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edvaldo lima
A declaração do vereador e pastor evangélico feirense Edvaldo Lima (União), classificando o Dia da Consciência Negra como um “feriado racista”, gerou reação entre ativistas e movimentos sociais da cidade. Grupos ligados ao movimento negro repudiaram as falas do edil.
VÍDEO: Ativistas reagem à fala de vereador de Feira que chamou feriado da Consciência Negra de “racista”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 13, 2025
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Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a pedagoga, ativista e mestre em Educação Hely Pedreira, referência no movimento de mulheres negras, afirmou que a postura do vereador é “lamentável” e reforça um histórico de deslegitimação das lutas do povo negro. Segundo ela, colocar interesses comerciais acima de reivindicações históricas é um gesto que alimenta “o apagamento das conquistas dos Movimentos Negros Organizados”.
Também ouvida pelo site, a agente de cultura Marinalda Soares, coordenadora da Rede Nacional de Mulheres Negras no Combate à Violência em Feira de Santana, disse que a fala se torna mais grave por partir de um agente público que se autodeclara negro.
Para Soares, ao desmerecer o feriado, o vereador reforça discursos de ódio e desconhecimento sobre a importância da data, celebrada em 20 de novembro. As críticas das ativistas também se voltaram à decisão que permitiu o funcionamento do comércio local durante o feriado, contrariando a legislação federal.
O comentário de Edvaldo Lima surgiu justamente em resposta ao colega Sílvio Dias (PT), que criticava a liberação das atividades comerciais. Para Hely Pedreira, a medida evidencia a tentativa de minimizar a relevância do feriado, sobretudo porque grande parte da população negra está inserida no setor comercial e acaba impedida de vivenciar um momento de reflexão sobre a própria identidade em uma sociedade marcada pelo racismo estrutural.
Soares reforçou a indignação, uma vez que o feriado, segundo ela, é resultado de décadas de luta e tem caráter de reparação histórica. A ativista afirmou que a sociedade civil dará resposta “nas ruas e nas redes sociais” contra o desrespeito à data.
Após ser agredida verbalmente a vereadora e presidente da câmara de vereadores de Feira de Santana, Eremita Mota esteve na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher DEAM nesta sexta (18) para registrar boletim de ocorrência contra três vereadores. Segundo Eremita, as agressões ocorrem desde o dia 02 de Janeiro quando tomou posse em janeiro deste ano.
A vereadora do PSDB denunciou os vereadores Edvaldo Lima, Fernando Torres e José Carneiro, por violência política de gênero. Após fazer uma denúncia sobre o Instituto de Previdência de Feira de Santana, a presidente foi intimidada pelo vereador e pastor Edvaldo Lima. No dia seguinte, quinta (17), foi xingada pelo deputado Fernando Torres. Em seguida, o vereador José Carneiro sugeriu que Eremita tinha problemas psicológicos ao afirmar que ela esqueceu de tomar medicação.
Além da queixa na DEAM a presidente do legislativo feirense entrará com representação na Corregedoria de Câmara por quebra de decoro parlamentar contra os três vereadores. Em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Eremita ressalta que não irá desistir e continuará na presidência da câmara até o fim do mandato.
“Estou aqui na Deam registrando o que já venho fazendo desde o início do ano, eu sou mulher, sou corajosa, criei meus filhos praticamente sozinha, aprendi a me defender. Eu não vou desistir da função a qual fui eleita, eu não quero fugir das minhas atividades, das minhas vitórias, eles precisam entender que [permanecerei] presidência da Câmara até o dia 31 de dezembro de 2024”, concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.