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Defesa da democracia em um momento de grave ataque às instituições, respeito à independência entre poderes, trabalho conjunto com líderes e partidos para entregar a maior quantidade de projetos aprovados entre as últimas legislaturas. Esses, segundo o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), são alguns dos legados que ele estaria deixando com o fim dos seus quatros anos na presidência do Senado Federal.
Acompanhado de líderes partidários, de membros da Mesa Diretora que se despede neste sábado (1°), e do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o senador Rodrigo Pacheco concedeu uma última entrevista coletiva como presidente da Casa. Neste sábado o Senado elege o seu novo presidente e a Mesa Diretora para os próximos dois anos.
O primeiro agradecimento de Rodrigo Pacheco foi à imprensa. Segundo ele, em tempos de excesso de fake news e desinformação, a imprensa "livre e profissional" cumpre papel fundamental para garantir a veiculação de informações compromissadas com a verdade.
Em seguida, o presidente do Senado que esteve na cadeira pelos últimos quatro anos agradeceu aos senadores de todos os partidos, aos líderes, aos membros da atual Mesa Diretora, assim como aos servidores da Casa. Pacheco também deixou agradecimentos ao presidente Lula, ao presidente do STF, ministro Luis Roberto Barroso, e destacou que em sua gestão procurou lutar sempre pela independência e harmonia entre os poderes.
Em outra parte da sua fala, Rodrigo Pacheco disse considerar que um dos seus principais motivos de orgulho nesses quatro anos foi a defesa que o Senado fez da democracia no Brasil. O senador citou os acontecimentos do 8 de janeiro de 2023, e falou do "momento estranho" que o mundo vive atualmente.
"A defesa da democracia foi uma tônica que fez com que o Senado se unisse em um momento de negacionismo, de ataques antidemocráticos, de negação à obviedade de que a democracia deve ser garantida no Brasil. Eu considero que esse é um legado de todos esses senadores. O Senado de fato não se furtou de poder garantir que nós tivéssemos respeito às instituições, busca de harmonia e separação harmônica entre os poderes", disse.
"Mais do que nunca, em momentos de certo obscurantismo, de muito negacionismo, momentos até estranhos que estamos vivendo no mundo, é muito importante que a política e a sociedade se unam nesse enfrentamento à antidemocracia", concluiu o senador Rodrigo Pacheco.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.