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Condenado por homicídio de ex-sócio na Bahia é preso em Minas Gerais; crime ocorreu há quase 10 anos
Um empresário condenado pelo homicídio de um ex-sócio em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, foi preso na tarde desta terça-feira (28) em Governador Valadares, interior de Minas Gerais (MG). A prisão foi realizada por policiais militares da Moto Patrulha da 8ª Região da Polícia Militar (RPM), durante o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça baiana.
Esta é a segunda vez que José Claudio Ferreira é preso. Em dezembro de 2023, ele também foi preso depois de ficar foragido. José Claudio Ferreira foi condenado pelo assassinato de Leandro Reis Duque, ocorrido em 2017, em Arraial d'Ajuda, distrito de Porto Seguro.
De acordo com as investigações, a vítima foi morta com disparos de espingarda e o corpo foi encontrado em uma cova rasa. A condenação foi proferida em 2024.
Segundo informou desta quarta-feira (29) da agência regional de comunicação da 8ª RPM ao Bahia Notícias, as equipes receberam informações de que um foragido da Justiça estaria no bairro Morada do Vale e que portaria uma arma de fogo.
Ainda conforme a PM mineira, os militares seguiram até o endereço indicado e localizaram um homem com as características informadas na denúncia. Na consulta ao sistema de segurança pública, os militares constataram a existência de um mandado de prisão em aberto contra o homem, de 55 anos.
O documento havia sido expedido pela 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais da Comarca de Porto Seguro, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em decorrência da condenação a 20 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado.
Após a prisão, o condenado passou pelos exames previstos e foi conduzido a uma delegacia da cidade. Não há informações se o homem será transferido para cumprir a pena na Bahia.
Um empresário, que não teve o nome informado, com atuação em Guanambi, no Sudoeste baiano, investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao comércio ilegal de armas de fogo e munições, foi preso nesta segunda-feira (13) em Vitória da Conquista, também no Sudoeste. A ação faz parte de nova fase da Operação Orion Scorpii, deflagrada pela Polícia Civil.
Segundo a corporação, o investigado estava foragido desde o início das apurações, em dezembro do ano passado, e foi localizado em um imóvel onde se escondia da Justiça. De acordo com as investigações, o empresário ocupava posição de destaque no grupo criminoso, atuando no chamado "braço empresarial" da organização.
Conforme o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, a polícia informou que ele utilizava empresas registradas em seu nome para oferecer suporte financeiro e logístico às atividades ilícitas da quadrilha. A Operação Orion Scorpii é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).
Atuaram nas ações policiais civis da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (10ª Coorpin), sediada em Vitória da Conquista, e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti Sudoeste), com apoio operacional da 22ª Coorpin, de Guanambi.
As unidades já atuavam em conjunto com o Draco desde as primeiras fases da investigação. O empresário segue preso à disposição da Justiça.
Após quase duas semanas da prisão do empresário Marcelo Nabuco Zollinger, em um veleiro na Espanha, a defesa ainda aguarda o acesso aos autos do processo. O baiano foi preso em uma operação internacional de combate ao narcotráfico em águas internacionais a cerca de 700 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias. No veleiro, foi encontrada cerca de meia tonelada de cocaína.
O Bahia Notícias entrou em contato, nesta terça-feira (30), com a defesa do empresário investigado. O Gabinete de Advocacia Habib, gerenciado pelos advogados Se?rgio Habib e Thales Habib, informou que não há informações sobre a tramitação do processo jurídico na Espanha e que a defesa ainda busca ter acesso aos autos do processo.
A atualização mais recente sobre o caso foi divulgada pelo mesmo gabinete no último domingo (28). Em nota, a defesa destacou que “Marcelo Nabuco Zollinger nega, de forma categórica, todas as acusações que lhe são imputadas, as quais serão enfrentadas e devidamente esclarecidas no curso da instrução criminal, fase processual que sequer foi iniciada”, diz o posicionamento.
Os advogados Sérgio e Thales Habib apontam, a partir da presunção de inocência, “em um Estado Democrático de Direito, a responsabilidade penal somente pode ser reconhecida após o devido processo legal, com observância do contraditório, da ampla defesa e mediante decisão judicial definitiva”.
HISTÓRICO DA PRISÃO
O empresário baiano Marcelo Zollinger Filho, sócio da concessionária New Bahia Harley-Davidson, foi preso em um veleiro durante operação internacional de combate ao narcotráfico no Oceano Atlântico. No barco, foram encontrados cerca de meia tonelada de cocaína.
Todo o material foi confiscado pela polícia espanhola e integrará o conjunto de provas do inquérito criminal. Segundo a Agência Tributária da Espanha, o veleiro vinha sendo monitorado há dias por equipes de inteligência, que identificaram rotas e deslocamentos suspeitos em águas transatlânticas.
As informações foram confirmadas pelo portal Aratu On, a abordagem ocorreu sob condições climáticas adversas, com forte agitação marítima e ondas que atingiram aproximadamente quatro metros de altura. Apesar do cenário de risco, agentes especializados conseguiram acessar o veleiro e efetuar as prisões sem que houvesse registro de confronto ou resistência por parte dos tripulantes.
Após a detenção, os três suspeitos receberam coletes salva-vidas e foram transferidos para uma embarcação de apoio das forças de segurança. O veleiro foi rebocado até o Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde passou por uma perícia e inspeção detalhada.
O empresário preso na Operação Fogo Cruzado, deflagrada nesta terça-feira (2), foi identificado como Alex Alves Lima, de 46 anos. Ele é suspeito de liderar um esquema que teria sonegado mais de R$ 14 milhões em ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] do setor de comércio varejista de armas e munições.
Alex foi detido em Feira de Santana, cidade onde mantém uma das unidades da 1991 Clube de Tiro, empresa da qual é um dos proprietários. Além de Feira, o grupo tem unidades em Salvador, Irecê, Coração de Maria e Ipirá.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Nas redes sociais, o clube se apresenta como o “Maior centro de treinamento da América Latina”. Conforme a TV Subaé, nas redes sociais, o empresário se apresenta como “instrutor de tiro” e costuma publicar fotos com diferentes tipos de armas.
Ele também compartilha registros de viagens internacionais para Itália, Argentina, Tailândia, além de destinos no Brasil, como o Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia práticas como sucessão empresarial fraudulenta, interposição de sócios e administradores “laranjas”, criação de empresas vinculadas para ocultar o real proprietário e atraso intencional e indefinido do pagamento dos tributos.
As investigações são conduzidas pela Infip (Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa), MP-BA e Polícia Civil.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o advogado Hércules Oliveira, que representa o empresário, alegou ilegalidades durante o cumprimento do mandado de prisão, como não exibição de mandado.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
“Desde o início, percebemos a completa ilegalidade, tendo em vista que a busca e apreensão foi feita nos domicílios anteriores sem exibição do mandado. Também a prisão domiciliar, que nós tomamos conhecimento pela imprensa, foi cumprida sem exibir para o meu cliente”, declarou.
Um empresário foi preso em Feira de Santana nesta terça-feira (2) acusado de chefiar um esquema de sonegação de mais de R$ 14 milhões. A prisão foi realizada por uma força-tarefa no âmbito da Operação Fogo Cruzado, que apura o crime realizado no comércio varejista de armas e munições.
VÍDEO: Empresário é preso em Feira por sonegação
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 2, 2025
fiscal de mais de R$ 14 milhões na Bahia
Confira?? pic.twitter.com/6jFZNKroH7
A ação ainda resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em cinco municípios, Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria. Em Feira de Santana, os agentes cumpriram um mandado de prisão temporária contra o empresário, apontado como líder do grupo criminoso.
DEVEDOR CONTUMAZ
Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), o grupo empresarial declarava o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], mas não repassava o imposto ao Estado dentro do prazo legal, prática realizada de forma continuada.

Foto: Divulgação / MP-BA
Para manter o esquema, os envolvidos utilizavam manobras fraudulentas, como sucessão empresarial irregular; interposição de sócios “laranjas”; criação de empresas vinculadas para ocultar o verdadeiro proprietário e atraso intencional e indefinido do pagamento do ICMS devido. Além do MP-BA, as apurações são conduzidas pela Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip) e pela Polícia Civil.
A força-tarefa também investiga indícios de lavagem de dinheiro vinculada ao esquema de sonegação. Ainda segundo o MP-BA, parte dos valores desviados teria sido movimentada por meio do comércio de joias, utilizado como atividade paralela para mascarar a origem ilícita dos recursos.
A operação reuniu mais de 90 profissionais, incluindo 7 promotores de Justiça, 14 delegados e 56 policiais do Necot/Draco, 6 servidores do Fisco Estadual, 8 servidores do MP-BA e 7 policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).
A força-tarefa reforçou que a prática de declarar o ICMS sem repassar o imposto é um crime contra a ordem tributária, frequentemente utilizada para dissimular fraudes ainda mais graves.
Um empresário acusado de matar um morador em Salinas da Margarida, no Recôncavo, foi preso nesta quarta-feira (1°). Segundo o Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, o comerciante, que não teve o nome identificado, é apontado como autor da morte de Josias Almeida de Jesus, no último domingo (29).
Nesta terça-feira (31), manifestantes bloquearam um trecho da BA-534 e cobraram justiça para o crime (ver aqui). Ainda segundo informações, dias antes do crime, o acusado agrediu a irmã de Josias.
Depois disso, houve uma discussão entre o acusado e a vítima. Durante o atrito, o empresário atirou contra Josias de Almeida Jesus que não resistiu aos ferimentos. O caso ocorreu na Praça da Encarnação.
Um empresário acusado de ser mandante das mortes de dois homens ligados ao grupo criminoso PCC - que atua no tráfico internacional de drogas – foi preso nesta quinta-feira (2) em Itacaré, no Litoral Sul baiano. Segundo a Polícia Civil baiana, o empresário estava em um hotel de luxo e foi preso por policiais do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), através da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e com o apoio da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus).
Conforme reportagem do UOL, o empresário, identificado como Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, de 36 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo pelas mortes de Anselmo Becheli Santa Fausta, de 38 anos, conhecido como Cara Preta; e Antônio Corona Neto, de 33 anos, o Sem Sangue.
Cara Preta e Sem Sangue, ligados ao PCC, foram mortos a tiros no dia 27 de dezembro de 2021 em São Paulo. Já em janeiro de 2022, o acusado de ser o executor da morte dos dois, Noé Alves Schaum, de 42 anos, também foi morto na mesma cidade.
“Recebemos informações da Polícia Civil de São Paulo que o empresário investigado pelos assassinatos de Anselmo Becheli Santa Fausta e Antônio Corona Neto, em 2021, na zona leste paulista, estaria em Salvador. Aprofundamos a investigação e descobrimos que ele estava hospedado em um hotel de luxo, no município de Itacaré”, relatou o titular da DRFRV, delegado Maurício Moradillo. O empresário deve ser encaminhados para a sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), de onde será recambiado para o estado de São Paulo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.