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A cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico 2025 movimentou a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na noite da última quinta-feira (11). Organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o evento reconheceu atletas, equipes e técnicos que se destacaram ao longo da temporada. Entre os principais premiados, Caio Bonfim, da marcha atlética, e Maria Clara Pacheco, do taekwondo, receberam o título de Melhores Atletas do Ano. Na votação popular, Gabi Guimarães e João Fonseca foram escolhidos Atleta da Torcida, enquanto a boxeadora Rebeca Lima foi eleita Atleta Revelação.
CAIO BONFIM
O ano de 2025 marcou um dos momentos mais expressivos da carreira de Caio Bonfim. O marchador conquistou o título mundial dos 20 km no Mundial de Atletismo em Tóquio — resultado inédito para o Brasil — e ainda assegurou a medalha de prata nos 35 km. A regularidade ao longo da temporada o levou ao topo do ranking mundial. Com esses resultados, Caio recebeu o Prêmio Brasil Olímpico pelo segundo ano consecutivo, repetindo o feito de 2024, quando foi reconhecido após a prata nos Jogos de Paris.
MARIA CLARA PACHECO
Aos 18 anos, Maria Clara Pacheco foi protagonista de uma campanha quase perfeita em 2025. A atleta conquistou o título mundial da categoria -57 kg, na China, superando a atual campeã olímpica na decisão. Também venceu o Grand Prix de Muju e assumiu simultaneamente a liderança dos rankings olímpico e mundial, coroando uma temporada de domínio internacional.
OUTRAS PREMIAÇÕES
A boxeadora Rebeca Lima, campeã mundial da categoria -60 kg, foi reconhecida como Atleta Revelação. O desempenho em Liverpool, onde virou a luta contra a polonesa Aneta Rygielska para conquistar o ouro, marcou a ascensão definitiva da brasileira ao cenário de elite da modalidade.
Gabi Guimarães, capitã da seleção brasileira de vôlei, foi escolhida pelo público como Atleta da Torcida Feminino. Sua participação no bronze no Campeonato Mundial e na campanha da VNL reforçou a identificação com os torcedores.
No masculino, o vencedor foi João Fonseca, destaque do tênis nacional. O atleta de 19 anos conquistou seus dois títulos mais relevantes no circuito profissional: o ATP 250 de Buenos Aires e o ATP 500 de Basileia. O desempenho o levou ao 24º lugar do ranking mundial, sua melhor marca.
O Conjunto de Ginástica Rítmica, formado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha, foi eleito Melhor Equipe do Ano. O grupo conquistou a primeira medalha brasileira em um Mundial — prata no conjunto geral, no Rio de Janeiro — e ganhou grande repercussão com a apresentação ao som de “Evidências”, que impulsionou a modalidade em visibilidade e resultados.
Além dos principais prêmios, o PBO 2025 também reconheceu atletas por modalidade, treinadores e equipes de base. A cerimônia incluiu a entrega da Medalha Vanderlei Cordeiro de Lima, homenagens aos destaques dos Jogos da Juventude e o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, concedido a Robert Scheidt.
A Bahia está prestes a transformar em política pública aquilo que o mundo esportivo já reconhece há anos: o estado é o maior celeiro da canoagem brasileira. Berço de estrelas como Isaquias Queiroz, Jacky Godmann, Erlon Souza e Valdenice Conceição, o território baiano pode, em breve, tornar-se a sede oficial da Seleção Brasileira de Base da Canoagem. A iniciativa faz parte de um novo programa estadual chamado Rede Baiana de Esportes, idealizado pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).
A confirmação foi dada pelo diretor-geral da autarquia, vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Vicente Neto, em entrevista ao Projeto Prisma, podcast de política do Bahia Notícias. Segundo Vicente, a escolha da canoagem como modalidade piloto se dá pela trajetória de resultados construídos pelo estado ao longo da última década. Ele explicou que o projeto tem parceria com o Ministério do Esporte e pretende consolidar na Bahia um centro permanente de desenvolvimento da modalidade.
"Estamos fazendo coisas importantes e montando um programa novo com um ministério aqui da Bahia chamado 'Rede Baiana de Esportes'. Elegemos algumas modalidades e vamos fazer um piloto na Bahia. Vamos começar com a canoagem. É o principal produto nosso, e que o Ministério do Esporte ficou muito interessado com os resultados em uma década inteira de investimentos. A ideia é trazer a Seleção de Base da Canoagem para a Bahia, com a sede na Bahia. É a grande novidade para 2026 em termos de alta performance", revelou o diretor.
A escolha da canoagem como modalidade piloto do programa não é casual, mas sim consequência direta de uma década de resultados esportivos expressivos, estruturantes e, sobretudo, consistentes. Um exemplo claro disso é o Campeonato Brasileiro de Canoagem de Velocidade e Paracanoagem de 2025, realizado em Minas Gerais, onde a Bahia conquistou 112 medalhas, além de levar uma das maiores delegações, com 150 atletas ao todo.
A presença baiana na elite do esporte também impressiona. A maior parte da Seleção Brasileira de Canoagem Velocidade é formada por atletas do estado, mantendo um ritmo de protagonismo que deve se consolidar ainda mais rumo às Olimpíadas de Los Angeles-2028. Isaquias, Erlon e Valdenice — esta última a primeira mulher baiana a garantir vaga olímpica na modalidade — seguem como referências nacionais e inspiração para novos talentos.
O cenário de crescimento também é impulsionado por ações de base e pela ampliação das estruturas disponíveis no estado. Em 2025, foi inaugurado em Ubaitaba, cidade natal de Isaquias Queiroz, um novo Centro de Canoagem direcionado ao desenvolvimento regional da modalidade. Além disso, o projeto social “Remando em Águas Baianas”, iniciado em 2017, expandiu seus núcleos para diferentes municípios, oferecendo oportunidades de iniciação esportiva a jovens. A Federação Baiana de Canoagem (Febac) segue responsável pela organização das competições estaduais, enquanto clubes como o Canoa Bahia e o Yacht Clube da Bahia mantêm atividades de formação e aperfeiçoamento técnico.
A Bahia também reforçou sua presença no calendário nacional ao sediar, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro de Va'a (canoagem polinésia) em 2025, realizado em Salvador. No mesmo ano, atletas do estado foram destaque em competições internacionais, incluindo eventos como o Pan-Júnior realizado em Assunção. Na paracanoagem, representantes como Marta "Martinha" Ferreira e Gabriel Paixão integram a Seleção Brasileira e seguem mantendo bons resultados.
O calendário de 2026 já tem início marcado com a abertura da temporada do Campeonato Baiano de Va’a, prevista para os dias 14 e 15 de março, em Porto Seguro. Caso o programa da Rede Baiana de Esportes avance como previsto, a Bahia poderá centralizar, de maneira definitiva, o desenvolvimento das categorias de base da canoagem brasileira. Vale lembrar que ainda não há uma data prevista para o início do projeto.
A ex-lutadora japonesa Hitomi Obara, campeã olímpica em Londres 2012 e dona de oito títulos mundiais, morreu na última sexta-feira (18), aos 44 anos. A informação foi confirmada neste sábado (19) pela mídia japonesa. A causa da morte não foi divulgada.
Natural da cidade de Hachinohe, na província de Aomori, Obara foi um dos grandes nomes da luta livre feminina no Japão. Competindo inicialmente sob seu nome de solteira, Sakamoto, ela conquistou seis títulos mundiais na categoria até 51 kg entre os anos de 2000 e 2008.
Após uma tentativa frustrada de disputar os Jogos de Pequim 2008, na categoria até 55 kg, onde perdeu a vaga para a lenda Saori Yoshida, Obara chegou a se aposentar. No entanto, retornou à modalidade em nova categoria — até 48 kg — e voltou ao topo do mundo com os títulos mundiais de 2010 e 2011. Em 2012, coroou sua carreira com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, ao vencer a azeri Mariya Stadnik na final.
Em janeiro deste ano, Hitomi Obara havia sido nomeada treinadora da seleção feminina do Japão, ao lado da também campeã olímpica Kaori Icho, conterrânea de Hachinohe.
Sua morte repentina causou comoção no mundo do esporte japonês. O legado de Obara permanece como exemplo de perseverança, talento e conquistas históricas na luta olímpica feminina.
A Copa do Mundo de Skeleton começou com um resultado histórico para o Brasil. Nicole Silveira conseguiu um marco importante ao finalizar a etapa do circuito mundial em terceiro lugar, conquistando assim, a primeira medalha da história do Brasil em uma Copa do Mundo de Esportes de Inverno.
Nicole Silveira fez uma boa largada na primeira descida, chegando a liderar a parcial nas oito primeiras curvas, mas perdeu velocidade nos momentos finais. A brasileira fez boas parciais nas suas duas descidas, principalmente na primeira metade da pista. E contando com uma mudança brusca na condição do gelo no final da competição, Nicole ganhou várias posições para terminar a prova em terceiro lugar.
As atletas voltam para a pista em Pyeongchang neste domingo (17) para a disputa da segunda etapa da Copa do Mundo de Skeleton 2024/2025. A prova começa às 4h no horário de Brasília e terá transmissão ao vivo no YouTube da IBSF.
Na última terça-feira (13), a Comissão Eleitoral da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), declarou o resultado das eleições para complementar as vagas da Comissão de Atletas. A eleição ocorreu de maneira online e os novos nomes dos representantes da Natação, Nado Artístico e Polo Aquático foram definidos.
Anteriormente, em novembro de 2023, uma eleição definiu os nomes que fariam parte da Comissão de Atletas da CBDA até 2027. Entretanto, algumas vagas ficaram em aberto porque a CACBDA exige 14 membros em sua composição. Por isso, foram definidos os novos nomes.
De acordo com a comissão eleitoral da CBDA, os critérios adicionais foram atendidos nesta eleição. Por exemplo, a eletividade de Andreza dos Remédios Carvalho, na Natação, que atende ao critério de representante de uma federação do Norte do Brasil, assim como da representatividade de gênero, com duas mulheres sendo eleitas na Natação.
Confira os eleitos:
Natação
- Leonardo Gomes de Deus: 13 votos
- Nathalia Almeida: 8 votos
- Jessica de Bruin Cavalheiro: 5 votos
- Diogo Andrade Villarinho: 3 votos
- Pedro Reis da Silveira Primo: 2 votos
- Andreza dos Remédios Carvalho: 2 votos
- Felipe Alves França da Silva: 1 voto
- Enzo Brandão Ibanez: 0 votos
- Vaga preenchida
- Leonardo Gomes de Deus
- Nathalia Almeida
- Andreza dos Remédios Carvalho (eleita por cumprir o critério de representatividade regional, sendo filiada a uma Federação do Norte do Brasil).
Nado artístico
- Anna Giulia Veloso: 16 votos
- Bernardo da Silva Santos: 13 votos
- Rafaela Geraldi Garcia: 1 voto
- Thiago Paes Wang: 0 votos
- Vaga preenchida
- Bernardo da Silva Santos (eleito para garantir a representatividade masculina necessária na comissão).
Polo aquático
- Emanoel Santos Espírito: 14 votos
- Gustavo de Mendonça: 7 votos
- Letícia Gomes dos Santos Belorio: 1 voto
- Vaga preenchida
- Emanoel Santos Espírito
Incentivado pela mãe, o pequeno Moisés, de 13 anos, viralizou no Instagram enquanto treinava salto com vara no interior do Piauí, na cidade de Curralinhos. O menino aparece nas filmagens saltando com sarrafo e vara improvisados, além de aterrissar em solo duro, sem nenhuma proteção na descida.
Garoto de 13 anos viraliza treinando salto com vara no interior do Piauí
— BN Esportes (@bnesportes) August 12, 2024
???? Reprodução / Instagram
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A mãe de Moisés é a responsável por gravar seus vídeos. O garoto declarou que tem o sonho de tornar-se um atleta profissional da modalidade.
"Eu vou realizar esse sonho. O mundo gira, muitos disseram que esse esporte não era para mim mas eu não liguei e treino muito", disse o garoto respondendo um comentário em seu vídeo viral.
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As medalhas conquistadas por Moisés. Foto: Reprodução / Instagram / Moisés
Após viralizar, o garoto ganhou mais de 40 mil seguidores no Instagram, onde ele compartilhou uma foto das medalhas já conquistadas. Moisés agora se prepara para a diputa dos Jogos Escolares Brasileiros de 2024, que acontecerá entre setembro e outubro, em Pernambuco.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.