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Artigos

Moacy Neves
Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige
Foto: Acervo pessoal

Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige

O debate provocado nos últimos dias sobre a extensão constitucional do sigilo da fonte escancarou uma questão incômoda, que recoloca uma questão que o Brasil precisa enfrentar com serenidade e profundidade: afinal, quem é jornalista? Qual o papel da formação profissional em Jornalismo?

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

eduardo caricchio

VÍDEO: Em julgamento no TJ-BA, desembargadores divergem sobre eliminação de candidato da PM: "deputados frustrados"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Sessão Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) julgou, na tarde da última quinta-feira, 11 de junho de 2026, o recurso de um candidato ao concurso da Polícia Militar da Bahia que foi eliminado do certame por ter completado 30 anos e 3 meses no momento da inscrição, ultrapassando o teto etário previsto em lei e no edital.

 

A sessão foi marcada por uma divergência entre os desembargadores Cláudio Césare e Eduardo Caricchio, que defenderam posições opostas sobre a legalidade da exclusão e a responsabilidade do Estado e do candidato diante do requisito objetivo.

 

O voto do desembargador Cláudio Césare baseou-se na premissa de que o candidato tinha conhecimento pleno da irregularidade de sua inscrição.

 

"O candidato também não agiu com boa-fé, quando ele sabia que ele não podia se inscrever no concurso, porque ele tinha 30 anos em 3 meses e ele se inscreveu. Ele agiu com deliberada intenção. Bom, se eu passar, eu inteponho o mandato de segurança. Ele sabia que ele não podia concorrer, porque ele tinha 30 anos e 3 meses. Ele não podia", afirmou Cesare.

 

O magistrado destacou ainda que a comissão organizadora não tem condições de analisar previamente toda a documentação de dezenas de milhares de inscritos, sob pena de inviabilizar o cronograma do concurso.

 

"Se a comissão organizadora for parar para analisar toda a documentação prévia de 20, 30 mil candidatos inscritos, o concurso não inicia no prazo. O candidato quando se inscreve, ele sabe que o momento que ele tem que apresentar a documentação vai ser no final. Ele assumiu o risco", disse.

 

Para o desembargador, a questão não envolve apenas princípios jurídicos, mas também um princípio ético do candidato. "Não é só seguir a lei, é seguir também as boas práticas", completou. Césare ponderou ainda que a permanência do candidato no certame, mesmo após aprovação nas fases eliminatórias, significaria a ocupação da vaga de outro concorrente que cumpriu todos os requisitos. "Este candidato de 30 anos e 3 meses, possivelmente, estará tomando a vaga de um candidato de 29 anos. Porque o concurso não é para quem passar, é para quem passar na frente", argumentou.

 

Já o desembargador Eduardo Caricchio defendeu que o Estado deveria ter mecanismos para impedir a inscrição desde o início, evitando que o candidato passasse por todas as etapas para só depois ser eliminado.

 

"Bote no sistema de computador qualquer coisa que não permita nem o cara se inscrever. Mas depois que se inscreveu, fez todos os testes, mostrou-se apto, tirar esse cidadão do certame, de repente bota um que está todo arrumadinho e esse camarada que vai decepcionar a sociedade. Não é por aí", afirmou.

 

O magistrado ressaltou a necessidade de imprimir o "sentimento de julgador" e criticou o que chamou de apego excessivo à lei. "A lei é ultrapassada, é a lei velha. Nós estamos tratando de uma realidade de um cidadão que se submeteu", declarou.

 

Caricchio atribuiu sua posição à experiência como juiz da área criminal, que o tornaria mais sensível ao impacto humano da decisão. "Não sei se essa sensibilidade que dói, que faz a gente se exasperar é de juiz do crime, como eu. Quem não teve essa oportunidade de ser juiz do crime, talvez não fique tão envolvido com essa realidade. Porque eu vejo claramente nós que lidamos com a liberdade e às vezes com a vida e a morte dos cidadãos que estão presos. Somos mais, eu pelo menos, sou muito mais sensível a essa realidade", disse.

 

Caricchio concluiu defendendo que a correção do problema deveria ser feita para o futuro, mas que, no caso concreto, a expectativa gerada no candidato e em sua família precisava ser respeitada. "Como é que o Estado permite que o cidadão faça, se submeta a todo teste depois? Não, você está fora. Que negócio é isso? É brincadeira? E a expectativa de vida dele, da família dele, fica aonde isso? Procure corrigir o problema daqui para frente. Mas se o problema até agora tem que ser respeitado, o sentimento humano e o comportamento humano têm que ser", afirmou.

 

Ao final de sua fala, o desembargador Eduardo Caricchio fez uma crítica ao tom do julgamento e à postura de alguns colegas, comparando-os a "deputados" e manifestando decepção. "Me desculpe a minha reverência, mas eu já tenho 52 anos aqui dentro. E fica muito decepcionante, acho decepcionante julgadores se comportando como deputados frustrados", disse.

 

Veja o momento:

 

O resultado do julgamento manteve a eliminação do candidato, conforme o voto vencedor.

Eduardo Caricchio revela projeções ao assumir vaga de desembargador: “Tem que investir no judiciário”
Foto: Aline Gama / Bahia Notícias

O juiz Eduardo Afonso Maia Caricchio (30ª Vara De Substituições) revelou nesta quarta-feira (19) as expectativas para assumir o cargo de desembargador deixado por Lígia Maria Ramos Cunha, que teve a aposentadoria compulsória determinada

 

O magistrado, que assume a função nesta quarta, relembrou em entrevista ao Bahia Notícias sua trajetória e disse que tem em sua história a marca do trabalho e produtividade. 

 

“A estrada é longa. Estou na magistratura há mais de 40 anos e na vida forense há mais de 50 anos. Então é uma estrada longa, de muito trabalho. Eu espero continuar no meu ritmo de trabalho. Eu sou acusado de ter boa produtividade. Me acusam de ter trabalhado demais. Mas eu não sei o que eu faço, mas é meu ritmo. Acabei de conversar com um colega aqui também me dizendo isso, ele me sucedeu numa comarca e, ao chegar lá, não tinham [trabalho] para fazer. Eu não sei se isso é bom ou ruim, mas é meu ritmo. É trabalho com seriedade”, disse Caricchio, que chega ao posto após preencher o critério de antiguidade.

 

Eduardo ainda tratou sobre as diferenças de uma magistratura de primeiro grau para desembargador. “O trabalho judicante é sempre edificante e leva em conta o fato de que a gente tem que estar de boa-fé, com coragem, com coração limpo, para poder julgar a vida e o interesse das pessoas, dos cidadãos da cidade”, afirmou ao BN. 

 

O novo desembargador ainda comentou sobre sua visão do cenário do judiciário baiano. Segundo Caricchio, é preciso investir no setor baiano. “Isso é um problema sério, por exemplo, eu estou saindo de uma vara em que deixei 238 processos e estou recebendo aqui 3.900 processos. Eu não sei se qualquer empresa da iniciativa privada teria condições de manter isso sem investimento. Para ter um retorno, para ter realmente a movimentação que a sociedade precisa, tem que investir no judiciário”, finalizou.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os propagandistas estão tontos com as "mudernidades". É tanto celular gravando o tempo inteiro, IA, implante capilar e trend, que tá faltando proposta e política. O problema é que mesmo quem faz política tá enfrentando outro bicho: o ciúme. Mas tem amizades que se provam com o tempo. O Galego que o diga... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Ricardo Stuckert

"Eu vou continuar governando ao lado do presidente Lula. Vamos ter dois senadores, Rui Costa e Jaques Wagner, além de Otto que já está lá. Quero aproveitar e falar a notícia em primeira mão: Lula acabou de falar comigo, agora pouco, e confirmou a vinda nesta sexta-feira (28) para Salvador". 

 

Disse o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao confirmar a presença do presidente Lula em um ato político em Salvador nesta sexta-feira (28). O anúncio foi feito durante entrevista a uma emissora da capital nesta terça-feira (25). 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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