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entregadores por aplicativo
Motoboys e entregadores por aplicativo de Salvador realizaram, nesta terça-feira (1º), uma paralisação como parte de uma mobilização nacional que cobra aumento nos valores pagos pelas plataformas e mudanças nas condições de trabalho. Segundo informações do Alô Juca, o movimento foi divulgado na capital baiana pelo coletivo de motociclistas “Família Motoboy SSA”.
Os organizadores afirmam ainda que a paralisação também inclui motociclistas que trabalham com transporte de passageiros por aplicativo, além dos profissionais que atuam com entregas.
O grupo convocou a categoria para participar do chamado “Breque Nacional dos Apps pela MP da Taxa Mínima”, mobilização que acontece simultaneamente em diferentes cidades do país como em Feira de Santana, Campinas, Sorocaba, Anápolis, Goiânia e Brasília, entre outros municípios.
Uma das principais reivindicações é a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para corridas de até quatro quilômetros. Para trajetos que ultrapassem essa distância, os trabalhadores defendem o pagamento adicional de R$ 2,50 por quilômetro excedente.
Segundo os trabalhadores, as atuais condições oferecidas pelos aplicativos precisam ser revistas, principalmente em relação à remuneração e à forma de organização do trabalho.
O governo do estado, por meio da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), está planejando lançar um software para atender motoristas de aplicativo ao redor da Bahia. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a pasta fará uma reunião de trabalho nesta quinta-feira (23), no Parque Tecnológico, para dar início a formação da cooperativa.
A Setre informou ao Bahia Notícias que o aplicativo em questão já está pronto e que a etapa agora é de reuniões com os representantes da categoria. A partir disso, a pasta espera formar a cooperativa responsável pela administração da plataforma e, assim, realizar o lançamento do aplicativo.
O app do governo funcionará como um marketplace, funcionando como um intermediador entre restaurantes e entregadores, assim como os aplicativos atuais. Segundo a Setre, a ideia para a elaboração do projeto surgiu ainda na pandemia, quando houve um crescimento da demanda.
“Nós desenvolvemos e produzimos um aplicativo para entregadores, tipo um iFood, tudo pelo Estado. Mas o problema não é só o software, é fazer a cooperativa para a gestão dele. Qual é o objetivo? Que os trabalhadores não sejam explorados e que as empresas também tenham ganho com isso. Fizemos primeiro uma qualificação dos motoboys, entregamos capacetes e estamos acompanhando”, afirmou o titular da Setre, Davidson Magalhães.
A iniciativa já realizou o lançamento de um projeto-piloto em Salvador, em parceria com a Associação de Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O produto contou com um investimento de R$ 770 mil, por meio do Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad), tendo a participação de, pelo menos, 100 trabalhadores da categoria (motos ou bicicletas).
A tecnologia utilizada foi desenvolvida pela Softex Campinas, uma organização da sociedade civil de interesse público (Ocip) que atua no fomento de desenvolvimento de ecossistemas regionais por meio da tecnologia da informação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Daniel Vorcaro
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”
DIsse o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro ao trocar mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.