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Com surto de ebola no Congo, Djavan cancela show em Angola previsto para julho: "contexto sanitário"
O cantor Djavan anunciou nesta terça-feira (9) o cancelamento do show previsto para 4 de julho em Luanda, capital de Angola, citando o "contexto sanitário" em regiões do continente africano como motivação.
A decisão ocorre em meio a um surto de ebola na República Democrática do Congo, país que faz fronteira com Angola, que já registrou 550 infectados e 101 mortes.
Em comunicado publicado nas redes sociais, a equipe do artista descreveu a medida como "preventiva" e esclareceu que não tem relação específica com Angola.
"Após uma avaliação criteriosa do atual contexto sanitário em algumas regiões do continente africano e das recomendações de monitoramento emitidas por organismos internacionais de saúde, foi tomada a decisão de não realizar a participação de Djavan no evento", diz o texto.
O surto de ebola no Congo se intensifica desde maio. Na segunda-feira (8), o país informou que o número de mortes ultrapassou 100, com novos casos sendo confirmados diariamente.
Um homem de 37 anos com sintomas compatíveis com Ebola está internado no Instituto Emílio Ribas, em São Paulo. O resultado para confirmar ou descartar o diagnóstico ainda não saiu. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), o caso do paciente natural da República Democrática do Congo foi registrado nesse sábado. Ele viajou recentemente para o país e apresentou sintomas da doença.
A República Democrática do Congo passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados, e o Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.
Em nota, a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula, afirmou ainda que avalia o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul como muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas”, afirmou a coordenadora.
TRANSMISSÃO
O ebola é uma infecção viral transmitida por meio da troca de fluidos corporais. A transmissão da doença se dá somente após o início dos sintomas, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias. A transmissão ocorre por meio de fluidos corporais.
Segundo a Secretaria de Saúde do estado, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para essa variante. Nesta semana, a OMS anunciou que os tratamentos e vacinas contra a doença estão em período de teste.
A seleção da República Democrática do Congo precisará cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de embarcar para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo. A informação foi confirmada pelo diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, em entrevista à ESPN norte-americana.
A delegação congolesa está em preparação na Bélgica e deverá permanecer isolada até a viagem para Houston, marcada para 11 de junho.
“Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua bolha por 21 dias antes de poderem vir a Houston em 11 de junho. Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os EUA”, afirmou o dirigente.
A medida ocorre em meio ao monitoramento do surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. A FIFA informou que mantém contato com a federação congolesa e autoridades sanitárias dos Estados Unidos, México, Canadá e da Organização Mundial da Saúde para acompanhar a situação.
Segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde, o surto já provocou 177 mortes e soma cerca de 750 casos suspeitos. O diretor-geral da OMS afirmou que ainda não há vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelos casos atuais, embora exista expectativa de avanço nos próximos meses.
Nesta semana, o CDC, órgão de controle de doenças dos EUA, também adotou restrições para viajantes que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda e South Sudan. A medida pode impactar torcedores da seleção africana que pretendem acompanhar o Mundial.
Apesar das restrições sanitárias, a participação da República Democrática do Congo na competição segue mantida. A equipe integra o Grupo K, ao lado da Colômbia, Portugal e Uzbequistão. A estreia será diante da seleção portuguesa, liderada por Cristiano Ronaldo, em 17 de junho, em Houston.
O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) fez um alerta, nesta quarta-feira (22), para o risco de que o surto do vírus de Marburg confirmado na Tanzânia se espalhe para outros três países: Uganda, Ruanda e Burundi.
Da mesma família do Ebola, o vírus é um dos mais perigosos do mundo. A taxa de mortalidade dos infectados é de, em média, 50%, mas pode chegar a 88% dependendo da variante de Marburg e dos cuidados de saúde prestados ao doente.
Na terça-feira (21), o Ministério da Saúde da Tanzânia declarou um surto da doença no noroeste do país. Foram confirmados oito casos, com cinco mortes – uma taxa de letalidade de 63%. Entre os mortos está um profissional da saúde.
É a primeira vez que o país tem casos confirmados da doença. Os infectados são das cidades de Bulinda e Butayaibega, ambas localizadas no distrito noroeste de Bukoba, na fronteira com Uganda e perto das fronteiras de Ruanda e Burundi, gerando alerta das autoridades. A elevada mobilidade da população na área representa um risco de propagação transfronteiriça do Marburg .
“O CDC África continua empenhado em apoiar a Tanzânia e seus vizinhos para deter este surto o mais rapidamente possível. Pedimos às pessoas que continuem compartilhando informações em tempo hábil com as autoridades para permitir uma resposta mais eficaz. Essas doenças infecciosas emergentes e reemergentes são um sinal de que a segurança sanitária do continente precisa ser fortalecida para lidar com as ameaças de doenças”, disse Ahmed Ogwell Ouma, diretor interino do CDC África.
O Ministério da Saúde da Tanzânia informou que já implantou equipes de resposta rápida para apoiar novas investigações. Um total de 161 contatos das pessoas infectadas foram identificados e estão sendo monitorados.
Tumaini Nagu, especialista em medicina do governo da Tanzânia, pediu aos cidadãos que evitem tocar em possíveis pacientes e seus fluidos, bem como que relatem às autoridades sanitárias sobre quaisquer casos suspeitos. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.