ 152 milhões seria uma “invenção de quem tem culpa no cartório”.
Rocha negou responsabilidade e disse que “não tinha competência” para distribuir as emendas da comissão somente para a Bahia, porque “todas elas eram comandadas pelo presidente da Casa, Arthur Lira”. A denúncia chega no momento em que o deputado se tornou o principal denunciante da investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), que mira a destinação irregular de emendas parlamentares no Congresso.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta terça-feira (25), uma operação contra uma organização criminosa acusada de fraudar documentos de jogadores de futebol para desviar valores em contas bancárias. Entre os atletas lesados, segundo apuração da TV Globo, estão Gabriel Barbosa, o Gabigol, atualmente no Cruzeiro, e o zagueiro argentino Walter Kannemann, do Grêmio.
As investigações apontam que o grupo falsificava documentos dos atletas para abrir contas bancárias em seus nomes. Em seguida, solicitava a portabilidade dos salários, que passavam a ser creditados nas contas controladas pelos criminosos. De acordo com a polícia, a quadrilha teria obtido, até o momento, cerca de R$ 1,2 milhão com o esquema.
Uma das fraudes resultou no desvio de R$ 938 mil apenas dos vencimentos de Gabigol. Assim que os valores eram transferidos, os golpistas realizavam diversas movimentações, saques e compras para dificultar o rastreamento dos recursos.
As investigações tiveram início após as instituições bancárias envolvidas detectarem inconsistências e comunicarem às autoridades. A operação, batizada de "Falso 9", é coordenada pela PCPR com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Até agora, dois mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Curitiba e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana da capital paranaense. A operação também se estende a outros estados, com mandados sendo executados em Porto Velho (RO), Cuiabá (MT) e Lábrea (AM), em ação conjunta com a Polícia Civil de Rondônia.
A corporação informa que os crimes investigados incluem estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Dos valores desviados, apenas R$ 135 mil foram recuperados até o momento. As vítimas ainda não se pronunciaram publicamente.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta quarta-feira (7) que instaurou um inquérito para apurar possível infração disciplinar do atacante Bruno Henrique, do Flamengo. A medida foi tomada após o jogador ser indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de forçar um cartão amarelo em uma partida contra o Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023, com o objetivo de beneficiar apostadores, incluindo familiares.
A decisão foi assinada pelo presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, com base no artigo 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
“Considerando o conteúdo compartilhado em 5 de maio de 2025 e com fulcro nas atribuições conferidas pelo art. 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), determino de ofício a instauração de inquérito para apurar possível infração disciplinar cometida pelo atleta Bruno Henrique Pinto, do Clube de Regatas do Flamengo (CRF), relacionada a suspeita de manipulação de resultados”, escreveu.
O auditor Maxwell Borges de Moura Vieira foi designado como responsável pela condução do inquérito. Ele terá 15 dias para apresentar um relatório, prazo que pode ser prorrogado por mais uma quinzena. A Procuradoria do STJD foi notificada para acompanhar o processo.
Como não houve solicitação de suspensão preventiva, Bruno Henrique permanece à disposição do Flamengo. Desde o indiciamento, ele disputou seis partidas, três como titular e três saindo do banco, sem registrar gols ou assistências.
O clube carioca mantém o atacante em atividade amparado na presunção de inocência e aguarda a conclusão das investigações.
No início de maio, a Justiça do Distrito Federal negou o pedido de parentes do jogador para impor sigilo ao caso. O juiz Fernando Brandini Barbagalo também autorizou o compartilhamento das provas com o STJD e rejeitou um recurso da defesa do atleta contra o envio do material à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, em andamento no Senado.
Os influenciadores MC Chefin, Almeida do Grau e Gui Polêmico foram alvo de operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PC-RJ) que investiga esquema de rifas e sorteios falsos que teriam movimentado cerca de R$ 15 milhões.
Um dos cantores de rap mais ouvidos do Brasil no Spotify, MC Chefin é um dos três nomes que fazem parte do inquérito da operação Sorte Grande, iniciada pela PC-RJ nesta quarta-feira (17). Gui Polêmico e Alemida do Grau também são alvos da investigação.
Conforme o portal Terra, as rifas prometiam prêmios em dinheiro, celulares caros, carros de luxo e até mesmo imóveis. Os falsos sorteios teriam movimentado pelo menos R$ 15 milhões, segundo a Polícia Civil. De acordo com o inquérito, os golpistas gravavam vídeos entregando os prêmios para supostos ganhadores, que nada mais eram que outros participantes do esquema.
O zelo em fazer o esquema parecer verdadeiro era tanto que os golpistas realmente entregavam alguns prêmios menores a ganhadores, para gerar engajamento e estimular a participação de mais pessoas nos sorteios falsos.
Os agentes da Polícia Civil cumpriram sete mandados de busca e apreensão contra cinco alvos na manhã desta quarta (17). O grupo é agora investigado por estelionato, crime contra a economia popular e associação criminosa.
Três dos alvos possuem uma quantidade expressiva de fãs. Um deles é Nathanael Cauan Almeida de Souza, conhecido como MC Chefin, carioca de 19 anos que possui mais de seis milhões de seguidores e mais de sete milhões de ouvintes mensais. Chefin participou de diversas edições do projeto Poesia Acústica, além de ter realizado um projeto com o cantor britânico Ed Sheeran em 2022.
Luiz Guilherme de Souza, conhecido como Gui Polêmico, tem mais de 4,6 milhões de seguidores e realiza esquetes de humor com os seus amigos nas redes sociais.
Samuel Bastos de Almeida, o Almeida do Grau, tem 442 mil seguidores no Instagram e é conhecido por fazer vídeos de corridas de motocicleta.
MC Chefin e Gui Polêmico negam participação nos esquemas e acusam a mídia de persegui-los. “A mídia sempre vai tirar 'nós' para nada. Um detalhe mínimo os caras querem nos colocar como monstro”, afirma Chefin. Almeida do Grau afirma que irá se pronunciar em breve.
Um jantar no ano de 2009, em um restaurante de Paris, que ficou conhecido como “Farra dos Guardanapos”, será tema de uma exposição de mesmo nome, em cartaz Galeria Aymoré, no Rio de Janeiro. O incidente em questão reuniu o então governador, Sérgio Cabral, secretários e empresários envolvidos em um esquema de propinas posteriormente desvendado no estado. Na ocasião, os participantes cantavam e dançavam alegremente, com guardanapos brancos na cabeça. “Aliei a questão da fisionomia humana e da expressividade à questão política e encontrei conexões que achava interessantes para explorar a cultura sóciopolítica com essa expressividade que as pessoas enfatizam tanto”, explicou à Agência Brasil, o artista plástico Gabriel Giucci, que a partir de 2011 começou a estudar expressões faciais humanas para realizar suas pinturas. “Depois da Lava Jato, achei que a Farra dos Guardanapos seria um bom trabalho para falar do Rio – a Lava Jato no âmbito nacional e a Farra dos Guardanapos, no regional. Seria interessante terminar esse projeto de representação com esse marco histórico, esse evento do Sérgio Cabral e da comitiva dele em Paris”, acrescentou.
Segundo a publicação, para o artista, o jantar é de uma magnitude muito grande, por representar um ápice e também o momento da derrocada do grupo, que mostrou uma euforia exacerbada e decadente em um local aristocrático. “Tem um local muito nobre, pessoas embriagadas. Uma visão primitiva em uma coisa muito educada. Tem fatos interessantes. É o ápice do poder com a consequente decadência desse mesmo império”, avalia Giucci.
Após aberta a investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro liderado por um fundo de investimento estatal da Malásia, Leonardo DiCaprio devolveu aos agentes americanos uma estatueta do Oscar conquistada por Marlon Brando. De acordo com informações do jornal O Globo, os representantes do ator informaram ainda que ele iniciou a devolução também de outros itens, que tiveram como origem pessoas ligadas ao fundo 1MDB. "O sr. DiCaprio começou a devolver esses itens, que foram recebidos e aceitos por ele com o propósito de serem incluídos em um leilão de caridade anual para beneficiar sua fundação", diz o comunicado oficial. "O sr. DiCaprio começou a devolver esses itens, que foram recebidos e aceitos por ele com o propósito de serem incluídos em um leilão de caridade anual para beneficiar sua fundação", acrescentou. Ainda segundo a publicação, a produtora de cinema Red Granite foi acusada, por meio de um processo civil, de usar US$ 100 milhões supostamente desviados do fundo 1MDB para financiar, em 2013, o filme "O Lobo de Wall Street", estrelado por DiCaprio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.