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erlana castro
A estrategista de inovação e pesquisadora baiana Erlana Castro afirma que o ESG, sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança, precisa ser entendido como um modelo de negócio voltado à geração de valor. Em palestra publicada na plataforma TEDx Talks, ela resume o conceito de forma direta: “É Sobre Grana”.
Na apresentação, Erlana propõe uma mudança de visão. Para ela, o ESG não deve mais ser tratado como ferramenta de reputação ou tendência de mercado, mas como uma decisão estratégica ligada à sobrevivência das empresas.
Uma pesquisa da PwC indica que cerca de 40% dos CEOs no mundo acreditam que seus negócios podem deixar de existir na próxima década. Para a pesquisadora, isso mostra que o modelo produtivo atual já não sustenta o futuro. “Se o horizonte de viabilidade das empresas está encolhendo, a pergunta não é mais se é preciso mudar, mas quem vai liderar essa transformação. E a resposta é clara: os próprios negócios”, afirma.
Nesse contexto, ela defende que o ESG deve sair do campo moral e ocupar o centro da estratégia empresarial. “ESG não pode ser tratado como um compromisso de imagem. Ele precisa funcionar como motor de geração de valor e de continuidade dos negócios”, diz.
Segundo Erlana, empresas que conseguem resolver problemas reais, ambientais, sociais e culturais, passam a capturar valor extraordinário. “Não existe mais essa separação entre impacto e resultado financeiro. Regenerar e lucrar passam a acontecer juntos, e é isso que diferencia as empresas preparadas para o futuro”, afirma.
Consultora criativa, Erlana Castro é fundadora do #ESGpraJá, think tank e observatório de criatividade ESG. Também é pesquisadora e professora convidada da Fundação Dom Cabral, mestre em Gestão Global de Marcas pela ESPM e coautora das ferramentas Radar Antifrágil e Business Model (RE)generation Canvas, voltadas à estratégia e inovação em ESG. A especialista já participou como palestrante de eventos internacionais como o SXSW e o Cannes Lions International Festival of Creativity 2024.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.