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Mais de 60% dos eleitores baianos não concluíram o ensino médio, o equivalente a 6.833.745 pessoas dentro do eleitorado apto de 11.321.939 baianos, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral obtido pelo Bahia Notícias. O percentual soma eleitores analfabetos, os que sabem apenas ler e escrever e os que possuem ensino fundamental completo ou incompleto, além dos que iniciaram mas não terminaram o ensino médio.
De acordo com os dados, 5,33% dos eleitores baianos são analfabetos, o que representa 603.070 pessoas, e 11,17%, ou 1.264.742 eleitores, sabem ler e escrever, mas não têm escolaridade formal registrada. Outros 21,89% têm o ensino fundamental incompleto, totalizando 2.477.960 pessoas, e 4,16%, equivalente a 471.215 eleitores, concluíram apenas essa etapa. Já os eleitores que chegaram ao ensino médio, mas não o concluíram, somam 17,81% do total, ou 2.016.758 pessoas.
Ainda dentro desse recorte, quem sequer chegou a iniciar o ensino médio, somando analfabetos, os que leem e escrevem sem escolaridade formal e quem tem apenas o fundamental completo ou incompleto, representa 42,55% do eleitorado baiano, o equivalente a 4.816.987 pessoas.
No outro extremo, o levantamento mostra que 27,9% dos eleitores baianos completaram o ensino médio, cerca de 3.158.414 pessoas, o maior percentual entre todas as faixas de escolaridade. Já quem concluiu o ensino superior representa 7,9% do eleitorado, ou 894.561 pessoas, enquanto 3,84%, equivalente a 435.113 eleitores, ainda cursam ou não terminaram a graduação.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), colocou o eleitorado baiano no centro de sua estratégia de viabilização política nesta terça-feira (9), durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. Diante de uma plateia de apoiadores e produtores rurais, o parlamentar enfatizou a importância geopolítica do estado para o cenário nacional.
"A Bahia é a solução do Brasil. Vamos libertar a Bahia e o Brasil", afirma o parlamentar ao Bahia Notícias, sinalizando que o comitê do PL enxerga o território baiano como decisivo para equilibrar as forças eleitorais e construir uma maioria conservadora no Nordeste para o próximo pleito.
Confira em vídeo:
Para sustentar o projeto de "libertação" mencionado em seu palanque, Flávio Bolsonaro subiu o tom na área de segurança pública. O senador recorreu à tese de que o controle territorial de facções criminosas precisa ser combatido com rigor institucional e prometeu medidas duras contra a criminalidade.
"Juntos, vamos libertar o povo brasileiro desse poder paralelo, desses narcotraficantes. Porque nós não deixaremos mais eles soltos [como estão]. Nós vamos reduzir a maioridade penal. A gente vai aprovar a castração química para estuprador", exclama o candidato.
O senador também assumiu o compromisso de combater o domínio de organizações criminosas na Bahia. "Vamos libertar cada baiano que hoje mora em uma área dominada por esses narcoterroristas", assegura.
Aproveitando o palco da maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, o pré-candidato direcionou fortes críticas ao governo do presidente Lula (PT). Flávio acusou a atual gestão federal de hostilizar o setor produtivo e prometeu segurança jurídica no campo, com foco no combate às invasões de propriedades privadas.
"Vocês carregam esse Brasil nas costas. E não merecem ter um presidente que trata o agro como se fossem fascistas, como se fossem bandidos. Isso tem dia e hora para acabar", dispara.
Ele acrescentou que, sob uma eventual liderança sua, as invasões de terra serão extintas e o país voltará a ter ordem.
Ao concluir seu pronunciamento, o pré-candidato fez um chamamento à união do eleitorado presente na feira: "Eu quero convidar cada um de vocês para se unirem a nós nessa caminhada".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.