Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
eleicoes na venezuela
Após o PT emitir nota reconhecendo a vitória de Nicolás Maduro nas eleições para presidente da Venezuela e, inclusive, elogiar o povo venezuelano pelas eleições pacíficas, embora uma série de manifestações da população e da oposição já tenham sido realizadas desde que Maduro foi declarado vencedor, a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, criticou reportagem de O Globo, que acusou o PT de apoiar um golpe.
Em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), Gleisi afirma que “quem tem histórico de apoiar e sustentar golpes, aqui mesmo no Brasil, é o jornal O Globo, jamais o PT”. A parlamentar contextualiza citando a parcialidade do jornal durante o período da ditadura militar e cita que “no quesito soberania nacional, o histórico de entreguismo e subserviência do Globo a interesses estrangeiros não credencia o jornal a atacar o PT e nossas resoluções internas”.
Quem tem histórico de apoiar e sustentar golpes, aqui mesmo no Brasil, é o jornal @JornalOGlobo, jamais o PT. Foi assim no golpe do parlamentarismo contra o presidente João Goulart em 1961. Foi assim em 1964 e ao longo de vinte anos de ditadura, incluindo o AI-5. Foi assim no…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) July 30, 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, pela primeira vez publicamente, nesta terça-feira (30), o resultado das eleições na Venezuela, que deu a vitória a Nicolás Maduro. O resultado está sendo contestado por diversos países.
O petista deu uma entrevista à TV Centro América, afiliada da TV Globo em Mato Grosso. Lula afirmou que é necessária a apresentação das atas de votação e que, caso haja dúvida, a oposição pode entrar com recurso.
“É normal que tenha uma briga. Como resolve essa briga? Apresenta a ata. Se a ata tiver dúvida entre a oposição e a situação, a oposição entra com um recurso e vai esperar na Justiça o processo. E vai ter uma decisão, que a gente tem que acatar. Eu estou convencido que é um processo normal, tranquilo”, disse. A íntegra da entrevista não foi ao ar, mas a emissora publicou trechos nas redes sociais.
Lula também comentou a nota do Partido dos Trabalhadores que reconheceu Maduro como vencedor do pleito. O titular do Planalto criticou a cobertura da imprensa sobre o tema.
“A nota do Partido dos Trabalhadores elogia o povo venezuelano pelas eleições pacíficas que houveram. Ao mesmo tempo, reconhece que o tribunal eleitoral já reconheceu Maduro como vitorioso. Mas a oposição ainda não. Então, tem um processo. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial, mas não tem nada de anormal”, destacou.
Até o momento, a manifestação do governo brasileiro veio de uma nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O órgão havia se posicionado de forma cautelosa, sem reconhecer algum resultado, já que a oposição denunciava uma suposta fraude eleitoral.
Segundo a nota, o país precisava de mais informações para endossar a “transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.
Também na tarde desta terça, Lula conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O conteúdo do telefonema não foi revelado, mas a previsão é que os dois conversariam sobre a situação na Venezuela.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.