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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

eleicao 2026

Jaques Wagner diz que grupo ainda discute suplências ao Senado e defende nome com “cabeça alinhada”
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a definição dos nomes para a primeira e segunda suplência para sua disputa pela reeleição ao Senado ainda está em fase de discussão dentro do grupo político aliado ao governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Cumprindo agenda internacional na China, ele concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias e declarou que mesmo com a composição principal da chapa governista encaminhada, as suplências ainda dependem de articulações entre partidos e lideranças interessadas em participar da formação.

 

 

“A chapa está praticamente montada: Jerônimo [Rodrigues], Geraldo [Júnior], eu e Rui [Costa]. Não definimos ainda a primeira e segunda suplência nem minha e nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que tem interesse em participar, a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar. Pra mim é importante que tenha muito nome bom, ninguém sabe o futuro, então é bom ter um primeiro suplente que tenha uma cabeça arrumada e alinhada, vamos aguardar mais um pouco. Já foi tanto sofrimento para dizer quando a chapa tava definida, agora o suplente já já vai saber quem é”, afirmou o senador.

 

A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias acompanha direto de Shenzhen a turnê da Orquestra Neojiba na China.

Com acusações de “traição” e “falta de articulação” em indicação de Messias, petistas baianos sonham com Wagner focado na Bahia
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Os recentes petardos recebidos pelo senador baiano Jaques Wagner (PT) - líder do governo Lula no Congresso, por conta da derrota sofrida no Senado com a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda repercute, inclusive na Bahia. Dividido entre a gestão das pautas governistas e na movimentação eleitoral no estado, Wagner tem sido instado a deixar o espaço e estar presente de forma mais incisiva na disputa que também contará com seu nome na urna. 

 

Em contato com o Bahia Notícias, lideranças petistas e aliados próximos ao governo Lula sinalizaram que o senador tem recebido com certa “tranquilidade” as críticas. Apesar disso, o sentimento seria de “injustiça” perante o histórico de Wagner e a relação construída, especialmente com o presidente Lula. O entendimento mais vigente no grupo é que “culpar quem foi traído” não caberia neste momento, já que nomes que teriam indicado voto favorável a Messias horas antes a votação voltaram em seu posicionamento, sacramentando uma “derrota conjunta” - não tão somente de Wagner. 

 

Apesar disso, aliados também apontam erros e certo “sobressalto” na articulação do senador, principalmente com relação ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (União). Um dos exemplos citados por um dos interlocutores foi o do “cochicho” entre Davi e Wagner, momentos antes da divulgação do resultado da votação. “Wagner não falava com Davi a alguns meses. Chegou naquele momento e questionou sobre o resultado. Davi tem o Senado na mão, ainda mais com o governo deixando ‘correr solto’ como tem feito”, indicou outro deputado próximo a Alcolumbre. 

 

”O trabalho do líder é estar próximo, necessita tempo e acompanhamento de tudo que acontece, talvez isso não esteja ocorrendo na totalidade”, sustentou outro parlamentar governista sobre a atuação de Wagner. 

 

Com isso, o desgaste nacional também pode desaguar na Bahia, já que o senador estaria recebendo sugestões para deixar a liderança e “focar nas eleições”. O fato já teria sido aventado por Wagner algumas vezes, tendo sido contornado por aliados próximos que sustentaram que ele precisava atuar para “aparar arestas” em um Congresso ainda muito arredio ao governo. Agora, no entanto, o cenário seria outro.

 

“Não ter ele dividindo o tempo que se dedica em Brasília a essa tarefa, e ter ele mais aqui na campanha seria ótimo”, indicou um aliado próximo ao senador, sob condição de anonimato, ao revelar o desejo aberto de contar com ele de forma exclusiva na Bahia.

Ex-Seap na gestão de Jerônimo Rodrigues é procurado pela oposição e PL pode ser destino; entenda
Foto: Reprodução / Instagram

O ex-secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), José Antônio Maia, tem sido alvo de ofensivas políticas nos bastidores. Maia teria sido convidado por integrantes da cúpula do Partido Liberal (PL) para integrar a base de oposição no estado, com vistas à disputa eleitoral de outubro, segundo informações recebidas pelo Bahia Notícias.

 

Maia é ligado ao MDB na Bahia, sigla comandada pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, que atualmente integra a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

O MDB ocupa espaços relevantes na estrutura do governo estadual, incluindo a própria Seap, além de cargos na Junta Comercial (Juceb), na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) e na Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB), vinculada à SIHS.

 

Advogado de formação, José Antônio Maia deixou o comando da Seap em abril de 2024. Ele foi substituído por José Castro, também ligado ao MDB baiano. Maia esteve à frente da pasta desde abril de 2022.

 

À época da saída, informações de bastidor indicavam que o pedido de exoneração ocorreu por motivos pessoais, com a intenção de retomar as atividades no escritório de advocacia da família. Com experiência na área jurídica, Maia atuou como profissional liberal em tribunais estaduais, regionais federais, superiores como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) —, além do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Roma projeta ampliação da bancada do PL na Bahia e vê com naturalidade disputas internas na formação da chapa
Foto: Liz Barretto / Bahia Notícias

O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou que o processo de montagem da chapa proporcional do partido para as eleições de outubro tem sido marcado por disputas internas por espaço, cenário que, segundo ele, é característico da dinâmica partidária.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta quinta-feira (23), Roma indicou que a concorrência entre os próprios integrantes da sigla gera desconfortos, mas está associada à forma como cada candidato conduz seu mandato e busca apoio eleitoral.

 

 

Durante o bate-papo, ele projetou o saldo do partido na eleição para as Casas legislativas: eleger quatro deputados federais e pelo menos seis estaduais. “Sempre dá confusão, a política e especialmente a partidária ela requer, pressupõe a disputa por espaços, cada um tem a sua forma de exercer o mandato e a forma de pedir seu voto. Isso cria um desconforto, uma certa competitividade. O PL é o maior partido do Brasil, detém quase 20% de todo tempo de rádio e TV de todo Brasil”, afirmou.

 

“Aqui na Bahia temos 39 cadeiras de deputado federal e na última eleição apenas três foram ocupados por deputados do PL. Nessa eleição devemos chegar a quatro cadeiras para deputado federal”, emendou.

 

O dirigente também mencionou a composição da chapa estadual e a chegada de novos quadros ao partido, a exemplo de nomes já com mandatos.

 

“Na Assembleia Legislativa tivemos a chegada de alguns parlamentares como Samuel Júnior, deputado na casa de 100 mil votos, e o deputado Paulo Câmara, que ficou como suplente na última eleição mas é um deputado muito atuante, eu conheço ele desde quando foi candidato pela primeira vez a vereador em Salvador”, declarou.

 

“E outros nomes que vieram, vamos ter uma chapa muito forte, acredito que devemos fazer pelo menos seis deputados estaduais com a vinda desses nomes. E isso cria desconforto, algumas inseguranças, mas é fundamental para um partido que quer crescer e ocupar uma posição no estado da Bahia. Mas isso é positivo, mostra uma procura pelo PL”, concluiu.

PSDB projeta quase triplicar bancada na Câmara e mira cerca de 35 deputados nas eleições
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Sob a liderança do deputado Aécio Neves, o PSDB estabeleceu como meta ampliar de forma significativa sua representação na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.

 

Atualmente com 13 parlamentares, a sigla projeta quase triplicar a bancada e alcançar aproximadamente 35 cadeiras.

 

O objetivo ocorre após a redução registrada no último pleito, em 2022, quando o partido passou de 32 para 13 deputados, com perda de 19 assentos na Casa.

PL encomenda pesquisa para definir vice de Flávio Bolsonaro e testa quatro nomes para a chapa presidencial
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Partido Liberal (PL) encomendou uma pesquisa quantitativa e qualitativa para avaliar possíveis nomes que podem compor como vice a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (RJ).

 

De acordo com a legenda, o objetivo do levantamento é identificar quais nomes têm maior potencial de agregar votos e reduzir a rejeição do pré-candidato em um eventual cenário de disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Entre os nomes incluídos na pesquisa estão o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).

 

Conforme dirigentes do partido, há atualmente uma preferência interna pela escolha de uma mulher para a vaga de vice. A avaliação é de que essa composição poderia contribuir para reduzir a resistência de parte do eleitorado feminino ao grupo político.

 

As informações são do Metrópoles.

Caiado procura Ciro Gomes para discutir cenário eleitoral após lançar pré-candidatura à Presidência
Foto: Secom / GO

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado afirmou ter procurado o ex-ministro Ciro Gomes no início de abril, logo após ser oficializado como pré-candidato do PSD à Presidência da República.

 

Segundo o Metrópoles, durante a conversa, Caiado buscou saber se Ciro pretendia disputar o Palácio do Planalto. O ex-ministro teria respondido que está focado em um projeto político voltado para a disputa ao governo do Ceará.

 

Caiado confirmou o contato e destacou que a iniciativa ocorreu antes de o PSDB formalizar convite para que Ciro Gomes concorresse à Presidência, movimento que foi registrado na terça-feira (14).

Hassan diz ter sido dispensado por prefeita de Jaguaquara após mudança política de Zé Cocá e cita pressão de Rui Costa
Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

O deputado estadual Hassan (PP) afirmou ter sido dispensado pela prefeita de Jaguaquara, Edione Oliveira (PT), após a decisão do seu padrinho político, o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), de integrar a chapa de oposição liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). Segundo o parlamentar, a ruptura ocorreu em meio a pressões políticas relacionadas às eleições estaduais.

 

A aliança entre Hassan e Edione havia sido construída há cerca de quatro anos, mas, de acordo com o deputado, tornou-se insustentável após o reposicionamento de Zé Cocá, que deixou o cargo de prefeito no último dia 2 de abril para compor a chapa oposicionista. Hassan optou por acompanhar o aliado, responsável por sua projeção política.

 

O parlamentar também relatou que, após a mudança, integrantes do PT passaram a se articular em municípios governistas, com o objetivo de enfraquecer sua atuação política. Durante visita ao município de Maracás, neste sábado (18), Hassan citou o ministro Rui Costa (PT) como um dos nomes envolvidos nas movimentações.

 

”Infelizmente, na última semana fui convidado pelo presidente da Câmara, Nildo Pirôpo, estive na casa da prefeita a convite de Nildo e, lá, ela oficializou que não poderia mais estar com o deputado Hassan por conta de uma pressão que ela havia sofrido por parte de pessoas que vão disputar a eleição, o ex-ministro Rui Costa, ela o nominou, que não aceitava que Jaguaquara votasse com o deputado Hassan”, afirmou em entrevista ao Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.

 

Após o rompimento, Hassan não descarta buscar novas alianças políticas no município, onde foi o candidato mais votado nas eleições de 2022, com mais de 8 mil votos. O deputado também destacou ações do seu mandato em apoio à gestão municipal, como a destinação de emendas parlamentares, e disse ter sido informado sobre a retirada de seu nome como apoiador de um encontro de motociclistas previsto para maio.

Marcelo Nilo revela bastidores e diz que acordo com Neto para indicação do suplente teve anuência do próprio Coronel
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Ocupando o cargo de deputado federal, Marcelo Nilo (Republicanos) afirmou ter estabelecido condições para compor alianças políticas visando as eleições de outubro. Um dos pontos já divulgado na imprensa inclui a indicação de um nome para a suplência do senador Angelo Coronel (Republicanos). As declarações foram feitas em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta sexta-feira (17).

 

 

Durante a conversa, Nilo relembrou convites anteriores para disputar o Senado e citou episódios de sua trajetória política. “O cavalo só passa selado uma vez. No meu caso passou duas: em 2010 Wagner me adulou para eu ser senador, eu não quis, ele botou Pinheiro. Em 2014 quem me convidou foi ACM Neto, se eu fosse nós teríamos ganhado.”

 

O parlamentar também mencionou negociações mais recentes envolvendo o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União). “Quis ser em 2022 e não deu certo. Em outubro Neto me disse: se Coronel não vier você vai ser o [candidato] senador. Aí Coronel veio. Depois eu quis ser vice e ele disse: ‘se Zé Cocá quiser, compreenda, vai ser ele’”.

 

Segundo Nilo, diante desse cenário, ele apresentou propostas para viabilizar sua participação no grupo político. “Ele então me chamou para conversar e eu informei que seria candidato a senador pelo DC, sem tempo de TV, sem fundo partidário mas serei candidato a senador. Eu quero encerrar minha carreira política sendo candidato a senador”, sinalizou.

 

O deputado ainda detalhou os termos do acordo firmado, incluindo a indicação para a suplência de Coronel. “Eu fiz três propostas, só vou contar a que deu certo. Eu ser deputado federal, hoje eu sou, indicar o primeiro suplente - eu pedi de [João] Roma mas ele já tem um compromisso - ele deu de Coronel, que eu indiquei Marcelo Guimarães Filho, ajudar Marcelinho Veiga, porque quando ele anunciou apoio a Neto perdeu seis ou sete prefeitos, e quarto eu participar do governo como secretário na área que ele achar conveniente, fechamos um acordo”, disse.

 

“Coronel participou do acordo, eu conheço ele. Não guarda rancor, não guarda raiva. É um grande senador, eu vou trabalhar muito por ele e João Roma. Ele sabe que eu não abro, que foi feito acordo”, finalizou.

 

Na semana passada, o senador Angelo Coronel chegou a comentar a composição das suplências em sua candidatura. Ele afirmou que a definição ainda depende das convenções partidárias, previstas para julho. Segundo ele, a composição deve contemplar diferentes segmentos da sociedade, com ênfase na representação municipal.

 

"Eu, por exemplo, luto e trabalho para que as nossas suplências sejam preenchidas por fatias de representatividade na sociedade. Por exemplo, eu defendo na minha suplência que uma delas um vereador ou uma vereadora assuma. Eu acho que vai ser um prestígio para uma classe, que é a classe que leva o voto para a urna, é a classe que está todo dia em contato com o eleitor", disse.

Deputado do MDB revela bastidores e reunião com Wagner em Brasília antes de manutenção de Geraldo na vice de Jerônimo
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Após meses de indefinição interna, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou, na última sexta-feira (3), a manutenção do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na chapa governista que disputará a reeleição ao governo estadual.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias na última segunda-feira (6), o deputado federal Ricardo Maia (MDB) detalhou bastidores de uma reunião realizada em Brasília dias antes da decisão ser oficializada.

 

Segundo o parlamentar, o encontro ocorreu na penúltima semana do prazo da janela partidária, em seu apartamento funcional, e reuniu integrantes da executiva estadual do MDB, além de lideranças do partido.

 

“Na penúltima semana, para fechar a janela partidária, nós tivemos uma reunião no apartamento funcional que eu moro em Brasília. Com a [executiva] estadual, com a presença do presidente estadual Jayme Vieira Lima, o deputado estadual Rogério Andrade, o vice-governador Geraldo Júnior, o deputado estadual Matheus [Ferreira], alguns prefeitos e Geddel [Vieira Lima]. E tivemos uma diálogo sobre os espaços do MDB para se fortalecer, discutir as nominatas de federal e estadual, e também foi colocado na mesa a questão de vice-governador”, afirmou.

 

Ainda de acordo com Maia, após a reunião interna, o senador Jaques Wagner (PT) foi convidado a participar da discussão. O parlamentar relatou que, no encontro, foram apresentados pleitos do MDB, incluindo a indicação de nomes para compor chapas proporcionais.

 

“Depois de uma boa conversa entre nós, convidamos o senador Jaques Wagner, que esteve no apartamento para essa reunião. E colocamos o que o MDB pretende, e pretendia, colocamos nomes para nos ajudar com as nominatas. Por exemplo, Moema, foi o senador Jaques Wagner que intermediou essa conversa e chancelou o nome dela”, disse.

 

O deputado também mencionou que, durante as tratativas, foi cobrada uma definição do governo sobre a manutenção de Geraldo Júnior na vice. Segundo ele, o partido defendia a permanência de um nome indicado pelo MDB na composição da chapa.

 

“Que precisaria que o governo tomasse uma decisão se era ou não Geraldo. O MDB não abria mão de indicar um nome para a vice. E aí foi protelado, na minha concepção, erradamente. Errou porque política ela é pontuada, e o mínimo de erro que você cometer lhe traz uma eleição mais tranquila”, declarou.

Aliados descartam Aroldo Cedraz como suplente de João Roma e indicam que ex-ministro não deve disputar eleições
Foto: Reprodução / Instagram

Aliados do ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, descartam a possibilidade de ele assumir a primeira suplência de João Roma (PL) na disputa pelo Senado na chapa encabeçada por ACM Neto (União) nas eleições deste ano.

 

Segundo interlocutores próximos ao ex-ministro do TCU, que procuraram o Bahia Notícias sob condição de anonimato, Cedraz não deve aceitar a vaga na suplência, apesar de recentes especulações. As mesmas fontes indicam ainda que o ex-deputado federal já teria sinalizado que não pretende disputar cargos eletivos em outubro, mesmo após ter se filiado ao Partido Liberal (PL).

 

Um encontro recente entre João Roma e Aroldo Cedraz teria ocorrido, porém, sem ter o tema sendo tratado. O debate ainda estaria "na estaca 0" e não teria sido citado durante a conversa entre ambos. 

 

A filiação de Cedraz ocorreu no dia 17 de março. Na ocasião, o anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, que afirmou que a chegada do ex-ministro tinha como objetivo ampliar e fortalecer o partido na Bahia.

 

O ato de filiação também reuniu o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, além do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

 

 

OUTRA SUPLÊNCIA EM DEBATE

Um grupo de oposição vem apresentando divergências quanto a suplência do senador Angelo Coronel (Republicanos) para a disputa eleitoral deste ano. Apesar do pré-candidato ao governador ACM Neto (União) ter anunciado que o ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho (Podemos) será o primeiro suplente do congressista, Coronel tem adotado uma postura mais conservadora e evitado cravar o nome que ocupará o posto.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o senador informou à reportagem que Guimarães Filho assumiu a presidência estadual do Podemos, fazendo parte de uma articulação com ACM Neto. Até o último dia da janela partidária, ele esteve filiado ao Democracia Cristã (DC) e presidia o diretório do partido na Bahia desde janeiro deste ano. 

Coronel defende indicação de vereador para suplência ao Senado e garante não ter veto a Marcelo Nilo
Senador Angelo Coronel | Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (6) ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou a composição das suplências em sua candidatura à reeleição ao Senado, na chapa de oposição ao lado de ACM Neto (União), além de comentar sua relação com o ex-deputado estadual Marcelo Nilo (Republicanos).

 

Ao tratar das indicações para as suplências, Coronel afirmou que a definição ainda depende das convenções partidárias, previstas para julho. Segundo ele, a composição deve contemplar diferentes segmentos da sociedade, com ênfase na representação municipal.

 

“As suplências serão preenchidas, é claro, mas nós temos até o mês de julho, que é quando vão acontecer as convenções para a gente bater o martelo. Eu, por exemplo, luto e trabalho para que as nossas suplências sejam preenchidas por fatias de representatividade na sociedade. Por exemplo, eu defendo na minha suplência que uma delas um vereador ou uma vereadora assuma. Eu acho que vai ser um prestígio para uma classe, que é a classe que leva o voto para a urna, é a classe que está todo dia em contato com o eleitor. Eu sempre defendo isso essa representatividade dos municípios. Eu sou municipalista e não posso em hipótese alguma deixar de estar na minha companhia, em uma das duas suplências, uma pessoa que representa também o municipalismo forte”, declarou.

 

O senador também falou sobre sua relação com Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia por dez anos, período que antecedeu a chegada de Coronel ao comando da Casa. Ele afirmou não haver restrições quanto à participação de Nilo em eventual composição política.

 

“Não foi uma perda, na verdade foi umas férias tiradas na época por Marcelo, que já tinha 10 anos, para dar espaço a outro. Hoje estamos muito bem, sem problema algum. Marcelo, hoje, assume a Câmara Federal como deputado federal, e quem sabe ele pode até se viabilizar para ser o novo candidato eleitoral federal. Mas se, por acaso, Deus aguar para ele participar da nossa chapa, eu não vejo problema nenhum, não existe veto, nem a ele, nem a ninguém. Eu só quero pessoas que venham realmente a representar o municipalismo”, afirmou.

Coronel reforça liderança de Marinho no Republicanos, mas não descarta mudança de comando no futuro: “Quem chega não senta na janela”
Senador Angelo Coronel | Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

Recém-chegado ao Republicanos após deixar o PSD e a base governista para integrar a chapa majoritária de oposição ao lado de ACM Neto (União), o senador Angelo Coronel comentou especulações sobre uma possível mudança no comando da sigla na Bahia.

 

As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta segunda-feira (6). Coronel foi questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência estadual do partido, atualmente ocupada pelo deputado federal Márcio Marinho.

 

O senador ressaltou a condução atual da legenda e afirmou não ver motivos para substituição no momento, destacando que sua chegada ao partido é recente. Apesar disso, Coronel afirmou que a dinâmica política permite mudanças futuras, sem descartar a possibilidade de movimentações dentro da legenda ao longo do tempo.

 

“O presidente nacional é quem comanda o partido, mas aqui na Bahia o presidente atual é o deputado Márcio Marinho, eu não vejo nada que desabone, que venha a substitui-lo. Mas a política é dinâmica, eu acho que todos os quadros que estão no partido tem condições de presidir o partido. O partido está bem representado na presidência com o deputado Márcio Marinho, não vejo nenhum motivo para tirar, principalmente porque nós chegamos agora. Quem chega, não senta logo na janela, estamos sentados no banco do meio”, disse.

Janela partidária: Ex-prefeito de Milagres deixa o PP, se filia ao PDT e confirma pré-candidatura a deputado estadual
Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

A reta final da janela partidária provocou movimentações no cenário político da Bahia, envolvendo deputados estaduais, federais e novos pré-candidatos para as eleições de 2026. Entre os nomes está o ex-prefeito de Milagres, no Vale do Jiquiriçá, Cézar de Adério, que anunciou a saída do Progressistas (PP) e a filiação ao PDT, confirmando pré-candidatura a deputado estadual.

 

Cézar foi filiado ao PP por um longo período e exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito de Milagres, entre 2016 e 2024. A mudança partidária ocorreu dentro do prazo legal da janela, encerrado no último sábado (4).

 

A filiação integra uma estratégia do PDT para fortalecimento da legenda. O partido formou um bloco com PRD e Podemos para disputar as eleições proporcionais de forma conjunta, com a projeção de eleger oito deputados estaduais na Bahia.

 

Com a mudança, o ex-prefeito também passa a integrar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em 2022, ainda como gestor municipal, Cézar teve atuação em um cenário de disputa acirrada no estado e apoiou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).

 

As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.

Afonso Florence é exonerado da Casa Civil para disputar reeleição à Câmara; Carlos Mello assume cargo
Carlos Mello | Foto: Reprodução

O secretário da Casa Civil da Bahia, Afonso Florence, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (1º). O governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou e publicou a medida no Diário Oficial.

 

A saída de Florence, que é deputado federal eleito pelo PT, já era esperada em cumprimento ao prazo de desincompatibilização. Isso porque quem ocupa um cargo público e planeja colocar seu nome nas urnas como candidato no dia 4 de outubro, precisa se afastar das funções.

 

É o caso de Afonso Florence, que vai disputar a reeleição por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Em seu lugar assume o comando da Casa Civil de Jerônimo Rodrigues (PT) o chefe de gabinete da pasta, Carlos Palma de Mello. Ele passa a responder de forma cumulativa pelo expediente da secretaria.

 

Esta não é a primeora vez em que ele é alocado na função. Em outras ocasiões, Mello atuou no comando na Casa Civil quando Afonso Florence precisou retornar para o mandato em Brasília para resolver, por exemplo, questões ligadas às emendas parlamentares.

Ex-deputado federal, Abílio Santana se filia ao DC e lança pré-candidatura em busca de cadeira na AL-BA
Foto: Divulgação

O ex-deputado federal Abílio Santana oficializou sua filiação ao Democracia Cristã (DC) no último final de semana e se lançou como pré-candidato a deputado estadual na Bahia. Ele agora busca uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na eleição 2026.

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, Abílio foi convidado pelo presidente estadual do DC, Marcelo Guimarães Filho. O agora pré-candidato também declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, em sua candidatura ao governo da Bahia.

 

Eleito para a Câmara dos Deputados em 2022 pelo antigo PSC, partido que foi incorporado ao Podemos em 2023, e filiado até então ao PL, o ex-deputado deve continuar defendendo as bandeiras voltadas a valores cristãos e justiça social.

 

Abílio Santana construiu sua trajetória política com ligação ao segmento religioso e é pastor da Assembleia de Deus Nação Madureira.

 

Em Brasília, exerceu mandato entre 2019 e 2023, período em que integrou a Frente Parlamentar Evangélica e atuou em temas relacionados ao desenvolvimento urbano e aos direitos humanos.

Em meio a debate para Elmar indicar vice de Jerônimo, Wagner defende manutenção de chapa eleita em 2022
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Diante de novas articulações para eventual aliança do deputado federal Elmar Nascimento com o governo da Bahia e possível indicação para o vice de Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) reforçou sua posição nesta segunda-feira (30), ao comentar que caminharia com a manutenção da chapa vitoriosa em 2022, com Geraldo Júnior (MDB) como vice mais uma vez na chapa.

 

Em conversa com jornalistas, o senador - que vai concorrer a reeleição - foi questionado sobre as recentes declarações do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos articuladores do MDB na Bahia, pressionando Jerônimo a tomar uma decisão. Segundo Wagner, o movimento faz parte do processo de "estica e puxa" dos partidos.

 

"Minha posição já é pública do que eu acho. O tripé está montado com governador e dois senadores, a chapa conforme ela foi vitoriosa em 2022. Essa é a minha opinião. Agora é evidente que perto do final da janela partidária, chegando perto da eleição, fica o puxa e estica", disse.

 

"Eu acho que eles defendem o direito de manter o vice-governador, que foi importante quando veio. Mas já já isso aí termina, porque o governador vai bater o martelo. Ele é o comandante do processo junto do conselho político. O grupo não trabalha com veto", emendou.

 

O Bahia Notícias revelou neste domingo (30) que Elmar Nascimento esteve reunido no Palácio de Ondina para negociar uma possível composição com o grupo petista. Uma das possibilidades ventiladas foi a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”.

 

Como resposta, Geddel reagiu afirmando que o MDB não será barriga de aluguel. Nas redes sociais, ele destacou que a legenda está aberta a novos quadros, mas impõe limites quanto à forma de ingresso. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços [...] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, escreveu.

Ronaldo Caiado anuncia pré-candidatura à Presidência pelo PSD nesta segunda-feira
Ronaldo Caiado | Foto: Divulgação / Lucas Diener

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciará sua pré-candidatura à Presidência da República na tarde desta segunda-feira (30). A coletiva de imprensa está marcada para as 16h, na sede do PSD, em São Paulo.

 

A movimentação ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., que, na semana passada, abriu caminho para que Caiado se consolidasse como nome da sigla na disputa pelo Palácio do Planalto.

 

Dentro do partido, Caiado também disputava a preferência da cúpula com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O chefe do Executivo goiano foi considerado favorito, com respaldo de setores do agronegócio e alinhamento com pautas relacionadas à segurança pública, tema que deve ganhar espaço no debate eleitoral deste ano.

 

Caiado oficializou sua filiação ao PSD em 14 de março. Como parte do movimento político, ele anunciou que deixará o governo de Goiás nesta terça-feira (31), quando o vice-governador Daniel Vilela assumirá o comando do estado.

De saída do PP, Mário Negromonte Jr encaminha filiação ao Podemos e deve oficializar mudança nesta semana
Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

De saída do PP, o deputado federal Mário Negromonte Jr afirmou que já definiu seu futuro partidário para a disputa pela reeleição, embora ainda evite anunciar oficialmente a nova sigla. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, nesta segunda-feira (30), na rádio Antena 1 Salvador, o parlamentar indicou maior proximidade com o Podemos. Ao abordar o tema, ele relatou conversas com diferentes lideranças políticas e partidos nas últimas semanas, destacando o diálogo com o Podemos como um dos mais avançados.

 

“Tenho conversado muito com o governador Jerônimo, o ministro Rui Costa e Adolpho Loyola. Partidos me procuraram em Brasília e no começo o PSB, João [Campos] muito meu amigo, mas eu disse a ele que não queria prejudicar ninguém e que se viesse a acontecer eu não queria prejudicar Lídice, que é minha amiga”, indicou.

 

“Conversei com Lupi do PDT, com o Podemos, com a presidente Renata Abreu. O Podemos tem uma coisa bacana que é a proximidade com o Centro, uma coisa mais em uma linha que eu sempre fui, o PP sempre foi um partido de Centro. Apesar das minhas posições de Centro-Esquerda. Teve uma conversa nas últimas semanas e um convite muito especial, e tem me levado a refletir sobre ele. Mas precisa ser uma construção, não é fácil fazer um partido. 15 dias da data para o dia 4, então é um grande desafio, mas eu tenho fé muito grande. Eu acho que está bem encaminhado e vai acontecer esses dias. Ainda não posso cravar, mas na minha cabeça já está definido. Vou sair do PP”, acrescentou o deputado.

 

SAÍDA DO PP

O deputado também comentou os bastidores de sua saída do Progressistas, partido que preside na Bahia, e relatou uma conversa com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira. Segundo ele, mudanças internas e a formação de federações partidárias influenciaram o cenário atual da sigla.

 

“Ficou para trás a defesa da independência, o partido aqui sempre teve essa independência nacional em votar para quem quisesse para governador, para presidente. E dpois com o tempo isso foi mudando. Com a Federação está acontecendo mudanças partidárias, alguns deputados anunciaram saída, outros vão anunciar essa semana, mas certamente sairão, a maioria, e ficarão alguns. Ainda fica um. Mas a conversa foi muito boa, lógico que ele demonstrou uma certa tristeza porque saiu um quadro jovem como eu”.

Paraná Pesquisas: Lula apresenta leve vantagem contra Flávio Bolsonaro, mas disputa presidencial de 2026 tem quadro apertado
Fotos: Lula Marques / Agência e Ricardo Stuckert / PR

A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa nacional do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (30). No principal cenário estimulado apresentado pelo levantamento, Lula tem 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37,8%.

 

No mesmo cenário, Ronaldo Caiado aparece com 3,6%, Romeu Zema com 3%, Renan Santos com 1,2% e Aldo Rebelo com 1,1%. Os que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7%, enquanto 5% disseram não saber ou preferiram não opinar.

 

 

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também lidera, com 26,3%. Flávio Bolsonaro registra 16,9%, enquanto Jair Bolsonaro é citado por 4,3%. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 0,6% cada, Ratinho Junior com 0,5%, Renan Santos com 0,3% e Aldo Rebelo com 0,1%. Nesse recorte, o percentual de indecisos é de 42,9%.

 

O levantamento também testou um segundo cenário, em confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nessa simulação, Flávio Bolsonaro aparece com 45,2%, enquanto Lula marca 44,1%. Os que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois são 6,2%, e 4,5% não souberam ou não responderam.

 

Os recortes regionais indicam desempenho distinto dos dois principais nomes. No Nordeste, Lula registra 51% no cenário 1, contra 30,5% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o quadro se inverte: Flávio tem 49,5%, enquanto Lula soma 30,2%. No Sudeste, Lula aparece com 41,2%, ante 37,9% de Flávio. Já no Norte e Centro-Oeste, Flávio marca 39,6%, contra 35,1% de Lula.

 

Outro dado do levantamento mostra que 53,3% dos entrevistados disseram que Lula não merece ser reeleito, enquanto 43,7% afirmaram que o presidente merece um novo mandato. Outros 3% não souberam ou não opinaram.

 

Segundo a metodologia informada pelo instituto, foram entrevistados 2.080 eleitores em 158 municípios de 26 estados e do Distrito Federal, entre 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob número BR-00873/2026.

Após filiação ao PSD, Niltinho é cotado para vice de Jerônimo; esposa de deputado pode disputar vaga na AL-BA
Foto: Reprodução / Instagram

Recém-filiado ao Partido Social Democrático (PSD), após deixar o Progressistas (PP), o deputado estadual Niltinho passou a ser cotado nos bastidores como possível nome para compor como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), na pela reeleição ao governo da Bahia em outubro.

 

A filiação de Niltinho ao PSD foi oficializada na última segunda-feira (23), em ato que contou com a presença do senador e presidente do partido no estado, Otto Alencar, e da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos.

 

De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, a possibilidade de composição teria ganhado força após a chegada do parlamentar ao novo partido. Além de Niltinho, sua esposa, Sylvia Bastos, também se filiou ao PSD na mesma data e pode disputar uma vaga na AL-BA caso o desenho com Niltinho na vice seja concretizado.

 

A movimentação considera a manutenção da atuação da família no Legislativo estadual, com a possibilidade de transferência do capital eleitoral do deputado para Sylvia.

 

Sem surpresa, ACM Neto diz que vai formalizar convite para Zé Cocá ser candidato a vice-governador
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), anunciou nesta quinta-feira (26) que vai viajar para Jequié para oficializar o convite ao atual prefeito, Zé Cocá (PP), para ser candidato a vice na chapa que disputará as eleições no Estado. A confirmação foi feita durante entrevista na Rádio Metrópole.

 

“Estou indo a Jequié agora para fazer o convite oficial para que Zé Cocá renuncie à Prefeitura de Jequié e aceite esse desafio, essa tarefa de nos acompanhar na missão de mudar a Bahia e construir um futuro diferente para o nosso estado”, disse.

 

“Eu havia decidido traçar um perfil ideal para o vice. Precisávamos de alguém que complementasse a minha atuação. Zé Cocá tem uma trajetória de larga experiência na vida pública. Ele foi prefeito de Lafaiete Coutinho por duas vezes, deputado estadual, presidente da União dos Prefeitos da Bahia, e agora é prefeito de Jequié, reeleito com 92% dos votos, o mais votado de todo o Brasil. Ele conhece de perto os desafios do interior”, disse.

 

A expectativa é que o anúncio oficial seja feito entre esta quinta e o próximo dia 30.

 

A semana também foi de movimentação no PP. Em Brasília, um encontro entre o senador Ciro Nogueira, o deputado federal Mário Negromonte Jr. e o ex-deputado Cacá Leão marcou a despedida do parlamentar do comando do Progressistas na Bahia. A tendência é que, até a próxima terça-feira (31), Negromonte Jr. tenha seu futuro partidário definido após reunião com Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. 

Cacá Leão assume comando do PP na Bahia e indica Zé Cocá para compor a chapa de ACM Neto
Foto: Divulgação

O Progressistas tem um novo presidente estadual na Bahia: o ex-deputado federal e atual secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão, assume o comando da sigla nesta quinta-feira (26). O político terá a missão de conduzir os rumos do PP baiano nas eleições de 2026 e reforçou o desejo de ter o prefeito de Jequié, Zé Cocá, na chapa de oposição.

 

“Assumo com honra a responsabilidade de conduzir um partido que construiu minha trajetória. Agradeço a confiança do presidente nacional, senador Ciro Nogueira, dos deputados federais Cláudio Cajado e João Leão, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e do nosso secretário geral Jabes Ribeiro”, declarou.

 

O novo presidente reforçou o posicionamento de oposição ao atual governo estadual e expressou seu desejo de ter Zé Cocá como pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por ACM Neto. “Ao lado do União Brasil, por meio da Federação União Progressista, teremos a missão de reconstruir o protagonismo da Bahia nas próximas eleições e Zé trará esse peso político para a disputa”, disse.

 

“Vamos eleger uma bancada forte na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa e, sem dúvidas, trabalhar com muita dedicação para atender aos anseios da população baiana, que clama por mudanças”, completou Cacá.

 

O partido era presidido na Bahia, até então, pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior. Cacá parabenizou o correligionário pela condução da sigla nos últimos anos e destacou a contribuição de todos os ex-presidentes estaduais para a consolidação do PP.

 

Cacá Leão vai deixar a Secretaria de Governo em abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele também preside o PP Salvador, foi deputado federal por dois mandatos (2015-2023) e deputado estadual (2010-2014).

Luciano Ribeiro evita atrelar ACM Neto a Flávio Bolsonaro e defende candidatura própria do União Brasil à Presidência
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Luciano Ribeiro (União), vice-líder da oposição na Casa, comentou o cenário político nacional com vistas às eleições de 2026 e possíveis reflexos na disputa estadual, que deve ser, mais uma vez, entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Questionado pelo Bahia Notícias, em entrevista concedida nesta semana, sobre a estratégia do grupo na próxima eleição presidencial — especialmente diante da possibilidade de alinhamento com nomes já colocados no cenário nacional — o parlamentar afirmou que mantém a defesa de uma candidatura própria do União Brasil, em conjunto com a federação formada com o PP. O parlamentar evitou comentar uma possível aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que já se colocou como pré-candidato.

 

“Eu sempre defendi que o nosso partido, e agora a nossa federação, União Brasil e PP, pelo tamanho que tem, pela importância que tem, pelo significado que tem, tenha candidato próprio. Eu acredito ainda que nós teremos um candidato próprio do nosso meio partidário. Então é isso que eu defendo, que tenhamos um candidato à presidência da República do nosso partido. Acho sim que é importante ter isso dentro do nosso partido. É uma eleição de dois turnos, então nesse primeiro turno, todos os partidos e principalmente o partido da envergadura, do tamanho da nossa federação, eu acho que é extremamente necessário que tenha um partido", afirmou.

 

Durante o bate-papo, o parlamentar também indicou que o foco deve estar voltado para os desdobramentos no âmbito estadual.

 

"Mas eu acho que nós aqui na Bahia não podemos, não devemos perder o foco da eleição, que é estadual”, afirmou. "Então é o governador Jerônimo com todas as suas deficiências, com tudo que mostrou nesses três anos de ineficiência, e que o próprio líder diz que é um governo mediano, confrontado com as qualidades, com o que já demonstrou ser o deputado, o líder, ACM Neto. É nesse confronto que eu acho que a gente deve focar para que a Bahia mude de mãos, para que a Bahia tenha um novo norte e possa viver novos tempos”, declarou.

 

A entrevista completa com o deputado será publicada na próxima segunda-feira.

Anúncio da vice de ACM Neto deve contar com viagens ao interior e confirmação de Zé Cocá pode ocorrer em Feira ao lado de Zé Ronaldo
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Já filiado ao Republicanos, o senador Angelo Coronel deve iniciar nesta semana uma sequência de viagens pelo interior da Bahia ao lado de ACM Neto (União), pré-candidato ao governo do Estado, e de João Roma (PL), que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

 

A informação foi publicada inicialmente pelo site Informe Baiano e confirmada pelo Bahia Notícias. A expectativa é que o primeiro compromisso do grupo seja em Itabuna, no sul do estado, nesta quinta-feira (19). Depois, a agenda deve ter no roteiro uma passagem por Ibicaraí.

 

Ainda conforme as informações, os três devem desembarcar em Jequié no próximo dia 23, segunda-feira, onde há expectativa de encontro com o prefeito Zé Cocá (PP). A eventual confirmação do gestor como pré-candidato a vice-governador, no entanto, não deve ocorrer nesse momento.

 

Isso porque o grupo tem adotado o dia 30 como data de referência, com anúncio feito em Feira de Santana ao lado do prefeito Zé Ronaldo (União).

Em Brasília, filiação de Aroldo Cedraz ao PL marca encontro de ACM Neto com Flávio Bolsonaro e Valdemar
Foto: Reprodução / Instagram / Valdemar Costa Neto

De olho na composição partidária para a eleição de outubro, o PL anunciou nesta terça-feira (17) a filiação de Aroldo Cedraz, ex-deputado federal e ex-ministro do TCU. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que afirmou que a chegada de Cedraz tem o objetivo de ampliar e fortalecer a sigla na Bahia.

 

O encontro que oficializou a filiação também marcou um encontro entre o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do PL na Bahia, João Roma, esteve na reunião.

 

Após rompimento com o PSD, família Coronel deve ter o Republicanos como destino; saiba detalhes
Foto: Reprodução / Instagram

O futuro partidário da família Coronel parece estar caminhando para uma definição. Após o anúncio de rompimento com o PSD e com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador Angelo Coronel e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente - iniciaram tratativas com legendas aliadas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União).

 

Informações apuradas pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (13) junto a pessoas próximas ao senador apontam que o caminho para os três deve ser o Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. Nos bastidores, o partido já havia sido citado na "bolsa de apostas" junto o próprio União Brasil de ACM Neto, PSDB e PP.

 

Pensando na eleição de outubro, a oposição já desenha a composição de sua chapa. Além do ex-prefeito de Salvador, o grupo tem outro nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

 

A expectativa é que Coronel seja apresentado como o outro candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias.

 

Ele anunciou que deixaria o PSD do também senador Otto Alencar após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.

 

No mês passado, Coronel falou abertamente que apesar de não ter escolhido o novo partido ainda, caminharia ao lado de ACM Neto.

 

PROPORCIONAL NA CONTA
Em paralelo a isso, as articulações de filiações partidárias na disputa para deputados estaduais e federais continuam. O Republicanos também deve abrigar a candidatura de Leo Prates, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados.

 

O indicativo é que ele deixe o PDT diante da conjuntura de aliança do partido com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento passa pelas pretensões da sigla ligada a Igreja Universal do Reino De Deus (Iurd) em aumentar sua bancada. A ideia é chegar a cinco federais em Brasília, com a chegada de Prates e de Diego Coronel.

 

Atualmente o partido conta com três representantes na Câmara: Márcio Marinho, Alex Santana - que já anunciou que não vai disputar a reeleição -, e Rogéria Santos.

"Estamos abertos ao diálogo", indica Bruno Reis sobre eventual composição do MDB com ACM Neto para 2026
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou as movimentações políticas relacionadas à formação de alianças para as eleições de 2026 na Bahia e a possibilidade de mudanças no secretariado municipal. As declarações foram dadas ao abordar o cenário partidário durante o período de janela partidária.

 

Ao tratar das articulações envolvendo o arco de apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) para a disputa pelo governo do estado, Bruno Reis afirmou que o período é marcado por negociações e tentativas de fortalecimento das siglas.

 

“Quem está na política há muito tempo sabe que esse mês das janelas partidárias é isso aí. Então a gente vai ver essa tensão até o final. Legitimamente todo mundo querendo crescer, querendo ocupar mais espaço, querendo ter um protagonismo maior. Nós estamos aqui focados em organizar os partidos hoje que estão com a gente. Mas é óbvio que, eventualmente, se houver a possibilidade de algum ou outro partido que possa vir agregar o projeto, somar, que queira construir a mudança que a Bahia espera, nós estamos abertos ao diálogo”, afirmou.

 

Questionado sobre a possibilidade de o MDB integrar esse grupo político, o prefeito disse que não acredita que a movimentação ocorra, mas também não descartou essa hipótese.

 

“Eu não creio que isso possa ocorrer, porém também não descarto que isso venha a ocorrer. Na política tem uma palavra que é ‘nunca’ e não faz parte do vocabulário porque as coisas na política mudam, ainda mais nesse período com uma velocidade muito rápida. Então as conversas estão correndo, a gente tem as prioridades que são os nossos aliados, aliados tradicionais que nos acompanham há muito tempo, estamos focados nisso, mas é óbvio que estamos abertos a conversas, a entendimentos, a novas construções”, disse.

 

Bruno Reis também comentou sobre possíveis mudanças na composição da Prefeitura de Salvador em razão da disputa eleitoral de 2026. Segundo ele, ao menos dois integrantes da gestão já manifestaram interesse em concorrer a cargos no próximo pleito.

 

“Em relação às organizações das mudanças que devem ocorrer, nós temos pelo menos dois secretários que já confirmaram o desejo de disputar as eleições estaduais. Um é o secretário Caca Leão, de Governo, que é pré-candidato a deputado federal. E o outro é o secretário particular, Igor Dominguez, que é pré-candidato a deputado estadual. Pode ser que até o dia 2 tenham outros secretários ou dirigentes que, por conta da legislação eleitoral, tenham que deixar a pasta? Pode ser que sim. Mas a priori, só esses dois”, declarou.

Aliados indicam que "pequenos ajustes" adiam anúncio da chapa de ACM Neto com Zé Cocá como vice e Coronel no Senado
Foto: Divulgação

Com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026 e a intensificação das articulações políticas, o grupo governista liderado pelo PT na Bahia já tem sua chapa majotirária praticamente garantida. Por outro lado, a oposição também já desenha a possível composição de sua chapa para a disputa pelo governo do estado.

 

Liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que deve encabeçar a candidatura ao Palácio de Ondina mais uma vez, o grupo tem apenas mais um nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

 

Com isso, permanecem em aberto as outras duas posições na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado. Nos bastidores, diferentes nomes foram citados ao longo dos últimos meses para a vice de Neto, entre eles o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).

 

Entre eles, Zé Cocá ganhou mais força nas últimas semanas, segundo interlocutores do grupo netista. A avaliação interna considera a influência regional de lideranças do interior como um fator relevante para a composição de 2026. Aliados de ACM Neto apontam que a ausência de um nome com forte base regionalizada teria sido um dos aspectos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando Neto foi superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

O avanço do nome de Cocá ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato. O próprio gestor indica que a prioridade dele segue sendo o Executivo municipal, o que reduziria a possibilidade de renúncia para disputar o cargo de vice-governador.

 

Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser citado como um dos principais nomes para compor a chapa. Pessoas próximas a ACM Neto apontam que a consolidação política do prefeito e sua influência no Médio Rio de Contas são consideradas fatores positivos na avaliação interna.

 

Nesta semana, uma liderança do grupo político de Neto afirmou ao Bahia Notícias que o diálogo com Cocá está avançando, embora ainda não haja definição oficial. Segundo essa fonte, as conversas seguem em andamento e alguns pontos ainda precisam ser ajustados antes de uma eventual confirmação.

 

Cocá manifestou que qualquer definição eleitoral estaria condicionada à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios da região do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, projeto considerado estratégico para o desenvolvimento da região.

 

Paralelamente às negociações para a vice-governadoria, outro tema em discussão envolve o futuro partidário do senador Angelo Coronel. Atualmente filiado ao PSD, o parlamentar deve deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.

 

Informações obtidas pelo Bahia Notícias também indicam que a possível filiação de Coronel ao União Brasil ainda não foi definida, e o destino partidário do senador segue em discussão.

Zé Cocá também condiciona apoio a ACM Neto a compromisso com obras estruturais em Jequié
Foto: Reprodução / Instagram

O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), admitiu que pode apoiar a candidatura de ACM Neto (União) ao governo da Bahia, como ocorreu em 2022, mas deixou claro que qualquer definição eleitoral estará condicionada a compromissos concretos com obras estruturantes no município e do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades apontadas está a construção do aeroporto regional, considerada estratégica para a região 

 

“A nossa luta é pelo crescimento de Jequié e da região. Sempre coloquei isso como prioridade e condição para as definições eleitorais deste ano. Infelizmente, não houve até aqui o avanço esperado com o governo do Estado, que assumiu o compromisso de fazer obras como o nosso novo aeroporto. Vamos conversar também com o candidato da oposição com o mesmo objetivo, evidentemente", declarou Cocá.

 

Apesar da sinalização de diálogo com a oposição, o prefeito afirmou que ainda não descarta seguir o diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), destacando que pretende anunciar oficialmente sua posição ainda neste mês.

 

Cocá também foi questionado sobre a possibilidade de disputar a vice-governadoria, o que seria o desejo sobretudo de ACM Neto. Ele não descartou o cenário, mas tratou o assunto como secundário.

 

“Claro que a gente não descarta nada, ainda mais um projeto que seria tão importante. Mas não é prioridade neste momento. A prioridade agora é garantir os investimentos que Jequié e nossa região precisa. Esse é nosso compromisso prioritário”, pontuou.

Séculus/ Bahia Notícias: Lula lidera corrida presidencial com 48,3% na Bahia para 2026
Fotos: Saulo Cruz/Agência Senado | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Um levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente das intenções de voto para a Presidência da República em cenário estimulado na Bahia.

 

De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (4), Lula aparece com 48,35% das intenções de voto entre os entrevistados. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 21,87%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 2,14%; Ratinho Júnior, com 1,36%; Zema, com 1,04%; Eduardo Leite, com 0,58%; Renan Santos, com 0,32%; e Aldo Rebelo, com 0,13%.

 

 

Ainda segundo o levantamento, 15,18% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. Outros 9,02% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.

 

O instituto também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, Lula aparece com 49,12% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 23,04%. Entre os entrevistados, 16,55% indicaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos dois nomes, e 11,29% disseram não saber ou não opinar.

 

 

A pesquisa ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos entre os dias 25 e 27 de fevereiro, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR-04320/2026. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

ACM Neto deve contratar João Santana para campanha ao governo da Bahia, diz colunista
Foto: Reprodução / Facebook

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), encaminhou a contratação do marqueteiro João Santana para atuar em sua campanha ao governo da Bahia. A formalização do contrato está prevista para a próxima semana.

 

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (27) por Lauro Jardim, jornalista do jornal O Globo. Santana já comandou campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Ciro Gomes. Segundo interlocutores, esta será a única campanha que ele acompanhará integralmente neste ano.

 

Além da atuação na disputa eleitoral na Bahia, o marqueteiro também está à frente de um novo empreendimento. Em janeiro, lançou a chamada “Casa Virtual de Campanha”, descrita como uma plataforma de inteligência artificial voltada para uso em todas as etapas de uma campanha política, destinada a candidatos, marqueteiros e assessores.

Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenários de 1º e 2º turnos para 2026
Foto: Reprodução

Levantamento nacional divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (27) indica os cenários de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, além da avaliação sobre uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, Lula aparece com 26% das intenções de voto. Em seguida estão Flávio Bolsonaro (PL), com 14,8%, e Jair Bolsonaro (PL), com 5,8%. Outros nomes citados somam percentuais inferiores, enquanto 42,6% dos entrevistados afirmaram não saber ou não opinar.

 

 

No cenário estimulado principal, em que os candidatos são apresentados aos eleitores, Lula registra 39,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,3%. Ratinho Junior aparece com 7,6%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 1,5% e Aldo Rebelo com 0,5%. Outros 6,7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 5% não souberam responder.

 

 

Em um segundo cenário estimulado, Lula alcança 40,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%. Romeu Zema aparece com 4,3% e Ronaldo Caiado com 3,7%. O percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato foi de 7,8%, e 5,2% não souberam ou não opinaram.

 

 

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Em eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 43,8% das intenções de voto para Lula e 44,4% para Flávio Bolsonaro, com 6,9% de votos brancos ou nulos e 5% de indecisos, cenário que indica empate técnico.

 

Quando questionados se o atual presidente merece ser reeleito, 52,2% dos entrevistados responderam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 43,9% afirmaram que ele merece ser reeleito. Outros 3,9% disseram não saber ou preferiram não opinar.

 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-07974/2026. De acordo com o estudo, realizado entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2026, foram entrevistados 2.080 eleitores em 159 municípios distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal. O levantamento apresenta grau de confiança de 95% e margem de erro estimada de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais.

Crescimento de Flávio Bolsonaro em pesquisas é visto por dirigentes do PT como fator de pressão para candidatura de Haddad
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Integrantes da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam que o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisas de intenção de voto tem sido considerado internamente como um elemento que pode aumentar a pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dispute o governo de São Paulo nas eleições de 2026.

 

Segundo dirigentes da legenda, Haddad vem sendo incentivado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a concorrer contra o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A avaliação dentro do partido é de que a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes poderia fortalecer o palanque eleitoral de Lula no maior colégio eleitoral do país.

 

Apesar das articulações, Haddad tem demonstrado resistência à possibilidade de disputar o cargo. O ministro deve deixar o comando do Ministério da Fazenda até o início de abril, mas, conforme interlocutores, pretende atuar apenas na coordenação da campanha de reeleição presidencial, sem participar diretamente da disputa eleitoral.

 

Ainda assim, lideranças petistas avaliam que o desempenho de Flávio Bolsonaro em levantamentos recentes para a Presidência da República pode influenciar o cenário político e contribuir para intensificar o processo de convencimento de Haddad dentro do partido.

 

As informações são do Metrópoles.

ACM Neto analisa visita de Lula ao Carnaval e afirma que presença do presidente não altera cenário para 2026 na Bahia
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), comentou a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Carnaval da capital, e abordou o cenário político para as eleições de 2026, quando é apontado como pré-candidato ao Palácio de Ondina em nova disputa contra o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Ao tratar da vinda de Lula à Bahia, ACM Neto afirmou que a presença do presidente não representa novidade no cenário político local e avaliou que o fato não altera o quadro eleitoral. A fala foi feita na noite deste sábado (14).

 

“Não, a vinda de Lula aqui não é nenhuma surpresa, nenhuma novidade, Lula teve aqui semana passada, então não há nada de inédito, nem diferente disso. Eu acho que é bacana ter o presidente da República no Carnaval, não vejo nenhum problema nisso, mas não vejo mudar nada em relação a Jerônimo, ao PT, a quem quer que seja. Eu acho que as pessoas hoje estão muito conscientes e sabem separar as coisas”, disse.

 

O ex-prefeito também fez referência à eleição estadual de 2022 e ao peso político do presidente na disputa, ao comentar o desempenho eleitoral do atual governador.

 

“Na eleição passada, Lula teve um peso muito grande. E, sem dúvida alguma, a vitória de Jerônimofoi vinculada a Lula. Hoje, acho que as pessoas já conhecem Jerônimo. Ele era, antes, desconhecido. Foi para a eleição com um número, com o 13. E contou uma historiazinha bonita e enganou algumas pessoas. Agora não engana mais, porque é governador há quatro anos. E é inevitável as pessoas olharem o que foi o discurso dele em 2022, o que ele prometeu e não cumpriu. Então, esse negócio de Lula aqui não muda nada. É algo absolutamente corriqueiro, normal. Eu não vejo nada de extraordinário nisso”, finalizou.

Com duas vagas em jogo para o Senado, Roma mostra entusiasmo para candidatura de Coronel ao lado de ACM Neto: "É animador'
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Após o senador Angelo Coronel (PSD) confirmar publicamente sua aliança com o grupo político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, manifestou entusiasmo com a movimentação. Com duas vagas em disputa para o Senado na eleição de 2026, ele avalia que a chegada de Coronel fortalece a chapa de oposição na Bahia.

 

"Eu acho que é animador para todos aqueles que querem transformar a Bahia, encerrar esse período de 20 anos do PT, onde foram feitas bonitas propagandas, mas infelizmente o PT não entregou o que prometeu, não melhorou a vida do baiano, então a chegada do Coronel fortalece essa chapa que quer mudança para a Bahia", disse em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (12), durante a primeira noite do Carnaval de Salvador.

 

"Ao invés do que alguns ficam achando que tem candidatura desse ou daquele do Senado, eu acredito numa chapa forte e coesa. Eu acredito que a chegada de Coronel fortalece tanto a eleição de João Roma quanto a eleição de Coronel, como, sobretudo, a eleição de ACM Neto, para que a gente possa passar por uma mudança, de fato, no estado da Bahia e que a gente volte a ter orgulho da Bahia e do Brasil", complementou.

 

A confirmação ocorre após Coronel comunicar sua saída do PSD, partido ligado ao senador Otto Alencar. O senador, no entanto, ainda não confirmou o novo partido que irá se filiar.

Paraná Pesquisas: Lula lidera cenários de 1º turno, mas empata com Flávio Bolsonaro no 2º
Fotos: Divulgação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno apresentados em levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (26). Em uma das simulações de segundo turno, no entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em empate técnico com Lula.

 

Flávio Bolsonaro é o nome apontado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa das eleições de 2026. O respaldo foi reforçado na quinta-feira (25), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 entrevistas em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O nível de confiança informado é de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

PRIMEIRO TURNO
Um dos cenários estimulados apresentados pela pesquisa considera o ex-presidente Jari Bolsonaro como possível candidato. Atualmente inelegível e cumprindo pena de mais de 27 anos por tentativa de golpe de estado, ele soma 31,3% frente a 36,9% de Lula.

 

 

Ainda testando o primeiro turno, o segundo cenário aponta Lula na liderança com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro. Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%, Ciro 7,9%, Zema 3,1%, Tereza Cristina 1,9% e Renan Santos 0,8%.

Até então nome mais forte para disputar o pleito como candidato da direita, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, aparece na terceira simulação de primeiro turno. Aqui Lula chega a 37,8% das intenções de voto e Tarcísio 26,2%.

 

 

Também foi testado pela Paraná Pesquisas o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para um eventual primeiro turno. Michelle soma 24,4% contra 37,2% de Lula.

SEGUNDO TURNO
Na simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 41%, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas. A diferença entre os dois é de 3,1 pontos percentuais.

 

O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que afirmaram não saber ou preferiram não opinar somam 5,7%. Já aqueles que declararam voto nulo, branco ou que não votariam em nenhum dos dois candidatos totalizam 9,2%.

STF reage com surpresa à decisão de Bolsonaro de apoiar Flávio à Presidência em 2026
Foto: Reprodução / Facebook / Flávio Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) receberam com surpresa a informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi escolhido pelo pai como seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

 

Segundo magistrados, a expectativa era de que Jair Bolsonaro optasse por uma candidatura considerada “mais sólida”, com a possibilidade de, em caso de vitória, obter um indulto para deixar a prisão.

 

Integrantes da Corte avaliavam que, no campo da centro-direita, essa alternativa “mais sólida” seria a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As informações são do Metrópoles.

Ibovespa recua 4,31% após anúncio de apoio de Jair Bolsonaro a Flávio em 2026
Foto: Reprodução / X

O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (5) em queda de 4,31%, aos 157.369,36 pontos. O movimento interrompeu a trajetória recente que havia levado o índice ao patamar histórico de 165 mil pontos. Já o dólar comercial avançou 2,28%, fechando a R$ 5,43.

 

Durante o dia, o principal indicador da Bolsa brasileira chegou à faixa dos 159 mil pontos, em sentido oposto ao observado em mercados internacionais, que registraram altas moderadas. As informações são do site BP Money, parceiro do Bahia Notícias.

 

A reversão brusca teve como gatilho a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu apoiar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência da República em 2026. A sinalização foi recebida com surpresa por agentes financeiros e elevou a aversão ao risco em ativos brasileiros.

Coronel rascunha chapa majoritária, reforça PSD e MDB e indica que família não tem novas “aspirações” políticas
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) comentou, nesta terça-feira (28), a possibilidade de um movimento político voltado à indicação de sua esposa, Eleusa Coronel, como vice na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em 2026. A declaração foi dada ao Bahia Notícias após a publicação de um bastidor que mencionava a chance de Eleusa ser considerada para o posto.

 

Segundo o parlamentar, não existe interesse familiar ou pessoal em relação à composição da chapa majoritária. “Nenhum membro da família Coronel tem aspirações de ser o vice-governador, inclusive Eleusa Coronel”, afirmou o senador.

 

Coronel também destacou que, em sua avaliação, a definição dos espaços entre os partidos que integram a base governista já está consolidada. “Na minha opinião, as quatro vagas na majoritária são imexíveis (1 PSD, 1 MDB e 2 do PT). Os partidos que definam seus nomes, dentro dos seus quadros”, disse.

 

Nesta terça, a reportagem do BN mostrou que Coronel segue se movimentando e buscando alternativas políticas para o ano de 2026 em um contexto em que o senador Jaques Wagner (PT) já indicou a prerrogativa de disputar a reeleição e o desejo do ministro da Casa Civil Rui Costa em compor a segunda vaga ao Senado na chapa de Jerônimo.

 

Segundo a publicação, o entorno do senador Coronel avaliava a indicação de Eleusa como vice na chapa majoritária. Apesar disso, o parlamentar estaria cauteloso nos bastidores, já que o movimento atingiria diretamente um dos partidos aliados ao mandato do senador: o MDB. A indicação de Eleusa tiraria da disputa o atual vice-governador Geraldo Jr. da possibilidade de reeleição, por tabela tirando o MDB da chapa. 

 

Como estratégia para manter a viabilidade eleitoral, buscando estar na chapa em 2026, Coronel possui um trunfo: prefeitos aliados — de diversos partidos, inclusive do MDB. Com essa frente “suprapartidária”, Coronel segue nutrindo o desejo de estar na chapa, inclusive acenando para o próprio MDB.

 

O agrado foi correspondido. O presidente de honra do MDB Bahia, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, sinalizou que Coronel deve ter apoio de diversos prefeitos baianos à reeleição, incluindo os do MDB.

Rui Costa critica PEC da Blindagem e fala sobre intenção de disputar vaga ao Senado pela Bahia em 2026
Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), voltou a declarar nesta sexta-feira (24) que pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio 93 FM, em Jequié, após participar da entrega de obras no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV).

 

Na ocasião, Rui também criticou a proposta conhecida como PEC da Blindagem, rejeitada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

 

Durante a entrevista, Rui confirmou seu interesse em disputar o Senado e comentou sobre o cenário político baiano, que inclui outros dois nomes do campo governista com mandato ou intenção de candidatura: Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD). Ambos já manifestaram o desejo de permanecer ou retornar à Casa.

 

As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.

Líder da oposição minimiza rumores de desistência de candidatura de ACM Neto em 2026: "Fake news da base do governo"
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), comentou nesta sexta-feira (19) os rumores de que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), poderia desistir de disputar o governo da Bahia em 2026. A corrente ganhou força nos bastidores e o Bahia Notícias trouxe o cenário em publicação hoje.

 

Segundo apuração da reportagem, o entorno de ACM Neto evita se posicionar publicamente sobre o assunto, embora reconheça incômodo com a insistência de aliados em antecipar compromissos eleitorais. A postura tem colocado o ex-prefeito em posição de “apagar incêndios”, diante de constrangimentos gerados por declarações e articulações externas.

 

Em resposta, Tiago Correia classificou os rumores como uma estratégia da base do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Contudo, as fontes consultadas pelo BN são ligadas ao ex-prefeito de Salvador.

 

“Mais uma fake news da base do governo, que agora tenta implementar o discurso que ACM Neto pode não ser candidato. Quando na verdade o medo deles é que Neto seja o candidato. Ele é o mais competitivo e que lidera as pesquisas. Na eleição passada eles fizeram o mesmo”, disse o parlamentar.

 

O parlamentar também afirmou que há indefinições no grupo político liderado pelo PT. “Agora, as informações que vem de Brasília é que a candidatura de Jerônimo Rodrigues ainda está na berlinda e o grupo de lá avalia a possibilidade de colocar Rui Costa. Estão fazendo pesquisas constantes para ver quando tomarão a decisão”, acrescentou.

 

Durante o contato com o Bahia Notícias, o deputado também comentou as influências e impatos do processo nacional para o pleito baiano. Para Correia, caso Jerônimo seja candidato a reeleição ele será testado como o atual governador, e não mais como um mero candidato do PT.

 

“O governo Lula não consegue se organizar, o presidente dá reiteradas declarações desastrosas. A sua avaliação melhorou um pouco por conta do atrito com os Estados Unidos, mas ainda é muito ruim e a tendência é que esse quadro só piore. Ele nunca teve uma avaliação tão ruim e principalmente nos estados do Nordeste. E Jerônimo ainda não mostrou para que veio, não tem uma marca de governo. E se ele for o candidato em vez de Rui, ele será confrontado como Jerônimo, e não como número 13”, avaliou.

 

Ao final, o líder da oposição também mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como peça relevante no tabuleiro e sua possível candidatura para a Presidência.
 

"Tarcísio é um nome que tem rejeição baixíssima. É um governador que tem dados excelentes resultados no estado de São Paulo e com certeza desequilibraria o pleito nos estados aonde a oposição a ele é o PT", concluiu.

Bruno Reis vê "eleição antecipada" e comenta fala de Tarcísio descartando candidatura a presidente: "Focado no trabalho dele"
Foto: Bianca Andrade / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), falou na manhã desta quinta-feira (18) sobre a declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que descartou concorrer à Presidência da República em 2026. Atualmente, Tarcísio é apontado como um dos principais nomes da oposição para a disputa.

 

Durante conversa com a imprensa, Bruno Reis disse acreditar que o posicionamento do governador paulista está em linha com a prioridade de focar na gestão estadual.

 

“Infelizmente Brasília virou política, só se faz política e já anteciparam a eleição. Imagino que a cabeça do governador Tarcísio de Freitas seja um pouco parecida com a minha. É óbvio que, se ele for uma opção e for do desejo de todos, que ele possa tentar unificar o país, pode ser que lá na frente ele avalie a possibilidade de deixar de ser candidato à reeleição a governador de São Paulo e tope o desafio, se for conclamado, se for da vontade de todos, para disputar a eleição presidencial”, afirmou.

 

Bruno Reis reforçou que, no momento, Tarcísio estaria agindo corretamente ao manter o foco nos compromissos assumidos em São Paulo.

 

“Mas acho que ele está certo em falar o que ele disse, e focado no trabalho dele, nas entregas de grandes projetos que ele tem ainda em execução e outros para tirar do papel lá em São Paulo”, destacou.

 

O prefeito também avaliou a importância da aprovação popular em disputas eleitorais. “Tudo muito cedo, gente. O que eu posso dizer a vocês é que eu não conheço na política, seja na eleição municipal, estadual ou nacional, um candidato que tenha se reelegido com a desaprovação maior que a aprovação. O grande exemplo foi Bolsonaro na eleição passada, ele tinha 51 de reprova e 49 de aprova: não se reelegeu. Então, quando a pessoa avalia bem o seu governo, natural que ela vote. Quando ela não avalia, é natural que ela escolha outra alternativa e opção”, completou.

Roma não vê "dificuldades" em relação com União Brasil após confirmar Flávio Matos como candidato a deputado federal
Foto: Max Haack / Divulgação

Consolidando o processo de estreitar relações políticas com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, o presidente do PL na Bahia, João Roma, não vê dificuldades na candidatura de Flávio Matos a deputado federal pelo Partido Liberal. Na avaliação do ex-ministro da Cidadania e ex-parlamentar, a relação entre os partidos não deve ser afetada em 2026, ao que considera movimento "natural" no xadrez eleitoral.

 

Isso porque, no mês de julho, Flávio Matos trocou o União Brasil pelo PL, levantando dúvidas sobre o clima entre as siglas para o pleito do próximo ano, em especial em Camaçari, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Por lá, além do apoio maciço do União Brasil, Flávio Matos contou com esforços conjuntos do grupo político aliado a ACM Neto e Bruno Reis na tentativa de ser eleito prefeito. Apesar disso, foi derrotado em segundo turno por Luiz Caetano (PT).

 

"Ele é uma grande opção para deputado federal, ele é pré-candidato atualmente a deputado federal, não só para representar a Camaçari, como toda a Bahia, um jovem, dinâmico, que defende suas ideias, e eu não vejo maiores dificuldades em relação a isso, são processos naturais, e eu acho que vai ser uma grande força para que a gente possa justamente poder fazer a mudança verdadeira na nossa Bahia", disse Roma em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Nos bastidores, a tensão criada com a eventual candidatura de Flávio se deve também a uma eventual ruptura do acordo firmado no ano passado. Segundo o ex-prefeito de Camaçari e principal padrinho de Flávio até então, Elinaldo Araújo (União), o compromisso estabelecido para Camaçari foi com os deputados Paulo Azi e Manuel Rocha, ambos do União Brasil. O primeiro busca a reeleição e tem base consolidada no município, e o segundo pretende deixar a Assembleia Legislativa (AL-BA) para alçar novos voos na Câmara dos Deputados.

 

O ex-gestor chegou a citar mudanças no comportamento do aliado desde a derrota nas urnas em 2024. "Eu tenho dito que tem três Flávios: o vereador, o candidato e o pós-eleição. Eu não tenho que falar do Flávio vereador nem do Flávio candidato. O Flávio pós-eleição… eu acho que ele vem se perdendo, ouvindo os 'palpiteiros e os cientistas políticos'", declarou.

 

Recentemente o Bahia Notícias mostrou que a candidatura de Flávio Matos pode impactar a divisão de votos em Camaçari. Segundo informações obtidas pela reportagem, a repartição seria em 60% para Azi e 40% para Manuel, conforme alinhamento com Elinaldo. No entanto, interlocutores do União Brasil na cidade já apontam que ambos já trabalham com margens menores no número de votos no município e recalculam a distribuição para conseguir êxito na disputa eleitoral.

Adolpho Loyola afirma confiar 100% na manutenção da aliança entre PT e PSD na Bahia e destaca: "No grupo todo mundo cresce"
Foto: Divulgação / Natanael Kiss

Um dos principais articuladores políticos do governo Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, comentou nesta terça-feira (2) a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador 100.1 FM.

 

Questionado sobre a possibilidade de o PT lançar uma chapa considerada “puro-sangue” — composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, na disputa pela reeleição, pelo senador Jaques Wagner (PT), também em busca de novo mandato, e pelo ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), como candidato ao Senado — Loyola ressaltou a importância da aliança com o PSD, e indicou que ainda não é a hora de debater o tema.

 

 

Segundo o secretário, a construção política do grupo tem garantido crescimento conjunto das lideranças na Bahia. “Todo mundo que está nesse grupo cresce. E todo mundo cresceu. Aqui ninguém é chefe de ninguém. Nós somos um grupo político, temos as nossas lideranças, respeitamos todas as lideranças, mas aqui todo mundo cresce. O PSD da Bahia é um dos maiores do país, mérito do senador Otto [Alencar], do senador [Angelo] Coronel, da bancada que tem seis deputados federais, nove estaduais. É um partido robusto, vários prefeitos, mas crescemos juntos aqui no alinhamento conosco”, afirmou.

 

Loyola destacou ainda que a definição dos nomes ocorrerá no próximo ano, a partir das condições políticas e eleitorais. “Ano que vem nós vamos discutir a chapa, vamos ver os números, como estão os apoios. Não é hora de discutir isso, o senador Coronel vai continuar trabalhando, Wagner tem trabalhado, o senador Otto continua nos honrando lá em Brasília. Um dos melhores senadores do Brasil estão na Bahia, temos nomes para colocar. O ex-governador Rui Costa também pode querer ser senador, um governador que foi eleito, reeleito, fez sucessor, é o ministro da Casa Civil do presidente Lula. Todo mundo tem um currículo para disputar. Na hora certa vamos conversar, ver os espaços e marchar juntos. O PSD e o PT, toda essa aliança que temos, vamos marchar juntos”, declarou.

 

Ao final, o secretário reafirmou confiar "100%" na manutenção da aliança entre os partidos.

Na Antena 1, Bruno Reis evita indicar preferidos, mas defende frente ampla de centro e direita para eleição nacional de 2026
Foto: Luis Vasconcelos / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou sobre os rumos políticos do seu grupo em relação às eleições presidenciais de 2026. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira (25), durante entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, 100.1 FM.

 

Ao ser questionado sobre possíveis candidatos para o próximo pleito, Bruno Reis evitou apontar nomes favoritos neste momento, mas ressaltou que a expectativa é de que uma frente ampla, reunindo partidos de centro e direita, defina uma candidatura conjunta até o início de 2026.

 

Segundo o prefeito, esse movimento tem sido construído a partir de encontros e alinhamentos nacionais, como o jantar realizado em Brasília na última terça-feira (19), promovido para marcar a aliança da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. O evento reuniu governadores e lideranças de diferentes legendas do chamado Centrão e de partidos de direita.

 

“Na terça-feira teve o encontro que eu pude dizer que reuniu o PIB da política brasileira, estavam lá 12 governadores, tinha presidentes de pelo menos seis grandes partidos, PP, União Brasil, PL, MDB, Republicanos e PSD, além de Zema representando o Novo, o ex-ministro Ciro Gomes. Todos os discursos, todos que tiveram oportunidade de usar a palavra, é que estavam comprometidos com um novo projeto para o país, que pudesse unir e pacificar. Ninguém aguenta mais esse estado de eleição permanente, essa crise”, afirmou Bruno Reis.

 

Ele destacou ainda que o grupo pretende apresentar um nome de consenso até o final deste ano ou início de 2026. “A gente não vê um ambiente de tranquilidade para quem quer empreender e desenvolver o país. E esse grupo se comprometeu até o final do ano, início do próximo, apresentar um novo para o país, uma alternativa que possa trazer a paz que o cidadão espera. Tendo em vista que estamos desde a Lava Jato, passando pelo impeachment de Dilma, disputas, em um país onde cada vez mais vemos caminhar para um extremismo, uma escalada e radicalização das posições”.

 

Ao mencionar alternativas em debate, o prefeito citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). “Hoje o partido [União] tem o nome do governador Ronaldo Caiado, melhor governador do Brasil, extremamente bem avaliados. Esses outros partidos tem outros nomes, e vamos tirar o melhor nome para apresentar ao país”, declarou.

 

Bruno Reis acrescentou que a articulação política segue em curso, com o objetivo de unificar forças e construir uma candidatura competitiva. “Essas conversas começam a ser afuniladas, definir uma estratégia para atuação em conjunto desses partidos. Vamos unificar todo campo de centro e de direita e apresentar um nome que possa tirar o país dessa situação. Da minha geração com certeza hoje é a maior crise que o país está imerso”, continuou.

 

O prefeito Bruno Reis foi entrevistado no programa especial da Antena 1 Salvador, que completou um ano de operação na capital baiana.

Quaest: ACM Neto aparece com 41% e Jerônimo Rodrigues tem 34% na disputa pelo governo da Bahia em 2026
Fotos: Divulgação

Levantamento da Quaest, divulgado nesta sexta-feira (22), indica que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) lidera a corrida eleitoral para o governo da Bahia em 2026, com 41% das intenções de voto. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), aparece em segundo lugar, com 34%.

 

 

A pesquisa foi contratada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com entrevistas presenciais de 1.200 eleitores baianos com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.

 

No cenário estimulado, quando o nome dos candidatos é apresentado aos entrevistados, aparecem ainda João Roma (PL): 4%; Kleber Rosa (PSOL): 2%; José Aleluia (Novo): 1%. Indecisos somam 4% e brancos, nulos e os que não vão votar, 14%.

PMB passa por repaginada, deve mudar de nome e busca eleição de deputado federal para consolidação na Bahia
Foto: Divulgação

Preparando o terreno para a eleição de 2026, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) é mais uma sigla que deve passar por uma ampla reformulação, incluindo o diretório da Bahia. Em contato com a reportagem, o novo presidente estadual da legenda, Carlos Kruchevsky, apontou que a legenda de número 35 nas urnas deve passar a se chamar Democrata. 

 

Segundo Kruchevsky, o processo de reestruturação com a mudança de nome tem como objetivo deixar de ter um recorte exclusivo voltado à mulher, passando a "representar de forma mais ampla todos os cidadãos comprometidos com a construção de uma democracia inclusiva, moderna e participativa no Brasil".

 

O pedido de alteração atualmente está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com expectativa de conclusão até o final do mês de agosto.

 

Ainda de acordo com o presidente estadual, um dos pontos centrais do novo comando é a aproximação direta com os pré-candidatos e as bases sociais. "A proposta é criar um espaço aberto de escuta e diálogo permanente, inclusive com o governo estadual, para garantir que os pleitos da população cheguem onde precisam chegar e gerem resultados concretos", indicou.

 

Nesse contexto, o partido estabeleceu uma meta ousada para as eleições de 2026: eleger de dois a três deputados federais e de quatro a cinco deputados estaduais. Para alcançar o feito, Kruchevsky diz que um dos critérios para a filiação de nomes é ter uma base eleitoral sólida, com cerca de 25 mil votos na busca por uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e 45 mil votos no pleito pela Câmara dos Deputados.

 

Ainda conforme as informações, o partido não vai aceitar nenhum candidato com mandato no primeiro momento, como forma de "garantir isonomia entre os postulantes e evitar disputas desequilibradas".

 

Outro ponto já abordado pela direção estadual é a eleição municipal de 2028. A ideia é que o partido lance candidatos a prefeito em todos os 417 municípios da Bahia, para ampliar o alcance da legenda pelo estado.

 

NOVA TENTATIVA
Essa não é a primeira vez que o Partido da Mulher Brasileira (PMB) tenta trocar de nome. Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido para que o partido passasse a se chamar "Brasil 35".

 

À época, o TSE considerou que a mudança teria potencial intenso para gerar confusão ou induzir o eleitorado a erro. Segundo destacou o relator, ministro Alexandre de Moraes, o partido pediu que fossem analisados outros nomes: “Partido Brasil” e “Por mais Brasil”. Contudo, de acordo com o ministro, tal solicitação não pode ser feita em sede de embargos, pois não há omissão, contradição ou obscuridade no acórdão da Corte.

Raissa Soares anuncia pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo PL na Bahia
Foto: Divulgação

A médica Raissa Soares, que se candidatou ao Senado pelo PL em 2022, confirmou, nesta quinta-feira (14), que disputará uma vaga de deputada federal pela Bahia em 2026. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após encontro realizado na quarta-feira (13), em Brasília.

 

“Se tudo der certo, ela será a minha candidata a deputada federal pela Bahia. Será muito importante tê-la em Brasília para continuar a ajudar os baianos”, afirmou Valdemar Costa Neto, nas redes sociais, citando o histórico de Raissa.

 

Em 2022, conquistou mais de um milhão de votos nas eleições ao Senado. “Minha candidatura segue as diretrizes e orientações do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, refletindo a força do PL. Meu foco é contribuir com projetos que beneficiem diretamente a Bahia e o Brasil”, afirmou Raissa.

 

A médica destacou ainda que seu compromisso é fortalecer o PL, atuar em pautas de direita e conservadoras, e desenvolver projetos que facilitem a vida da população, protejam as famílias e melhorem a saúde na Bahia e no Brasil.

 

Com o apoio de Valdemar Costa Neto, Raissa projeta que o PL consiga eleger quatro, ou até cinco deputados federais na Bahia.

Com vice em 2022, Marinho aponta para "decisão interna" do Republicanos em desejo de indicar vaga ao Senado
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que seu nome está entre os cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por ACM Neto (União), que deve concorrer novamente ao governo da Bahia em 2026. Segundo Marinho, embora esteja focado na campanha de reeleição, a possibilidade não está descartada.

 

“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos. As pessoas me conhecem, não está descartada essa possibilidade. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto, ao Senado. No partido temos vários nomes. Tenho feito a campanha de reeleição, mas não deixo de ser um nome. Se os ventos soprarem e for da vontade”, declarou em conversa com o Bahia Notícias na semana passada.

 

Na última eleição, o Republicanos ocupou um posto importante na chapa de ACM Neto ao indicar a empresária Ana Coelho para a vice. À época, o nome dela ganhou força pós o partido ter descartado o então deputado federal Marcelo Nilo. Ela inclusive se filiou ao partido no último dia do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de novos membros (leia mais aqui e aqui).

 

“Iremos disputar a vaga do Senado. O partido quer essa vaga. Não temos definição, mas o sentimento do partido. Temos uma decisão interna nossa. No momento certo”, disse Marinho.

 

O parlamentar ainda comentou o cenário eleitoral, após divulgação de um levantamento da Paraná Pesquisas, em parceria com o BN, que aponta ACM Neto à frente na corrida pelo governo estadual. O deputado disse não ter se surpreendido com o resultado e relatou impressões colhidas durante viagens pelo interior da Bahia.

 

“Eu não tomei como surpresa ACM na frente não. Tenho viajado todos os finais de semana no interior. Às vezes até anônimo, pois não me conhecem. Faço pesquisa de boca, em restaurante, lanchonete, busco ouvir as pessoas sobre as eleições ano que vem. São objetivas em falar do cansaço do governo que hoje está no estado. A segurança pública, estava ontem em Várzea do Poço, dentro de uma roça que nem internet pega, as pessoas revelam o medo. Outra questão é a saúde. São pessoas humildes e pobres que dependem da saúde pública. Nos hospitais, quando chegam, entram na famosa fila”, finalizou.

 

REPUBLICANOS EM FOCO
Além do próprio Márcio Marinho, o partido tem outros nomes mencionados para possíveis indicações. Entre eles estão o deputado federal Alex Santana e Marcelo Nilo, que hoje atua como assessor especial na prefeitura de Salvador.

 

As discussões foram aprofundadas recentemente, quando Alex Santana indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O deputado negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. O movimento começou a agitar os bastidores do partido para uma possível definição.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre a cama de gato que armaram para o Molusco no Senado e recados ao pé do ouvido, o Galego virou protagonista de crise e emendou missão internacional com timing cirúrgico. No meio de tudo isso, o Correria ainda prefere título do passado, enquanto o Pernambucano vem tentando captar os “sinais”. Teve ainda o sincericídio de Elmato e o Mauricinho da Terceira Idade que já trocou a disputa pelo doce sossego do céu de brigadeiro do TCM. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jaques Wagner

Jaques Wagner
Foto: Bahia Notícias

"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso". 

 

Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.

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Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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